-
Emprego na construção civil no país fecha semestre com saldo positivo
Saiba mais >
01.09.14
-
Umberto Martins: compromissos de Marina trarão recessão e desemprego
O programa de governo da presidenciável Marina Silva, lançado sexta-feira, 29, soou como música aos ouvidos da oligarquia financeira que comanda a economia brasileira e anda meio ansiosa para derrotar a presidenta Dilma, mas desiludida com o desempenho do tucano Aécio.
Por Umberto Martins*
A ex-senadora, que concorre pelo PSB (partido com o qual até agora não tinha nenhuma identidade), promete rigor na aplicação do tripé neoliberal que orienta a política econômica, configurada no superávit fiscal, câmbio flutuante e juros altos a pretexto de manter a inflação na meta.
Ajuste fiscal
A plataforma vem sendo comparada à famosa Carta aos Brasileiros de junho de 2002, na qual o ex-presidente Lula, em nome da governabilidade, se comprometeu a respeitar os contratos e manter os fundamentos da política conservadora adotada pelo tucano FHC por orientação do FMI. As condições hoje são outras e as consequências da radicalização do tripé certamente serão mais dramáticas.
Marina, a exemplo do candidato do PSDB, Aécio Neves, está acenando ao poderoso e venerável “mercado” com um ajuste fiscal. Isto não vai resolver os problemas da economia e encaminhar o Brasil para a rota do crescimento sustentável. Embora esta seja a promessa, a experiência aqui e lá fora mostra que os resultados concretos são bem outros.
O exemplo mais recente e presente que temos de ajuste fiscal vem da Europa, traduzido principalmente, embora não só, nas receitas ditadas pelo FMI (em parceria com o Banco Central Europeu e a cúpula da União Europeia – a troika) aos países assolados pela crise da dívida externa, como é o caso da Grécia, Portugal, Irlanda e Chipre.
Recessão e desemprego em massaInvariavelmente esses ajustes significam recessão econômica, desemprego em massa, cortes dramáticos dos gastos públicos, com demissões de funcionários, e degradação dos serviços públicos, destacadamente em saúde e educação, redução de direitos sociais, retrocesso e sofrimento para os povos.
Também na Europa os governos neoliberais garantiram que esta era a receita para sair da crise, mas o que se seguiu de fato foi o aprofundamento da recessão, uma situação que o economista Bradford DeLong, que foi vice-secretário assistente do Tesouro dos EUA, caracterizou como Grande Depressão.
No Brasil, que já vivenciou coisa parecida na sequência da crise da dívida externa, os efeitos de um novo ajuste fiscal não seriam diferentes. É preciso compreender que se tais ajustes não servem aos interesses da maioria da sociedade e, além disto, obstruem o desenvolvimento nacional, por outro lado eles favorecem os rentistas, parasitas da dívida pública, assegurando-lhes a valorização do capital. Por isto, e só por isto, são defendidos com tanta ênfase pelos economistas e pela mídia a soldo do sistema.
Estado mínimo
Mas não é só com o ajuste fiscal que Marina procura agradar sua nova santidade, o mercado financeiro (que agora parece estar curtindo um relacionamento sério com os evangélicos. O pastor Everaldo, que não tem a mínima chance de se eleger, quer entregar tudo aos grandes capitalistas, inclusive as últimas joias da coroa: Petrobras, BB e CEF).
A candidata do PSB promete independência para o Banco Central, medida de caráter neoliberal que sempre foi condenada pelas forças de esquerda no Brasil e que deixa a autoridade monetária totalmente nas mãos do mercado financeiro. Promete também reduzir o papel e a participação do Estado e dos bancos públicos na economia, ampliando consequentemente o espaço da iniciativa privada.
Contradições e demagogia
Marina lança uma vela a Deus e outra ao demônio ao levantar algumas bandeiras progressistas dos movimentos sociais – como o fim do fator previdenciário e a vinculação de 10% da Receita Corrente Bruta da União ao financiamento da saúde.
Mas aqui adentramos o terreno das contradições e da demagogia. Sabe-se que propostas como o fim do fim do fator previdenciário, 10% da receita da União para a saúde, mais verbas para os municípios, entre outras, não combinam com o ajuste fiscal prometido ao sistema financeiro.
A conta simplesmente não fecha, conforme observou o jornalista José Paulo Kupfer. “Fica a impressão de que, se papel aceita tudo, papel com programas eleitorais aceitam ainda mais. Diante da austeridade fiscal proposta, nem mesmo um crescimento em escala chinesa desde o início de seu governo permitiria fechar a conta”.
Economistas de esquerda e lideranças dos movimentos sociais entendem que para contemplar as demandas da classe trabalhadora e do povo será preciso mudar a atual política econômica baseada no tripé neoliberal (câmbio flutuante, superávit fiscal e juros altos) e não aprofundá-la como promete Marina para deleite do sistema financeiro.
A mudança da política econômica defendida pelos movimentos sociais (fim do superávit fiscal primário, controle do câmbio, redução da taxa de juros e taxação das remessas de lucros) impõe limites, senão prejuízos, a banqueiros, rentistas e multinacionais, ou seja, contraria interesses de classe e justamente os poderosos interesses que Marina promete satisfazer. O programa da presidenciável pelo PSB vai em sentido diametralmente oposto aos interesses do povo brasileiro. É música para os ouvidos da oligarquia financeira nacional e internacional. Perguntar não ofende: será que o presidente do Partido Socialista Brasileiro, Roberto Amaral, concorda com a política econômica neoliberal proposta por Marina?
*Jornalista, membro da equipe da Presidência da CTB
Fonte: Vermelho
Saiba mais >
01.09.14
-
Ministros do STF aprovam seus salários para R$ 35 mil em 2015
Saiba mais >
29.08.14
-
Makro é condenado em R$ 500 mil por revista íntima em empregados
Saiba mais >
29.08.14
-
Goodyear e Titan Pneus indenizarão empregado alvo de ofensas racistas
Saiba mais >
29.08.14
-
Salário mínimo sobe a R$ 788,06 em 2015
Saiba mais >
29.08.14
-
Mais um acordo de cessar-fogo entre Israel e a Palestina
Saiba mais >
29.08.14
-
Fraudes e formalidades da PLR são discutidas na Justiça
Saiba mais >
28.08.14
-
Fabricante de telhas é processada em R$ 1 bilhão por uso de amianto
Saiba mais >
28.08.14
-
Prêmios e gratificações habituais não são livres de recolhimento para o FGTS
Saiba mais >
28.08.14
-
“O motor da Construção”
Saiba mais >
28.08.14
-
MP garante R$ 5,4 bilhões de crédito extraordinário para o Fies
Saiba mais >
28.08.14
-
Nível de emprego na construção civil permanece estável, segundo o SindusCon
Saiba mais >
27.08.14
-
Renda das famílias mantém busca de emprego em baixa
Saiba mais >
27.08.14
-
Por que o sistema financeiro privado quer derrotar Dilma?
Saiba mais >
27.08.14
-
Marcha Contra o Genocídio do Povo Negro reuniu mais de 50 mil pessoas
Saiba mais >
27.08.14
-
PLR: reconhecimento financeiro de um bom desempenho
Saiba mais >
26.08.14
-
Justiça determina recolhimento de INSS mesmo sem reconhecimento de vínculo de emprego
Saiba mais >
26.08.14
-
Bancários sofrem com a insegurança constante no trabalho
Saiba mais >
26.08.14
-
PEC estabelece novas regras para criação de regiões metropolitanas
O país poderá vir a ter novas regras para a criação de regiões metropolitanas. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 13/2014, que trata do tema, está para ser analisada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguarda designação de relator. De autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), a proposta confere à União, aos estados e ao Distrito Federal a competência para criar regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões. Hoje, a Constituição estabelece que apenas os estados têm essa competência.
Pela proposta, a União vai legislar sobre os requisitos e características para que um grupo de municípios seja considerado uma região metropolitana – que poderá ser considerada um ente nacional. Também haverá regras para a governança e para o financiamento dessas regiões, além da busca de uma harmonização entre as políticas públicas de estados, municípios e Distrito Federal para as aglomerações urbanas. Tanto União, quanto estado e municípios envolvidos poderão ter de repassar recursos para a região metropolitana.
Na justificativa da PEC, Aloysio informa que cerca de metade da população brasileira vive nas 53 regiões oficialmente classificadas como metropolitanas. O senador acrescenta que uma característica desse tipo de urbanização é a integração do tecido urbano de mais de um município, resultando praticamente em uma cidade única, mas de gestão fragmentada. Assim, muitos serviços públicos a cargo dos municípios se tornam inviáveis para a população. Ele lembra que muitos desses serviços vêm sendo assumidos pelos estados, mas poderiam ser prestados pelo conjunto de cidades que compõem a região.
Mudanças estruturais
Aloysio diz que o exercício de funções públicas por um agrupamento de municípios é comum em outros países, mas não tem precedentes no Brasil. Assim, a adaptação das atuais regiões a esse novo modelo importará em mudanças estruturais. A prestação dos serviços passaria dos estados para o grupo de municípios, que terá personalidade jurídica própria. Como consequência, o financiamento desses serviços não recairá somente sobre os estados, mas também sobre os municípios agrupados.
Segundo o senador, sua proposta vai permitir ao Congresso legislar sobre esse novo instituto jurídico, estabelecendo regras que vão desde a destinação de recursos até a elaboração conjunta de plano diretor. Na visão de Aloysio, a proposta “viabilizará metrópoles, mais justas, democráticas e eficientes, garantindo assim o bem-estar de seus habitantes”.
Fonte: Agência Senado
Saiba mais >
26.08.14
-
Trabalhador rural demitido por embriaguez será reintegrado ao emprego
Saiba mais >
26.08.14
-
INSS começa a pagar hoje primeira parcela do 13º salário
Saiba mais >
25.08.14
-
A crise que não sai nos jornais
Saiba mais >
25.08.14
-
Forças de esquerda latino-americanas se reúnem no 20º Foro de SP
A cidade de La Paz, na Bolívia, abriga o 20º Foro de São Paulo (FSP) que começa nesta segunda-feira (25). Partidos e organizações de esquerda se reúnem para “Derrotar a pobreza e a contraofensiva imperialista, conquistar o bem viver, o desenvolvimento e a integração na Nossa América”. O Vermelho embarca com a delegação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que participará do evento na terra de Evo Morales, Bartolina Sisa e Tupac Katari.
O Foro de São Paulo foi criado em 1990, quando partidos da América Latina e Caribe se reuniram com o objetivo de debater a nova conjuntura internacional pós-queda do Muro de Berlim e as consequências da implantação de políticas neoliberais pela maioria dos governos da região. A proposta principal foi discutir uma alternativa popular e democrática ao neoliberalismo, que estava entrando na fase de ampla implementação mundial.
Vinte e quatro anos depois, diante de uma profunda crise do sistema capitalista, o FSP comemora o êxito da unidade latino-americana e caribenha em um contexto de diversidade. O Documento Base do encontro afirma que “nossa pluralidade é um feito que valorizamos positivamente, mas nossos inimigos são comuns”. Segundo o texto, “o ciclo progressista e de esquerda iniciado em 1998 tem força porque não é único, nem uniforme”.
Está previsto no programa do encontro a realização de um balanço dos governos progressistas, de esquerda e da contraofensiva imperialista. Para tal avaliação, devem ser discutidas as conjunturas internacional (situação econômica e política) e regional (processos de integração, panorama político e eleitoral, lutas sociais e plano de ação). Da mesma forma, é um dever dos partidos reunidos no FSP fazer um balanço das posturas adotadas por seus governos em diversos âmbitos.
“Inimigos comuns”
Há uma grande preocupação dos organizadores do FSP em alertar os países da região a respeito da contraofensiva imperialista. Uma alternativa à invasão militar direta (privilegiada durante o governo de George W. Bush, nos EUA) vem ganhando adeptos entre os opositores de direita na América Latina: o chamado “golpe suave”. Trata-se de uma ampla gama de instrumentos subversivosdirecionados aos governos que não respondem aos seus interesses.
Ações desestabilizadoras são fomentadas em busca de “uma mudança no regime”. Frequentemente, resultam em “revoltas populares”, que podem preceder um conflito armado. Esta estratégia ficou evidente na Venezuela, quando a oposição tentou, de diversas formas, criar um descontentamento contra a administração do presidente Nicolás Maduro, no início deste ano.
Em Cuba, a criação da rede social ZunZuneo, financiada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês), escancarou mais um plano subversivo contra o governo. A denúncia feita pela Associated Press (AP) revelou a tentativa de iniciar uma “guerra não convencional” por meio da utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no país dirigido por Raúl Castro.
Segundo o conceito, a primeira etapa de qualquer guerra não convencional é unir a população contra o governo vigente e prepará-la para aceitar o apoio dos Estados Unidos.
O progresso e a união dos governos de esquerda na América Latina oferecem uma “ameaça” à hegemonia norte-americana e às corporações do capital financeiro, que sobrevivem das relações de comércio injusto e das matérias-primas dos países da região.
A crise do capitalismo também será debatida no FSP, assim como a estratégia progressista e revolucionária para combater a agressão proveniente desta situação, com a apresentação de um projeto político para as Américas.
Avançar nas mudanças
“É preciso avançar para além das conquistas sociais que foram importantes nos últimos anos”, diz o Documento Base do FSP. Neste sentido, mesas com temáticas como “A juventude em defesa dos processos dos governos progressistas na América Latina” e “As mulheres na integração regional da América Latina e Caribe” fomentarão o debate sobre as mudanças estruturais que os países da região ainda precisam fortalecer.O Foro de São Paulo acompanha com atenção as questões sociais na América Latina e Caribe. “Unificar critérios, definir uma política e coordenar esforços, em todas as frentes da luta política” são objetivos traçados para esse 20º encontro.
Continente de paz
Em janeiro deste ano, os presidentes e chefes de Estado dos 33 países reunidos na Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) estabeleceram a América Latina e o Caribe como uma zona de paz.
O documento assinado por eles ressalta o compromisso de respeitar plenamente o direito inalienável de todo estado de eleger seu sistema político, econômico e social ou seus níveis de desenvolvimento.
Dentre as oficinas oferecidas pelo FSP, temáticas como independência, descolonização, soberania e livre determinação promoverão a luta pela paz no continente.
Ainda neste sentido, o fim do conflito armado na Colômbia é um dos assuntos que estarão em pauta em vários debates. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo colombiano discutem desde novembro de 2012 uma agenda de seis pontos com o propósito de marcar uma solução política que permita o estabelecimento de uma paz estável e duradoura, após mais de cinco décadas de confronto.
As partes já chegaram a pré-acordos sobre desenvolvimento agrário integral, participação política e solução ao problema das drogas ilícitas. Contudo, a garantia da aplicação destes acordos ao término das negociações segue sendo uma preocupação.
Os delegados do FSP devem manifestar seu apoio a este processo, bem como o incentivo ao início de um processo de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), que se declarou disposto a isso.
A presidenta do Conselho Mundial da Paz e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Socorro Gomes, estará presente no encontro do Foro de São Paulo, onde fará uma conferência sobre a militarização, as guerras imperialistas e a luta pela paz. No momento do seu embarque para La Paz, Socorro declarou ao Vermelho que “é indispensável a união dos partidos políticos progressistas e movimentos sociais para deter a mão agressiva do imperialismo”. Segundo ela, na frente da paz e da solidariedade o prioritário neste momento é o apoio ao povo palestino, vítima de massacre genocida por parte do regime sionista, e a contribuição para o êxito dos diálogos de paz na Colômbia.
Delegação do PCdoBA delegação do PCdoB no FSP será dirigida pelo secretário de Relações Internacionais, Ricardo Alemão Abreu. Também fazem parte deste grupo Altair Freitas, diretor executivo da Escola Nacional do PCdoB; Alysson Lemos, membro da direção da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG); Liège Rocha, secretária da Mulher; Mateus Fiorentini, membro da direção da União da Juventude Socialista (UJS) e da Organização Continental Latino-Americana y Caribenha de Estudantes (Oclae); Ronaldo Carmona, membro do Comitê Central; Ronaldo Leite, presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), do Rio de Janeiro e Vitor Espinosa, secretário de Juventude da CTB.
Fonte: Vermelho
Saiba mais >
25.08.14
-
Vicente Goulart repudia ameaça de flexibilização da CLT
Saiba mais >
25.08.14
-
Iniciativas do Governo garantem autonomia a pessoas com deficiência
Saiba mais >
25.08.14
-
Ministério Público condena Itaú por práticas abusivas
Saiba mais >
25.08.14
-
Inadimplência cresce mais entre os idosos
Saiba mais >
25.08.14
-
Mais acordos salariais têm reajuste acima da inflação
Saiba mais >
25.08.14
-
Depender só do INSS costuma implicar diminuição de renda
Saiba mais >
25.08.14
-
Saiba quais trabalhadores têm direito ao abono do PIS/PASEP após se aposentar
Saiba mais >
25.08.14
-
Urnas biométricas serão usadas por 15% do eleitorado brasileiro
Saiba mais >
22.08.14
-
Operadora que teve a mão prensada por causa de celular não será indenizada
Saiba mais >
22.08.14
-
Schindler e empresa de vigilância indenizarão vigilante que perdeu olho em acidente
A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Atlas Schindler S.A. e a Sentinela Vigilância S/C Ltda., solidariamente, ao pagamento de indenizações por danos morais a um vigilante, no valor de R$ 200 mil que perdeu a visão do olho direito em acidente ao ajudar profissional da Atlas em conserto de um portão no prédio da empresa de elevadores. O trabalhador vai receber ainda pensão mensal pelos danos materiais.
Segundo a reclamação trabalhista, o vigilante foi contratado pela Sentinela e prestava serviços para a Schindler. O acidente ocorreu quando cumpriu determinação do supervisor da Schindler para ajudar no conserto do portão, apesar de não ter treinamento para tal. Apesar de várias cirurgias, perdeu a visão do olho atingido.
A Sexta Vara do Trabalho de Londrina reconheceu a responsabilidade solidária das empresas pelo acidente e condenou-as ao pagamento de pensão mensal no valor de 50% do salário do vigilante e ficou a indenização por danos morais em R$ 200 mil. O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) acolheu em parte do recurso da Schindler e reduziu a indenização para R$ 50 mil.
Tanto a empresa quanto o vigilante recorreram ao TST – ele contestando a redução do valor dos danos morais, e a empresa questionando sua condenação solidária, alegando se tratar de terceirização de serviço de vigilância.
Para a relatora do recurso, ministra Delaíde Miranda Arantes, o valor de R$ 50 mil fixado pelo Regional foi desproporcional à gravidade do dano, a culpa do ofensor, a capacidade econômica das empresas e o caráter pedagógico da condenação, uma vez que o acidente resultou na incapacidade total e permanente do trabalhador para exercer as funções como vigilante.
A responsabilidade solidária, porém, foi mantida, tendo em vista que o acidente ocorreu na Schindler, que também se beneficiava dos serviços do vigilante, ainda que não fosse a empregadora direta. A situação, segundo a relatora, atrai a aplicação da responsabilidade civil extracontratual, prevista no artigo 942 do Código Civil.
Por maioria, a Turma deu provimento ao recurso do trabalhador e restabeleceu a sentença. Ficou vencido o ministro Vieira de Mello.
Fonte: TST
Saiba mais >
22.08.14
-
Redução da desigualdade salarial é destaque no resultado da Rais 2013
Saiba mais >
22.08.14
-
UBM-BA reúne candidatas para discutir políticas para mulheres
Saiba mais >
22.08.14
-
Emprego formal mantém saldo positivo em julho
Saiba mais >
22.08.14
-
Aécio fala de Constituinte, mas esconde que votou contra trabalhadores
Saiba mais >
22.08.14
-
Dilma: “Somos o país com maior volume de grandes obras no mundo”
Saiba mais >
22.08.14
-
CTB propõe mobilização nacional contra terceirização
Saiba mais >
20.08.14
-
Candidatura de Marina é aventura a serviço da direita
Saiba mais >
20.08.14
-
Diretoria do SINDMAR é empossada
Saiba mais >
20.08.14
-
Projeto proíbe por um ano demissão de trabalhadora vítima de violência doméstica
A Câmara analisa projeto que proíbe a demissão sem justa causa de trabalhadora vítima de violência doméstica no período de um ano (PL 6883/13). De acordo com a autora da proposta, deputada Marinha Raupp (PMDB-RO), a trabalhadora “precisa se reerguer, se reestruturar, se sentir segura, ao menos quanto ao seu sustento, somente podendo ocorrer a sua demissão em caso de falta grave, nesse período”.
O texto garante a manutenção do vínculo trabalhista, quando for necessário o afastamento do local de trabalho, por até seis meses, suspendendo o contrato de trabalho. Atualmente, a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) já prevê que o juiz pode determinar que a mulher vítima de violência doméstica e familiar seja afastada do local de trabalho por um período de até seis meses, com a manutenção de seu vínculo empregatício. A medida afasta a mulher de seu agressor, dificultando que este a localize. No entanto, não prevê se há suspensão ou interrupção do contrato.
Pelo projeto, o afastamento suspende o contrato de trabalho, garantindo o tempo de serviço da trabalhadora, o que não ocorre durante a interrupção do contrato.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.Fonte: Agência Câmara
Saiba mais >
20.08.14
-
Aviso prévio indenizado pode ficar isento de contribuição previdenciária
Saiba mais >
20.08.14
-
Prazos para pedir seguro-desemprego são ilegais, diz Justiça Federal
Por regra, os trabalhadores resgatados de trabalho análogo à escravidão têm prazo menor para pedir o seguro-desemprego que os demitidos sem justa causa. Mas essa contradição, prevista em duas normas do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo do Trabalhador (CodeFAT), caíram no último dia 4 de agosto. Pelo menos por enquanto, todos os prazos para requerer o benefício estão suspensos.
Em primeiro grau, a Justiça Federal entendeu que são ilegais os prazos fixados nos artigos 14º e 7º, respectivamente, das Resoluções 467/2005 e 306/2002 do CodeFAT. Portanto, cumpridos os demais requisitos, a União deve se abster, em todo o território nacional, de indeferir pedidos de seguro-desemprego com base na intempestividade do requerimento, sob pena de multa. A determinação partiu da 4ª Vara Federal de Porto Alegre, ao julgar procedente Ação Civil Pública, em sentença.
O Ministério Público Federal alegou que a lei que instituiu o benefício não estabeleceu data limite para sua solicitação. E informou que, pela determinação do CodeFAT, o trabalhador que teve o contrato rescindido tem 120 dias para ingressar com o pedido, enquanto o que foi resgatado de situação análoga à de escravo tem 90 dias. O MPF argumentou que se trata de um direito fundamental e que os efeitos da decisão não devem ficar limitados aos estados da Região Sul.
Para o juiz federal Roger Raupp Rios, a lei poderia ter fixado prazo máximo para a solicitação do benefício, mas não o fez. “As resoluções, ao estipularem prazo para o requerimento, acabaram por inovar originariamente no ordenamento jurídico, sendo, por isso, ilegais”, escreveu na sentença. A seu ver, não é possível uma resolução estipular data-limite quando a sua inobservância impedir o gozo do direito, garantido constitucionalmente.
Rios pontuou, ainda, que o estabelecimento de prazos diferenciados viola o princípio da isonomia. “O trabalhador em condição análoga à de escravo está em situação mais vulnerável em comparação ao trabalhador urbano. Ainda assim, porém, o prazo previsto é inferior”, afirmou.
Por fim, destacou que o alcance da sentença proferida na ACP ainda é polêmico. Entretanto, frisou, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça tem indicado a abrangência nacional para os processos que discutem danos ocorridos em todo o território brasileiro. Rios apontou que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região já considerou essa possibilidade em alguns casos, como no processo que permitiu aos transexuais ter acesso, pelo Sistema Único de Saúde, a todos os procedimentos médicos necessários à cirurgia de transgenitalização. A partir dessa fundamentação, reconheceu o alcance nacional da decisão proferida nessa ação. Cabe recurso ao TRF-4.Com informações da Assessoria de Imprensa da Justiça Federal do Rio Grande do Sul.
Clique aqui para ler a sentença.
Fonte: CONJUR
Saiba mais >
19.08.14
-
Terceirização no STF: riscos ao Direito do Trabalho
Saiba mais >
19.08.14
-
Sindicalistas cobram de ministra pagamento do Vale-Cultura
Saiba mais >
19.08.14
-
O papel do transporte no desenvolvimento nacional
Ainda dá tempo de fazer inscrição para participar do 2º Encontro Nacional do Ramo dos Transportes da CTB que ocorre na sexta-feira (22), a partir das 9h, na capital paulista. O evento já conta com dezenas de inscritos e tem uma programação com objetivo de organizar o Coletivo Nacional dos Transportes da CTB e elaborar propostas capazes de propor soluções viáveis para a reforma urbana que compreenda o papel e significado dos transportes no projeto de desenvolvimento nacional. “Ter transporte público de qualidade a um preço que caiba no bolso é o desejo de todos os trabalhadores”, diz Joel Batista, um dos organizadores do encontro. Além disso, “o encontro pretende unificar os trabalhadores na defesa tanto das bandeiras específicas, das lutas gerais e organicidade ao setor da CTB para acompanhar as novas demandas dos transportes no país em resposta às reivindicações da sociedade para melhoria desse setor da vida pública”, acentua.
Outro integrante da coordenação, o dirigente da CTB, José Adilson Pereira afirma que o “encontro visa também organizar o Coletivo dos Transportes da central para participar ativamente das discussões das políticas públicas desse setor no país. Estamos organizando esse encontro para levantarmos a demanda conjunto dos setores dos transportes e a demanda de cada setor para formularmos uma política da CTB nos projetos de mobilidade urbana que o governo federal vem desenvolvendo”.
Para José Adilson a CTB precisa acompanhar os movimentos da sociedade em prol de melhorias na mobilidade urbana e “ter um posicionamento mais firme, mais claro sobre o que tudo isso pode influir na vida dos trabalhadores e trabalhadoras, tanto para quem atua na área, quanto para quem se utiliza dos diversos tipos de transportes”.
“O objetivo do Encontro é organizar de forma efetiva todos os ramos do tranporte que leva o desenvolvimento para todo o país, em favor da classe trabalhadora”, garante José Adilson.
Faça sua inscrição pelo e-mail secgeral@portalctb.org.br, com nome completo, endereço eletrônico e entidade que representa.
Saiba mais >
19.08.14
-
Seminário rechaça terceirização e seus impactos
Saiba mais >
19.08.14
-
Campanha cara prejudica candidatos dos trabalhadores e minorias
Saiba mais >
15.08.14


























