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Inflação impediu ganho real, diz CNC
A Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou ontem análise sobre a receita nominal do setor de serviços em 2013. O economista da entidade, Fábio Bentes, avalia que o resultado do ano passado foi pior que o de 2012, quando o faturamento decorrente da prestação de serviços às famílias e às empresas brasileiras avançou 10%.
Na avaliação de Bentes, os dados nominais de 2013 descontados a inflação de serviços (apurada pelo IPCA em 8,75% no período), mostram que a variação real da receita do setor ficou em -0,2%. “A inflação de serviços continuou elevada em 2013 (8,73%), a diferença é que no ano passado a receita não cresceu o suficiente para proporcionar ganho real no faturamento do setor”, afirma Bentes. O economista afirma que “a situação só não foi pior em virtude dos serviços prestados à família”. Bentes diz não confiar em reversão do quadro atual em 2014. De acordo com ele, eventos como a Copa do Mundo acabam por inflacionar o setor. “O turismo deve contar com ganho real, mas a inflação não dá sinais de ceder”, opina. Em relação ao Paraná, o economista acredita que seja possível entender que o ganho do setor tenha sido um pouco menor que o do País. “Certamente o setor no Paraná cresceu abaixo da média nacional.” (C.F.)Fonte: Folha de Londrina
Fonte: fetraconspar.org.br
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19.02.14
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China pode gerar 3ª onda da crise econômica pós-2008
O editor de economia da BBC, Robert Peston, investigou como a desaceleração econômica da China pode levar a uma ‘terceira onda’ da crise econômica que abalou o mundo em 2008. Além do artigo abaixo, o resultado desse trabalho é a reportagem especial ‘How China Fooled the World’ (‘Como a China enganou o mundo’, em tradução livre), transmitido no Reino Unido pelo canal de TV BBC 2 nesta semana .
O prefeito de Wuhan, Tang Liangzhi, está gastando o equivalente a quase R$ 800 bilhões em um plano de desenvolvimento de cinco anos que tem como objetivo transformar a cidade – que já tem 10 milhões de habitantes – em uma megametrópole mundial capaz de disputar com Xangai o posto de segunda maior cidade do país.Poucas pessoas já ouviram falar da cidade chinesa de Wuhan. Mas ela, mais do que qualquer outra cidade do país, evidencia como as três extraordinárias décadas de modernização e enriquecimento da China, bem como seu milagre econômico, parecem estar perto do fim – e por que isso traz um sério risco para os mercados mundiais.
O ritmo dos gastos em Wuhan é impressionante: estão em construção centenas de edifícios residenciais, anéis viários, pontes, ferrovias, um sistema de metrô e um aeroporto internacional. O centro da cidade está sendo demolido para dar lugar a um centro comercial, incluindo um arranha-céu de mais de 600 metros de altura que custará R$ 11,9 bilhões.
A reforma de Wuhan serve para contar uma história mais ampla. Nos últimos anos, a China construiu um novo arranha-céu a cada cinco dias, mais de 30 aeroportos, sistemas de metrô em 25 cidades, as três pontes mais extensas do mundo e mais de 9,6 mil quilômetros de rodovias de alta velocidade, além de empreendimentos imobiliários comerciais e residenciais em larga escala.
Há duas formas de enxergar esse movimento: trata-se, é claro, de uma modernização necessária em um país que se urbaniza rapidamente. Mas é também um sintoma de uma economia desequilibrada, cujas recentes fontes de crescimento não são sustentáveis.
Associada às recentes tensões nos mercados financeiros, a desaceleração econômica chinesa pode ser vista como uma terceira onda da crise iniciada em 2007 e 2008 (a primeira foi a crise em Wall Street e na City de Londres; a segunda, a da zona do euro).
Estímulo
Em 2008, após o colapso do banco Lehman Brothers, o mundo presenciou um encolhimento dramático do comércio mundial. Isso foi catastrófico para a China, que tinha um crescimento muito dependente das exportações ao Ocidente. Quando as economias ocidentais pararam, diversas fábricas chinesas foram paralisadas.Como resposta, o governo chinês lançou um pacote de estímulo de dimensões gigantescas – o equivalente a R$ 1,5 trilhão de gastos estatais diretos – e instruiu que bancos ‘abrissem a carteira’ e emprestassem dinheiro como se não houvesse amanhã.Na ocasião, a BBC testemunhou hordas de migrantes chineses pobres sendo forçados a voltar para suas aldeias. A situação alarmou o governo e ameaçou o acordo implícito entre o Partido Comunista e a população chinesa, que abriu mão de direitos democráticos em troca de prosperidade econômica.
A estratégia funcionou, a seu modo. Enquanto muitas das economias ocidentais e o Japão estagnaram, a China viveu anos de grande expansão, retomando o crescimento na casa dos 10% anuais.
Mas as fontes de crescimento eram limitadas e, desde então, mudaram.
Excessos e crédito
Mesmo antes do pacote de estímulo, a China investia a taxas maiores do que quase todos os demais países na história.Antes da crise de 2008, o investimento estava em torno de 40% do PIB, três vezes mais do que a maioria dos países desenvolvidos. Após a crise, graças aos estímulos e às obras de infraestrutura, os investimentos subiram para 50% do PIB, um nível sem precedentes, e ali continuaram.
A questão é que, quando uma grande economia investe nesse ritmo para criar empregos e riqueza, possivelmente não obterá retorno de grande parte dos investimentos – que são muito maiores do que qualquer decisão racional dos empresários.
É por isso que a China tem vastos empreendimentos imobiliários – ou mesmo cidades inteiras – com luzes que nunca foram acesas e com estradas que mal foram percorridas por veículos.
O que torna tóxica uma grande parte desse investimento é seu financiamento: uma explosão nos empréstimos. A proporção das dívidas chinesas em relação ao PIB tem crescido rapidamente.
A analista Charlene Chu, que era da agência Fitch, explica a fartura de crédito: ‘A maioria das pessoas sabe que houve uma grande expansão de crédito na China, mas não conhece sua dimensão. No começo de 2008, o setor bancário chinês tinha um tamanho em torno de US$ 10 trilhões. Agora, tem entre US$ 24 e 25 trilhões. Esse aumento é equivalente ao total do setor bancário comercial americano, que levou mais de um século para ser constituído’.
O Ocidente aprendeu a duras penas os perigos de um sistema financeiro que cria muito crédito rapidamente. Além disso, no caso da China, boa parte dos endividamentos está oculta, financiada por instituições chamadas de ‘shadow banks’ (bancos sob a sombra, em tradução literal), à margem do sistema financeiro tradicional.
Não há exceções na história das finanças: conceder empréstimos nessa escala faz com que os devedores não consigam quitar suas dívidas e implica em grandes perdas aos credores. A questão não é se isso vai acontecer, mas quando e qual a dimensão dos seus efeitos.
É por isso que vimos alguns episódios recentes de estresse nos mercados financeiros chineses, o que pode prenunciar problemas mais graves.
Perigos
Quando o crescimento é gerado por um grande período de investimento lastreado em dívida, há dois desdobramentos possíveis: se essa grande expansão é encerrada cedo o bastante e de modo controlado e a economia é retomada de maneira sustentável, ocorre uma retração econômica, mas desta forma evita-se um desastre. No entanto, se a concessão de crédito passa dos limites, uma crise se torna inevitável.Então, qual será o desfecho do milagre econômico chinês?
O governo anunciou reformas que, em tese, podem reequilibrar a economia nos próximos anos ao trocar o investimento baseado em crédito por outro baseado no consumo.
Mas as reformas estão em estágio inicial, e a concessão de crédito continua. E mais: a atual explosão de investimentos nos setores imobiliário e de infraestrutura tem gerado tantos lucros a milhares de autoridades do Partido Comunista que há dúvidas quanto à habilidade do governo central em implementar mudanças.
Além disso, existem as consequências sociais: um crescimento econômico mais lento pode não ser suficiente para satisfazer a ânsia dos chineses por mais empregos e um padrão de vida melhor, algo que pode desencadear protestos populares.
Mas e se a bonança de crédito não for contida? Poderíamos estar diante de uma crise que chacoalharia não apenas a China, mas o mundo inteiro.
O recente crescimento chinês deu forma ao mundo como o conhecemos hoje: propiciou aos ocidentais a compra de produtos baratos e, para países exportadores (como o Brasil), a venda de commodities. O outro lado é que os preços mundiais dos alimentos e da energia subiram e a influência chinesa no resto do mundo mudou o equilíbrio de poder global.
Será que uma China enfraquecida traria benefícios ao Ocidente? Talvez não fosse algo totalmente ruim. Mas uma China repentinamente incapaz de prover o crescente padrão de vida esperado por seu povo seria um país mais instável – e também mais perigoso.
Fonte: G1
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19.02.14
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Serralheria indenizará pais de adolescente que morreu no segundo dia de trabalho
Uma serralheria que tinha o costume de contratar trabalhadores menores de idade foi condenada pela Justiça do Trabalho por negligência pela morte de um ajudante geral de 15 anos. A microempresa Eurípedes Ademir Barrado contestou, no Tribunal Superior do Trabalho, o reconhecimento de vínculo empregatício e as indenizações por danos morais e materiais, mas não convenceu a Segunda Turma do TST, que não conheceu do seu recurso de revista.
A microempresa negou o vínculo empregatício alegando que a vítima nunca lhe prestou serviços, apenas teria ido visitar suas instalações em companhia de um irmão. Ele iria lá apenas para conversar com seus irmãos, empregados da serralheria, o que não era proibido.
Na primeira instância, o pedido de indenização por danos morais e materiais feito pelos pais do trabalhador foi indeferido, pois o juízo entendeu que não foi demonstrada a existência dos elementos caracterizadores da relação de emprego. Recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP), porém, mudou a sentença.
Para o TRT, ficou comprovado que o adolescente foi contratado em 30/4/2007, sem registro em carteira. Em 1º de maio, recebeu ordens de descarregar pesadas cantoneiras de uma caminhonete, junto com outro empregado. Atingido por uma destas estruturas metálicas, ele caiu e faleceu em consequência de traumatismo crânio-encefálico.
Ao examinar os depoimentos, o TRT julgou comprovados os requisitos necessários ao reconhecimento do vínculo de emprego, estabelecidos no artigo 3º da CLT. Ressaltou que testemunhas viram o rapaz prestando serviços na serralheria em 30/4, varrendo e ajudando a virar as peças durante o dia todo, e um empregado confirmou na delegacia que “estava trabalhando com a vítima há dois dias”.
O Regional destacou também que a empresa tinha por conduta contratar trabalhadores menores, conforme registrado em relatório da Subdelegacia do Trabalho e Emprego em Ribeirão Preto, no termo de Ajustamento de Conduta e nos depoimentos das testemunhas em audiência. Nesse contexto, julgou procedentes os pedidos de anotação na carteira de trabalho, recolhimentos previdenciários e do FGTS decorrentes do contrato de emprego.
A empresa foi também condenada por danos materiais, na forma de pensão mensal, com valor de 2/3 do salário mínimo até a data em que o trabalhador completaria 25 anos, em 2016. A partir daí, a indenização deve ser reduzida para 1/3 do salário até o tempo em que ele completaria 65 anos ou até a morte dos pais.
Quanto à indenização por danos morais, o TRT arbitrou o valor em R$ 50 mil, considerando que “a empresa não agiu com a prudência necessária do empregador médio, a vítima era menor e com situação econômica modesta, e, ainda, o agressor constitui-se em microempresa”.
De acordo com o juiz convocado Valdir Florindo, relator do recurso no TST, somente com o revolvimento do conjunto fático-probatório é que se poderia analisar as alegações da empresa de inexistência de vínculo de emprego e contra a indenização por danos materiais, mas esse procedimento é vedado pela Súmula 126 do TST. Em relação ao dano moral e ao valor da indenização, o relator considerou que os julgados apresentados para comprovação de divergência jurisprudencial eram inservíveis.
Fonte: TST
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Desaceleração do consumo das famílias afeta comércio, diz IBGE
O crescimento menor do consumo das famílias em 2013 foi responsável pela menor alta das vendas no varejo no país em 10 anos: 4,3% em relação a 2012. Naquele ano as vendas no varejo fecharam com um aumento de 8,4% em comparação com o ano anterior.
Aleciana Gusmão, técnica da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresentou nesta quinta-feira (13) os resultados da Pesquisa Mensal de Comércio, citou nota do Banco Central admitindo “o menor ritmo de crescimento de expansão do crédito em 2013” a partir da elevação dos juros em abril.
“O ano de 2013 se encerrou com menor dinamismo no consumo das famílias, percebido pelas variações negativas do comércio varejista. Veículos, móveis e material de construção são os que mais dependem do crédito”, explicou.
O fraco desempenho do varejo pode ser explicado ainda, segundo a técnica, pela perda de posição dos resultados de hiper e supermercados, crescimento de 1,9% em 2013 – representando 22,6% na formação do índice, o segundo maior impacto – quando em 2012 a alta foi de 8,5%.
O maior responsável pelo crescimento de 4,3% do varejo no país foi o segmento qualificado pelo IBGE como “outros artigos de uso pessoal doméstico”, representado em 48% pelas atividades de lojas de departamentos. Segundo a técnica, o desempenho do ramo “vem crescendo continuamente desde 2012”.Segundo Aleciana, a inflação dos alimentos em 2013 foi de 7,7%,menor que a de 2012, que bateu 10%, mas a massa salarial em 2103 cresceu em ritmo inferior ao ano anterior.
Por dois anos seguidos, o segmento de computadores registrou deflação – em 2011 (-9,3%) e em 2012 (-5,2%). Em 2013, as altas do câmbio impactaram o setor, que fechou o ano com uma inflação de 6,3%.
Com isso, o ramo de equipamentos e material par escritório, informática e comunicação teve o maior recuo em dezembro de 2013, comparado com novembro: -12,6%. Mas teve desempenho razoável no ano, com alta de 7,2%, praticamente o mesmo de 2012, 7%, mas menos da metade do patamar de 2011: 19,6%.
O bom desempenho dos combustíveis em 2013 – alta de 6,3% em relação a 2012 – se deve, segundo Aleciana, ao aumento da frota de veículos.
O setor de material de construção cresceu 6,9% em 2013, um pouco abaixo da alta de 8% registrada em 2012, ainda beneficiado por programas oficiais como Minha Casa, Minha Vida, e pelas condições de crédito habitacional favoráveis, disse a técnica do IBGE.
Móveis e eletrodomésticos, com aumento de 5% em 2013, bem menos que o crescimento de 12,2% registrado em 2012, sofreu o impacto da alta de preços.
“A inflação do mobiliário fechou 2013 em 9,2%, acima da inflação geral de 5,9%. Em 2012, ficou em 4,8%, abaixo da inflação geral. Mesmo com redução de IPI, os preços repercutiram sobre as vendas”, disse.
Fonte: G1
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14.02.14
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Inflação está se deslocando em direção à meta, diz BC
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14.02.14
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Lucro somado de 4 bancos brasileiros é maior que o PIB de 83 países
A soma do lucro registrado por quatro bancos brasileiros em 2013, que chegou a cerca de US$ 20,5 bilhões, é maior que o Produto Interno Bruto (PIB) estimado de 83 países no mesmo ano, segundo levantamento feito com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os lucros foram divulgados em reais e convertidos em dólar, considerando a cotação desta quinta-feira (13).
Os ganhos do Itaú Unibanco, do Bradesco, do Santander e do Banco do Brasil, juntos, são maiores que a soma de todas as riquezas produzidas no ano, por exemplo, de Honduras, na América Central. O PIB nominal do país atingiu US$ 18,87 bilhões.
A maioria das nações cujo PIB ficou abaixo do lucro dos bancos está, principalmente, na África, na Ásia e Oceania.
Por pouco, a soma dos ganhos dos bancos não ficou acima até da economia do Chipre, país europeu que passou por uma crise bancária no ano passado. Se não fosse o resgate de € 10 bilhões acordado com o Eurogrupo, as instituições financeiras do país poderiam ter quebrado e prejudicado toda a zona do euro. O PIB estimado para o Chipre em 2013 é de US$ 21,77 bilhões, segundo o FMI.
Nesta quinta-feira, o Banco do Brasil anunciou ter registrado lucro líquido de R$ 15,75 bilhões em 2013. O valor superou o lucro do Itaú Unibanco, de R$ 15,6 bilhões, que era, até a semana passada, o maior da história de todos os bancos brasileiros de capital aberto, segundo a Economatica. O recorde anterior era de 2011 e também pertencia ao Itaú.
O lucro do Bradesco em 2013 ficou perto dos ganhos do Banco do Brasil e do Itaú, em R$ 12 bilhões. Entre os quatro bancos que já divulgaram seus balanços, o lucro do Santander foi o menor: R$ 5,7 bilhões. No ano passado, os quatro bancos mostraram resultados maiores do que os registrados em 2012.
Fonte: G1
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Prévia do PIB aponta que Brasil cresceu 2,57% em 2013, segundo BC
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CCJ aprova PEC sobre redução das desigualdades raciais
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Pequenas empresas devem faturar R$ 500 milhões com a Copa
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Calor excessivo muda rotina dos trabalhadores da construção civil
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12.02.14
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Ondas de calor que país enfrenta poderão ser mais frequentes, diz especialista
O calor excessivo registrado em 2013 e neste início de 2014 pode acontecer com mais frequência nos próximos anos se o país não conseguir reduzir o impacto do aquecimento global no meio ambiente, explicou o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre.
Em entrevista à Agência Brasil, o secretário explicou que episódios isolados de períodos muito secos ou de muitas chuvas já ocorreram no passado, e alguns são típicos das estações do ano, como as ondas de calor. “Um fenômeno extremo isolado não permite que alguém imediatamente aponte o dedo e diga que é culpa do aquecimento global”, disse.
No entanto, explicou que o aquecimento global aumenta o número de ondas de calor. “Cem anos atrás, esse calor extremo acontecia a cada dez ou 20 anos. Com o aquecimento da Terra, vamos viver isso com mais frequência, e daqui a 100 ou 200 anos, esse vai ser o clima do dia a dia”.
Segundo ele, diferentemente do que ocorre com a espécie humana, um grande número de espécies não consegue acompanhar essas mudanças, principalmente as vegetais. “A extinção é rápida e a reconstituição da biodiversidade é lenta. Devemos esperar uma pertubação e uma extinção em massa, se isso não mudar”.
Como, em certo grau, a mudança no clima já se tornou inevitável, para Nobre seria irresponsabilidade da sociedade não cuidar de uma adaptação a essas mudanças. “Os países desenvolvidos têm sistemas que diminuem a vulnerabilidade a desastres naturais, mas os países em desenvolvimento ainda sofrem muito. Nossa lição de casa básica é tornar as sociedades e o meio ambiente mais resilientes para o que está acontecendo hoje”.
Corroborando as afirmações do secretário, a presidente do comitê científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), Suzana Kahn Ribeiro, diz que é necessário repensar o crescimento das cidades, os padrões de consumo e as políticas de eficiência energética, entre outros fatores, para tentar reverter a mudança no clima. “Muito pouca coisa se tem feito, o que é preocupante, dada a urgência do problema e o transtorno que traz. Não se trata apenas de incômodo para as pessoas, mas de perdas econômicas, aumento da desigualdade e riscos para saúde”. O PBMC projeta um clima mais quente para este século.
O secretário do MCTI, Carlos Nobre, faz parte do Conselho Consultivo Científico da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem o papel de formular estudos e análises para assessorar o secretário-geral Ban Ki-moon sobre sustentabilidade, incluindo mudanças climáticas. “Em seis meses, esse conselho vai produzir documentos importantes que vão servir de referência para o secretário-geral destravar as negociações que começaram na Conferência de Copenhague, em 2009, sobre a emissão de gases”, explicou.
Fonte: Agência Brasil
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12.02.14
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Mercado reduz de novo estimativa de inflação para 2014
Os economistas do mercado financeiro reduziram pela segunda semana seguida a estimativa para a inflação deste ano. A previsão agora é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegue ao final de 2014 em 5,89% – na semana passada, a expectativa era de uma taxa de 6%. Os dados fazem parte do Focus, relatório de mercado divulgado pelo Banco Central e fruto de pesquisa com mais de cem instituições financeiras.
Com a nova revisão, a estimativa dos analistas é de que a inflação deste ano fique menor que a registrada em 2013, de 5,91%. Para 2015, a expectativa dos analistas para a inflação ficou estável, em 5,7%.
A nova expectativa para o IPCA deste ano foi feita na mesma semana em que saiu o índice de janeiro – que desacelerou para 0,55%. De acordo com o IBGE, ele foi o menor para um mês de janeiro desde 2009 – naquele ano, a variação foi de 0,48%.
Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC tem que calibrar os juros para atingir metas preestabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a inflação tem de ficar em 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.
Taxa de juros
Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ter subido, em janeiro, a taxa básica de juros da economia brasileira para 10,50% ao ano, o mercado manteve, na semana passada, a expectativa de que a Selic voltará a subir em fevereiro deste ano para 10,75% ao ano. Para o fechamento de 2014, porém, a previsão dos analistas para a taxa de juros subiu de 11% para 11,25% ao ano e, para o final de 2015, avançou de 11,88% para 12% ao ano.Crescimento do PIB
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a previsão dos economistas recuou de 1,91% para 1,9% na semana passada.O crescimento previsto para 2014 é cerca de metade do estimado no orçamento para o próximo ano – de 3,8%. Para 2015, a perspectiva de expansão da economia brasileira permaneceu em 2,20%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz.
Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 permaneceu em R$ 2,47 por dólar. Para o fechamento de 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para o dólar subiu de R$ 2,51 para R$ 2,53.A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2014 caiu de US$ 8,25 bilhões para US$ 8 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial ficou estável em US$ 13 bilhões.
Para 2013, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil recuou de US$ 58 bilhões para US$ 57,5 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros passou de US$ 60 bilhões para US$ 58 bilhões na última semana.
Fonte: G1
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Em ato, Dilma critica ‘cara de pau’ e ‘pessimismo’ da oposição
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Pessoas com deficiência poderão ter acesso facilitado a livros e a serviços bancários
Está na agenda da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), que se reúne nesta terça-feira (11), substitutivo do senador Eduardo Amorim (PSC-SE) a projetos que facilitam o acesso de deficientes visuais à leitura e a serviços oferecidos nas agências bancárias.
O texto estabelece que livros adquiridos pelo poder público, como os do Programa Nacional do Livro Didático e do Plano Nacional do Livro e Leitura, sejam disponibilizados em portal na internet em formato digital passível de conversão para áudio.
O relator afirma que a mudança proposta à Lei de Acessibilidade (Lei 10.098/2000) não vai onerar significativamente os cofres públicos, uma vez que já existem programas de computador de domínio público que fazem a sintetização de voz para conversão dos livros em áudio.
O substitutivo prevê ainda que pelo menos um terminal por agência bancária disponha de meios de comunicação acessíveis para pessoas cegas. Além disso, esses terminais deverão estar colocados a uma altura que permita acesso a pessoas que utilizam cadeira de roda.
O texto estabelece que bancos e operadoras de cartão de crédito ofereçam atendimento adequado a pessoas com deficiência auditiva, como atendimento on line e cadastramento de representante legal, para acessar serviços telefônicos de atendimento ao consumidor.
Eduardo Amorim aproveitou sugestões dos Projetos de Lei do Senado (PLS) 129/2007, 24/2008,111/2008 e 278/2012. Além da CMA, a matéria precisa ser analisada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), antes de ser enviada para exame da Câmara dos Deputados.
Oferta fracionada de medicamentos
A pauta da CMA inclui outros 17 itens, entre os quais substitutivo da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) a projetos que obrigam a oferta fracionada de medicamentos, conforme a necessidade do consumidor. A relatora aproveitou partes de dois projetos que tratam do tema e tramitam em conjunto: PLS 33/2012, do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), e PLS 149/2012, da senadora Ana Rita (PT-ES).
Além da obrigatoriedade da oferta fracionada, o relatório estabelece que as condições técnicas e operacionais para o fracionamento dos medicamentos serão estabelecidas pela autoridade sanitária competente. Também prevê a possibilidade de exceções, ou seja, que alguns medicamentos fiquem fora da regra da oferta fracionada.
O texto também será examinado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Fonte: Agência Senado
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10.02.14
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Escravidão urbana passa a rural pela primeira vez no Brasil
O número de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão em atividades urbanas superou a quantidade de casos ocorridos no campo pela primeira vez desde que dados sobre libertações começaram a ser compilados. De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), que sistematizou informações que vão de 2003 a 2013, 53% das pessoas libertadas no ano passado trabalhavam nas cidades. Em 2012, esse percentual foi de 29%.
A construção civil foi a maior responsável por isso, sendo o setor da economia brasileira com mais casos de resgates em 2013: foram 866 libertados, ou 40% do total. Em segundo lugar, ficou a pecuária, com 264 (12%). A construção civil já havia liderado em 2012, mas com uma porcentagem bem menor: 23%. A pecuária, no entanto, encabeça o “ranking” se contabilizados os casos desde 2003, com 27% das ocorrências, seguida pela cana, com 25%. Chama a atenção o fato de que 24% do total das libertações tenham ocorrido no estado de São Paulo.
“Olhando para os casos de trabalho escravo na construção civil, percebe-se que a maioria deles, se não todos, estão em áreas urbanas. De fato é a primeira vez que os casos de trabalho escravo em atividades não agrícolas ultrapassam os do setor agrícola (neste incluindo as carvoarias)”, diz Xavier Plassat, da coordenação da Campanha Nacional da CPT de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo. O levantamento da entidade tem como base dados da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo, do Ministério do Trabalho e Emprego (Detrae/MTE) atualizados até 28 de janeiro de 2014.
A “disparada” de libertações no setor da construção civil difere do observado na última atualização do cadastro de empregadores flagrados com trabalho escravo no Brasil, também do MTE, chamada de “lista suja”. Isso porque esta última inclui casos de resgates acontecidos em anos anteriores. Além disso, as variações dos números de trabalhadores escravos encontrados não refletem necessariamente uma mudança na incidência do problema em determinado setor econômico ou localização geográfica, pois pode também estar relacionado a uma maior ou menor ocorrência de denúncias e inspeções trabalhistas.
De qualquer forma, na última atualização da lista suja, ocorrida em 30 de dezembro, observou-se um crescimento do número de inclusões de empregadores cuja atividade acontece em áreas urbanas: foram 120 trabalhadores submetidos à escravidão em dez estabelecimentos. Em declaração à Repórter Brasil na época, o auditor fiscal em São Paulo Renato Bignami afirmou: “percebe-se cada vez mais que as situações descritas no artigo 149 do Código Penal [que configuram condições análogas à escravidão] ocorrem com maior frequência em atividades urbanas do que se imaginava e o trabalho dos auditores fiscais vem demonstrando essa tendência”. Segundo ele, no futuro os resgates acontecerão “majoritariamente no meio urbano”.
São Paulo lidera
Ainda de acordo com os dados compilados pela CPT, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pará foram o estados brasileiros com o maior número de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão em 2013. Os dois primeiros lideraram com folga, com, respectivamente, 538 e 440 casos de libertação, aumento de 125,1% e 26%. Bahia e Pará vêm em seguida, com 149 e 141 casos. O Pará, que havia encabeçado a lista em 2012, com 519 trabalhadores resgatados, teve uma redução de 72,8% em relação ao ano passado. Em número de fiscalizações, no entanto, o estado da região Norte do país continua na frente. Em 2013, ocorreram inspeções em 33 estabelecimentos nessa unidade da federação, contra 23 em São Paulo.
Em 2013, 2.192 pessoas foram libertadas em todo o Brasil , uma redução de 19,7% em relação aos 2.730 de 2012. Segundo a CPT, desde 2003 foram libertados 42.664 trabalhadores. Os estados com maior incidência de pessoas resgatadas ao longo desses anos foram Bahia, Goiás, Mato Grosso e Pará. No ano passado, o Sudeste foi a região com mais resgates: 1.129 (51,5% do total). Houve uma inversão de posições com relação à região Norte. Enquanto esta teve o número de trabalhadores libertados reduzido de 1.054 (38,6% do total) para 274 (12,5%) de 2012 para 2013, na região que engloba Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo ocorreram, em 2012, 623 libertações (22,8%).
Perfil dos resgatados
A partir da análise dos dados do registro do seguro-desemprego (garantia dada a todos os libertados) de 2003 até 15 de outubro de 2012, a CPT concluiu que, de um total de 28.702 trabalhadores encontrados em condições análogas à escravidão, o Maranhão foi o estado de onde veio o maior número de vítimas (25,5%), seguido de longe por Pará, Minas Gerais e Bahia (8,2% cada). Quase dois terços dos libertados tinham entre 18 e 34 anos (63,6%), 73,7% eram analfabetos (35,3%) ou haviam estudado até o 5º ano incompleto (38,4%) e 95,3% eram homens.
Fonte: RBA
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07.02.14


