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02.06.14
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02.06.14
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Com prazo mais curto, inscrições para o Sisu começam hoje
Começam hoje (2) as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), pela internet. Os candidatos devem ficar atentos aos prazos. Este ano, eles terão apenas três dias para se inscrever, até quarta-feira (4). Para participar, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano passado e não ter zerado a redação.
O Sisu oferce vagas em instituições públicas de ensino. O número de vagas nesta edição cresceu 29% em comparação ao mesmo período do ano anterior, chegando a 51.412 em 67 instituições. O número de cursos também teve aumento, passando de 1.179, em junho de 2013, para 1.447 em 2014.
Neste semestre, 41% das vagas serão destinadas às cotas e 3% para outros tipos de ações afirmativas próprias das instituições. Os cursos de medicina e engenharias aumentaram o número de vagas. Serão 1.374 em medicina, um acréscimo de 847 em relação ao ano passado, e 2.550 mais nas engenharias, somando 8.707 vagas abertas. Durante o período de incrição, o candidato poderá consultar, em seu boletim na página do Sisu, a classificação parcial na opção de curso escolhido. Até o dia 4 também é possível mudar de opção. O sistema vai considerar a última inscrição confirmada.
O resultado da primeira chamada do Sisu será divulgado no dia 6 deste mês e as matrículas ocorrerão entre os dias 9 e 13. A segunda chamada está prevista para o dia 24, com matrículas entre 27 de junho e 2 de julho.
Fonte: Agência Brasil
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02.06.14
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Falta de nutricionista dificulta cumprimento de lei sobre merenda diferenciada
A falta de nutricionistas é o principal empecilho para que escolas ofereçam merenda adequada a estudantes com restrições alimentares, segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Leipublicada quinta-feira (29) no Diário Oficial da União dá prazo de 90 dias para que todas as escolas passem a atender às demandas nutricionais diferenciadas.
“A maior preocupação, o ponto crítico é: tem nutricionista? Todo município tem a quantidade adequada, conforme pede resolução que estipula a quantidade mínima por aluno? A resposta é não”, diz o coordenador substituto de Educação e Controle Social do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), Leomir Araujo. Segundo ele, pelo menos 20% do país não está preparado para receber “de forma mínima, quanto mais de forma ideal” a lei.
Pelos dados do FNDE, até 2011, 79% dos municípios tinham nutricionistas cadastrados no Pnae, mas nem sempre em condições adequadas. Ribeirão Corrente (SP) é uma das cidades que têm nutricionista, mas apenas um profissional é responsável por atender às demandas de educação e de saúde. Por resolução do Conselho Federal de Nutricionistas, um profissional deve atender a até 500 alunos. Em Ribeirão Corrente, ele atende a mil estudantes, segundo o secretário de Educação do município, Rodrigo Oliveira.
“Mesmo assim, como somos um município pequeno, temos três ou quatro alunos com restrições alimentares. Eles recebem alimentação separada”, diz o secretário.
Em Breu Branco (PA), a situação é mais preocupante. Segundo a secretária de Educação do município, Melânia Mezzomo, um nutricionista dá conta de 13,2 mil estudantes. Ela diz que, na cidade, o Ministério Público pressiona para que não se ultrapasse os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, segundo a qual a despesa com pessoal não pode ser maior que 60% da receita corrente líquida nos estados e municípios. “Não podemos contratar, não temos concursados e na cidade há dificuldade de encontrar profissionais capacitados”, diz Melânia.
Perguntada se vai conseguir cumprir a nova lei, ela responde: “Não vai ter como atender. Faz o quê? Milagre”. Leomir Araujo explica que a lei não prevê punições, mas ainda deve ser regulamentada e pode haver punição para quem não cumprir a adequação. A alimentação deve atender aos alunso que necessitem de atenção nutricional individualizada em virtude de estado ou de condição de saúde específica. Um cardápio especial deverá ser elaborado com base em recomendações médicas e nutricionais, avaliação nutricional e demandas nutricionais diferenciadas.
Para quem tem filhos nessas condições, a lei é garantia de que as crianças e adolescentes vão ter acesso à alimentação adequada. A professora do departamento de nutrição da Universidade de Brasília Raquel Botelho é mãe de Henrique, alérgico a leite. Hoje, ele está no segundo ano do ensino fundamental. Até o ano passado, ele frequentava escola pública e a mãe tinha que mandar o alimento de casa.
A preocupação, diz a professora, é que muitos pais não têm condições de mandar o alimento de casa. Raquel explica que a presença do nutricionista nesse processo é fundamental. É ele que vai orientar também aqueles que preparam a comida. “Não adianta colocar no cardápio um bolo sem açúcar para atender aos diabéticos se o cozinheiro ou merendeiro nunca fez um bolo sem açúcar, não sabe o que pode substituir”.
Fonte: Agência Brasil
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30.04.14
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Recuperação internacional ajudará Brasil a crescer 3% em 2015, diz ministra
A recuperação da economia internacional ajudará o país a crescer mais no próximo ano, disse hoje (29) a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Em audiência na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional, ela declarou que a previsão de 3% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) que consta no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2015 é realista, dada a conjuntura da economia mundial e o desempenho do mercado doméstico.
Segundo a ministra, o Brasil continuará, assim como as demais economias emergentes, a enfrentar a retirada de estímulos à economia norte-americana e a estabilidade nos preços dascommodities (bens primários com cotação internacional) provocada pelo menor ritmo de crescimento da China. No entanto, ressaltou Belchior, o baixo desemprego, o aumento da renda do trabalhador brasileiro e os investimentos relacionados à concessão de rodovias, portos, ferrovias e aeroportos tornam possível o crescimento de 3% em 2015.
“O fim da crise internacional vai permitir que o Brasil cresça mais. Esse crescimento se dará a partir de dois elementos chave: o mercado interno e os investimentos em infraestrutura”, disse a ministra. Para justificar o otimismo em relação à economia global, Miriam Belchior citou projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), que preveem crescimento de 3,6% do PIB mundial neste ano, 3,9% em 2015 e 4% em 2016.
Apesar de o governo manter a previsão de crescimento de 3% do PIB no próximo ano, a ministra não explicou por que a equipe econômica está menos otimista para este ano. Mais cedo, em seminário na Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que o governo trabalha com crescimento de 2,3% em 2014, ante estimativa anterior de 2,5%.
Para o próximo ano, a LDO estima crescimento de 3% do PIB, inflação oficial de 5% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), salário mínimo de R$ 779,79 e meta de superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – de 2,5% do PIB (R$ 143 bilhões). Em relação ao esforço fiscal, a ministra respondeu que a meta é maior que o superávit primário do ano passado (1,9% do PIB) por causa da recuperação da economia, que impulsiona as receitas; do controle de gastos, por parte do governo; e da retirada de parte das desonerações e dos subsídios concedidos em anos anteriores.
Sobre o orçamento impositivo, que prevê a liberação obrigatória de emendas parlamentares, a ministra esclareceu que o assunto não entrou no projeto da LDO de 2015, porque o governo trabalha com a perspectiva de que a proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o tema seja aprovada pelo Congresso antes do fim do ano. A LDO de 2014 instituiu o orçamento impositivo para as emendas, desde que a entidade que vai receber os recursos esteja em situação regular.
Hoje à tarde, a comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou a PEC do orçamento impositivo sem alterações em relação ao texto que saiu do Senado. “Se o plenário da Câmara aprovar a proposta nos mesmos termos do Senado, fica superada a necessidade de incluir o orçamento impositivo na LDO. Caso isso não aconteça, podemos avaliar a melhor maneira de enfrentar essa questão, mas ainda não é o momento”, declarou a ministra.
Atendendo a pedido da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, a audiência pública também discutiu a política de reajuste salarial dos militares. Segundo a ministra do Planejamento, as despesas de pessoal do Ministério da Defesa cresceram R$ 15,7 bilhões nos últimos cinco anos. Os militares, disse, tiveram tratamento diferenciado e conquistaram reajuste médio de 30% nos últimos três anos, contra aumento de 15,8% para as demais categorias.
Fonte: Agência Brasil
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30.04.14
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30.04.14
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Haitianos ainda aguardam Carteira de Trabalho para aceitar emprego em São Paulo
Pelos menos 176 vagas foram oferecidas hoje (29) aos imigrantes haitianos que estão abrigados na Igreja Nossa Senhora da Paz, no Glicério, no centro da capital paulista. Durante a manhã, sete empregadores estiveram na paróquia, que abriga o Centro do Migrante, para selecionar trabalhadores para vagas de mecânico de caminhão, porteiro, auxiliar de limpeza, serviços gerais em supermercado, entre outras.
Apesar da oferta, o pedreiro Osner Timat, 27 anos, ainda aguarda uma vaga em uma obra de construção civil. “É a minha profissão. Vim para cá para dar mais oportunidade para minha família. Tenho três filhos pequenos que continuam lá [no Haiti]”, contou. Assim como ele, cerca de 60 haitianos, que estão com os documentos em mãos e aguardam para serem selecionados, esperam uma oportunidade no setor de construção. A maioria deles, no entanto, não poderia sequer aceitar a vaga, pois ainda espera a emissão da Carteira de Trabalho.
Desde o fechamento do abrigo para haitianos em Brasileia, no Acre, no início deste mês, São Paulo vem recebendo uma quantidade muito superior ao que era comum. De acordo com a paróquia, desde o último dia 12 chegaram mais de 450 haitianos, metade do total de imigrantes registrados nos primeiros três meses do ano. Grande parte chegou à cidade com passagens pagas pelo governo acriano.
A mediação das ofertas de emprego foi feita pelas assistentes sociais da igreja, que, por sua vez, reclamaram que muitos estrangeiros ainda estão sem a Carteira de Trabalho, apesar do mutirão para emissão do documento feito pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego na última sexta-feira (25). Na ocasião, foram entregues 88 documentos e a promessa era que hoje o posto de atendimento seria transferido para a paróquia, o que não ocorreu durante a manhã.
A superintendência esclareceu que não foi possível transferir o sistema de emissão, pois é necessário estar em rede para conferir os dados, inclusive com outros órgãos, especialmente em se tratando de imigrantes. O superintendente regional do Trabalho e Emprego, Luiz Antonio Medeiros, disse, no entanto, que a emissão seria retomada na sede do órgão. “Hoje à tarde vamos entregar mais carteiras, vamos retomar o mutirão”, garantiu.
A gerente de uma rede de supermercados, Jussara Oliveira, foi uma das empregadoras que estiveram na igreja para selecionar funcionários. “Já fiz um trabalho como este em outra empresa e vi que eles têm um comprometimento maior. Nós acreditamos que esse perfil vai funcionar”, apontou. O salário-base é R$ 1.050 mais benefícios. Sobre a dificuldade que alguns podem ter com o português, ela informou que a empresa pode oferecer aulas para esses trabalhadores.
O padre Alejandro Cifuentes informou que todos os dias chegam mais estrangeiros, a maioria vinda de ônibus do estado do Acre. No salão paroquial, que foi improvisado para acolher os haitianos, dormiram 170 na última noite.
Ele destacou que havia mais de 200, mas uma paróquia no bairro Tucuruvi, na zona norte, se dispôs ontem (28) a receber 30 pessoas. Além disso, 110 imigrantes, incluindo de outras nacionalidades, estão na Casa do Migrante, local mantido pela igreja.
Sobre a ajuda do Poder Público, Cifuentes destacou que o mais importante é a disponibilização de um espaço para acolher os haitianos. “Nós estamos esperando um lugar adequado para acolher essas pessoas, principalmente as que estão no salão. Aqui não tem chuveiro, são sete sanitários. É uma coisa impossível”, relatou. Ele informou que, por enquanto, a ajuda se resume a colchões, cobertores e à alimentação.
A partir de hoje, o governo estadual vai oferecer 200 refeições, sendo café da manhã e almoço, no Bom Prato da Rua 25 março, que fica a 800 metros da igreja. O programa, que serve diariamente refeições a R$ 1, será ampliado para atender gratuitamente aos haitianos. A ação é emergencial e terá duração de pelo menos 60 dias. “Tomamos essa ação corretiva pela falta de planejamento, pela falta do aviso-prévio do deslocamento dessas pessoas para cá”, explicou o secretário de Desenvolvimento Social, Rogerio Hamam, ao visitar hoje a paróquia.
O secretário destacou que a política de assistência é responsabilidade do governo municipal, mas que poderá assumir algumas ações. “Em uma situação de emergência, de calamidade, não cabe sair distribuindo atividades, é uma ação integrada e, se prefeitura encontrar qualquer dificuldade, o governo vai apoiar”, garantiu.
Fonte: Agência Brasil
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30.04.14
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IBGE tem independência técnica e não maquia dados, diz Miriam Belchior
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, rebateu hoje (29) acusações de que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sofra interferência política. Em audiência na Comissão Mista de Orçamento, ela declarou que o órgão tem independência técnica e não maquia dados.
“O IBGE não tem dado maquiado. Uma coisa de que todo o corpo do IBGE se orgulha é da independência técnica. E eu, como ministra do Planejamento, ao qual esse órgão é vinculado, também. Acho que a gente precisa tomar cuidado em relação a usar determinados adjetivos”, disse a ministra ao rebater questionamento do deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT).
Mais cedo, a presidenta do IBGE, Wasmália Bivar, também havia negado ingerência política nos trabalhos do órgão. Técnicos do órgão têm promovido paralisações desde que o IBGE suspendeu a divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), mas a presidenta do IBGE informou que a decisão foi tomada pelo Conselho Diretor, sem a necessidade de consulta aos técnicos.
Na audiência de hoje, a ministra do Planejamento destacou que o índice de irregularidades graves em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) caiu vertiginosamente. Segundo ela, das quase 20 mil obras vinculadas ao programa, apenas três têm a paralisação recomendada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com Miriam Belchior, uma força-tarefa do Ministério do Planejamento nos últimos anos reduziu os casos de irregularidades nas obras federais.
Apesar de ter dito que o governo trabalha em parceria com o TCU, a ministra criticou a precipitação do órgão em algumas fiscalizações. Ela citou dois casos – de uma obra de saneamento em Pernambuco e de uma ferrovia – em que estudos preliminares do Tribunal de Contas não se sustentaram e resultaram em paralisação de obras e prejuízos para os cofres públicos, mas não especificou os projetos.
Em Pernambuco, disse a ministra, o TCU recomendou que as tubulações de saneamento fossem licitadas separadamente do restante da obra. O governo federal e o de Pernambuco seguiram a recomendação, e o custo do empreendimento subiu, além do prejuízo com a paralisação das obras. No caso da ferrovia, o TCU exigiu que as sondagens ocorressem em etapas em vez de serem feitas de uma só vez no início do projeto. De acordo com Belchior, o custo foi o mesmo em relação ao originalmente previsto, mas a obra demorou mais tempo.
Destacando não ser contra a fiscalização do TCU, a ministra disse que o país precisa debater o custo de paralisação das obras com base em fiscalizações em etapas iniciais. “Acho que precisamos discutir o quanto custa parar uma obra no país e quanto custa fazer relatórios que não se sustentam. O controle é fundamental, mas deve ser responsável. Se Brasília fosse construída hoje, não seria feita em cinco anos. Precisamos ter uma visão clara do que queremos para o futuro do nosso país”, opinou.
A ministra elogiou o Regime Diferenciado de Contratações (RDC), legislação simplificada inicialmente aplicada em obras relacionadas à Copa do Mundo, mas que tem sido estendida a outros empreendimentos públicos. Segundo ela, o RDC modernizou a legislação e tornou mais rápidas não apenas as licitações, mas a execução das obras.
“Ainda não temos o ciclo completo para fazer a avaliação [do RDC], mas, além da licitação mais rápida, o fato de não podermos fazer aditivos nem analisar item a item [dos contratos] vai permitir execução mais rápida das obras. A Lei de Licitações [de 1993] foi boa para o momento em que foi feita, mas a legislação precisa se adaptar conforme o país avance”, comentou a ministra.
Fonte: Agência Brasil
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24.04.14
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Santander é condenado em R$ 500 mil por não observar jornada de trabalho
A Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho estendeu a todo o território nacional condenação da Vara do Trabalho de Juiz de Fora (MG) que obriga o Banco Santander (Brasil) S. A. a registrar e pagar corretamente as horas extras dos seus empregados. A decisão original impôs ainda indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 500 mil e determinou que o banco evite prorrogar a jornada de trabalho acima do limite legal e implemente o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.
A SDI-1 acolheu recurso do Ministério Público do Trabalho, autor de ação civil pública contra o banco, e restabeleceu decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), alterado pela Sétima Turma do TST. Em julgamento de recurso de revista, a Turma limitou o alcance da condenação à jurisdição da Vara Trabalho de Juiz de Fora.
O relator dos embargos do Ministério Público à SDI-1, ministro Carlos Alberto Reis de Paula (aposentado), havia mantido, em seu voto, o entendimento da Sétima Turma, tendo como base o artigo 16 da Lei 7.347/85, que disciplina as ações civis públicas. De acordo com essa norma, a sentença tem efeito amplo (erga omnes) “nos limites da competência territorial” do órgão julgador.
O ministro Lelio Bentes Corrêa abriu a divergência que terminou vencedora, no sentido de que a doutrina é “praticamente unânime” no entendimento de que o artigo em questão merece crítica por vincular o efeito da decisão ao critério territorial. “Afinal de contas, os efeitos ou a eficácia da decisão se regem sob a ótica objetiva, pelo pedido e causa de pedir e, pela ótica subjetiva, às partes do processo”, explicou.
O ministro destacou que o próprio sistema que rege a ação civil pública tem por pressuposto a eficácia de medida jurídica em larga escala. “Se é certo que pelo alcance da lesão se define a competência para a decisão da ação civil pública, os efeitos dessa decisão devem alcançar todos os interessados, observou, sob pena de esvaziar a própria prestação jurídica”, observou.
Lelio Bentes alertou que a ausência desse alcance amplo poderia levar ao ajuizamento de várias ações civis públicas, seja pelo Ministério Público ou por sindicatos, a serem julgadas por juízes diversos sobre a mesma matéria. Para ele, isso traria o risco de decisões contraditórias e seria “contra o princípio da economia processual e, também, contra a segurança jurídica”.
Na decisão, a SDI-1 aplicou, subsidiariamente, a diretriz do inciso II do artigo 103 do Código de Defesa do Consumidor, que define os efeitos “ultra partes” da coisa julgada, limitados ao grupo, categoria ou classe, quando se tratar da tutela de direitos coletivos ou individuais homogêneos. A decisão foi por maioria, vencidos os ministros Carlos Alberto Reis de Paula, relator, e Barros Levenhagen.
Fonte: TST
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24.04.14
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Empresa pagará adicional de insalubridade a faxineira de banheiros
A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a recurso da Cinemark Brasil S.A contra decisão que a condenou a pagar adicional de insalubridade, em grau máximo, a uma faxineira que coletava lixo e fazia a limpeza dos banheiros de salas de cinema da rede em Porto Alegre (RS). Para o relator do processo, ministro Brito Pereira, a atividade se enquadra no Anexo 14 da Norma Regulamentadora 15, do Ministério do Trabalho e Emprego, que relaciona as atividades que envolvem agentes biológicos.
O adicional foi concedido desde a primeira instância, com base em laudo pericial. Tanto a 20ª Vara do Trabalho de Porto Alegre (RS) quanto o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) entenderam que as atividades de limpeza de banheiros e recolhimento de lixo sanitário onde há grande circulação de pessoas sujeita o empregado ao contato diário com agentes nocivos transmissores das mais variadas doenças.
Em seus recursos, a empresa alegava que a limpeza e a coleta de lixo em sanitários não geram adicional de insalubridade, tendo em vista que a atividade não se equipara à coleta de lixo urbano. No TST, assegurou que o uso dos equipamentos de proteção fornecidos à trabalhadora, como luvas de borracha, botina e guarda-pó, neutralizavam os agentes agressivos. Para se isentar da condenação, apontou violação ao artigo 190, inciso II, daCLT e contrariedade à Súmula 80 do TST.
O recurso foi conhecido pela Quinta Turma. Mas, ao analisar o mérito, o ministro Brito Pereira destacou que o caso não se enquadra na situação prevista na Orientação Jurisprudencial 4, item II, da Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do TST, por não se tratar de higienização e recolhimento de lixo em residências ou escritórios, onde há circulação de um grupo limitado e determinado de pessoas. “Trata-se de limpeza de banheiros de salas de cinema em shopping, frequentado por público numeroso, atividade que se enquadra na hipótese prevista no Anexo 14 da NR 15 do MTE, ensejando o pagamento do adicional de insalubridade de grau máximo, em face do contato permanente com lixo urbano,” observou ao negar o provimento do recurso.
Fonte: TST
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16.04.14
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Entidades contestam uso de crianças pela Fifa como gandulas na Copa
O 12 de junho deste ano será marcado pela abertura da Copa do Mundo no Brasil. Além da festa, a partida inaugural entre Brasil e Croácia já tem previsto pelo menos um belo gol a favor da batalha mundial contra o preconceito e a desigualdade: a partida não terá o zagueiro croata Josip Simunic, punido com suspensão por dez jogos oficiais pela Fifa. O atleta foi punido por “disseminar ódio racial”, ao entoar cântico nazista em comemoração à vitória de seu time sobre a Islândia. O defensor também está proibido de acessar as dependências dos estádios onde as partidas serão disputadas.
A partida de 12 de junho – Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil –, porém, já projeta a marcação de gols contra. Aliás, em todas as 64 partidas do campeonato a Fifa prevê a atuação de crianças, acima de 12 anos, de diferentes países, como gandulas mirins.
Para o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), trata-se de retrocesso social, que contraria o Decreto nº 6481, de 12 de junho de 2008, por meio do qual o governo brasileiro ratificou artigos da Convenção 182 da Organização Internacional de Trabalho (OIT) que tratam do veto a diferentes formas de trabalho infantil.
O artigo 3º da convenção desaprova a contratação de crianças para “trabalhos que, por sua natureza ou pelas circunstâncias em que são executados, são suscetíveis de prejudicar a saúde, a segurança e a moral da criança”. E o artigo 4º: “Os tipos de trabalho a que se refere o artigo 3º (d) serão definidos pela legislação nacional ou pela autoridade competente, após consulta com as organizações de empregadores e de trabalhadores interessadas, levando em consideração as normas internacionais pertinentes, particularmente as Recomendações sobre as Piores Formas de Trabalho Infantil”.
“É inaceitável que um grande evento como a Copa seja símbolo disso. Ainda há tentativa de tentar maquiar essa realidade, como sendo uma atividade lúdica, mas isso é um desrespeito à legislação brasileira”, diz a secretária executiva do fórum, Isa Maria de Oliveira.
A atividade de gandula está presente na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os riscos que a atividade oferece a crianças e adolescentes vêm sendo discutidos com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e entidades regionais que organizam o futebol brasileiro desde 2004. Segundo Isa, desde então é recomendada a idade mínima de 18 anos para o exercício da função.
O ambiente superficialmente lúdico de uma partida de futebol é, de perto, dos locais mais propícios às ofensas morais, palavrões, assédios e ameaças de agressão física que não raras vezes sobram também para os gandulas. Uma nota técnica do Ministério Público do Trabalho (MPT) lembra ainda que, além de desrespeitar a Constituição Federal e tratados internacionais dos quais o Brasil participa, a atividade é considerada prejudicial à saúde e ao desenvolvimento dos adolescentes. E cita até casos de câncer de pele decorrente da exposição excessiva ao sol.
“Por medidas de segurança elas chegarão nas cidades que sediarão o evento seis horas antes do inicio das partidas. Não é razoável uma criança ficar confinada por dez horas em um estádio de futebol. É um ambiente de pressão e estresse, que expõe a criança ao assédio moral, exige posição de vigília e guarda, sem contar a jornada noturna, para jogos neste período”, disse Isa.
O procurador-geral do Trabalho, Luís Antônio Camargo de Melo, encaminhou moção ao ministro Joaquim Barbosa, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestando-se contra a Recomendação nº 13, publicada em dezembro pelo órgão, que autoriza o trabalho de gandulas a partir dos 12 anos durante a Copa do Mundo. A moção é endossada pela Comissão Permanente da Infância e Juventude (Copej), pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e pelo FNPETI.
Cartão vermelho
No dia 10 de junho, às 10h, o fórum fará o lançamento da campanha Cartão Vermelho para o Trabalho Infantil. O evento será na área externa do Museu da República, em Brasília, onde será instalado um circuito de brinquedos para crianças e adolescentes. Iniciativa do fórum, OIT e Unicef, a campanha tem como objetivo conscientizar a sociedade para a importância do enfrentamento da exploração da mão de obra infantil.
Bronca ‘lúdica’
Uma partida do campeonato inglês entre Chelsea e Crystal Palace, no último dia 29, ganhou repercussão após o técnico português José Mourinho dar uma ‘bronca’ no gandula mirim, que demorava para repor a bola. “Tive a chance de chegar perto do garoto e ele era fofo, então o alertei: Se você fizer isso, um dia alguém vai bater em você”, explicou depois em entrevista o técnico do Chelsea, que perdeu a partida por 1 x 0.
Fonte: MPT
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Coelba pagará horas extras por não apresentar cartões de ponto
Por não apresentar as folhas de frequência de uma empregada que requereu o pagamento de horas extras, a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) foi condenada ao pagamento da verba, mesmo afirmando que a real jornada realizada por ela não condizia com a alegada. No entendimento da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, a não apresentação dos controles de frequência gerou a presunção relativa da veracidade da jornada informada pela trabalhadora.
Na reclamação trabalhista, a empregada, analista de investimento, alegou que trabalhava de segunda a sexta-feira, das 8 às 21h, com menos de uma hora de intervalo intrajornada, e em dois sábados por mês, das 8 às 17h, sem recebimento das horas extraordinárias e do intervalo intrajornada usufruído parcialmente. Por outro lado, a empresa sustentou que a jornada dela era de 8 às 17h30, com 1h30 de intervalo intrajornada, e que o trabalho extraordinário era compensado segundo previsão em acordos coletivos.
O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA) reformou sentença favorável à empregada e excluiu da condenação imposta à empresa o pagamento das horas extras. Para o Regional, cabia à empregada, e não à empresa, provar a realização do trabalho extraordinário. A analista recorreu ao TST, insistindo no argumento de que o ônus da prova (no caso, os cartões de ponto) é da empresa, que sabidamente conta com mais de dez empregados.
Segundo o relator do recurso, ministro Alberto Bresciani, a empregada tem razão, pois o artigo 74, parágrafo 2º, daCLT determina que o registro de ponto é prova obrigatória para o empregador com mais de dez empregados. No mesmo sentido, a Súmula 338 do TST dispõe que “a exibição dos controles de frequência pelo empregador que tenha mais de dez empregados independe de determinação judicial”, de forma que basta que tais documentos nãos sejam apresentam para que incida a presunção de veracidade da jornada alegada.
Fonte: TST
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Filho não é indenizado por morte de pai que saiu do trabalho para visitar namorada
O filho de um eletricista, morto em acidente de moto em via pública, não conseguiu demonstrar o vínculo entre o evento sofrido e a atividade desenvolvida pelo pai para fins de recebimento de indenização por danos morais. A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento ao recurso do rapaz contra decisão que considerara improcedente seu pedido.
O posicionamento da relatora, ministra Delaíde Miranda Arantes, foi seguido pelos demais membros da Turma, e deu-se em razão da impossibilidade de se extrair, dos fatos narrados na decisão questionada, a culpa da empregadora, GF Mecânica Diesel Ltda., pela morte do trabalhador. Isso porque não se pôde concluir que o acidente teve relação com o trabalho, principalmente por não terem sido comprovadas as alegações de que o uso da moto era obrigatório para a realização do trabalho.
De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES), ficou demonstrado que o empregado deixou o local de trabalho, usando a motocicleta da empresa, sem autorização patronal, para visitar sua namorada, e não a serviço da mecânica ou para transportar peça a ser instalada em veículo de cliente. O acidente ocorreu quando o eletricista voltava para a empresa. Por outro lado, também não se evidenciou o chamado acidente in itinere, uma vez que o fato aconteceu fora do trajeto casa/local de trabalho.
Na ação ajuizada, o menor pediu a indenização por danos materiais e morais, deixando o valor da última a critério do juiz da Vara do Trabalho de Venda Nova do Imigrante.
Em sua defesa, a empresa negou qualquer responsabilidade pela morte do eletricista, explicando que, no dia do acidente, ele, alegando problemas de ordem pessoal, se ausentou do trabalho para visitar a namorada, que teria perdido um parente próximo. No percurso de volta, foi colhido por um veículo, do qual não teria conseguido se desviar.
Após não obter êxito na Vara do Trabalho e no Tribunal Regional, filho, representado pela mãe, recorreu ao TST. Insistiu no direito de receber as reparações sustentando que a morte do pai ocorreu durante o horário de serviço, a caminho do trabalho e com utilização de veículo da empresa.
A ministra Delaíde Miranda explicou que, em tese, um pequeno desvio feito pelo trabalhador durante o trajeto feito normalmente não descaracteriza eventual acidente de trabalho. Todavia, a alteração substancial do caminho descaracteriza o acidente de trajeto, pois o destino final e imediato deve ser a residência do trabalhador ou o seu local de trabalho.
Por outro lado, destacou que a alegação de que a utilização da moto se deu para o trabalho não foi confirmada pelas provas analisadas pelo Regional. Concluir de forma diversa demandaria a reanálise dos fatos e provas do processo, conduta vedada pela Súmula 126 do TST.
A decisão de negar provimento ao agravo de instrumento foi unâmine.
Fonte: TST
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10.04.14
