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Medida provisória aumenta imposto de renda sobre ganho de capital dos mais ricos
Em edição extra da tarde de hoje (22), oDiário Oficial da União publicou a Medida Provisória 692, assinada pela presidenta Dilma Rousseff, que eleva a incidência de Imposto de Renda sobre ganho de capital recebido por pessoa física em decorrência da alienação de bens e direitos de qualquer natureza.
Com a medida, passam a ser tributados em 20% os rendimentos de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões e em 25% os ganhos entre R$ 5 milhões e R$ 20 milhões. Quem auferir ganhos superiores a R$ 20 milhões pagará 30% de IRPF. A atual alíquota, prevista pela Lei nº 8.981/1995, é de 15% para todas as faixas de rendimentos. A MP está prevista para começar a vigorar em 1° de janeiro de 2016.
Esta é uma das iniciativas tributárias do pacote anunciado pelo governo no dia 14 de setembro.
Também hoje, o governo enviou ao Congresso Nacional a PEC que recria a CPMF, conforme previsto nas medidas da semana passada. A alíquota será de 0,2%. Os empresários e detentores de grandes capitais são contra a CPMF menos pelo valor que precisarão desembolsar do que pela função de auxiliar à fiscalização que o tributo pode desempenhar.
Segundo disse o economista Evilásio Salvador à RBA na semana passada, “grande parte da reação contra é muito mais pelo cruzamento de dados e fiscalização”. Para Salvador, “pode-se com a CPMF constituir um importante instrumento de combate à corrupção”.
Com as duas medidas, o governo espera arrecadar cerca de R$ 34 bilhões, dos quais R$ 32 bilhões com a CPMF.
Em agosto, o governo apresentou proposta orçamentária com déficit de R$ 30,5 bilhões. Após o anúncio do pacote, a previsão da equipe econômica é que a União conseguirá atingir o superávit previsto para o ano que vem, de 0,7% do PIB.
O Executivo também encaminhou ao parlamento o projeto de lei regula o teto dos ganhos do funcionalismo público. Com este PL, o governo estima conseguir reduzir os em R$ 800 milhões.
A presidenta Dilma Rousseff enviou ainda o texto da Proposta de Emenda à Constituição que elimina o abono de permanência, concedido aos servidores que atingem as condições de aposentadoria, mas continuam a trabalhar. O governo estima uma redução de R$ 1,2 bilhão na despesa obrigatória com a eliminação do abono.
Com Agência Brasil
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Congresso se reúne para votar reajuste do Judiciário e outros 31 vetos
O Congresso Nacional tem sessão às 19h desta terça-feira (22) para votar os vetos presidenciais que aguardam análise dos deputados e senadores. A pauta tem 32 proposições legislativas vetadas parcial ou integralmente pela Presidência da República.
A mais polêmica delas trata do reajuste dos servidores do Judiciário. Parlamentares da oposição devem propor inversão de pauta para que esse seja o primeiro veto examinado na sessão desta terça. Funcionários da Justiça prometem comparecer em grande número à Câmara dos Deputados, onde o Congresso se reunirá, para pressionar em favor da rejeição do veto.
Apontado pelo governo como fundamental para o equilíbrio das contas públicas, o veto integral (Veto 26/2015) ao projeto de reajuste dos salários do Poder Judiciário em até 78,56% foi publicado no Diário Oficial da União de 22 de julho. A presidente Dilma Rousseff alega que a medida eleva os gastos federais em R$ 25,7 bilhões nos próximos quatro anos, ao fim dos quais seu impacto ultrapassará o patamar de R$ 10 bilhões por exercício. Segundo ela, o aumento é “contrário aos esforços necessários para o equilíbrio fiscal na gestão de recursos públicos”.
Para derrubar um veto, é necessário que ele seja rejeitado por pelo menos 41 dos 81 senadores e 257 dos 513 deputados.
O líder do governo, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que a base governista trabalha para que o veto seja mantido. Para ele, por mais justo que seja o reajuste, o país não está em condição de fazer essa mudança devido à presente situação das contas públicas. Já o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB), defendeu a derrubada do veto e afirmou que o reajuste está previsto no Orçamento do Poder Judiciário.
— Cada Poder da República tem seu próprio orçamento e, portanto, não há razão para o Poder Executivo se intrometer na discussão orçamentária de outro Poder. Isso fere, inclusive, o principio constitucional da harmonia entre os Poderes. Se esse dinheiro não for usado dessa forma será usado de outra — argumentou.
Fator previdenciário
Outro tema polêmico na pauta (Veto 19/2015) é o veto parcial ao Projeto de Lei de Conversão (PLV) 4/2015, que, entre outras mudanças nas regras da Previdência Social, acabava com o fator previdenciário.
Foram vetados os itens que alteravam a aplicação do fator previdenciário, prevendo a adoção da fórmula 85/95. Assim, as pessoas poderiam se aposentar quando a soma da sua idade e do tempo de contribuição (este devendo ser no mínimo de 35 anos para homem e 30 para mulher) atingisse 95 anos, se homem, e 85 anos, se mulher.
Na justificativa do veto, governo argumenta que a mudança aprovada pelo Congresso não acompanha a transição demográfica brasileira e traz risco ao equilíbrio financeiro e atuarial da Previdência Social. A Presidência da República editou a Medida Provisória (MP) 676/2015, com uma proposta alternativa de cálculo.
Aumento de aposentados
Ao sancionar a Lei 13.152/2015, que prorroga até 2019 a política de valorização do salário mínimo, a presidente Dilma Rousseff vetou a extensão do benefício para todos os aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima desse valor.
Dessa forma, com o Veto 29/2015, quem recebe benefício acima do mínimo continuará contando apenas com a reposição da inflação.
Conforme o Executivo, a vinculação entre os reajustes da política de valorização do salário mínimo e dos benefícios pagos pelo Regime Geral da Previdência Social violam a Constituição.
Outros vetos
Dilma também vetou totalmente (Veto 32/2015) o PLS 82/2012, que trata de anistia a servidores demitidos. O governo alegou que o projeto era inconstitucional. Segundo o governo, a matéria é de iniciativa privativa do presidente da República. Além disso, alega o governo, a formulação autorizativa adotada não afastaria o vício de iniciativa, conforme entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e implicaria violação da reserva legal.
O projeto, de autoria do ex-senador Lobão Filho (PMDB-MA), autoriza o Poder Executivo a reabrir prazo para apresentação de requerimentos de retorno ao serviço de servidores efetivos referidos no art. 1º da Lei 8.878/1994. A lei trata de servidores e empregados que tenham sido exonerados, demitidos ou dispensados, no período entre 16 de março de 1990 e 30 de setembro de 1992, com violação de dispositivo constitucional ou legal, por motivação política ou por interrupção de atividade profissional em decorrência de movimentação grevista.
Dilma também vetou (Veto 34/2015), integralmente, o Projeto de Lei do Senado 28/1991, que dispõe sobre a profissão de garçom. A proposta de regulamentação da profissão exigia para exercício da atividade registro na Delegacia do Trabalho, condicionado à comprovação de dois anos de exercício de atividades de serviço de alimentação e bebidas em restaurantes, bares e hotéis. Também limitava a taxa de serviço a 10%, a serem divididos entre os empregados da empresa, com destinação obrigatória de parte do valor à própria empresa (20%) e ao sindicato profissional (2%).
A justificativa para o veto total foi que o projeto era inconstitucional. O artigo 5º, inciso XIII da Constituição assegura o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, cabendo a imposição de restrições apenas quando houver a possibilidade de ocorrer dano à sociedade.
Também estão na pauta vetos que tratam do novo Código de Processo Civil, da regulamentação da fusão de partidos, da Lei Geral das Antenas e da transparência nas operações do BNDES, entre outros.
Maratona de horas
Assim como na última sessão do Congresso, realizada no dia 11 de março, a votação dos vetos presidenciais será feita por meio de uma “cédula” que permite a apuração eletrônica dos votos.
Conforme explicou o diretor da secretaria legislativa do Congresso Nacional, André Sak, o conjunto de vetos em pauta é discutido em globo e a votação tem início após quatro senadores e seis deputados terem discutido a matéria, sem prejuízo da continuidade dos debates.
— Tendo falado seis deputados e quatro senadores, o presidente da sessão já pode autorizar a entrega dos votos, mas isso não impede que a discussão continue. E assim vai por aproximadamente 1h30 ou 2h, que é o tempo estimado para a entrega e o reconhecimento das cédulas — explicou.
Após a entrega do voto impresso, os parlamentares podem começar a discutir os destaques. De acordo com André Sak, a secretaria já recebeu 35 requerimentos de destaque. Como vários são repetidos, a aceitação de todos eles permitirá, na prática, realizar mais 14 votações em separado.
— Há no destaque um encaminhamento por dois deputados e dois senadores. A gente estima que cada votação de destaque dure de 40 a 45 minutos — explicou.
Fonte: Agência Senado
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Trabalho aprova classificação de assédio moral como improbidade administrativa
A Comissão de Trabalho aprovou, no final de agosto, projeto que caracteriza o assédio moral como ato de improbidade administrativa. O condenado por esse crime pode perder o emprego e pagar multa de até 100 vezes o valor de seu salário.
O PL 8.178/14 (PLS 121/09), do então senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), altera a Lei da Improbidade Administrativa (8.429/92) para tipificar a conduta de um superior que coaja moralmente um subordinado, por meio de atos que tenham o objetivo de atingir a sua dignidade ou de humilhá-lo, com abuso de autoridade.
A relatora na comissão, deputada Maria Helena (PSB-RR), recomendou a aprovação da matéria. “A Lei da Improbidade Administrativa não estabelece de forma objetiva o assédio moral, daí surge a necessidade de regulamentação prevista no projeto.”
A lei atual inclui os atos contrários aos princípios da administração pública que violam os deveres da honestidade, da imparcialidade, da legalidade e da lealdade às instituições.
“O superior hierárquico que se vale de sua posição para atormentar a vida de seus subordinados viola de forma frontal e inegável a moralidade administrativa”, argumenta a relatora.
Assédio moral
Conforme lembrou Maria Helena, o assédio moral na administração pública se configura quando o chefe impõe ao subordinado condutas como marcar tarefas com instruções confusas e imprecisas com prazos impossíveis, ou sujeita o servidor a remoções inesperadas, ao isolamento, a humilhações constantes, a exposição ao ridículo e a horários injustificados.“Inúmeras são as consequências do assédio moral para o servidor, como crises de estresses e ansiedade, muitas vezes trazendo danos irreversíveis ao seu organismo”, alertou Maria Helena.
Tramitação
O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça, antes de ser votado pelo plenário. Caso seja aprovado pela CCJ e não haja recurso contra a decisão do colegiado vai à sanção presidencial.Veja parecer aprovado na Comissão de Trabalho
Fonte: Diap
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Distribuidora e Eternit são condenadas por violar lei que proíbe amianto em Pernambuco
A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho restabeleceu sentença que condenou a Distribuidora Meridional Ltda., de Garanhuns (PE), e a Eternit S. A. ao pagamento de indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 100 mil e R$ 500 mil, respectivamente. O fundamento da condenação foi o descumprimento de lei estadual (Lei 12.589/2004) que proíbe a fabricação, o comércio e o uso do amianto ou asbesto em qualquer atividade, especialmente na construção civil, pública e privada.
A partir de denúncia encaminhada em 2007 pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Pernambuco, o Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação civil pública informando que a distribuidora estaria comercializando produtos da Eternit feitos à base de amianto, como caixas d’água, telhas e acessórios, em contrariedade à legislação estadual. A ação alertava que o amianto, banido em 54 países, “é um produto cancerígeno, nocivo e prejudicial à saúde dos trabalhadores e da população em geral, podendo ainda ser perfeitamente substituído por outros produtos”.
As empresas, em sua defesa, alegaram que a modalidade de amianto usado nos produtos não é agressiva à saúde, e sua produção e comercialização são autorizadas pela Lei 9055/1995. Afirmaram ainda que os trabalhadores teriam contato apenas com produtos com baixo percentual de amianto, e não estariam, assim, expostos ao risco.
O juízo da 21ª Vara do Trabalho de Recife (PE) julgou procedentes os pedidos do MPT, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região acolheu parcialmente recurso das empresas, que alegavam não haver provas de que os consumidores e os trabalhadores da Meridional seriam vítimas de doenças provenientes dos produtos fabricados por ela. Assim, afastou a condenação em dano moral coletivo, mantendo apenas a proibição de comercialização e fornecimento de produtos à base de amianto.
Tanto a Eternit quanto o MPT recorreram ao TST.
Proibição
Em seu recurso, a indústria sustentou que a lei estadual de Pernambuco é objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 3356) no Supremo Tribunal Federal, que já declarou a constitucionalidade de leis semelhantes de outros estados. Segundo a empresa, a crisotila manipulada por ela é uma variedade de amianto admitida expressamente em lei federal e na Convenção 162 da OIT, e o Estado de Pernambuco não teria competência para legislar sobre a matéria.
O relator do recurso, ministro Alberto Bresciani, assinalou que a decisão mais recente do STF, ao negar liminar na ADI 3.937 e manter a vigência da lei paulista que proíbe a circulação do amianto, aponta para uma mudança de jurisprudência. “A proteção à dignidade e saúde do trabalhador, base do processo produtivo, deve nortear tanto o legislador quanto o intérprete da norma”, afirmou.
Bresciani lembrou que a Convenção 162 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil, prevê que os países devem preferir a substituição do amianto por outros produtos menos lesivos. “Essa é a hipótese dos autos, em que a Eternit domina duas técnicas de produção, uma com amianto e outra com matéria-prima alternativa”, afirmou. “Assim, a vedação à comercialização é viável, pelo Estado, como medida de saúde pública”, afirmou.
Indenização
Quanto ao recurso do MPT para restabelecimento da indenização por dano moral coletivo, Bresciani destacou que a comercialização do amianto atinge não só os trabalhadores da indústria, que mantêm contato com o pó cancerígeno, como também os consumidores e a população em geral, exposta ao risco de quebra dos materiais e de beber água das caixas com ele fabricadas. E, apesar da ausência de provas quanto aos danos, houve descumprimento da Lei estadual 12.589/2004. “As normas editadas por ente federativo têm presunção de legalidade e legitimidade e devem ser cumpridas, principalmente se elevam o patamar de proteção à saúde do trabalhador”, concluiu, restabelecendo a condenação de primeiro grau. O valor das indenizações reverterá ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Fonte: TST
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21.09.15
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TST confirma nulidade de cláusula de convenção coletiva que exige indicação do CID em atestado
O Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação e Serviços Terceirizados do Estado de Santa Catarina (Seac/SC) não conseguiu, em recurso para o Tribunal Superior do Trabalho, derrubar decisão que havia anulado cláusula coletiva que exigia a indicação do Código Internacional de Doenças (CID) em atestados médicos. Para o TST, é direito do trabalhador a proteção de informações pessoais relativas à sua saúde.
A cláusula, celebrada em convenção coletiva de trabalho pelo Seac, outros sindicatos e a Federação dos Vigilantes e Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância, Prestadoras de Serviços, Asseio e Conservação e de Transporte de Valores de Santa Catarina, previa a indicação do CID nos atestados, particulares ou emitidos por médicos do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ação anulatória
Para o Ministério Público do Trabalho, a norma extrapola o âmbito da negociação coletiva e afronta o Código de Ética Médica, que impede o médico de revelar fato de que tenha conhecimento pelo exercício de sua profissão. Segundo o MPT, o sigilo do diagnóstico é uma garantia da relação médico/paciente, e a exposição da intimidade do trabalhador pode servir para fins abusivos e discriminatórios.
Já para o sindicato patronal, as convenções coletivas traduzem a vontade das partes, e a violação da intimidade só ocorreria se o diagnóstico fosse divulgado pelo empregador. A entidade argumentou ainda que a exigência se justifica pela proteção ao trabalhador, tendo em vista que a doença pode ter relação com o trabalho.
O Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC) acolheu os argumentos do MPT e suspendeu a validade da cláusula. Para o Regional, a proteção à saúde do trabalhador, alegada pelo Seac, pode se dar com exames médicos regulares e campanhas educativas.
TST
A relatora do recurso do Seac ao TST, ministra Maria Cristina Peduzzi, destacou na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) que o direito fundamental à intimidade e à privacidade, previsto no artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal, projeta seus efeitos para as relações de trabalho e deve, portanto, ser respeitado pelo empregador. Para Peduzzi, cláusula que obriga o trabalhador a divulgar informações sobre seu estado de saúde quando faltar ao trabalho por motivo de doença (artigo 6º, parágrafo 1º, alínea “f”, da Lei 605/1949) viola esse direito.
Ela lembrou que, segundo a Resolução 1685/2002 do CFM, que normatiza a emissão de atestados, a informação sobre o diagnóstico depende de autorização expressa do paciente, e, portanto, não poderia ser autorizada por meio de norma coletiva. “No próprio âmbito da Medicina, a obrigatoriedade do CID em atestado é vista como prejudicial ao trabalhador”, afirmou.
Em seu voto, a ministra citou precedente da SDC de outubro de 2012 que, em situação idêntica, declarou a nulidade de cláusula firmada pelos sindicatos patronal e de empregados do transporte rodoviário de Pelotas (RO-20238-58.2010.5.04.0000).
Fonte: TST
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Dilma: “Nosso país é democrático e não vamos aceitar a intolerância”
Em visita ao Piauí nesta sexta-feira (11), Dilma Rousseff visitou as obras da Transnordestina e participou da sexta edição do programa Dialoga Brasil. A presidenta afirmou que a participação social é o exercício da capacidade do povo de agir para a transformação do país. A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, também participou do encontro e reforçou a importância das políticas inclusivas para o desenvolvimento do Nordeste.
Diante do público de mil pessoas em Teresina, Dilma destacou que as políticas públicas discutidas na plataforma criam oportunidades iguais para todos os brasileiros, e que com isso o governo, em parceria com a sociedade, pode transformar o país.
“Qual é o papel do governo? O papel do governo é criar condições e oportunidades. Qual é o papel dos jovens e de todos aqueles que vão encarar a oportunidade? É o esforço. E das famílias? É o apoio. Então, quando todos agimos em conjunto, somos capazes de transformar o país”, disse.
O Dialoga Brasil, lançado em julho, é uma plataforma de participação social do governo na internet. Nela, o cidadão pode propor políticas públicas, compartilhar sua proposta nas mídias sociais, votar ou apoiar ideias para ações do governo federal, além de conhecer os principais programas do governo. O encontro no Piauí é o sexto realizado pelo governo para divulgar a plataforma, sendo o quinto no Nordeste.
A plataforma Dialoga Brasil apresenta 14 temas e 80 programas prioritários do governo federal para que a população proponha
melhorias nas políticas públicas e na vida dos brasileiros e brasileiras.Cidania e democracia
“Cidadania é também o direito da população indígena, é o direito da população negra, os quilombolas, e é também o direito das mulheres viverem sem violência, e o LGBT também. Nós somos pessoas democráticas. Esse país é um país democrático. Nós não podemos aceitar e nunca aceitamos nesse país a intolerância. Nós somos capazes de viver aqui de forma a gente respeite”, afirmou.
A presidenta, em seu discurso, elogiou o desenvolvimento econômico e social do Piauí citando o investimento em parque eólicos. “Eu tenho certeza que o desenvolvimento do Piauí vai dar muito orgulho para todos os brasileiros. Daí porque eu saúdo essa iniciativa de se construir parques eólicos, considerando que aqui temos ventos muito bons. Antes os ventos não traziam grandes coisas e levavam muita coisa. Agora, os ventos estão trazendo dinheiro”, conclui.
Tereza Campello destaca a importância das políticas sociais no Nordeste no combate à seca e a fome
“Hoje o Brasil é outro país porque o governo construiu políticas públicas que permitem que a população consiga conviver com a seca”, afirmou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, que também participou da sexta edição do Dialoga Brasil, no Piauí.
Para a ministra, políticas como o Bolsa Família, o programa de cisternas e o seguro Safra têm permitido que o povo nordestino resista e não abandone suas terras em direção às grandes cidades do país – como fazia no passado – apesar da forte seca que atinge o Nordeste nos últimos anos.
“Muita gente dizia que a pobreza do Nordeste tinha a ver com a seca. Hoje nós estamos vivendo uma seca muito intensa aqui no estado (Piauí), que atinge uma parte grande da área rural e nós não temos aquelas cenas que a gente tinha antes: os retirantes, o povo em saques, desesperado, abandonando sua terra. Hoje o Brasil é outro apesar da seca. Porque nós estamos conseguindo, não combater a seca – que é um fenômeno da natureza – mas construir políticas públicas que garantam que a gente conviva com o Semiárido e garanta que a população do meio rural fique na sua terra e que as populações nas cidades tenham sua pobreza aliviada”, defendeu.
E nesse sentido, citou números como o das 17 milhões de crianças de 6 a 17 anos, beneficiadas pelo Bolsa Família e que hoje não estão no trabalho infantil para estar na escola – 500 mil delas só no Piauí – recebendo, inclusive, assistência médica.
Obras da TransnordestinaEm visita às obras da Transnordestina durante a manhã desta sexta-feira (11), no município de Paulistana, que também contou com a presença do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, a presidenta destacou a importância da conclusão da ferrovia. “Quero voltar ao Piauí para entregar esse trecho até 2016”, disse Dilma após percorrer cerca de um quilômetro no canteiro de obras e acompanhar os operários fazendo a colocação de dormentes nos trilhos.
Encontro com empresários
No último compromisso de sua agenda no Piauí, a presidenta Dilma se reuniu com empresários piauienses. No encontro, o governo apresenta programas do setor que beneficiam o setor produtivo nas áreas de infraestrutura, logística e produção agrícola.
Fonte: Vermelho
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14.09.15
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Brasil supera média mundial e reduz 73% da mortalidade infantil
Apesar do número de mortes de crianças com menos de cinco anos ter caído de 12,7 milhões por ano em 1990 para 5,9 milhões em 2015, desde 1990 até 2015 o mundo perdeu 236 milhões de vidas nesta faixa etária, mais do que toda a população brasileira. Entretanto, o Brasil é um dos poucos países que tem o que comemorar: reduziu 73% das mortes.
Segundo o relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o país conseguiu alcançar a meta estipulada pela ONU por meio dos Objetivos do Milênio e, em 25 anos, o Brasil conseguiu reduzir em mais de um terço as mortes de crianças, uma queda de 73% da mortalidade na infância. Em 1990 eram registradas 61 mortes para cada mil crianças menores de cinco anos. O número caiu para 16 mortes (a cada cem mil) após esse período.
O governo federal já havia adiantado os números no ano passado, quando foi divulgado o 5º Relatório Nacional de Acompanhamento. Isso quer dizer que a meta foi atingida antes do prazo estipulado pela ONU.
Estratégias de combate à mortalidade
De acordo com o relatório, uma combinação de estratégias governamentais contribuiu para combater de forma efetiva a mortalidade infantil. Além do Bolsa Família, foram citados o Sistema Único de Saúde (SUS) com foco na atenção primária de saúde, a melhoria no atendimento materno e ao recém-nascido e esforços para prestar assistência à saúde no nível comunitário.“Há duas razões principais para a redução da mortalidade na infância no Brasil: a expansão do acesso à saúde primária e o Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do mundo”, afirma o coordenador de saúde infantil do Ministério da Saúde brasileiro, Paulo Vicente Bonilha de Almeida. “O Programa Nacional de Imunização aumentou as taxas de vacinação entre as crianças brasileiras e o Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno mais do que quadruplicou a amamentação.”
Já no início do governo Lula, o então presidente afirmou que todo brasileiro tinha direito a no mínimo três refeições por dia, e implantou um grande programa de transferência de renda que hoje é reconhecido mundialmente. O governo Dilma ampliou o Bolsa Família que já beneficiou 14 milhões de famílias (50 milhões de pessoas). O Bolsa Família promove a inclusão e a cidadania das pessoas mais carentes e, principalmente, é um programa social que combate a fome e a mortalidade infantil, contribuindo com a redução dessas mortes.
Em setembro do ano passado, ao abrir a 69ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, a presidenta Dilma Rousseff apresentou ao mundo as ações afirmativas promovidas pelo Brasil na redução da desigualdade e comemorou a retirada do país do “mapa da fome”, conforme anunciado, naquele ano, pela FAO, braço da ONU para Alimentação e Agricultura. “Essa mudança foi resultado de uma política econômica que criou 21 milhões empregos, valorizou o salário básico, aumentando em 71% seu poder de compra. Com isso, reduziu a desigualdade. Trinta e seis milhões de brasileiros deixaram a miséria desde 2003; 22 milhões somente em meu governo. Para esse resultado contribuíram também políticas sociais e de transferência de renda reunidas no Plano Brasil Sem Miséria”, disse Dilma.
Mortalidade mundial
Apesar do índice de mortalidade infantil apresentar quedas contínuas desde 1990, o mundo ainda não está fazendo o suficiente para prevenir novas mortes e até mesmo alcançar a meta. Um número alarmante de dezesseis mil crianças com menos de cinco anos de cidade morre todos os dias no mundo.A principal causa da morte é a pobreza extrema, caracterizada pela falta de alimentos, de ingestão de vitaminas, minerais e nutrientes. Essa ausência de comida debilita o sistema imunológico e leva à morte.
Os conflitos também são responsáveis pelo enorme índice de mortalidade infantil. Os refugiados estão expostos a uma maior ameaça de insegurança alimentar, desnutrição e doenças.
No Brasil
Segundo o relatório da ONU, na esfera regional, o quadro brasileiro é ainda insatisfatório. O relatório aponta que em 32 municípios o índice de mortes infantis supera 80 para cada 1.000 crianças nascidas. Além disso, destacou que, comparado a outros bebês brasileiros, as crianças indígenas no país têm o dobro de chances de morrer antes do seu primeiro ano de vida.Recém-nascidos
O relatório destaca que o grande desafio continua sendo o período do nascimento. Em torno a 45% das mortes infantis ocorrem no período neonatal, ou seja, casos ocorrem antes que a criança complete um mês de vida. As mortes das crianças menores de cinco anos geralmente são causadas por pneumonia, diarreia, sepse e malária. Mas cerca de metade é associada à desnutrição.Fonte: Vermelho
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