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Centrais diante do Programa de Proteção ao Emprego
Editada no dia 6 de julho, a Medida Provisória (MP) 680, de 2015, que instituí o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), com o objetivo, segundo o governo, diante do crescimento do desemprego, de preservar os empregos em momentos de retração da atividade econômica; favorecer a recuperação econômico-financeira das empresas; sustentar a demanda agregada durante momentos de adversidade, para facilitar a recuperação da economia; estimular a produtividade do trabalho por meio do aumento da duração do vínculo empregatício; e fomentar a negociação coletiva e aperfeiçoar as relações de emprego.
O programa não é uma unanimidade entre as centrais sindicais, pelo contrário, estão divididas diante da proposta do governo para enfrentar a crise do desemprego, que cresce, por conta da retração da economia.
A crise é grande e a receita do governo vai numa direção oposta ao que foi debatido e proposto na campanha eleitoral pela presidente reeleita, Dilma Rousseff. As soluções adotadas, desde as medidas do ajuste fiscal até a MP que reduz jornada e salário, vão numa direção que penaliza os assalariados.
A MP recebeu 175 emendas, muitas propondo o aperfeiçoamento do texto, no sentido de ampliar a proteção do trabalhador, mas também algumas prejudiciais aos empregados, como a que estende a possibilidade de redução de qualquer direito trabalhista ou a que determinação a redução de 30% da jornada e 50% do salário, como desta Antônio Queiroz no artigo O embate em torno do Programa de Proteção ao Emprego.
Entre críticas e ponderações sobre a proposta do governo, as centrais seguem debatendo a matéria, que está em discussão no Congresso.
Posição das centrais
Favorável, a CUT entende, por meio do secretário geral da entidade, Sérgio Nobre, que “entre as medidas que existem por lei para evitar o desemprego durante a crise, o PPE é a que menos prejudica o trabalhador, se comparado, por exemplo, ao lay off, medida que tem sido adotada por várias indústrias, mas que lamentavelmente, tem gerado demissões e falta de assistência ao trabalhador após o desligamento.”E acrescenta: “Entendemos o PPE como uma alternativa experimental contra o desemprego e, durante o período que vigorar a MP, nossa obrigação é analisar e avaliar os efeitos do programa, levando esse debate aos sindicatos, discutindo todos os instrumentos possíveis para preservar o direito básico do trabalhador que é o emprego”.
Política do inimigo
A CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), em nota, se manifestou contrária à MP. “Não há outra forma de proteger o emprego senão através do desenvolvimento e do crescimento da economia brasileira, da distribuição de renda e da ampliação da mesma, permitindo o fortalecimento do mercado interno e do consumo”, chama a atenção a central.“Não é inteligente aplicar e executar a política do inimigo. Ceder aos interesses dos setores que querem derrubar o governo e trair as promessas feitas para os trabalhadores brasileiros que acreditaram, defenderam e lutaram por um projeto de inclusão social, da defesa e ampliação dos direitos trabalhistas e sociais é estupidez”, acrescenta.
Programa de crise
A Nova Central manifestou críticas à proposta, “mas considera que a MP 680/15 representa, neste momento, um programa de crise e, como tal, deve ser entendido, valendo, neste aspecto, a importância da preservação dos empregos nesses duros de tempos de redução do PIB”.A central entende que “falta ao governo mais ousadia para incrementar as chamadas indústrias criativas, especialmente em programas de desenvolvimento regional, ou aproveitamento industrial, de forma sustentável, da riqueza da nossa biodiversidade em remédios, alimentos e produtos de beleza, especialmente na região do Cerrado, além do necessário e urgente fortalecimento da indústria de turismo, bem como a adequação do Estado brasileiro às demandas dos novos tempos, reduzindo a burocracia e valorizando os servidores públicos.”
Força ao movimento sindical
A Força Sindical, em reunião da Operativa Ampliada da central reconheceu que “a Medida Provisória (MP) 680/2015 é apenas mais um mecanismo de proteção ao emprego, mas algo que definitivamente não vai resolver a crise econômica. No entanto, a medida ‘fortalece o movimento sindical porque oferece aos sindicatos a responsabilidade de negociar a implantação do programa diretamente com as empresas’”, ressalta o presidente da entidade Miguel Torres.“Caberá aos sindicatos filiados decidir se querem negociar ou não com as empresas de suas bases a implantação do PPE (Programa de Proteção ao Emprego)”, declarou na última segunda-feira (20), o presidente da Força Sindical, no encerramento da reunião da central.
Política recessiva
“O PPE não é solução para o desemprego, pois não vai ao cerne da questão da redução da atividade econômica, induzida pela política recessiva imposta ao país no âmbito do draconiano ajuste fiscal em curso”, questionou a UGT.E ponderou: “Entretanto, há que se registrar que o PPE apresenta um diferencial em relação às demais alternativas disponíveis, principalmente no que tange à garantia real do vínculo empregatício, com redução salarial menor de que a equivalente redução de jornada e a aplicabilidade apenas e tão somente nas empresas em que os trabalhadores, assistidos por seus sindicatos, assim o decidirem em assembleia.”
Mais um retrocesso
“A recente história das relações trabalhistas no país já tem manchas como a criação do banco de horas e do chamado sistema “layoff”, cujo propósito temos visto na prática: aumentar o lucro das empresas, em detrimento de qualquer tipo de interesse social ou da manutenção de seus funcionários. A CTB e a Fitmetal entendem que a adoção do PPE — cujo conteúdo é, obviamente, apoiado pelas entidades patronais — significa mais um retrocesso para a classe trabalhadora”, enfatiza a CTB.“A CTB e a Fitmetal, entidades ligadas à Federação Sindical Mundial (FSM) e orientadas por uma concepção classista e democrática, rejeitam a MP, exigem o respeito à opinião das bases e, convencidas de que existem outras e melhores alternativas de preservar os interesses dos assalariados nas crises, defendem ampla consulta aos sindicatos e suas bases sobre o tema”.
Fonte: Diap
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Depois de 9 dias parada, Justiça libera obra do BRT em Feira
A Justiça, que tinha proibido as obras do sistema BRT em Feira de Santana (há 109 km de Salvador), voltou atrás e autorizou a continuidade do trabalho. A decisão da desembargadora Regina Helena Ramos, publicada no Diário Oficial desta sexta, 24, revoga a liminar concedida pelo juiz Roque Araújo.
O serviço, que foi interrompido nesta quarta, 15, será retomado nesta sexta, 24. De acordo com a prefeitura da cidade, o trabalho vai recomeçar no bairro Sítio Novo, onde é construída a primeira Estação de Transbordo.
Quando estiver pronto, a previsão do governo municipal é que cerca de 60 mil usuários utilizem o sistema por dia.
Suspensão
O juiz Roque Araújo tinha suspendido as obras alegando que o projeto não estava adequado as disposições legais, principalmente em relação as questões ambientais. O magistrado também ressaltou a ausência de um plano de transporte urbano integrado com o BRT.
A ação foi impetrada pela 1ª Defensoria Pública de Feira de Santana.
O BRT é uma obra estimada em R$ 100 milhões, com recursos da Caixa Econômica Federal (CEF), por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). O corredor exclusivo de ônibus terá a extensão de 8 km, passando principalmente pelas avenidas João Durval carneiro e Getúlio Vargas
Fonte: A Tarde
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Pessoas com deficiência, menores e terceirização concentraram as atenções da CDH
No primeiro semestre de 2015, foram aprovadas na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) várias proposições que beneficiam pessoas com deficiência, com destaque para a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. A proposta (SCD 4/2015), do senador Paulo Paim (PT-RS), foi confirmada em Plenário em junho e transformada na Lei 13.146/2015.
— O projeto mais relevante desse período foi sem dúvida o Estatuto da Pessoa com Deficiência. São 142 artigos, cada um praticamente uma lei, sempre na linha de garantir direitos para os que mais precisam. Foi nessa ótica que trabalhamos — afirmou Paim, presidente da CDH, em entrevista pelo encerramento dos trabalhos do semestre.
O Estatuto prevê benefícios como atendimento prioritário em todos os serviços públicos, no recebimento da restituição do Imposto de Renda e na tramitação de processos na Justiça. Também permite o uso do FGTS na aquisição de órteses e próteses e deixa expressa a proibição de cobrança extra a alunos com deficiência pelas escolas privadas (para a contratação de auxiliares, por exemplo).
Mais uma proposta importante para o segmento aprovada na comissão foi a que suprime a exigência de compensação de horário para os servidores públicos que tenham filhos, dependentes ou cônjuge com alguma deficiência (PLS 68/2015). Hoje, eles têm direito a horário reduzido, mas precisam compensar essas horas posteriormente. Com a mudança, o direito se iguala ao do funcionário com deficiência. O projeto, do senador Romário (PSB-RJ), aguarda análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Outro projeto libera o saque dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ao trabalhador que necessite executar projeto de acessibilidade em imóvel próprio (PLS 11/2015), como trocar portas e construir rampas. A proposta, do senador José Medeiros (PPS-MT), aguarda análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Menores
Na esteira da discussão sobre a redução da maioridade penal para 16 anos, aprovada na Câmara, a CDH optou por uma proposta, que prevê o aumento do período de internação para os que cometem crimes hediondos. Hoje, o tempo máximo de internação nos centros socioeducativos é de três anos. O PLS 450/2013, do senador Jorge Viana (PT-AC), o eleva para até oito anos.
Outro projeto (PLS 125/2014) endurece a tipificação do crime de corrupção de menor ao estabelecer que, para a consumação do delito, basta induzir o menor à prática da conduta ilícita. Assim, para que o adulto corruptor responda por este crime, deixa de haver a necessidade de efetiva prática do ato infracional pelo menor de 18 anos.
A proposta, do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), também amplia o rol de infrações cometidas ou induzidas que aumentam a pena do corruptor. Ela inclui condutas correspondentes ao racismo, à tortura, ao terrorismo, ao genocídio e ao tráfico de drogas, além daquelas referidas na Lei dos Crimes Hediondos. Quando se tratar desses crimes, a pena de reclusão já prevista, de um a quatro anos, pode aumentar em até 50%.
Ainda em relação aos menores, foi aprovado o PLS 753/2011, dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ), que permite às entidades dedicadas à proteção dos direitos de crianças e adolescentes a proposição de ação civil pública, instrumento de defesa dos chamados interesses difusos, coletivos e homogêneos. Todas essas propostas ainda devem passar pela CCJ.
Debates
O presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), trabalhou para tornar a comissão um espaço no qual as minorias façam ecoar sua voz na luta por direitos. O parlamentar diz receber inúmeras solicitações da população e de diversas organizações sociais para realizar debates sobre os mais variados temas e revelou ter “uma fila de pedidos” desse gênero.
— As audiências públicas são uma forma de fazer com que a população esteja dentro do Parlamento, dialogando com a gente, e não a gente só no microfone, à distancia, falando para a população — afirmou o senador.
As mudanças advindas da proposta que regulamenta a terceirização (PLC 30/2015), e a modificação nas leis trabalhistas e previdenciárias incluídas nas medidas provisórias do ajuste fiscal – já aprovadas pelo Congresso, com atenuantes em relação à versão do Executivo – foram temas frequentes de debate no primeiro semestre deste ano.
Terceirização
Até mesmo o presidente do Senado, Renan Calheiros, se posicionou contra a terceirização “ampla, geral e irrestrita” e afirmou que a Casa fará uma discussão criteriosa sobre o projeto, e não permitirá “pedalada contra o trabalhador”. Paulo Paim é o relator da proposta na CDH e já avisou que não aprovará o projeto como veio da Câmara, por considerá-la “um retorno à escravidão”.
Há discussões sobre a elaboração de um texto alternativo que não inclua a possibilidade de terceirização das atividades-fim (um hospital poder contratar médicos por terceirização, por exemplo). Hoje, somente as atividades-meio podem ser terceirizadas (segurança e limpeza, mais comumente).
Paim estabeleceu um ciclo de debates pelos estados para tratar do tema. Já foram feitas reuniões em várias capitais do Sul e do Sudeste. Na segunda quinzena de julho, a comissão deverá rodar o Nordeste.
– Em todos os estados até agora, todos foram unânimes em pedir a rejeição do projeto que veio da Câmara e que eu apresente outro, em nome das entidades, regulamentando e melhorando a vida dos 12,5 milhões de terceirizados – revelou.
A ideia do ciclo de audiências surgiu numa sessão temática realizada em maio no Auditório Petrônio Portella, com a participação de representantes do governo, sindicatos, empresas, Ministério Público, entre outros. Os convidados debateram “A Lei Áurea, a terceirização e o combate ao trabalho escravo”.
Vários palestrantes, nas inúmeras reuniões ocorridas sobre o tema, se posicionaram contra a proposta. Lilian Marques, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), associou a terceirização a condições análogas à escravidão. Nos dados analisados de 2010 a 2013, se constatou que quase 3 mil dos 3.553 casos de resgate de trabalhadores nessas situação envolviam terceirizados.
O presidente da Comissão de Trabalho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Dino Andrade, considerou o projeto um “enorme retrocesso”, pois faculta aos empregadores o cumprimento de direitos básicos como o atendimento médico, ambulatorial ou de refeição. Já a juíza do trabalho Noêmia Aparecida criticou a possibilidade de inclusão das atividades-fim na terceirização. Para ela, o avanço da prática revela um cenário de “baixos salários, aumento dos acidentes de trabalho e burla ao direito de férias”.
Numa reunião específica para discutir a terceirização sob o ponto de vista da saúde, os convidados afirmaram que os terceirizados adoecem mais, já que a eles são assegurados menos direitos e benefícios. Além disso, afirmaram que a terceirização dos serviços de saúde pode prejudicar o atendimento à população.
Ajuste fiscal
Duas medidas provisórias (MPs 664 e 665/2014) que endureciam o acesso a benefícios previdenciários e integravam o pacote de ajuste fiscal do Executivo também foram tema de numerosos debates na CDH. Mesmo sob protestos, elas acabaram convertidas em lei, com alterações em alguns pontos.
Convidados a falar das mudanças durante a tramitação, os ministros do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, e da Previdência Social, Carlos Gabas, afirmaram que as propostas não subtraíam direitos dos trabalhadores, apenas adequavam regras trabalhistas e previdenciárias à nova realidade do país: população em processo de envelhecimento, um desafio para a sustentabilidade da Previdência no futuro, e expectativa de vida crescente do brasileiro.
Uma das mudanças aprovadas foi a carência de 24 meses para a concessão de pensão por morte. Antes, o beneficiário tinha o direito de receber a pensão a partir de uma única contribuição mensal do segurado. A mudança atinge especialmente as jovens viúvas, que só poderão receber pensões, por um período reduzido de tempo, se comprovados dois anos de relacionamento. O benefício só será vitalício para mulheres acima de 45 anos. Também foram impostas regras mais restritivas para o acesso ao seguro defeso e ao seguro desemprego.
Para a maioria dos debatedores contrários às matérias, elas feriam o princípio da vedação do retrocesso social, ou seja, com restrição de direitos sociais que nunca deveriam retroceder, mas sempre avançar.
Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público do Trabalho disseram que ambas as medidas fazem uma verdadeira reforma na Previdência Social e são inconstitucionais por vícios formais e legais. Eles lembraram que a Constituição proíbe que seja tratada por medida provisória matéria que tenha sido objeto de emenda promulgada entre 1995 e 2001, o que era o caso das MPs.
A representante do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, Ana Paula Fernandes, apontou vários pontos legais das medidas que ela considera inconstitucionais. Entre eles, a carência de 24 meses para receber a pensão por morte. Segundo Ana Paula, a regra atinge não só o cônjuge, mas os filhos. Caso percam o pai ou a mãe antes desse período, eles não receberão nada. Para ela, isso fere o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Saúde
A possibilidade de aborto garantido pelo Sistema Único de Saúde até 12 semanas de gravidez, com garantia de atendimento médico nos hospitais públicos e apoio psicológico e social às grávidas, também foi debatida na CDH.
O tema é objeto de uma sugestão legislativa (SUG 15/2014) feita pela população por meio do Portal e-Cidadania. O relator da sugestão, senador Magno Malta (PP-ES), decidirá se ela merece prosperar na Casa. O assunto dividiu a opinião dos convidados e dos senadores participantes das audiências públicas sobre o tema.
Os que defendem abortos seguros afirmam que esse é um problema de saúde pública que mata muitas mulheres todos os anos. Os que são contra, dizem que a vida deve ser preservada desde a sua concepção.
Doenças raras como a esclerose lateral amiotrófica (ELA), a anemia falciforme e a efetivação da aplicação da Política Nacional de Proteção dos Direitos do Autista (Lei 12.764/2012) também foram debatidas na comissão.
Racismo
Muitas audiências públicas giraram em torno da temática do racismo e da discriminação por raça e gênero.
Violência obstétrica no atendimento às grávidas negras nos hospitais; a defesa da redução da maioridade penal pela maioria da população, estimulada pelo discurso do “ódio e medo” contra os jovens infratores; e a apresentação de estatísticas mostrando que jovens negros e pobres são as maiores vítimas de violência no país foram alguns dos assuntos discutidos na CDH.
Também foi assunto de debate a violência por homofobia. Negros, jovens e do sexo masculino, geralmente vítimas de discriminação e agressões psicológicas em sua própria casa ou por parte de vizinhos tão jovens quanto eles, têm o perfil da maioria das vítimas de violência por orientação sexual e identidade de gênero, segundo levantamentos feitos pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) apresentados em audiência.
Uma das sugestões feitas durante a discussão é que atos de homofobia e transfobia sejam julgados como crimes de racismo.
Fonte: Agência Senado
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21.07.15
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Justiça Federal condena réus ligados à empreiteira Camargo Corrêa
Dalton Avancini, Eduardo Leite e João Ricardo Auler, executivos afastados da Camargo Corrêa, foram condenados por crimes cometidos em contratos e aditivos com a Petrobras para as obras da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; da Refinaria de Abreu e Lima (Renest), em Pernambuco; e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Eles se desligaram da empresa após serem presos.
Esta é a primeira sentença da Operação Lava Jato contra executivos de construtoras referente a 7ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em novembro de 2014.
Além deles, o juiz federal Sergio Moro condenou também o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef, e um dos subordinados dele – o policial federal Jayme Alves de Oliveira, que era responsáveis por entregar remessas de dinheiro.
Veja os condenados e os crimes
João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa
Dalton dos Santos Avancini, presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa
Eduardo Hermelino Leite, vice-presidente da Camargo Corrêa
Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras
Alberto Youssef, suspeito de liderar o esquema de corrupção
Jayme Alves de Oliveira, acusado de atuar com Youssef na lavagem de dinheiroCrimes pelos quais foram condenados
João Ricardo Auler: corrupção ativa, pertinência à organização criminosa
Dalton dos Santos Avancini: corrupção ativa, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa
Eduardo Hermelino Leite: corrupção ativa, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa
Paulo Roberto Costa: corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Alberto Youssef: corrupção passiva
Jayme Alves de Oliveira: lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosaTambém respondia a este processo o presidente da UTC, Ricardo Pessoa. As acusações contra ele foram desmembradas para outra ação penal a pedido do MPF, em virtude das tratativas com o réu para um acordo de delação premiada.
O juiz deixou de condenar Wladomiro de Oliveira pelo crime de lavagem de dinheiro, pois ele já havia sido condenado pelo mesmo crime em outro processo. Por falta de provas, Moro absolveu Marcio Andrade Bonilho do crime de corrupção e Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, do crime de pertinência à organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Defesas
A assessoria de imprensa da Camargo Corrêa ressaltou que os executivos condenados não trabalham mais para a empresa.“A Construtora Camargo Corrêa reitera que desde que tomou conhecimento das investigações, além de ter se colocado à disposição das autoridades, tem empreendido esforços para identificar e sanar irregularidades, reforçando sua governança corporativa e sistemas de controle”, diz a nota da empreiteira.
Nas alegações finais encaminhadas à Justiça, a defesa de Paulo Roberto Costa afirmou “que o acusado arrependeu-se de seus crimes” e que revelou provas relevantes para a Justiça. Além disso, relatou que “considerando o nível de colaboração, o acusado faz jus ao perdão judicial ou à aplicação da pena mínima prevista no acordo”.
A defesa de Youssef, também nas alegações finais, argumentou que o doleiro celebrou o acordo de colaboração com o MPF e revelou os crimes. De acordo com a defesa, ele era um dos operadores de lavagem no esquema criminoso, mas não era o chefe ou principal responsável.
Na alegação final da defesa de Avancini, foi dito que o acusado revelou fatos e provas relevantes para a Justiça por meio do acordo de colaboração com o MPF e, por essa razão, ele merece o perdão judicial ou a pena mínima prevista no acordo.
A equipe de defesa de Auler afirmou que não existe prova contra o cliente e que, após a deflagração da Operação Lava Jato, ele tomou medidas dentro da empresa parra apurar as denúncias.
Ainda de acordo com os advogados, Auler não desempenhava a função de Executivo na contratação das obras na RNEST e Repar. A defesa de Auler ainda questionam a tramitação da ação penal e diz que a Justiça Federal no Paraná é incompetente para julgar o caso e que houve cerceamento de defesa.
Já defesa de Oliveira afirmou, nas alegações finais, que a Justiça Federal é incompetente para o julgamento da causa. Ainda foi relatado que não há prova de elemento subjetivo e também que não há prova de corroboração do depoimento dos colaboradores.
Os advogados de Eduardo Leite argumentaram que o réu não foi responsável pelo acerto dos pagamentos das propinas, tendo herdado o compromisso. Eles ainda disseram que a única forma de Leite não participar dos crimes seria de desligando da empresa
Penas
Eduardo Leite foi condenado a 15 anos e 10 meses de prisão. Devido ao acordo de delação premiada, deve cumprir dois anos de prisão com recolhimento domiciliar nos fins de semana e à noite, com tornozeleira eletrônica, a partir de março de 2016. Neste período, conforme a sentença, terá que cumprir cinco horas semanais de serviço comunitários.Após março de 2018, Leite passa a cumprir pena em regime aberto. Moro ainda condenou Leite ao pagamento de indenização de R$ 5 milhões ao Ministério Público Federal.
No caso de João Ricardo Auler, para os crimes de corrupção e de pertinência à organização criminosa, as penas somadas chegam a 9 anos e 6 meses de reclusão. Desde abril, ele cumpre prisão domiciliar, porém, com a decisão do juiz, Auler deverá voltar à prisão para o início de cumprimento da pena em regime fechado.
Já a pena de Dalton Avancini pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa chega a 15 anos e 10 meses de reclusão. Como ele também fez acordo de delação premiada, Avancini cumpre prisão domiciliar sendo que, a partir de março de 2018, poderá progredir para o regime aberto.
Paulo Roberto Costa foi condenado a 12 anos de prisão, porém, devido ao acordo de delação premiada e ao período que já esteve preso, teve uma pena alterada. O ex-diretor de Abastecimento deve cumprir mais um ano de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, contado partir de 1º de outubro de 2014. A partir de 1º de outubro de 2015, prisão com recolhimento domiciliar nos fins de semana e à noite. E, em outubro de 2016, passa para o regime semiaberto.
Além disso, Costa terá que pagar multa e teve confiscado R$ 50 milhões – oriundos de corrupção – e multa de R$ 5 milhões ao Ministério Público Federal.
A pena de Alberto Youssef nesta ação penal seria de 8 anos e 4 meses de reclusão. Entretanto, devido ao acordo de delação premiada, ele “deverá cumprir somente três anos das penas em regime fechado, ainda que sobrevenham condenações em outros processos e unificações (salvo posterior quebra do acordo)”, diz trecho da sentença. A pena do doleiro já é descontada desde quando foi preso, no dia 17 de março de 2014.
O despacho ainda especifica o que ocorrerá após o cumprimento destes três anos de prisão: “progredirá diretamente para o regime aberto em condições a serem fixadas e sensíveis a sua segurança”.
Com relação a Jayme Oliveira Filho, a condenação é de 11 anos e 10 meses de reclusão. Inicialmente, a pena deve se cumprida em regime fechado, com a possibilidade de progressão de pena. Além disso, a sentença determina a perda definitiva do cargo de policial federal. Ele também está impedido de exercer cargo ou função pública, de diretor, membro de conselho ou de gerência de pessoas jurídicas por 23 anos e oito meses.
Participação das empreiteiras
Conforme as investigações da Lava Jato, um grupo formado por empreiteiras praticou crimes de cartel e licitatórios contra a Petrobras através da corrupção de funcionários da estatal e da lavagem dos recursos obtidos com os crimes.“O núcleo formado pelas empreiteiras, aproveitando-se da garantia de altos lucros pela eliminação da concorrência, subverteu fundamentos da República Federativa do Brasil, como a livre concorrência e o pluralismo político”, diz trecho da acusação do MPF.
Os procuradores sustentam que representantes das empreiteiras se reuniam para dividir as obras licitadas pela Petrobras, através de regras previamente estabelecidas. Este grupo foi denominado de “Clube das Empreiteiras”, conforme depoimentos colhidos no processo.
Nas reuniões, as empresas definiam quais seriam as vencedoras de cada licitação dos grandes contratos. Para simular uma concorrência, pelo menos outras duas empresas apresentavam as chamadas “propostas de cobertura”, com valores superiores para favorecer a empreiteira escolhida.
“O ajuste propiciava que a empresa definida como vencedora apresentasse proposta de preço sem concorrência real”, diz o juiz federal Sergio Moro. Sete das dez maiores empreiteiras do país já tiveram executivos investigados na operação.
Segundo as investigações, as propostas que se consagrariam vencedoras eram apresentadas com valores sempre próximos ao limite considerado aceitável pela estatal. A Petrobras tem como padrão a contratação por valores até 20% maiores do que a estimativa feita pelos técnicos da empresa, e no mínimo 15% menores.
Os MPF ainda afirma que a ação das empreiteiras colaborou para fraude do processo eleitoral democrático, através do pagamento de propinas sob a rubrica de doações oficiais a partido políticos e formação de “caixa-dois”.
“Sem sombra de dúvida, prejudica a realização de eleições dos representantes do povo, uma vez que os partidos políticos e candidatos que não possuem tal relação de promiscuidade são vítimas de competição desleal no processo eleitoral”, afirmam os procuradores.
Fonte: G1
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Sindicalista tem estabilidade reconhecida com base em acordo que ampliou direito
A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o direito à estabilidade de um dirigente sindical demitido na vigência de norma coletiva que ampliou o número de detentores de direito à garantia provisória do emprego. Em consequência, condenou a ALL – América Latina Logística S/A ao pagamento dos salários e demais direitos da data da dispensa até o final do período da estabilidade.
O ferroviário, admitido como operador de produção, tomou posse em abril de 2008 como membro da diretoria e do conselho fiscal do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Ferroviárias de Bauru, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, para o triênio 2008/2011. Em maio de 2009, a empresa o demitiu.
Em sua defesa na reclamação trabalhista ajuizada por ele contra a dispensa, a empresa afirmou que, de acordo com a legislação vigente, apenas sete dirigentes teriam direito à estabilidade. Como o sindicato não forneceu a lista daqueles que seriam detentores do direito, entendeu não haver impedimento à dispensa.
O juízo de primeiro grau julgou improcedente o pedido de reintegração, e o Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (MS) manteve a sentença.
Estabilidade
No recurso ao TST, o ferroviário sustentou que o acordo coletivo assinado pela categoria com a ALL em setembro de 2009 previa a manutenção, até dezembro, das cláusulas dos acordos vigentes até dezembro de 2008, dentre elas a que ampliava para 20 o número de dirigentes com estabilidade. Isso o incluiriam uma vez que o sindicato tinha 25 dirigentes e ele ocupava a 17ª posição. Argumentou ainda que as negociações que resultaram na assinatura do acordo tiveram início no curso da relação de emprego e do seu mandato sindical.
O relator do recurso, ministro Renato de Lacerda Paiva, ressaltou a necessidade de se respeitar a vigência do acordo expressamente estabelecida entre sindicato e empresa, de janeiro a dezembro de 2009, “ainda mais em se tratando de instrumento coletivo garantidor e renovador de condição mais benéfica ao empregado”. Assim, no seu entendimento, a dispensa do ferroviário, em maio de 2009, se deu durante a vigência do acordo.
Quanto à validade da norma que ampliou o número de dirigentes detentores de estabilidade, prevista no artigo 522 da CLT, Renato Paiva assinalou que, nas negociações coletivas, “as partes ajustam condições de forma global, em situação de igualdade”. O artigo 7º, inciso XXVI da Constituição Federal, por sua vez, reconhece a autoridade dos sindicatos para negociar e firmar acordos e convenções coletivas de trabalho.
Para o relator, os acordos e convenções coletivas têm a natureza jurídica de contrato, por meio do qual os sujeitos manifestam a sua vontade e estabelecem as cláusulas que vão reger a relação entre capital e trabalho. “Uma vez celebrado o acordo, há que se respeitar suas cláusulas, bem como o contexto jurídico em que foram firmadas”, concluiu.
Após a publicação do acórdão, a ALL interpôs recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, cuja admissibilidade será examinada pela Vice-Presidência do TST.
Fonte: TST
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20.07.15
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Senado vota reforma política e aprova novas regras para coligações
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17.07.15
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O PPE, o Mais Médicos e os velhos do Restelo
Assim como o programa Mais Médicos, ferozmente criticado no início de sua implantação – e que hoje beneficia mais de 63 milhões de brasileiros que não tinham acesso à saúde –, o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que também propõe algo inédito no país, vai acabar com os frágeis argumentos de quem se comporta como os velhos do Restelo, personagem de Luís de Camões que simboliza os pessimistas compulsivos, as pessoas que em nada acreditam e acham que tudo vai dar errado.
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) – uma das primeiras categorias profissionais a sofrer com os efeitos das crises econômicas –, junto com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a CUT e as demais centrais sindicais, trabalhou para aprovar o PPE porque acredita que ele representa uma oportunidade para debater, negociar e construir uma política permanente de proteção ao emprego.
Estamos cumprindo nosso papel, que é garantir a dignidade que o emprego dá a classe trabalhadora. Não lutamos por seguro-desemprego, lutamos pela garantia do emprego. É isso que PPE significa. Significa mais ainda: a estabilidade no posto de trabalho durante a permanência no programa e por um período adicional de um terço do tempo de vigência (se na empresa o PPE for implantado por 12 meses – que é o período máximo –, a estabilidade será de um ano e quatro meses).
Vale lembrar que um sistema similar existe há décadas na Alemanha e com resultados muito positivos. Por isso, em 2012 a CNM/CUT organizou a ida de uma missão àquele país, formada por representantes do Dieese, das centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, NCST), do governo federal, de empresários da indústria e do comércio, com o objetivo de conhecer o funcionamento da lei que regulamenta a proteção ao emprego dos trabalhadores alemães (também aplicada em outros países europeus). Na época, soubemos que a lei havia sido revisada em 2008 para ampliar a proteção aos trabalhadores, quando explodiu a crise financeira internacional. Soubemos também que tudo é feito com debate e negociação com dirigentes sindicais, que devem submeter todo o processo aos trabalhadores.
Mas a comitiva não se limitou apenas a conhecer detalhes da lei. Foi a campo ouvir a classe trabalhadora. Conversamos com os dirigentes do IG Metall (Sindicato dos Metalúrgicos da Alemanha, que é o maior sindicato da categoria no mundo, com 2,5 milhões de associados), com o Secretário de Estado e a equipe do Ministério do Trabalho; com diretores e membros da comissão de trabalhadores na Daimler.
Logo depois, quando retornou ao Brasil, a delegação produziu um relatório, que foi divulgado pela CUT e reproduzido no site da Confederação (confira aqui).
E, ao longo do processo de debates e negociação com o governo – e como representantes dos mais organizados e combativos sindicatos do Brasil –, tivemos o cuidado de não deixar brechas no sistema, para os patrões flexibilizarem direitos. Temos responsabilidade, temos história, temos tradição de luta para garantir e também conquistar novos direitos, como a estabilidade nos moldes que citamos antes.
Alguns críticos citam a Constituição (artigo 7 – inciso VI) para atacar o Programa de Proteção ao Emprego. Mas apenas fazem a crítica pela crítica, pois a MP 680 prevê um arcabouço de benefícios para a defesa do trabalhador, que está em acordo com o entendimento prevalecido nos Tribunais do Trabalho: período determinado; prejuízos devidamente comprovados da empresa ou conjuntura econômica adversa; respeitar o salário mínimo legal e o piso salarial da categoria, estabelecidos por negociação coletiva com o Sindicato.
Entendemos que o PPE vem em boa hora e aplaudimos o método adotado pelo governo federal, ao ouvir e atender o apelo das centrais sindicais, que sabem que o programa é uma ferramenta anticíclica que, com certeza, ajuda em tempos de crise. E foi o que verificamos na Alemanha, com o testemunho dos sindicalistas e dos trabalhadores.
Sabemos que tudo o que é novo causa certa estranheza no princípio. Mas criticar o PPE antes de experimentar, vivenciar e conferir seus resultados, pode ser temerário. É preciso dar tempo ao tempo e checar com os trabalhadores inseridos no programa se eles prefeririam estar desempregados (recebendo no máximo cinco parcelas de seguro, com valor que no geral será bem inferior à sua remuneração) ou com seus postos de trabalho e direitos decorrentes assegurados.
O Brasil mudou profundamente nos últimos 12 anos, mas muitos insistem em viver no passado. Por isso, de forma casuística, fazem a disputa política rasteira, sem se importar com os prejuízos à população e à classe trabalhadora. Assim, o tom das críticas ao PPE é semelhante ao do Mais Médicos.
Essa não é e nunca foi, efetivamente, a nossa posição e postura política.
João Cayres é secretário-geral da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT) e membro do Comitê Executivo da IndustriAll Global Union (federação internacional dos trabalhadores na indústria)
Fonte: Rede Brasil Atual
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17.07.15
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Possibilidade de reduzir horário de almoço dos trabalhadores divide opiniões
A possibilidade de flexibilizar o horário de almoço ou de descanso por meio de acordo coletivo, conforme projeto (PLS 8/2015) em tramitação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, dividiu opiniões em audiência pública hoje (15). Contrários à alteração, juízes e procuradores alertaram para os riscos à saúde e à segurança no trabalho que a redução pode ocasionar. Representantes de confederações de diversos setores da economia citaram a liberdade de escolha dos funcionários e outros ganhos, como menos horas no trânsito e mais tempo de convivência com a família ao evitar a saída no horário de pico, para defender a modernização da lei.
Na opinião da procuradora do Ministério Público do Trabalho Juliana Carrero, as negociações coletivas devem ser prestigiadas, sim, mas não em relação a toda e qualquer pactuação. Segundo afirmou, o intervalo intrajornada de no mínimo uma hora para quem trabalha mais de seis horas seguidas é uma medida de segurança e saúde no trabalho, é impositiva e não pode ser afastada pelo trabalhador se ele quiser.
“O trabalhador não tem noção do que efetivamente pode decorrer de uma redução desse tipo na jornada dele. Não pode dizer simplesmente “eu quero a redução”, não interessa, da mesma forma que ele não pode dizer que quer trabalhar 10, 12 horas por dia”, defendeu.
Da mesma forma, o juiz Luiz Antonio Colussi, representante da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), frisou a garantia de saúde e segurança dos empregados. O intervalo intrajornada é essencial para que os funcionários reponham energias e mantenham a concentração e o foco no trabalho, para dificultar a ocorrência de acidentes.
O mesmo motivo foi apontado por José Carlos Torves, da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que também é contrário à proposta. Segundo lembrou, a situação dos jornalistas é ainda pior, por trabalharem até 10, 12 horas por dia, muitas vezes em situação de risco, sob forte cansaço e estresse, e a jornada de cinco horas garantida por lei nunca ser cumprida. Ele também alertou para a existência de um movimento de ataque ao mundo do trabalho e aos trabalhadores, com retirada de direitos e garantias. Apontou como exemplo disso a MP 680/2015, que permite a redução da jornada e dos salários.
“Óbvio que há necessidade de superar a crise, mas (as medidas) não podem cair só sobre os direitos dos trabalhadores”, afirmou.
Projeto
A alteração proposta na regra de intervalo para repouso e alimentação estabelecida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) tem na CAS relatório pela rejeição, apresentado pela senadora Angela Portela (PT-RR), e um voto em separado da senadora Ana Amélia (PP-RS), defendendo sua aprovação.
Vários senadores defenderam modificações na proposta. Waldemir Moka (PMDB-MS) pediu que a redação do texto seja mais claro, diferenciando segmentos econômicos em relação aos quais não se aplicaria a flexibilização.
O senador Paulo Paim (PT-RS) sugeriu que não se coloque a proposta em votação enquanto centrais sindicais e outras federações de trabalhadores não forem ouvidas. “Às vezes uma boa intenção pode gerar prejuízos para os mais fracos”, disse.
Já a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) destacou a necessidade de levar em consideração os argumentos dos juízes e procuradores do Trabalho. Segundo ela, a Justiça do Trabalho mantém o equilíbrio das relações trabalhistas no país, uma vez que o lado do poder econômico – representado pelos empregadores – é mais forte.
Valorização
Para o representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Kurtz, o projeto valoriza as negociações coletivas de trabalho, representando assim um avanço para as relações trabalhistas. Ele também lembrou que as negociações coletivas só se estabelecem quando há interesse das duas partes, não é unilateral.
“Melhor trabalhar meia a hora a mais durante a semana (reduzindo o almoço) para ficar no sábado com sua família”, disse.
Alain Mac Gregor, representante da Confederação Nacional do Comércio (CNC), afirmou que o projeto traz facilidades para o mundo do trabalho e fortalece os sindicatos. As negociações, afirmou, seriam feitas sob lastro constitucional e com previsão em dispositivo constante do parágrafo 3º do artigo 71 CLT. Ele permite que o intervalo seja reduzido por ato do ministro do Trabalho, com condicionantes: que seja ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social, que o estabelecimento atenda às exigências sobre organização dos refeitórios e que os empregados não estejam sob regime de trabalho prorrogado em razão de horas suplementares. O texto aprovado tornaria o processo menos burocrático, avaliou.
“Não existem mais fragilidades na representação sindical. O trabalhador representado jamais sofrerá prejuízos por negociações de sindicatos, que estão ali para protegê-lo”, disse.
Rodrigo Valente, representante da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ressaltou que é por meio das negociações coletivas, via acordos e convenções coletivas de trabalho, que as reais necessidades das categorias são atendidas.
O autor da proposta, senador Blairo Maggi (PR-MT), disse que o projeto busca adequar as relações de trabalho ao mundo real. Não é nada imposto, faz quem quer e por acordo, mas exceções devem ser observadas, como o setor da construção civil, trabalho braçal e pesado que demanda mais descanso.
“As pessoas têm que ter discernimento de definir sua vida. O Estado não pode tutelar tudo e a todos a qualquer momento”, afirmou.
Na opinião de Ana Amélia (PP-RS), não se pode comparar coisas diferentes, tratando todos os setores da atividade econômica da mesma forma. Alguns mais vulneráveis precisam da proteção do Estado, mas há outros mais modernos em que o cidadão poderia exercer sua liberdade de escolha. Conforme a senadora, é preciso desmistificar a visão do trabalhador como alguém sempre explorado pelo empregador. Na mesma linha, o presidente da CAS, senador Edison Lobão (PMDB-MA), disse que empresas e trabalhadores não existem um sem o outro.
“As legislações precisam ser sempre atualizadas. Algo que foi construído há 40, 50 anos, quando o trabalho era diferente do que é hoje, não podemos imaginar que hoje é mais adequado. Mas que os princípios e direitos se mantenham porque são corretos e justos e devem preservar o trabalhador”, afirmou Douglas Cintra (PTB-PE).
Fonte: Rede Brasil Atual
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17.07.15
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Em reunião com Dilma, centrais sul-americanas defendem democracia
A presidenta Dilma Rousseff recebeu na noite desta quinta-feira (16) no Palácio do Planalto em Brasília representantes das centrais sindicais de países da América do Sul que reafirmaram sua posição em defesa da democracia na região.
Leia também: Sindicalistas debatem nova Declaração Sócio Laboral do Mercosul
Os sindicalistas, que estavam reunidos desde a última terça (14) junto aos movimentos de todo o continente na 18ª Cúpula Social do Mercosul, entregaram para a presidenta uma declaração, em nome da Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), na qual denunciam as tentativas de desestabilização dos governos progressitas nos últimos anos.
“Diante das ameaças à democracia, a preservação da instucionalidade é fundamental para obter mais avanços. A interrupção do processo democrático não interessa aos trabalhadores”, expressou o dirigente da CTB, Augusto Vasconcelos, que representou a Central na reunião acompanhado pela secretária de Formação, Celina Arêas.
Dilma agradeceu o apoio recebido e afirmou que considera importante este diálogo com o movimento sindical. Ela disse ainda que a posição das centrais vai influenciar nos desdobramentos da reunião com os chefes de Estado do Mercosul que ocorre nesta sexta (17), durante o encontro será assinado por eles a Nova Declaração Sócio Laboral do bloco.
A presidenta valorizou o Focem (Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul) como instrumento para diminuir as assimetrias entre os países e fortalecer a integração não só no âmbito comercial, mas também no social e cultural. Desde que foi criado, o fundo tem contribuído para melhorar setores como habitação, transportes entre outros.
A reunião contou com a presença do secretário geral da CCSCS, Antonio Jara, além de representantes das centrais que compõem a organização entre elas a CTB, CUT, UGT, Foça Sindical, PIT-CNT, CGT e CTA.
Fonte: Portal CTB
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Senado agrava pena para menores infratores
O Plenário aprovou, na noite desta terça-feira (14), o substitutivo ao projeto de lei do Senado (PLS) 333/2015. A matéria, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), cria um regime especial de atendimento socioeducativo dentro do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a ser aplicado a menores que praticarem, mediante violência ou grave ameaça, conduta prevista na Lei de Crimes Hediondos (Lei 8.072/1990). Foram 43 votos a favor e 13 contrários à matéria, que agora segue para análise da Câmara dos Deputados.
O substitutivo apresentado à proposta pelo senador José Pimentel (PT-CE) estabelece que o regime especial deverá alcançar jovens na faixa dos 18 aos 26 anos que estiveram envolvidos, quando menores, em crimes graves. Nesses casos, o período de internação poderá durar até dez anos e ser cumprido em estabelecimento específico ou em ala especial, assegurada a separação dos demais internos. Pimentel apresentou um histórico do projeto e destacou a o caráter plural da matéria.
— O projeto é fruto de uma grande articulação envolvendo todo o Senado. Também foram ouvidos 17 governadores — relatou Pimentel, que acolheu parcialmente 13 emendas apresentadas no Plenário.
O senador José Serra afirmou que a motivação para o projeto veio da sua experiência como governador de São Paulo (2007-2010). Segundo o senador, o número de crimes hediondos cometidos por adolescentes tem aumentado nos últimos anos e exige uma resposta do Legislativo. Ele acrescentou que o atendimento ao menor infrator precisa ser realizado em duas frentes: política social e medidas de segurança.
— A sociedade vai receber bem esse projeto — disse Serra.
O presidente Renan Calheiros classificou a matéria como “importante” e fruto de “debate intenso” no Senado. Ele lembrou que o tema foi discutido em várias comissões e em quatro reuniões de líderes.
— A profícua discussão no Senado construiu um importante caminho no ECA, que possibilita o debate sobre a violência no país — declarou Renan, acrescentando que nunca defendeu a redução da maioridade penal.
Polêmica
O projeto levantou polêmica no Plenário. Diante de muitas discussões e opiniões divergentes, o presidente Renan Calheiros pediu objetividade dos senadores e chegou a submeter à votação um requerimento, do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), para a criação de uma comissão especial para o tema. O requerimento, no entanto, foi rejeitado por uma diferença de apenas três votos. Foram 32 votos a favor e 35 contrários à criação de uma comissão sobre o tema.
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) afirmou que, como manda o ECA, os juízes não fixam o prazo da internação socioeducativa de menores. Atualmente, disse o senador, o prazo máximo de internação é de três anos mas, geralmente, a internação é interrompida bem antes, visto que a sentença do juiz é pela internação, mas sem prazo definido, sendo o caso do menor revisto semestralmente para que seja definida a continuação ou interrupção da internação. Aloysio Nunes anunciou seu voto favorável à proposta do colega Serra.
A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) disse que os governadores que defendem a redução da maioridade penal na verdade não cumprem o ECA em seus estados. Ela chegou a apresentar uma emenda, prevendo o escalonamento do tempo de internação, com base na idade do menor. A emenda, no entanto, foi rejeitada pelo relator. O senador Magno Malta (PR-ES) disse que, ao juntar-se à proposta de Serra, o governo manobra para “não haver redução nenhuma” na maioridade penal. Declarando-se o maior apoiador da responsabilização penal de menores de 18 anos, Malta afirmou expressar a opinião do povo sobre a matéria e representar o sentimento de milhões de anônimos que sofreram com crimes praticados por menores.
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu mais calma para discutir o assunto e chegou a admitir uma “sensação de impotência” diante do projeto. Para o senador, o discurso fácil de criminalização dos menores atinge “a juventude pobre e negra” do país. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que o Senado precisa dar uma resposta às demandas da sociedade. Ela reconheceu que o tema é complexo e apontou que a “sabedoria está no meio”.
— Esse projeto é uma resposta à sociedade e uma medida de proteção a nossas crianças e adolescentes — afirmou Gleisi.
Medidas
De acordo com o projeto, o autor de ato infracional cumprirá até dez anos de medida de internação em regime especial de atendimento socioeducativo, desde que tenha praticado, mediante violência ou grave ameaça, conduta descrita na legislação como crime hediondo. O projeto inclui o defensor público do adolescente em todas as fases do procedimento de apuração do ato infracional. Também assegura o acesso à aprendizagem e ao trabalho para o adolescente privado de liberdade e determina que haverá necessidade de autorização judicial para o trabalho externo, em regime especial de atendimento socioeducativo.
A proposta assegura prioridade na tramitação de inquéritos policiais e ações penais, bem como na execução de quaisquer atos e diligências policiais e judiciais em que criança ou adolescente for vítima de homicídio. Modifica ainda o Código Penal para até dobrar a pena de quem cometer crimes acompanhado de menor de 18 anos ou induzi-lo à prática. O substitutivo altera ainda a Lei de Drogas (11.343/2005) ao prever a aplicação de pena até o dobro, quando a prática de crimes envolver ou visar a atingir criança ou adolescente ou a quem tenha, por qualquer motivo, diminuída ou suprimida a capacidade de entendimento e determinação.
Punição mais rigorosa também foi prevista àqueles que corromperem ou facilitarem a corrupção de menores de 18 anos. Nessa hipótese, a pena a ser aplicada vai variar de três a oito anos de reclusão, podendo até ser dobrada em caso de crime hediondo. Também altera a lei que trata do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) para incluir a construção de estabelecimentos ou alas específicas do regime especial de atendimento socioeducativo como obra passível de ser realizada no referido regime.
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Câmara aprova minirreforma eleitoral com limite para doações de empresas
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15.07.15
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O embate em torno do Programa de Proteção ao Emprego
Os deputados e senadores da bancada sindical devem ser contatados com urgência para que exijam de suas lideranças a indicação para a comissão mista, além de reivindicar a relatoria, sob pena de ser entregue a alguém que esteja a serviço dos defensores da flexibilização ou redução dos direitos trabalhistas.
Por Antônio Augusto de Queiroz*
O governo editou a MP 680 para evitar demissões sumárias ou unilaterais neste momento de crise, permitindo a proteção do emprego mediante negociação, ainda que com redução momentânea da jornada e do salário. O texto beneficia setores como a indústria de carne, eletrônica, metalúrgica, química, açúcar e álcool e automobilística.
A MP recebeu 175 emendas, muitas propondo o aperfeiçoamento do texto, no sentido de ampliar a proteção do trabalhador, mas também algumas prejudiciais aos empregados, como a que estende a possibilidade de redução de qualquer direito trabalhista ou a que determinação a redução de 30% da jornada e 50% do salário.
Ao analisar o texto das emendas fica evidente a diferença de conteúdo entre as propostas por integrantes da bancada sindical e as patrocinadas pela bancada empresarial, cujo objetivo é tornar o programa permanente e abrangendo as relações de trabalho em sua totalidade.
Frente à investida sobre os direitos trabalhistas, as centrais precisam ficar atentas à tramitação da matéria, especialmente para evitar que uma medida destinada a proteger o emprego em momento de crise se transforme numa ameaça permanente aos direitos trabalhistas.
Nessa perspectiva, é fundamental que a relatoria da matéria seja entregue a alguém identificado com o propósito do programa, que é proteger emprego e não precarizar relações de trabalho.
Os deputados e senadores da bancada sindical devem ser contatados com urgência para que exijam de suas lideranças a indicação para a comissão mista, além de reivindicar a relatoria, sob pena de ser entregue a alguém que esteja a serviço dos defensores da flexibilização ou redução dos direitos trabalhistas.
Já se sabe que a relatoria ficará a cargo de um deputado e a presidência da comissão será entregue a um senador. Devemos trabalhar para que os dois sejam aliados dos trabalhadores.
O Diap já disponibilizou em seu portal um resumo das 175 emendas para que as lideranças sindicais manifestem apoio às emendas que protegem os trabalhadores e rechacem aqueles contrários aos seus interesses.
A hora de agir é agora. A matéria, mesmo que não haja recesso formal, deverá ser priorizada no segundo semestre, porém a indicação dos membros da comissão deverá ocorrer antes de 17 de julho, último dia antes do recesso de julho. Mãos à obra.
(*) Jornalista, analista político e Diretor de Documentação do Diap.
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