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Campanha de Aécio teve tesoureiro ‘de fachada’ e o oficial, diretor da Cemig
Em fins de 2014 o ex-ministro tucano José Gregori (Secretário Nacional dos Direitos e Ministro da Justiç do governo FHC) deu entrevistas à imprensa sobre dívidas da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB-MG), falando e se apresentando como tesoureiro. Uma dessas entrevistas pode ser conferida aqui. Chama a atenção, porém, que seu nome nem sequer apareça na prestação oficial de contas apresentada pelo PSDB ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Quem está registrado como administrador financeiro, popularmente chamado de tesoureiro, é Frederico Pacheco de Medeiros. Trata-se de um primo de Aécio Neves, que até janeiro de 2015 foi diretor de Gestão Empresarial da Cemig, a companhia de eletricidade do governo de Minas.
Antes de ser levado à Cemig, Medeiros já participava do governo mineiro desde 2003, ano aliás em que o primo assumiu seu primeiro mandato como governador. Ele foi secretário-adjunto de governo e secretário-geral de Aécio.
Ou seja, enquanto a mídia aponta seus holofotes para Gregori, no papel de “tesoureiro de fachada”, o verdadeiro “homem do dinheiro” (para usar outra expressão popular), aquele que pilotava as finanças da campanha tucana – nos bastidores e longe dos holofotes –, desde 3 de julho de 2014 (segundo a documentação do PSDB), também ocupava uma estratégica diretoria de uma estatal mineira, a Cemig. Cargo que o levava a lidar com fornecedores da empresa e, portanto, potenciais doadores de campanha.
Ainda atuaram como arrecadadores de dinheiro para campanha o ex-diretor do banco Itaú Sérgio Freitas – chamado no meios tucanos de Doutor Freitas – e Oswaldo Borges da Costa Filho, genro do banqueiro Gilberto Faria – padrasto de Aécio, falecido em 2008 – e diretor-presidente de outra estatal mineira, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). Esta última é uma estatal poderosa, pois trata da relação do governo daquele estado com as mineradoras e com outros grupos econômicos. Oswaldo é dono do jatinho usado frequentemente pelo senador, inclusive em viagens para o aeroporto da cidade de Cláudio, construído na fazenda do tio de Aécio.
A inovação tucana – ter um tesoureiro para a mídia e outro oficial, mas não revelado, durante a campanha – é mais um componente no mínimo estranho nas já complicadas contas eleitorais do PSDB.
Por exemplo, a ministra do TSE Maria Thereza de Assis Moura, relatora do processo que examina – e já encontrou 15 pontos a serem esclarecidos –, a prestação de contas da campanha presidencial de Aécio quer que o tucano explique o “esquecimento” de registrar um repasse de R$ 2 milhões para o partido de uma doação da empreiteira Odebrecht ao candidato. As irregularidades nas contas do PSDB envolvendo doações de empreiteiras (além da Odebrecht, também a Construbase) somam R$ 3,75 milhões. Os tucanos alegam terem sido falhas contábeis.
Mas o PSDB, aos poucos, vai se encrencando financeiramente também conforme avançam as investigações da Operação Lava Jato.
Nesta semana, a Polícia Federal pediu continuidade nas investigações envolvendo o ex-governador e agora senador pelo PSDB, Antonio Anastasia. Surgiu uma testemunha, servidora do governo mineiro na Secretaria de Planejamento, cujo nome está mantido em sigilo. A testemunha surgiu ao se apurarem denúncias de que dinheiro vivo para financiamento de campanhas teria sido entregue na casa de Tânia Guimarães Campos, uma prima de Aécio e que foi nomeada Secretária de Agenda (um cargo com nome interessante) do governo estadual, quando o primo e futuro candidato a presidente ocupava o Palácio da Liberdade.
Os primos Tânia e Frederico foram alvo de denúncia de nepotismo em 2006, quando o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) apresentou um requerimento apontando que o governador empregava nada menos que nove parentes na administração estadual.
Na mesma linha de investigação, há outra casa em Belo Horizonte citada pelo policial federal Jayme “Careca” como endereço de entrega de R$ 1 milhão, em dinheiro vivo, em 2010, a mando do doleiro Alberto Youssef, supostamente para a campanha de Anastasia. O doleiro, na CPI da Petrobras, disse que o nome do destinatário era outro, mas sem revelar quem era este outro, ou se tratava de um intermediário. O proprietário da casa é um funcionário da Assembleia Legislativa de Minas.
A Lava Jato também investiga operações de Youssef envolvendo a Cemig. O doleiro confirmou, sob delação premiada, que “lavou dinheiro” através de consultoria fictícia para Pedro Paulo Leoni Ramos (ex-ministro de Collor) sobre a venda de central hidrelétrica para a Cemig. Yousseff disse não saber que finalidade Leoni deu ao dinheiro.
As trocas societárias entre a Cemig e a empreiteira Andrade Gutierrez, com prejuízos para a estatal, também despertam suspeitas. A Cemig entrou em negócios considerados desastrosos, mas que livraram a Andrade Gutierrez de prejuízos certos
Outra encrenca em que os tucanos vão cada vez mais se afundando diz respeito à Lista de Furnas. Youssef disse que o ex-deputado José Janene (PP-PR), já falecido, contou ao doleiro que, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, dividia propinas com Aécio Neves vindas de uma diretoria de Furnas.
Convenhamos, com uma lista de suspeitas como estas rondando o PSDB e Aécio Neves, colocar um diretor da Cemig como real tesoureiro de campanha, enquanto nomeia um outro para sair na foto é, no mínimo, gostar de viver perigosamente.
Fonte: Rede Brasil Atual
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3 de outubro: Dia Nacional de Mobilização
Dia 3 de outubro: mobilização nacional. Esta é a primeira ação de massa aprovada pela Frente Brasil Popular, lançada neste sábado, 5 de outubro, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
A Conferência Nacional de lançamento da Frente reuniu mais de 2 mil pessoas, entre lideranças e militantes dos movimentos social e sindical, que lotaram a Assembleia Legislativa. A atividade também contou com a participação de diversos parlamentares, representantes de partidos políticos, economistas e intelectuais que foram saudar a iniciativa.
A ideia de se criar uma Frente partiu de militantes dos movimentos populares, sindicais, de juventude, negros e negras, mulheres, LGBT, pastorais, partidos políticos, intelectuais, religiosos e artistas – diante da necessidade de derrotar a ofensiva da direita conservadora e golpista e propor outra política econômica para o País.
Crise e seus reflexos
A crise política e econômica no Brasil é também reflexo de um processo mundial de crise do modelo capitalista. A política econômica de ajuste fiscal adotada pelo atual governo, e medidas impopulares como a redução de alguns programas sociais, têm dado oportunidade a setores conservadores da direita, que contam com apoio e a blindagem da grande imprensa, a imporem sua agenda de retrocesso e de ataque à democracia.
Situações semelhantes acontecem em alguns países da América Latina que passaram por ditaduras militares e conquistaram a democracia. Como um filme que se repete de tempos em tempos, os ataques e tentativas de golpe a governos democráticos-populares evidencia a luta de classes e têm objetivo claro: enfraquecer o poder popular não só no Brasil, mas na América Latina e impor a agenda conservadora derrotada nas urnas.
“Queremos construir nessa conferência uma Frente que seja capaz de responder à conjuntura que estamos vivendo”, diz Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT Minas Gerais. “A prioridade dos movimentos hoje é construir de forma conjunta uma luta organizada, porque sozinhos, somos derrotados. Há necessidade, nesse momento, de unificarmos nossas pautas e priorizarmos nossos pontos de convergência. Fomos aprendendo com o tempo a construir pautas convergentes e esta Frente é resultado disso”, destaca.
Segundo João Pedro Stédile, da coordenação nacional do MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, estamos vivendo uma crise econômica e politica em que a burguesia tem a sua saída para crise e, para viabilizar o seu programa, que é Estado mínimo, o corte dos gastos sociais e o realinhamento da nossa economia aos Estados Unidos, tem usado todos os dias a imprensa, o Congresso e o poder Judiciário. “Uma parcela reacionária, felizmente minoritária dessa burguesia também acha que a saída da crise é o golpe. E nós da classe trabalhadora, o que apresentamos para sair da crise? Na nossa avaliação, desde as manifestações de março, de abril e no ultimo 20 de agosto, nós construímos uma unidade conjuntural, porém, ainda é uma unidade defensiva, que ficou expressa nas bandeiras que nós levantamos – contra o golpe e a favor da democracia. Ou seja, nós não aceitamos esta tentativa de uma parcela pequena da direita que quer derrubar a presidenta Dilma”.
Os movimentos que compõem a Frente também têm unidade na defesa de uma nova política econômica e de uma reforma política como principal forma de combater a corrupção. “Nós não aceitamos os ajustes fiscais e medidas de politica econômica que tirem direitos dos trabalhadores”, diz Stédile. “Defendemos uma nova política econômica e uma reforma politica que comece com o fim do financiamento empresarial das campanhas, em todos os níveis. Não temos medo de debater a corrupção. A corrupção nasceu do financiamento empresarial das campanhas”, afirma.
Para Carina Vitral, presidenta da UNE – União Nacional dos Estudantes, os movimentos sociais precisam refletir sobre as origens e sobre os caminhos pra enfrentar esta crise que vivemos hoje e as tentativas claras de desestabilização, de golpes contra nossa democracia. São tentativas não só de derrubar o governo, mas de derrubar o projeto político que mudou a vida das pessoas nos últimos anos. “Estas tentativas não atacam só o governo, não atacam só a presidenta da República, atacam a cada um e cada uma de nós que lutamos para que o Brasil seja uma nação mais popular, mais justa e de mais direitos”, denuncia Carina.
3 de outubro: Dia Nacional de Mobilização
Além de aprovar o 3 de outubro como Dia Nacional de Mobilização, a plenária final da Conferência reafirmou que a unidade construída pelos movimentos sociais a partir da reação à ofensiva da direita deve ir além dos desafios da conjuntura, para além das críticas pontuais à politica econômica. Foi referendada a missão da Frente de construir unidade entre todas as forças populares.
Para Stédile a unidade precisa ser construída com base em dois pontos fundamentais: “O primeiro, é um programa. Sem um programa de ideias, de propostas, não basta fazer reunião. Queremos dar um passo a mais, sair do conjunturalismo reativo para avançar para propostas programáticas que possam nos orientar para um novo projeto de país, que vai ser de longo prazo. A segunda missão é motivar nossa militância para construir um calendário de lutas de massas permanente”. E alerta: “Não nos iludamos com o congresso, com o poder judiciário e com a mídia burguesa, que é o espaço de poder deles, da burguesia. Então, aonde o povo e as forças populares vão exercitar a política e a sua força real para poder alterar a correlação de forças? Só nas ruas. Nas ruas no sentido genérico – nas greves, nas ocupações e nas pressões aos órgãos públicos”, conclama.
“Elegemos a presidenta Dilma para avançarmos em direitos sociais, na distribuição de renda, nos programas sociais como o Minha Casa Minha Vida, na reforma agrária, na educação. Estamos dispostos a ir pra rua sim, para defender nossos direitos, defender o modelo de desenvolvimento que distribua renda, eleve emprego e eleve o crédito da classe trabalhadora”, declara Rosane Silva, secretária nacional de Mulheres da CUT. “Nós dos movimentos sociais, de forma organizada e unida queremos mostrar para esse governo que existe sim saída para essa crise econômica e não é com ajuste fiscal recaindo na classe trabalhadora, mas sim, com a taxação do grande capital”, esclarece.
Representando a CUT Nacional, além de Rosane Silva, também estiveram presentes os dirigentes Daniel Gaio, Jandyra Uehara, Julio Turra e Valeir Ertle; a presidenta da CUT Paraná, Regina Cruz, e diversas lideranças e militantes das Estaduais, ramos e sindicatos CUTistas.
O encontro terminou no início da noite, com a leitura do Cordel da Frente Brasil Popular, uma poesia de construção coletiva feita durante a conferência. Clique aqui para ler.
Pontos defendidos pela Frente Brasil Popular
- Defesa dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras: lutar por melhorias das condições de vida do povo, o que envolve emprego, renda, moradia, educação, terra, transporte público etc. Criticar e fazer ações de massa contra todas as medidas de política econômica e “ajuste fiscal” que retirem direitos dos trabalhadores e que impeçam o desenvolvimento com distribuição de renda.
- Defesa dos direitos sociais do povo brasileiro: lutar contra a redução da maioridade penal, contra o extermínio da juventude pobre das periferias, pela ampliação dos direitos sociais que estão ameaçados pela campanha da mídia burguesa e por iniciativas conservadores no congresso.
- Defesa da democracia: não aceitar nenhuma tentativa de golpe e retrocesso nas liberdades. Para ampliar a democracia e fazer reformas mais profundas, avançar na luta pela reforma política, pela reforma do poder judiciário, dos meios de comunicação de massa e da cultura.
- Defesa da soberania nacional: o povo é o verdadeiro dono do petróleo, do pré-sal e das riquezas naturais. Impedir a entrega de nosso petróleo às transnacionais. Lutar contra a transferência de bilhões de dólares ao exterior, de forma legal pelas empresas ou ilegal, por contas secretas (vide caso do HSBC).
- Lutar por reformas estruturais e populares como a reforma política, urbana, agrária, tributária, educacional etc., entre outras propostas detalhadas no documento unitário construído pelos movimentos populares em agosto de 2014.
6.Defesa dos processos de integração latino-americana em curso, como Unasul, Celac, Mercosul e integração popular, que estão sendo atacados pelas forças do capital internacional.
Participam da Frente Brasil Popular
CUT, sindicatos CUTistas e movimentos sociais em Minas Gerais, CTB, MST, Via campesina, MPA, MMC, MAB, MAM, MCP, FUP (Federação Única dos Petroleiros), CONEN, UNE, Levante Popular da Juventude, FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação), Consulta Popular, Marcha Mundial das Mulheres, Rede de Médicas/os Populares, Associação de Juízes pela Democracia, RENAP, SENGE-Rio, Sindicato de Professores, Metalúrgicos do RS, Pastorais Sociais, igrejas, Central de Movimentos Populares-CMP; parlamentares e dirigentes de diversos partidos e correntes partidárias, entre os quais o PT, o PCdoB, o PSB e o PDT. Também participam diversos intelectuais e jornalistas que atuam em diferentes espaços da mídia popular e que compartilham desse esforço.
Fonte: CUT
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Política inclusiva reduz vulnerabilidade social no Brasil, diz Ipea
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou nesta terça-feira, (1º/9), em Brasília, a publicação do Atlas da Vulnerabilidade Social nos Municípios Brasileiros, que traz o Índice de Vulnerabilidade Social para os 5.565 municípios do país. Os dados revelam que o Brasil apresentava, em 2000, índice igual a 0,446, posicionando-se na faixa da alta vulnerabilidade social. Dez anos depois, o índice caiu para 0,326, na faixa de média vulnerabilidade social – uma redução de 27% no período.
O Ipea concluiu que a quantidade de municípios brasileiros com alta ou muito alta vulnerabilidade social caiu de 3.610 em 2000 para 1.981 em 2010. Já o número de municípios com baixa ou muito baixa vulnerabilidade social passou de 638 em 2000 para 2.326 dez anos depois. A evolução foi mais nítida em alguns estados das regiões Centro-Oeste (como a faixa de fronteira do Mato Grosso do Sul), Norte (especialmente Tocantins) e Nordeste (com destaque para o sul da Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e leste de Pernambuco).
No entanto, permanece um quadro de disparidades regionais, com a concentração de municípios na faixa de muito alta vulnerabilidade social na região Norte – estados do Acre, Amazonas, Pará, Amapá e Rondônia – e no Nordeste – principalmente nos estados do Maranhão, de Alagoas e de Pernambuco, além de porções do território baiano.
No Centro-Oeste, somente três municípios – Japorã (MS), Tacuru (MS) e Nossa Senhora do Livramento (MT) – registraram alta vulnerabilidade social em 2010. A região tem 48,5% dos municípios na faixa de baixa vulnerabilidade social. Na mesma faixa estavam 48,8% dos municípios da região Sudeste, entre eles as capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Vitória apresentou muito baixa vulnerabilidade social. A região Sul, por sua vez, é a que teve mais municípios com IVS muito baixo: 28,7%.
Na região Norte, 41,9% dos municípios estavam na faixa de IVS muito alto em 2010 e não havia nenhum município com o índice muito baixo. Na região Nordeste, quase metade dos municípios (47,7%) apresentavam IVS alto em 2010. O destaque ficou por conta do Rio Grande do Norte, onde 28% dos municípios tiveram retração do IVS da ordem de 0,181 a 0,377.
Renda e Trabalho
A dimensão do IVS em que o país apresentou maior redução é a de Renda e Trabalho, que envolve indicadores de insegurança de renda e de precariedade nas relações de trabalho. Todos os cinco indicadores desta dimensão tiveram melhoria entre 2000 e 2010, refletindo a redução da informalidade, a redução do trabalho infantil e o aumento da ocupação.
O IVS Renda e Trabalho era, em 2000, de 0,485 (alto). Em 2010, o subíndice foi de 0,320, registrando uma evolução da ordem de 34%. Entre os indicadores de Renda e Trabalho, aquele relativo à desocupação da população de 18 ou mais anos de idade foi o que mais caiu no país – redução em torno de 47% no período.
Capital Humano
O subíndice que sofreu a segunda maior retração no período diz respeito ao Capital Humano. Este conjunto de indicadores que retratam aspectos sociais diversos de exclusão social, acesso aos serviços de saúde e educação, e situações de vulnerabilidade decorrentes de aspectos demográficos e familiares, caiu 28%, passando de 0,503 (muito alta) para 0,362 (média). Destacam-se os avanços observados nos indicadores que medem o percentual de pessoas de 6 a 14 anos que não frequentam a escola (52% de queda) e a mortalidade até 1 ano de idade (45% de queda), expressando, claramente, avanços resultantes de políticas sociais implementadas ao longo dos anos 2000.
Infraestrutura Urbana
O subíndice Infraestrutura Urbana, que busca refletir as condições de moradia das pessoas em seus domicílios, por meio de três indicadores, apresentou melhoria de 16%, passando da faixa da média vulnerabilidade social (0,351), em 2000, para a baixa vulnerabilidade social (0,295), em 2010. A maior evolução verificada nesta dimensão foi no indicador relativo ao percentual da população que vive em domicílios urbanos sem serviço de coleta de lixo – queda de 66%.
Prosperidade SocialO Atlas da Vulnerabilidade Social nos Municípios Brasileiros traz, ainda, a análise integrada do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) como IVS, o que resulta no conceito de prosperidade social. Assim, nos casos em que uma região atingiu alto desenvolvimento humano e baixa vulnerabilidade social, considerou-se que o território é “socialmente mais próspero”. Os principais resultados são expostos na tabela abaixo:
A grande quantidade de municípios do Sul e do Sudeste com alto desenvolvimento humano e baixa vulnerabilidade social fez com que a faixa de muito alta prosperidade social fosse a mais numerosa em 2010. No entanto, a melhoria das condições de prosperidade social não ocorreu de forma homogênea em todo o país: os municípios do Norte e Nordeste permaneceram, em sua maioria, à margem do desenvolvimento enquanto processo capaz de reduzir a vulnerabilidade social.
Vulnerabilidade social em queda é resultado de políticas públicas inclusivas
Desde o ingresso de Lula à Presidência da República em 2003, o combate à desigualdade social foi tratado como prioridade no governo. Programas de inclusão social, acesso à renda e a queda da precarização do trabalho, foram fundamentais para a redução da vulnerabilidade no país, principalmente nas regiões mais isoladas, que antes não contavam com assistência e acompanhamento efetivo do Governo Federal.
“O Brasil fez um esforço de políticas sociais muito grandes. Esse esforço deu resultados e é importante manter as políticas sociais para que a gente continue a avançar e se torne uma sociedade menos injusta e menos desigual”, afirma Marco Aurélio Costa, diretor do Ipea.
Fonte: Vermelho
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Em meio à crise, donos de grandes fortunas aumentaram patrimônio em 7,7% desde janeiro
Em meio à maior crise econômica da história recente, as grandes fortunas brasileiras viram o patrimônio financeiro crescer 7,7% no primeiro semestre, de acordo com o jornal Valor Econômico. No ano passado, esse mesmo setor havia sofrido uma contração de 1,2%.
O valor administrado pelos gestores especializados em grandes clientes atingiu a cifra de R$ 68,53 bilhões, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A média por cliente também subiu dramaticamente: de R$ 16,43 milhões em dezembro de 2014, ela passou para R$ 19,29 milhões em junho de 2015.
Um terceiro dado interessante é o comportamento cada vez mais conservador dos super-ricos brasileiros, que passaram a se apoiar nas aplicações vinculadas à taxa básica de juros ao invés de buscar investimentos de risco. A parcela aplicada em renda fixa cresceu 14,8% desde 2014, de tal forma que já representa 42,4% do valor administrado.
“É preciso deixar uma coisa muito clara: existe um segmento dentro da sociedade que ganha mesmo com a crise, em detrimento da classe trabalhadora. São aqueles que apostam no aumento da taxa Selic, que dominam o capital especulativo. Enquanto a grande maioria perde, esse segmento continua ganhando”, explicou Eduardo Navarro, diretor executivo da CTB. “Enquanto as fortunas nunca são taxadas, os impostos recaem sobre o consumo e sobre a renda. Isso mostra que são os trabalhadores que pagam pela crise”, continuou. Navarro partiu da observação de que essas duas categorias representam uma parcela muito grande do uso do dinheiro dos trabalhadores, e portanto recaem de forma muito mais agressiva sobre eles.
O dirigente falou sobre a importância da proposição atual de taxar grandes fortunas, encabeçada pelo Governo Federal, e sobre a necessidade de uma reforma tributária que transforme a estrutura de impostos brasileira em um regime que transfira para os ricos a maior responsabilidade tributária. Ele concluiu falando sobre uma solução de curto prazo para a crise econômica do país: “A solução seria enviar um projeto de lei em que as grandes fortunas e grandes heranças fossem tributadas. Fora desse escopo, seria preciso taxar também a remessa de lucros ao exterior. Essas três pilares já dariam a folga no ajuste fiscal, que não precisaria jogar seu preço sobre a classe trabalhadora”.
Fonte: Portal CTB
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Em dez anos, o bem estar social do brasileiro deu um salto de qualidade, atesta estudo do Ipea
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou nesta terça-feira, 1º de setembro, em Brasília, a publicação e a plataforma web (ivs.ipea.gov.br) do Atlas da Vulnerabilidade Social nos Municípios Brasileiros, ou seja, um índice que revela o grau de risco a que está submetida a população brasileira, medido por aspectos relativos a sua renda, moradia e educação.
Chamado de Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), o indicador foi pesquisado nos 5.565 municípios do país e revelou que o Brasil reduziu o risco social em 27%. Em 2000, este índice era igual a 0,446, posicionando-se na faixa da alta vulnerabilidade social e, dez anos depois, o índice caiu para 0,326, na faixa de média vulnerabilidade social. De acordo com o instituto, o aumento na renda da população brasileira é a principal razão para a melhora nos índices de bem estar social.
O Ipea concluiu que a quantidade de municípios brasileiros com alta ou muito alta vulnerabilidade social caiu de 3.610 em 2000 para 1.981 em 2010. Já o número de municípios com baixa ou muito baixa vulnerabilidade social passou de 638 em 2000 para 2.326 dez anos depois. A evolução foi mais nítida em alguns estados das regiões Centro-Oeste (como a faixa de fronteira do Mato Grosso do Sul), Norte (especialmente Tocantins) e Nordeste (com destaque para o sul da Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e leste de Pernambuco).
A dimensão do IVS em que o país apresentou maior redução é a de renda e trabalho, que envolve indicadores de insegurança de renda e de precariedade nas relações de trabalho. Todos os cinco indicadores desta dimensão tiveram melhoria entre 2000 e 2010, refletindo a redução da informalidade, a redução do trabalho infantil e o aumento da ocupação.
O IVS renda e trabalho era, em 2000, de 0,485 (alto). Em 2010, o subíndice foi de 0,320, registrando uma evolução da ordem de 34%. Entre os indicadores de Renda e Trabalho, aquele relativo à desocupação da população de 18 ou mais anos de idade foi o que mais caiu no país – redução em torno de 47% no período.
No entanto, permanece um quadro de disparidades regionais, com a concentração de municípios na faixa de muito alta vulnerabilidade social na região Norte – estados do Acre, Amazonas, Pará, Amapá e Rondônia – e no Nordeste – principalmente nos estados do Maranhão, de Alagoas e de Pernambuco, além de porções do território baiano.
No Centro-Oeste, somente três municípios – Japorã (MS), Tacuru (MS) e Nossa Senhora do Livramento (MT) – registraram alta vulnerabilidade social em 2010. A região tem 48,5% dos municípios na faixa de baixa vulnerabilidade social. Na mesma faixa estavam 48,8% dos municípios da região Sudeste, entre eles as capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Vitória apresentou muito baixa vulnerabilidade social. A região Sul, por sua vez, é a que teve mais municípios com IVS muito baixo: 28,7%.
Na região Norte, 41,9% dos municípios estavam na faixa de IVS muito alto em 2010 e não havia nenhum município com o índice muito baixo. Na região Nordeste, quase metade dos municípios (47,7%) apresentavam IVS alto em 2010. O destaque ficou por conta do Rio Grande do Norte, onde 28% dos municípios tiveram retração do IVS da ordem de 0,181 a 0,377.
Capital Humano
O subíndice que sofreu a segunda maior retração no período diz respeito aoCapital Humano. Este conjunto de indicadores que retratam aspectos sociais diversos de exclusão social, acesso aos serviços de saúde e educação, e situações de vulnerabilidade decorrentes de aspectos demográficos e familiares, caiu 28%, passando de 0,503 (muito alta) para 0,362 (média). Destacam-se os avanços observados nos indicadores que medem o percentual de pessoas de 6 a 14 anos que não frequentam a escola (52% de queda) e a mortalidade até 1 ano de idade (45% de queda), expressando, claramente, avanços resultantes de políticas sociais implementadas ao longo dos anos 2000.Portal CTB com informações do Ipea
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Agenda Brasil terá prioridade nas próximas sessões do Senado
Programada para ser instalada nesta terça-feira (1º/9) a comissão de senadores que deverá analisar os projetos da Agenda Brasil. A reportagem da TV Senado dá os detalhes da formação do grupo. Segundo o presidente do Senado, Renan Calheiros, as reformas do ICMS e do PIS-Cofins são fundamentais. Na quarta (2), será instalada comissão de nove juristas para analisar propostas destinadas a promover a desburocratização e dar agilidade à economia do país.
Os projetos da Lei de Responsabilidade das Estatais e da repatriação de recursos do exterior podem ser votados nos próximos dias. A reforma política também está em pauta.
Originário de proposta conjunta dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o PLS que institui a Lei de Responsabilidade das Estatais deverá ter o maior destaque na semana. O PLS foi debatido e elaborado em comissão especial ao longo dos últimos meses e será agora submetido à apreciação dos senadores.
Repatriação de recursos
Também poderá ser votado o PLS, que regulamenta a repatriação de recursos ou bens patrimoniais de origem lícita e não declarados à Receita Federal que sejam mantidos por brasileiros no exterior. A proposta garante aos cidadãos que fizerem a repatriação imunidade dos crimes de evasão de divisas e de omissão de informações ao fisco.A repatriação proposta se dará por meio do Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária. Substitutivo apresentado pelo relator na CCJ, senador Delcídio do Amaral (PT-MS), prevê a regularização por meio de pagamento da alíquota de 17,5% do Imposto de Renda, mais multa de 100% sobre o imposto apurado — o que significa um encargo total de 35%. A versão original previa pagamento pela alíquota prevista na tabela progressiva, mais multa de 20%.
Segurança pública
Também parte da Agenda Brasil, integram a pauta de votações duas propostas de emenda à Constituição que tratam de segurança pública. A PEC inclui no texto da Constituição a segurança pública como uma das obrigações de competência comum entre União, estados, Distrito Federal e municípios. Já a PEC que cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Segurança Pública, para aparelhamento, remuneração, capacitação e integração dos órgãos de segurança dos entes da Federação.A Lei de Responsabilidade das Estatais e o projeto da repatriação integram o eixo Equilíbrio Fiscal da Agenda Brasil. Já as PECs de segurança pública fazem parte do eixo Proteção Social.
Reforma política
O Plenário também deverá votar o PLC, que consolida algumas propostas de reforma política vindas da Câmara dos Deputados. O texto foi analisado pela comissão especial do Senado sobre o tema e tem o objetivo de reduzir os custos das campanhas, simplificar o funcionamento dos partidos e incentivar a participação das mulheres na política. O texto também altera regras de distribuição de recursos do fundo partidário.Fonte: Agência Senado
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01.09.15
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28.08.15
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União, estados e municípios preparam proposta para substituir a CPMF
O governo articula no Congresso Nacional a instituição de um novo imposto específico para a saúde. A proposta está em discussão entre o governo federal, os estados e os municípios e não tem nome, definição de alíquota, nem como será implementada.
Em entrevista hoje (27), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, defendeu que o novo imposto tenha uma alíquota de 0,38%, o que poderia injetar anualmente para a saúde cerca de R$ 80 bilhões, divididos entre União, estados e municípios. “O SUS precisa de recursos. […]. Se dependesse de mim 0,38% seria um bom patamar, mas não depende só de mim”, disse o ministro em conversa com jornalistas.
Segundo Chioro, embora a alíquota possa ser a mesma da antiga Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), extinta em 2007, a taxação sugerida agora, desde o início, terá destinação exclusiva para a saúde e terá distribuição dividida entre União, estados e municípios. A proposta de como será a divisão ainda não foi exposta pelo governo.
Chioro informou que, na articulação prévia com prefeitos e governadores, a divisão de recursos foi bem aceita, o que, na opinião dele, pode facilitar a negociação no Congresso Nacional, para que haja um acordo entre governistas e oposição em torno da proposta.
O ministro ressaltou que a nova taxa, que pode ser chamada de Contribuição Interfederativa da Saúde, não impede a discussão sobre outras fontes de recursos para o setor, como a chamada “taxação do pecado” – que poderia incidir sobre o álcool, cigarros e alimentos que fazem mal à saúde – e também uma nova destinação para o seguro obrigatório de trânsito, o DPVAT.
Para Chioro, o ideal é que o Brasil consiga dobrar os recursos para a saúde. Ano passado, juntando os gastos da União, dos estados e dos municípios, este setor custou R$ 215 bilhões aos cofres públicos. Da União, saíram R$ 92 bilhões.
Ultimamente, o ministro tem dito que a saúde está subfinanciada e que sociedade e governo precisam discutir como sustentar a integralidade e a universalidade do setor, conforme determina a Constituição, e que o envelhecimento da população e a inclusão de novas tecnologias à rede pública estão agravando a situação.
Dados de 2013 mostram que, enquanto em países que têm sistema universal de saúde, como o Canadá, a França e a Suíça, os gastos anuais per capita giram em torno de U$ 4 mil a U$ 9 mil, no Brasil, o gasto com saúde para cada brasileiro é U$ 525.
Fonte: Agência Brasil
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28.08.15
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Em reunião no Planalto, Dilma Rousseff manifesta apoio à taxação de grandes fortunas
A presidenta Dilma Rousseff conversou nesta quarta-feira (26), em reunião com a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), sobre a Medida Provisória 675/2015, que cria a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSL) para pessoas jurídicas.
Na mesma ocasião, Hoffmann revelou que encomendou à consultoria do Senado um estudo sobre taxação das grandes fortunas, com o objetivo de desenhar o impacto da tributação sobre patrimônios ou herança superior a R$ 50 milhões. A presidenta manifestou apoio à aprovação da medida no Congresso, apesar da contrariedade de seu Ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
Dilma já havia se manifestado favoravelmente à adoção da taxa em ocasiões anteriores, como quando o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB-MA), a instituiu em seu próprio estado. Neste momento, no entanto, retomar a pauta vem sendo encarado pelo governo como um movimento necessário para sinalizar a reaproximação com os movimentos sociais e partidos de esquerda, contrariados com a adoção da “Agenda Brasil” e recente anúncio de redução ministerial pelo Palácio do Planalto. Ao abarcar a causa, Dilma sinaliza também para a própria cúpula petista, que na primeira reunião da comissão executiva da legenda já havia se pronunciado a favor do assunto. O próprio ex-presidente Lula chegou a fazer pressão em torno do tema.
O assunto deve ganhar força nos próximos dias, conforme as discussões avançarem no Senado. Desde já, sabe-se que o objetivo será vincular a receita desse imposto à área da saúde. Outra previsão é a de que o novo projeto englobe propostas anteriores, como a do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que prevê uma alíquota de 0,5 % a 1% sobre patrimônio líquido de alto valor, que exceda 8 mil vezes o valor do limite mensal de isenção do Imposto de Renda – isso equivale a declarações com rendimentos anuais superiores a R$ 1.787.700.
No Senado, será de responsabilidade do senador Paulo Paim (PT-RS) apresentar a proposta para instituir o Imposto sobre Grandes Fortunas.
Fonte: Portal CTB
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28.08.15
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Evo Morales rechaça tentativas de golpe na América Latina e declara apoio a Dilma
“A direita imperialista quer desarticular os processos revolucionários na América Latina”, denunciou o presidente da Bolívia, Evo Morales, em discurso realizado um dia após a ampla manifestação realizada em todos os estados do Brasil em apoio à democracia e ao mandato constitucional da presidenta Dilma Rousseff.
O mandatário boliviano declarou apoio aos países que, ultimamente, têm sofrido diversas tentativas de desestabilização de seus governos por parte dos setores conservadores e da direita.
“Lutaremos e apoiaremos, incondicionalmente, os governos do Brasil, Equador, Uruguai, Venezuela, Cuba e todos os que defendem a paz, solidariedade e bem-estar dos povos”, expressou Evo Morales.
Ataque à presidenta Dilma
Ele ainda manifestou que irá defender, do seu país, a democracia dos governos progressistas na região. “Sinto que a agressão contra Dilma é política, um golpe através do Congresso”, frisou.
O presidente destacou ainda a necessidade de o movimento social e da esquerda se unirem para enfrentar o imperialismo estadunidense e seus aliados que financiam as campanhas midiáticas e a direita nestes países incitando atos de violência como foi feito na Venezuela logo após a eleição de Nicolás Maduro e como está ocorrendo no Equador.
“Não são tempos de impérios, mas dos povos; não estamos em tempos de oligarquias, mas dos movimentos sociais”, concluiu.
Ato anti-imperialista
Diante deste cenário, a CTB irá promover no dia 3 de outubro, data em que a Federação Sindical Mundial (FSM) completará 70 anos, um grande ato mundial anti-imperialista com a presença dos movimentos sociais e lideranças sindicais e políticas de vários países.
“No momento em que o império vem com essas mobilizações conservadoras é hora de fazer a denúncia”, disse o secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, para o cônsul-geral da Bolívia em São Paulo, Claudio Luna, ao oficializar o convite para o evento, durante a visita realizada nesta quinta-feira (27).
O cetebista lembrou-se de que em julho de 2014, a central sindical brasileira participou na Bolívia do “Encontro Sindical Internacional Anti-imperialista”, promovido pela FSM, Central Obreira Boliviana (COB) e o governo daquele país.
Presente no encontro com o cônsul boliviano, o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, também destacou a importância da participação da delegação estrangeira no evento. “A CTB reforça a necessidade da integração e luta na região para que não ocorra nenhum retrocesso”, destacou o dirigente.
Por sua vez, Claudio Luna agradeceu pela visita e falou sobre as políticas que Evo Morales tem desempenhado e que melhoraram a qualidade de vida da população. “Por muitos anos indígenas de 36 nações originárias não tinham voz”, informou. Ele demostrou preocupação de como a situação no Brasil pode afetar todo o continente e aprovou a iniciativa do ato anti-imperialista.
Fonte: Portal CTB
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28.08.15
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Luciana: País precisa de agenda que não penalize ainda mais o povo
A presidenta nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE), que participou da construção das sugestões da Agenda Brasil, elaborada por líderes de 15 partidos da base do governo Dilma na Câmara dos Deputados, falou da importância da plataforma e apontou que o foco desta iniciativa é a retomada do crescimento. O lançamento do documento ocorreu com uma coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira (26), no Salão Verde na Câmara.
“Temos que melhorar nossa competitividade, melhorar as medidas que fortaleçam o conteúdo nacional, a economia nacional. Ali estamos debatendo desde uma reforma tributária que baseie os tributos na renda e nos grandes patrimônios do país, uma reforma tributária progressiva”, contou.
Luciana defendeu ainda que é preciso investir na inovação tecnológica, com foco na competitividade a evitar o contingenciamento em áreas estratégicas. “No que diz respeito ao contingenciamento temos que ter um tratamento especial para Saúde, Educação e Ciência e Tecnologia porque essas áreas são inclusivas para o povo brasileiro”.De acordo com a presidenta do PCdoB, o país precisa sustentar uma agenda que “não penalize ainda mais os que historicamente são os mais penalizados” e que é preciso inverter o ajuste. “O ajuste precisa levar em conta essas medidas que já estão em curso, como por exemplo, a taxação da contribuição sobre lucros enviada pelo Governo e que acredito ser possível a gente construir uma solução ainda melhor. Em resumo precisamos pensar em um conjunto de medidas que a coloque na ordem do dia a inclusão social e o crescimento”.
Sobre a Agenda apresentada pelo Senado, Luciana avalia que o grande mérito é o de criar um pacto pelo Brasil. “Nós não podemos em função das disputas políticas, que tiveram seu tempo e eleitoral no ano passado, desvirtuar ou comprometer os rumos do país”, pondera. “Ao invés de fazer um ritmo de debate político aqui no âmbito do Congresso Nacional, numa agenda que é eminentemente da disputa partidária e política, nós priorizamos a disputa de ideias, de um programa para o país”.
“Colocamos o foco voltado para debater as iniciativas e podemos até polemizar com elas, contanto que a gente consiga construir um pacto para o Brasil que, entre outras questões, enfrente a reforma política, a reforma tributária e a manutenção de conquistas que realizamos no último ciclo político, como o enfrentamento da desigualdade regional e os avanços nas políticas sociais que não podem retroceder”, finalizou.
Fonte: Vermelho
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Senado aprova recondução de Janot à Procuradoria-Geral da República
Com 59 votos favoráveis, 12 contrários e uma abstenção, o Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (26), a recondução de Rodrigo Janot Monteiro de Barros ao cargo de procurador-geral da República. A indicação da Presidência da República contou com parecer favorável do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Durante mais de dez horas de sabatina na CCJ, Rodrigo Janot defendeu a parceria do MP com os três Poderes e respondeu a vários questionamentos dos senadores, em especial sobre a Operação Lava-Jato, a atuação do MPF na investigação das pedaladas fiscais do governo federal, o caso Swissleaks, entre outros assuntos.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) ressaltou que essa foi a segunda maior sabatina da história do Senado. Ele observou que ocorreram trinta interpelações, o que demonstra que a CCJ cumpriu a sua prerrogativa como exige o texto constitucional.
O procurador-geral da República foi o mais votado na eleição realizada entre os integrantes do Ministério Público da União, que oferece uma lista tríplice ao presidente da República.
Além de chefiar o órgão, que abrange os Ministérios Públicos Federal, do Trabalho, Militar e do Distrito Federal e Territórios, o procurador-geral também preside o Conselho Nacional do Ministério Público e deve ser ouvido em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal. O mandato para o ocupante do cargo é de dois anos, mas a Constituição permite reconduções ilimitadas do titular.
Fonte: Agência Senado
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