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    Carnaval terá menos trabalhadores temporários, mas salários serão maiores, aponta CNC

    Em ano de Copa do Mundo no Brasil, o carnaval deverá ter menos trabalhadores temporários do que em 2013, mas contará com um diferencial: um aumento considerável na remuneração dos empregados no período. Segundo estudo divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os salários dos contratados devem variar cerca de 6,5% acima da inflação, totalizando um valor médio próximo a R$ 1.500.

    O levantamento da CNC, coordenado pelo economista Fabio Bentes, estima que o carnaval gere 10,1 mil empregos temporários, quantitativo 2,2% menor que o de 2013. No entanto, a expectativa é que ele movimente cerca de R$ 6,3 bilhões, cerca de 10,5% a mais que os R$ 5,7 bilhões do mesmo período no ano passado. O valor representa quase 5% da receita bruta anual do Brasil e mais de 60% do que o turismo movimenta no período mensal em que acontece o carnaval.

    O estudo divide o carnaval em três categorias dentro do setor turístico: hospedagem, alimentação e serviços culturais e recreativos. Na última seção, onde estão inclusos espetáculos carnavalescos, blocos e atividades gerais de turismo, a variação pode garantir um salário médio estimado em R$ 1.498. Hospedagem deve ter crescimento dentro do esperado, avaliado em 3,1% (com salário médio alcançando R$ 1.008), enquanto alimentação deve subir 2,7% (R$ 929).

    Em entrevista ao GLOBO, Bentes afirmou que a tendência é que mais temporários sejam efetivados do que o normal. O motivo seria o maior investimento das empresas para estender e qualificar mão de obra até a Copa, já que os contratos temporários só podem durar até seis meses. Atualmente, 3,3 milhões de trabalhadores do país estão empregados no turismo.

    Desde a crise de 2008, os contratados do turismo têm se qualificado com uma rapidez muito maior que os de outros setores da economia, garante Bentes. Ele aponta que se investe cada vez mais em capacitação através de formação e aprendizado de idiomas. No Brasil, o carnaval, que representa mais da metade do que é movimentado no mês em que ocorre, é a ocasião de segunda maior importância para o setor turístico. Ele perde apenas para o período de verão, relembra o autor do estudo.

    A CNC optou, segundo Bentes, por considerar o perfil salarial dos temporários através de três critérios: grau de instrução, faixa etária e região natural. Segundo o material, 60% dos trabalhadores temporários contratados em 2013 por conta do Carnaval cursam ou já cursaram o ensino médio. Os que têm nível superior completo chegam a ser remunerados acima do dobro em relação aos que apenas completaram o ensino médio.

    Em 2013, os contratados de 54 a 60 anos receberam quase 37% a mais do que os de faixa etária entre 18 e 24, e 121% a mais que os que tinham, à época, até 17 anos. Já em relação às regiões, Sul e Sudeste concentram 73% dos trabalhadores no turismo. O Nordeste, no entanto, liderou os salários na área de serviços culturais e recreativos, com valor médio de R$ 1.448,33, contra R$ 1.377,81 de Sul e R$ 1.380,94 de Sudeste.

    Fonte: O Globo

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