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Recuo do BC foi um alívio, mas juros ainda são os mais altos do mundo
Se a expectativa inicial era de que o Banco Central aumentaria a taxa de juros, esmagando de vez a economia, o anúncio de que o Copom optou por manter a Selic no atual patamar causou certo alívio. Mas a decisão está longe de ser celebrada por trabalhadores, empresários e economistas comprometidos com o crescimento brasileiro. Para eles, a Selic precisa mesmo é cair. Afinal, o Brasil continua tendo uma das maiores taxas de juros do mundo, que beneficia rentistas mas prejudica o país.
Por Joana Rozowykwiat
“Menos mal que o Copom tenha decidido manter, e não elevar a taxa de juros, como queria a maior parte do mercado financeiro. O desafio, agora, é iniciar o mais rápido possível a sua redução, lembrando que a taxa real (descontando-se a inflação projetada) é de incríveis quase 7% ao ano, a maior do mundo”, escreveu o professor deEconomia da PUC-SP, Antonio Correa de Lacerda, em sua página no Facebook.
Em entrevista ao Portal Vermelho, o professor da UFRJ e ex-diretor do Ipea, João Sicsú, foi na mesma linha. “Me sinto, sim, aliviado por essa decisão [do BC], mas penso que comemorar já é exagero, porque, em verdade, a taxa continua muito elevada, uma taxa de 14,25% é estratosférica. E o que precisamos é reduzi-la”, disse.
De acordo com pesquisa da Infinity Asset Management em parceria com o site MoneYou, o Brasil possui os juros reais mais altos, entre os 40 países pesquisados. Os juros rendem, no Brasil, altíssimos 6,78% ao ano. O distante segundo colocado no ranking do rentismo é a Rússia (onde os juros reais são de 2,78%), seguida pela China (com taxa real de 2,61%).
As taxas elevadas são justificadas pelo Banco Central como uma forma de controlar o aumento de preços. De acordo com os números da inflação brasileira, no entanto, a estratégia não tem dado certo.
Como destacou o economista Paulo Kliass, em recente artigo, o IPCA estava em 6,4% anuais em dezembro de 2014, quando a Selic estava em 11,25%. O BC então subiu a Selic para 14,25% ao longo do ano e a inflação, ao invés de baixar, continuou subindo e superou os dois dígitos.
Sicsú reitera que a inflação brasileira não é sensível à redução de demanda, que é o efeito acarretado por uma taxa de juros elevada. “A elevação e taxa de juros provoca redução de demanda, desaquecimento, desemprego. Nossa inflação não é sensível a esses fatores. Não tem a ver com as pessoas estarem comprando muito e por isso os preços estarem subindo. Antes fosse! Antes tivéssemos vivendo uma situação de as filas do supermercado estarem enormes, com os produtos desaparecendo das prateleiras. Aí, eu até aplaudiria o BC aumentar juros. Mas não é o caso”, disse.
Segundo ele, basta olhar para o atual estado da economia brasileira, que enfrenta uma recessão, para entender que a inflação não está relacionada à taxa de juros. “Nossa inflação tem a ver com a elevação de preços administrados – particularmente gasolina, diesel e eletricidade –, com choques climáticos que provocam a elevação de preços de alimentos e também com o fato de que os alimentos têm variação de preço provocada por especulação no mercado internacional de commodities”, apontou.
De onde vem a pressão?
Trabalhadores, empresários e acadêmicos brasileiros já alertavam que ter juros em patamares tão elevados só aprofundaria a crise, atrapalhando a retomada do crescimento, gerando desemprego e queda da renda. Mas o fator determinante para a decisão do Banco Central de não aumentar a Selic parece ter vindo de fora. Foi após o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisar para pior as suas estimativas para a economia brasileira, que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sinalizou ter mudado de ideia em relação à escalada dos juros.Na mídia brasileira, no entanto, o discurso que predomina é o de que Tombinicedeu às pressões do governo e do PT. Veículos de comunicação acusam, inclusive, a perda de autonomia do Banco Central.
Para Sicsú, a ladainha é antiga e a crítica aparece de tempos em tempos, quando convém. “Esses comentários são recorrentes. Quando se eleva a taxa de juros, o BC é independente; quando se mantém ou se reduz a Selic, ele perdeu a autonomia. É a regra básica do discurso de oposição e conservador. É inexplicável esse critério”, ironizou.
O professor, no entanto, afirmou que esta é uma discussão que não lhe interessa, uma vez que, na sua opinião, o Banco Central deve mesmo atuar de forma articulada com o governo. “Eu acho que Banco Central não tem que ter independência, é um órgão de Estado e deve trabalhar de forma articulada com o governo central. E, se foi uma orientação da presidenta não elevar a taxa de juros, ótimo! Quando se tem inflação, problemas cambiais, a sociedade não responsabiliza o BC, responsabiliza o governo. Então o governo tem que ser responsável pelos instrumentos de política econômica, como taxa de juros”, opinou.
Trabalhadores lutam por redução
Entre os trabalhadores, a opinião também é de que a manutenção da Selic no atual patamar é um passo tímido. Wagner Gomes, secretário-geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), avaliou que foi uma atitude importante do BC, porém disse que espera uma tendência de baixa dos juros.“A sinalização é importante, mas a briga é para baixar os juros, para compensar investir na produção. Hoje, é mais fácil colocar dinheiro no rentismo do que na produção. As indústrias vão diminuindo o número de empregos. A expectativa dos trabalhadores é que a próxima reunião dê sequência a uma baixa de juros”, defendeu.
De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 1,54 milhão de pessoas perderam seus empregos no ano passado.
João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, deu declaração semelhante ao Vermelho. E anunciou a manutenção das mobilizações pela redução da Selic. “Foi uma sinalização positiva do BC, porque o mercado que vive da alta dos juros apostava que ia aumentar. Para os trabalhadores é importante não ter subido os juros e continuarem as manifestações. Se os juros sobem, o desemprego sobe mais ainda. E a Selic ainda está muito alta. Vamos manter os atos sempre que acontecerem os anúncios da taxa. A decisão dá fôlego para os sindicalistas manterem a unidade para enfrentar a política econômica”, afirmou.
Já a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) criticou com veemência a decisão do Copom e defendeu a queda dos juros. “Manter a taxa básica de juros só serve para manter a economia em recessão, com impactos negativos na geração de empregos, o movimento sindical está cansado de repetir isso. Aprofunda a crise brasileira, aumenta a dívida pública e drena recursos da sociedade para o rentismo, ou seja, para os banqueiros”, ressaltou o presidente da Contraf-CUT Roberto von der Osten, no site da entidade.
Ele lembra que a Selic é apenas a taxa referencial para a economia e que, na prática, os juros aplicados pelos bancos são muito maiores, afetando investimentos e consumo. “As taxas de juros do cartão de crédito, por exemplo, já ultrapassam os 400% ao ano, em média. Há bancos cobrando mais de 700%, segundo o próprio Banco Central tem divulgado em seu site”, explicou o presidente da entidade.
O sindicalista destacou o aumento do desemprego e sua relação com os juros altos. “Para um país crescer é necessário que se elevem os investimentos, seja por parte das empresas ou pelo governo. Sendo assim, é contraditória a ação doBanco Central em manter a taxa de juros básica da economia”, encerrou Robertovon der Osten.
Indústria concorda
Na outra ponta, em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) também avaliou que o BC tomou a decisão mais sensata “diante da recessão da economia brasileira e das incertezas” do cenário global.“A indústria considera inaceitável a inflação de dois dígitos. Mas destaca que os aumentos recentes dos índices são resultado dos reajustes dos preços administrados, das expectativas negativas e da inércia inflacionária. Por isso, o uso da taxa de juros como único instrumento de controle da inflação é pouco efetivo e aprofunda a recessão”, expressou a entidade.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) concordou. “Pelo que temos observado, a política de juros elevados do Banco Centralprovavelmente não será capaz de afetar substancialmente a dinâmica da inflação futura, mas certamente desestimulará consideravelmente o investimento produtivo no país, pressionando a oferta de empregos, reduzindo o consumo das famílias e, consequentemente, impedindo a retomada do crescimento econômico”, escreveu a Fiemg, na última quarta.
* Colaborou Railídia Carvalho
Fonte: Vermelho
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22.01.16
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Governo conta com retomada do crescimento para aumentar empregos
Em coletiva de imprensa, o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rosseto, afirmou que o governo conta com a retomada do crédito, a elevação das exportações, a recuperação do mercado interno e os investimentos em concessões para criar empregos este ano. A declaração foi dada após a divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que indicam fechamento de 1,5 milhão de vagas de trabalho com carteira assinada em 2015.
“2015 foi um ano difícil. Os números não são bons”, disse Rosseto. “Mas as conquistas dos últimos anos estão preservadas, pois o estoque de empregos continua alto”, completou.
O ministro reconheceu que há um cenário internacional restritivo. Mas elencou fatores que podem ajudar a mudar a trajetória declinante da atividade econômica, e, assim, impulsionar o mercado de trabalho. Na ocasião, citou a expansão do crédito, aumento dos investimentos via concessões, câmbio, recuperação da indústria nacional e do mercado interno com a queda da inflação.
“As iniciativas de 2015 foram tomadas, a começar pelo ajuste do câmbio, que começa a ter efeitos positivos”, afirmou.
“Expectativa de redução da inflação, investimentos a partir das concessões, todas essas iniciativas e retomada de crédito, que vem sendo pautada e trabalhada pelo ministro Nelson (Barbosa, da Fazenda) e pela equipe econômica, todos esses movimentos vão no sentido de alterar esse quadro e retomar a nossa atividade econômica. É isso que nos dá confiança”, acrescentou.
Segundo Rossetto, o governo trabalha para direcionamento de crédito especialmente para o capital de giro de pequenas e médias empresas, para desafogá-las. Ele também citou uma demanda forte em áreas como a construção civil e chamou a atenção para o aumento das exportações, diretamente beneficiadas pela alta do dólar em relação ao real.
“Ampliar os investimentos em áreas como construção civil tem resposta imediata e é isso que estamos fazendo. Portanto, achamos sim que há um espaço forte de expansão do crédito com expansão da demanda e geração de trabalho e emprego”, afirmou.
Rossetto também comentou a decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juros em 14,25%. Segundo o ministro, o crescimento econômico é o objetivo essencial do governo.
“O Banco Central trabalha na sua autonomia, mas é uma sinalização de estabilidade dentro de um esforço nacional de recuperação da atividade econômica. O crescimento econômico é a meta fundamental e, portanto, esta posição de estabilidade sinaliza uma possibilidade positiva de respondermos à prioridade de crescimento econômico neste ano no país.”
Fonte: Vermelho
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22.01.16
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Entidades articuladas dão visibilidade às pautas feministas no Fórum
Cristina Correia, coordenadora da União Brasileira de Mulheres no Rio Grande do Sul, e integrante do Comitê Organizador Local do Fórum Social Mundial temático 2016, destacou a importância da articulação entre as organizações do movimento social para fortalecer a pauta das mulheres no encontro.
Foram 34 entidades nacionais articuladas na região Sul e que elaboraram e concretizaram, em ações e atividades, a participação das mulheres na programação do Fórum Temático.
Entre as organizações estão a UBM, União da Juventude Socialista (UJS Feminista), Unegro, Secretaria da Mulher do Partido dos Trabalhadores, Mulheres Indígenas, Marcha Mundial das Mulheres, Frente de Mulheres no Hip Hop, Secretaria da Mulher do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Central de Trabalhadoras e Trabalhadores do Sexo (CUTS).
“Boa articulação resultou em vitória dentro da organização do Fórum, que foi de todas as mesas serem paritárias”, ressaltou Cristina.
Diversidade
Na manhã desta quinta a UBM coordenou a atividade autogestionária “Ciranda das Mulheres por um outro mundo possível”. Liége Rocha, Secretária Nacional da Mulher do PCdoB, elogiou o espírito de amplitude e diversidade do encontro que reuniu mais de 150 mulheres na Tenda Redenção.
“Foi um encontro que teve grande diversidade com a participação de mulheres indígenas, ciganas, negras, trabalhadores da saúde mental, prostitutas. Estivemos debatendo a importância da participação das mulheres na defesa da democracia, garantia de direitos, combate ao preconceito e à intolerância. Também tivemos a presença dos homens”, afirmou Liége.
Violência
Na tarde de quarta (20) a Central Única dos Trabalhadores (CUT) promoveu e coordenou a oficina a “Violência Sexista no Local de Trabalho”. O atividade debateu alternativas de enfrentamento a uma das maiores preocupações das trabalhadoras brasileiras: a violência majoritariamente praticada por homens não só no local de trabalho, mas em casa e outros locais públicos.
“Essa violência é praticada pelo simples fato de a pessoa ter nascido mulher”, resumiu Juneia Batista, secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT e coordenadora do evento.
Segundo Juneia, a violência se dá de várias formas, desde a exigência de ser “multifunção” nos setores de produção das fábricas, o fato de receber cerca de 30% menos que os homens para realizar o mesmo trabalho, o desequilíbrio de poder (funções de comando na mão dos homens), normas muito rígidas de controle da mulher no ambiente de trabalho (contagem do tempo de ida ao banheiro) e preconceito (idade e número de filhos, por exemplo, implica restrições na contratação das mulheres).
Para a advogada Beatriz da Rosa Vasconcelos, integrante da Thêmis (Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero), são inclusive culturais as causas das violências contra as mulheres. “A sociedade é machista e, desde pequenas, as mulheres são instadas a cumprir papéis secundários e de subserviência. E esta desvalorização acaba comprometendo toda a vida destas mulheres”, destacou.
Juneia foi enfática ao defender que “Os sindicatos têm obrigação de serem parceiros na luta contra a violência e a discriminação contra as mulheres nos locais de trabalho, denunciando e combatendo os casos de assédio moral e sexual”.
Preconceito
Também na quarta-feira aconteceu a atividade autogestionária “Roda de Conversa Mulheres Indígenas e Cidadania”, realizada no Centro de Referência de Direitos Humanos, em que representantes dos povos Guarani, Kaingang e Apurinã puderam falar sobre vivências, tradições, a luta pela preservação da cultura, o preconceito enfrentado em meio a crescente “indiofobia” no Brasil.
Segundo as mulheres indígenas, entre as tribos indígenas, gênero não se traduz em opressão ou hierarquia. Todos têm igual espaço de fala dentro da comunidade. Kuáwá Apurinã, da etnia apurinã, conhecida como Pietra Dolamita, é bacharel em Direito e mestre em Educação. Ela conta que muitas de suas colegas perguntam sobre o “feminismo indígena”. “Feminismo? Que palavra é essa, nós não temos isso. Não existe feminismo indígena porque não somos oprimidas. Na minha aldeia até as crianças que quiserem falar serão ouvidas”, explica.
Porém, fora de suas aldeias, muitas das mulheres indígenas acabam por conhecer o preço de ser mulher. Kuáwá diz ter muitas histórias de assédio e perseguição. “A mulher indígena, quando jovem, é vista como produto exótico”, afirma ela.
O assédio não é apenas sexual, há também o preconceito. Luana, uma jovem kaingang presente na roda, estudante de Odontologia na UFRGS, disse que resiste para seguir estudando. “Eu estou lá pelo meu povo, eu sempre digo que sou índia e nunca baixei a cabeça para eles”, revela emocionada.
Este preconceito se traduz para muitos indígenas em medo. A guarani Talcira Gomes conta que criou sete filhos sem nunca deixar que eles fossem para a cidade quando crianças. Ela tinha medo. Agora, duas de suas filhas estão fazendo faculdade na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, mas o medo de que algo possa acontecer segue com ela.
Mais informações sobre a programação acesse o Portal Fórum Social 2016
Fonte: Do Portal Vermelho, com informações do portal do Fórum Social Mundial
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Benefícios do INSS acima do salário mínimo são reajustados em 11,28%
Os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram reajustados em 11,28%, de acordo com portaria dos ministérios do Trabalho e Previdência Social e da Fazenda, publicada na edição de hoje (11) do Diário Oficial da União. O reajuste, válido a partir deste mês, é para benefícios superiores ao salário mínimo (R$ 880).
O teto do benefício do INSS foi estabelecido em R$ 5.189,82. Em 2015, esse limite era R$ 4.663,75.
A portaria também define as alíquotas de contribuição de segurados empregados, empregados domésticos e trabalhadores avulsos. Se o salário for de até 1.556,94, a alíquota de recolhimento ao INSS é 8%. Acima desse valor até 2.594,92, a alíquota sobe para 9%. De 2.594,93 até 5.189,82, a contribuição é de 11%.
A portaria também define regras para benefícios concedidos a pescador, seringueiros, auxílio-reclusão e salário família.
Fonte: Rede Brasil Atual
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12.01.16
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Sisu: inscrições começam nesta segunda e vão até dia 14
Estão bertas as inscrições para a primeira edição de 2016 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, no site do Sisu, até as 23h59 do dia 14 de janeiro, no horário de Brasília. Nesta edição, o Sisu vai oferecer 228 mil vagas em 131 instituições públicas de educação superior. Os candidatos já podem consultar as vagas disponíveis no site do programa.
Pode se inscrever no Sisu o estudante que participou da edição de 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obteve nota acima de zero na prova de redação. É necessário informar o número de inscrição e a senha usados no Enem de 2015.
O resultado da chamada regular do Sisu será divulgado no dia 18 de janeiro. Os selecionados deverão fazer a matrícula na instituição nos dias 22, 25 e 26 de janeiro. Assim como na edição anterior, só haverá uma chamada regular.
Quem não foi selecionado ou foi selecionado apenas para sua segunda opção de curso pode aderir à lista de espera que estará disponível na página do Sisu na internet de 18 de janeiro até as 23h59 do dia 29. O interessado só pode se inscrever na lista de espera para o curso que marcou como primeira opção na inscrição. A convocação das instituições de ensino aos candidatos em lista de espera começa a partir do 4 de fevereiro.
O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação por meio do qual os estudantes participantes do Enem concorrem a vagas de ensino superior em instituições públicas. As notas do Enem foram divulgadas no dia 8 de janeiro.
Fonte: RBA
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Terceirização: famigerado PL 4302 movimenta na Câmara
O texto aprovado na Câmara e revisado pelo Senado não interessa ao movimento sindical e, por outro lado, a escolha do relator alinhado aos interesses do setor empresarial deve movimentar o tema caso o Senado Federal não aprecie o PLC 30/2015 (oriundo do PL 4330) sob relatória do senador Paulo Paim.
Neuriberg Dias*
Movimenta na Câmara dos Deputados o famigerado PL 4302/1998, enviado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que trata sobre as relações de trabalho na empresa de trabalho temporário e na empresa de prestação de serviços a terceiros.
Na Comissão de Constituição e Justiça foi designado como relator, o deputado Laercio Oliveira (SD-SE), que vai emitir parecer sobre as alterações propostas pelo Senado Federal ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados.
O Substitutivo já foi aprovado na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público com parecer do relator, deputado Sandro Mabel (na época PR-GO), com voto favorável à proposta do Senado Federal. (Leia parecer ao Substitutivo do Senado).
Próximos passos
Depois da análise do parecer na Comissão de Constituição e Justiça, o PL 4302/1998 segue para votação no plenário da Câmara dos Deputados. Aprovado em plenário, segue para sanção presidencial.
Retirada de tramitação
Aguarda também inclusão na pauta do plenário da Câmara dos Deputados a Mensagem 389/2003, encaminhada pelo ex-presidente Lula, que pede a retirada de tramitação do PL 4302/1998.
Caso seja pautada e a retirada confirmada no plenário da Casa, a matéria vai ao arquivo. Caso contrário, o PL 4302/1998 continua em tramitação.
Substitutivo do Senado
Durante a tramitação no Senado como PLC 3/2001 foram feitas alterações curiosas e pioraram a proposta da Câmara, como exemplo, os senadores mantiveram a terceirização para qualquer atividade da empresa e também admitiram a quarteirização.
Na Câmara, estavam previstas: a igualdade de remuneração e jornada em relação à tomadora, a proteção previdenciária e contra acidentes, além dos direitos previstos em acordo ou convenção coletiva. O substitutivo do Senado exclui direitos previstos em acordo ou convenção coletiva.
Os direitos citados acima não são previstos para os contratos de prestação de serviço a terceiros. Ou seja, não foram garantidos em ambas as Casas Legislativas, no entanto, permitiu-se a figura do trabalhador sem vínculo empregatício (PJs).
Já a Câmara aprovou a responsabilidade solidária pelas obrigações trabalhistas e previdenciárias. Os senadores estabeleceram responsabilidade subsidiária em todos os casos.
A Câmara e o Senado não introduziram a representação sindical e nem a regulamentação da terceirização para o setor público.
Como se vê o texto aprovado na Câmara e revisado pelo Senado não interessa ao movimento sindical e, por outro lado, a escolha do relator alinhado aos interesses do setor empresarial deve movimentar o tema caso o Senado Federal não aprecie o PLC 30/2015 (oriundo do PL 4330) sob relatória do senador Paulo Paim.
Leia a íntegra do Substitutivo do Senado Federal em análise na Câmara dos Deputados.
(*) Assessor parlamentar do Diap.
Fonte: Diap
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11.01.16
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STF: ADIs da contribuição sindical e Convenção 158
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11.01.16
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Pais reduziu extrema pobreza em 63% em 10 anos e manteve conquistas na crise, diz Ipea
O Brasil consegui reduzir a extrema pobreza em pelo menos 63% entre 2004 e 2014, segundo análise feita pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) sobre os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014. A avaliação está na Nota Técnica Pnad 2014, divulgada na última quarta-feira (30), na sede da entidade, em Brasília.
De acordo com o Ipea, mesmo em 2014, quando começaram a ser sentidos aqui os primeiros efeitos da crise econômica mundial, o Brasil permaneceu em “franco processo de mudança social”.Isso porque a base estruturante desses avanços, que vêm sendo feitos desde 2003, permaneceu no ano passado, com o crescimento real da renda do trabalhador e a diminuição de desigualdades, o aumento da escolaridade e das condições gerais de vida dos brasileiros, além da redução das desigualdades entre negros e brancos, mulheres e homens, trabalhadores rurais e urbanos.
“Passamos por um ciclo ininterrupto de transformações sociais em dez anos (2004-2014). Todos os dados relacionados às questões sociais têm apresentado melhora e nos permitiram a constituição de um colchão de amortecimento às crises”, pontuou André Calixtre, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea.
Para o pesquisador, a renda crescente e a diminuição da desigualdade de renda, além da melhoria dos programas de transferência de renda e o aumento da cobertura previdenciária explicam os números de 2004 a 2014. “Houve uma retomada do ciclo de redução da extrema pobreza”.
Índice de Gini
O estudo é composto de diversas análises sobre temas como desigualdade social, gênero e raça e arranjos familiares. No primeiro texto,“Desigualdade e Pobreza”, o autor, Rafael Osorio, demonstra que tanto pelo índice de Gini quanto por outros três índices da família de indicadores de entropia generalizada as desigualdades de renda decrescem no Brasil de 2004 a 2014.
O Índice de Gini é um sistema de cálculo usado internacionalmente para medir o grau de concentração de renda em um em determinado grupo. Valores mais altos deste coeficiente indicam maior concentração de renda. Numericamente, o índice varia de zero a um (alguns apresentam de zero a cem), em que o valor zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o valor um (ou cem) representa o extremo oposto, isto é, uma só pessoa detém toda a riqueza.
Segundo o Ipea, o índice de Gini do País caiu de 0,570 em 2004 para 0,515 no ano passado. Da mesma forma, a parcela da população em situação de pobreza teve uma redução no período analisado. A queda na taxa de pobreza extrema de 2004 para 2014 varia de 63% a 68,5%, dependendo da linha de análise utilizada, uma redução média em torno de 10% ao ano.
Educação
Já a análise feita pelos pesquisadores Paulo Corbucci, Herton Ellery Araujo, Ana Codes e Camilo Bassi trata da evolução de dois indicadores educacionais: média de anos de estudo dos jovens brasileiros e taxa de alfabetização da população de 15 anos ou mais.
A pesquisa mostra que os dados da Pnad 2014 reiteram os avanços obtidos na última década com relação à ampliação da escolaridade dos jovens brasileiros, mas também confirmam a necessidade de maior atenção junto aos segmentos populacionais de maior idade.
Por outro lado, o texto “Breve análise dos dados da Pnad 2014 para o mercado de trabalho”explorou o tema por meio da comparação dos resultados de seus principais indicadores, ao longo dos dez anos. E concluiu que o desempenho dos rendimentos do trabalho, da informalidade e do desemprego foi amplamente favorável no período.
Os dados da Previdência capturados pela Pnad 2014, e analisador por Leonardo Alves Rangel, revelaram que a cobertura previdenciária da população ocupada (PO) de 16 a 64 anos e da população idosa (65 anos ou mais), quando considerados todos os beneficiários contributivos e não contributivos, pulou de 63,4% em 2004 para 72,9% em 2014 em toda a população ocupada de 16 a 64 anos. Quando se observa somente a população idosa, a cobertura subiu de 89,9% em 2004 para 91,3% em 2014.
Fonte: Portal CTB
**Fonte: Portal CTB
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06.01.16
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Arquivo pessoal de Gabriel Garcia Márquez será aberto ao público
O arquivo pessoal de Gabriel García Márquez, o Prêmio Nobel de Literatura autor de clássicos como Cem Anos de Solidão e O Amor em Tempos de Cólera, será digitalizado pela Universidade do Texas, para ser disponibilizado ao público. A instituição fez o anúncio nesta terça-feira (5).
O projeto de digitalização que vai durar 18 anos chama-se Compartilhar Gabo como o mundo. Gabo é o apelido pelo qual García Márquez era carinhosamente chamado não só pelos fãs de sua obra, mas também por pessoas próximas a ele.
Pretende-se assim que, no final de 2018, o legado de García Márquez esteja acessível ao público. São 24 mil páginas em documentos (manuscritos, fotografias, guiões, cadernos e cartas) que estão guardadas em 78 caixotes no Centro Harry Ransom, em Austin.
O diretor do centro, Stephen Enniss, qualificou o projeto como “relevante”, ao observar que existem “poucas oportunidades para os pesquisadores de acessarem arquivos digitalizados de autores contemporâneos”.
A Universidade adquiriu o arquivo da família do escritor por 2 milhões de euros em novembro de 2014, sete meses depois do falecimento dele.
Em outubro de 2015 o material foi disponibilizado para pesquisadores, enquanto uma pequena seleção foi colocada à disposição do grande público, por meio da página oficial do Centro Harry Ransom.
Do Portal Vermelho, com informações da Agência Brasil
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06.01.16
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Familiares de vítimas da violência policial comemoram fim dos ‘autos de resistência’
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06.01.16
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Em livro, trabalhadores contam história das próprias lutas
O livro “O Movimento Operário no ABC Paulista contado por seus autores” é uma oportunidade de conhecer a história através de relatos de quem de fato participou da luta sindical. Com depoimentos de dezoito operários que viveram intensamente o o dia a dia da mobilização dos trabalhadores nas décadas de 1950, 60 e 70.
A obra retrata a repressão e a perseguição que sofreram. Cada um com uma linha política diferente, cada qual com sua ideologia, mas todos lutando por um Brasil melhor e mais democrático. O diferencial é que os relatos não foram escritos por historiadores e intelectuais, mas contados pelos próprios trabalhadores.
O movimento operário brasileiro surgiu no início do século XX, com anarquistas e comunistas fazendo greves e lutando por melhores condições de salário e de vida. No ABC paulista, a industrialização chegou por volta de 1950. Portanto, a luta dos operários na região começou bem antes de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se destacar como líder sindical no final da década de 1970.
Os amigos Derli José de Carvalho e Cido Faria, que organizaram o livro, são ex-metalúrgicos que fizeram parte dessa história. Cido era religioso seminarista da Igreja Católica quando decidiu entrar para o movimento sindical. “Entrei numa fábrica falsificando a minha escolaridade, para trabalhar como faxineiro. Foi na Ibrape, do grupo Phillips, em Capuava (Mauá). Foi o meu primeiro emprego como metalúrgico. A partir daí, ingressei na Ação Popular (AP), marxista-leninista, e comecei a participar da resistência à ditadura”, conta Cido, em entrevista ao repórter Jô Miyagui, para o Seu Jornal, da TVT.
Derli também era religioso, mas da Igreja Metodista. Descobriu a teoria marxista e entrou para o movimento operário. Foi demitido do primeiro emprego ao participar da greve que pressionava para garantir a posse de João Goulart, em 1961, após a renúncia do presidente Jânio Quadros. “Depois fui trabalhar na Mercedes, e fui mandado embora porque encabecei uma greve na ferramentaria para conquistar o 13º salário. O meu crime, segundo a ditadura, foi pensar”, diz Derli.
Cinquenta anos depois do golpe, diversas Comissões da Verdade foram instaladas, em todo o Brasil, para investigar o período da ditadura e apontar os culpados, mas tanto Derli quanto Cido lamentam que os responsáveis pela repressão, torturas, desaparecimentos e mortes ainda não foram punidos. “A Lei da Anistia foi uma lei de de perdão, de conciliação, mas não se concilia com torturador. Torturador tem que ir para a cadeia”, diz Cido.
“O objetivo desse livro é trazer essa história principalmente para os jovens de hoje. O futuro do país são os jovens de hoje. É um livro perfeito para um jovem que quer entender o mundo do ponto de vista da classe operária”, afirma Cido.
A primeira edição de “O Movimento Operário no ABC Paulista contado por seus autores” será distribuído gratuitamente, e foi patrocinado pela Caixa Econômica Federal e pelo Sindicato dos Bancários do ABC. A segunda edição será vendida a preço de custo. A solicitação pode ser feita através do emailacorda.abc@institutocentrodememoria.org.
Fonte: RBA
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COMUNICADO DA COELBA
Em função do mau tempo na manhã de hoje (04/01), em Salvador – fortes chuvas e ventos, acompanhados de descargas atmosféricas (raios) – a Coelba está registrando aumento no número de ocorrências relacionadas à interrupção no fornecimento de energia na cidade.
Neste momento (9h20), as principais ocorrências estão sendo registradas nos seguintes locais:parte dos bairros Mata Escura, Águas Claras, Barros Reis, Liberdade, Pituba, Amaralina e Candeal.
Para atender às solicitações, a Coelba já aumentou o número de turmas de operação e manutenção e continuará com o efetivo reforçado até que a situação seja regularizada.
A Coelba orienta a população para os seguintes cuidados com a rede elétrica:
– em caso de fio caído, não se aproximar e avisar imediatamente à Coelba;
– não tentar retirar galhos de árvore ou objetos caídos sobre a rede elétrica.
ATENDIMENTO:
Os consumidores que precisarem acionar a Coelba para informar falta de energia podem utilizar os seguintes canais de atendimento:
– Envio gratuito de mensagem de texto (SMS) para o número 27308, escrevendo, no espaço destinado ao texto, apenas o número do contrato da unidade consumidora.
– Site www.coelba.com.br– Central de Teleatendimento 0800 071 0800: O consumidor deve optar pela opção 2 (Falta de Energia) no menu de atendimento. Para agilizar a solicitação, é importante ter em mãos o número do contrato ou CPF do titular da fatura.
Fonte: Ascom Coelba
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Aumento real do mínimo chega a 77% desde 2002 e injeta R$ 57 bi na economia
Com o reajuste de 11,67% e valor de R$ 880 a partir de 1º de janeiro, o salário mínimo nacional terá alcançado um ganho real de 77,3% acima da inflação acumulada desde 2002. Passará a ter, ainda, o maior poder de compra desde 1979. O novo vencimento do trabalhador que recebe o piso nacional equivale a 2,4 vezes o valor da cesta básica calculado pelo Dieese. Em 1995, no início do governo Fernando Henrique Cardoso, correspondia a 1,02 cesta.
Segundo o governo, o novo valor terá um impacto de R$ 4,8 bilhões no orçamento da União em 2016. Para o Dieese, no entanto, o acréscimo de renda aos 48 milhões de brasileiros que recebem salário mínimo representará uma injeção de recursos de R$ 57 bilhões na economia, com impacto de R$ 30,7 bilhões na arrecadação de impostos.
O efeito concreto dessa política de valorização é ainda mais benéfico para o bolso das pessoas e para as contas públicas do que a política de juros praticada pelo Banco Central. O coordenador de relações sindicais do Dieese, José Silvestre Prado Silveira, estima que o gasto anual com os juros pagos aos investidores de títulos públicos baseados na Taxa Selic seja de R$ 400 bilhões.
E ainda que o aumento do mínimo repercuta nos pagamentos da Previdência Social, já que são 22,5 milhões os aposentados e pensionistas que o recebem, os efeitos do aumento da renda em circulação na economia compensam. “Cada R$ 1 de acréscimo no salário mínimo tem um retorno de R$ 293 milhões ao ano somente sobre a folha de benefícios da Previdência Social”, diz Silvestre, referindo-se ao impulso dado pela renda dos trabalhadores e aposentados no consumo e, portanto, na manutenção das atividades de empresas, comércio e serviços e no respectivo nível de emprego.
Cerca de dois terços dos municípios do país tem como principal fonte de renda e de movimentação das atividades econômicas locais o salário mínimo.
Muito a evoluir
Em seu artigo 7º, a Constituição determina que entre os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, está um “salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim”.
Ao anunciar o valor de R$ 880 para o salário mínimo a partir de 1º de janeiro, o governo federal não faz mais do que a obrigação de dar um pequeno passo em direção a contemplar um direito essencial historicamente descumprido, praticamente desde que os primeiros ano em que o salário mínimo foi instituído, em 1938. Mas essa busca pela recomposição de seu poder de compra de modo a cumprir a lei nem sempre esteve presente nas políticas públicas.
A política de valorização mais efetiva do salário mínimo começou a ser discutida em 2004, por pressão das centrais sindicais. Na ocasião o governo Lula apenas começava a rever a política de ajuste fiscal liderada pelo então ministro da Fazenda Antonio Palocci. Essa política de recuperação consiste de um reajuste baseado na inflação do ano que termina e na evolução do PIB no ano anterior – e se estenderá pelo menos até 2019.
A pressão das centrais sindicais pela manutenção dessa política é permanente, mas ela não basta. O processo de recuperação pode perder força se o Brasil não voltar a crescer rapidamente, já que o aumento do PIB é que determinará o ganho real dos próximos cinco anos.
Em entrevista à Revista do Brasil, o professor Cláudio Dedecca, do Instituto de Economia da Unicamp, já alertou, porém, que o ideal seria que todos os estratos da sociedade contassem com um crescimento da renda, e não que houvesse a perda de um segmento para ganho de outro. Por isso, é preciso que o país apresente taxas de crescimento superiores às que vêm sendo observadas. “Se continuar no ritmo atual, a política adotada para o salário mínimo, por exemplo, encontrará restrições crescentes no futuro.”
No início do Plano Real, julho de 1994, o valor necessário do mínimo, calculado pelo Dieese, era nove vezes superior ao oficial (R$ 590 a R$ 64). Ao longo do governo Fernando Henrique essa diferença entre oficial e necessário oscilou de sete a oito vezes; durante a gestão do tucano um trabalhador que recebia salário mínimo chegou a precisar trabalhar 11 meses para alcançar o valor exigido pela lei. No primeiro janeiro dos brasileiros sem Fernando Henrique, em 2003, o valor nominal do salário mínimo era R$ 200, enquanto o necessário para atingir o que determina a Constituição era R$ 1.386 (quase sete vezes mais).
A partir de 2003, essa diferença passou a ser reduzida de maneira mais acentuada, chegando ao seu melhor patamar em janeiro de 2014, final do primeiro mandato de Dilma, quando o mínimo era de R$ 724 e o necessário exigido por lei, R$ 3.118,00 (3,5 vezes mais). A alta da inflação (6,22% em 2014 e estimativa de 11,5% de INPC em 2015) combinada com baixo crescimento do PIB (2,3% em 2013 e 0,1% em 2014) já promove um ligeiro recuo, e a relação mínimo oficial versus o necessário deverá estar em pouco mais de 4 vezes neste janeiro (o valor efetivo da cesta básica, base para o cálculo do mínimo necessário pelo Dieese, só será conhecido no final do mês).
Confira aqui a relação entre valor nominal e mínino necessário desde julho de 1994.
O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, disse ontem (29) em entrevista que a política de valorização do mínimo leva o governo a caminhar “na direção correta”. “Renda nacional é responsável por grande parte da dinâmica econômica nacional. O mercado interno é que responde por grande parte do dinamismo da nossa economia. Essa política tem permitido fortalecer e ampliar o mercado interno, diminuído as desigualdades de renda e elevado a qualidade de vida da sociedade brasileira”, disse.
Rossetto tratou ainda de criar um ambiente mais otimista para o início do ano, em que o governo é pressionado por centrais sindicais, movimentos sociais, empresários e governadores a adotar rapidamente medidas de recuperação do crescimento. O ministro afirmou que a oferta de crédito deve ter novo impulso nos próximos meses. O governo espera ainda uma retomada dos investimentos privados, sobretudo com a reativação dos setores paralisados em decorrência da Operação Lava Jato, a partir dos acordos de leniência que permitirão a empresas investigadas voltar a celebrar contratos com o setor público.
Fonte: Rede Brasil Atual
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Representação popular pede saída de Cunha
Uma representação popular que pede a saída do deputado Eduardo Cunha do comando da Câmara será entregue, na próxima terça (15), ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Encabeçada por Eduardo Guimarães – do Blog da Cidadania -, a iniciativa já conta com o apoio de cerca de 1,7 mil assinaturas.
A ação alega que Cunha perdeu a credibilidade e a idoneidade para presidir a Casa “Toda a sociedade brasileira vem assistindo estarrecida à permanência de Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados. Diante dos constantes atentados aos mandamentos constitucionais e ao regime democrático cometidos por esse parlamentar, imperiosa se faz a atual representação ao Chefe do Ministério Público da União, pela reconhecida combatividade e destemor à frente do cargo que exerce, pois o faz de maneira imparcial e, acima de tudo, dentro dos ditames constitucionais e legais”, diz o texto
Em seu blog, Guimarães afirma que o procurador-geral da República se dispôs a receber o documento, convida os leitores a participarem da entrega e diz: “cumprimento cada uma dessas pessoas que apoiaram esta iniciativa, pois é assim que deixaremos registrado em um cantinho das páginas da história deste país que não nos conformamos com os abusos que o senhor Eduardo Consentino da Cunha vem praticando contra a Cidadania brasileira. Na próxima terça-feira, faremos história”.
A representação soma-se a outras iniciativas jurídicas que visam preservar a legalidade nos atos da Câmara dos Deputados. Na última quarta (9), parlamentares do PCdoB, PT, PDT, PSOL, PSB, Rede, PTN e PTdoB já haviam protocolado representação na Procuradoria Geral da República (PGR) pedindo o afastamento do presidente da Câmara.
Leia, abaixo, a representação contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR
RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS,
DD. PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA
“Quando o poder que emana do povo deixa de ser exercido, ou contra o povo se exerce alegando servi-lo; quando a autoridade carece de autoridade, e o legítimo se declara ilegítimo; quando os ferros da paz se convertem em ferros de insegurança; (…) quando o mar de pronunciamentos frenético não deixa fluir uma gota sequer de verdade; (…) Quando se dá ao proletariado a ilusão de decidir o que já foi decidido à Sua revelia, e a ilusão maior de que é em seu benefício; (…) quando tudo anda ruim, e a candeia da esperança se apaga e o If de kipling na parede não resolve; então é hora de começar tudo outra vez, sem ilusão e sem pressa, mas com a teimosia de um inseto que busca um caminho no terremoto” (Carlos Drummond de Andrade)
EDUARDO GUIMARÃES, (qualificação), e os abaixo assinados vimos à presença de Vossa Excelência apresentar REPRESENTAÇÃO, com base no art. 5º, inciso XXXIV, alínea a da Constituição da República, pelos motivos a seguir expostos, ante
EDUARDO COSENTINO DA CUNHA, Deputado Federal, ora Presidente da Câmara dos Deputados, nascido na cidade do Rio de Janeiro em 29/09/1958, CPF: 504.479.717-00, RG: 3811353, com endereço funcional na Praça dos Três Poderes, Câmara dos Deputados, Anexo IV, Gabinente 510, Brasília/DF.
I. DOS FATOS
Como sabido, a Câmara dos Deputados é constituída de representantes eleitos pelo povo brasileiro (art. 45 da Constituição da República de 1988).
A representação, para ser legítima, depende do voto popular e a representação parlamentar, por sua vez, para estar à altura da confiança que foi depositada no candidato eleito, necessita ser primada em princípios e valores éticos e morais ilibados.
No caso em apreço, o REPRESENTADO Eduardo Cosentino da Cunha, malgrado tenha sido legitimamente eleito para representar o povo do Estado do Rio de Janeiro e, de igual forma, eleito para assumir a Presidência da eg. Câmara dos Deputados, não o faz com o primor esperado pelo povo e pelos seus pares deputados federais, antes, conforme adiante se verá, exercita o poder para si, distorce o regime interno da Câmara, e abusa do poder, da ordem jurídica e da democracia.
Toda a sociedade brasileira vem assistindo estarrecida a permanência de Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados. Diante dos constantes atentados aos mandamentos constitucionais e ao regime democrático cometidos por esse parlamentar, imperiosa se faz a atual REPRESENTAÇÃO ao Chefe do Ministério Público da União, pela reconhecida combatividade e destemor à frente do cargo que exerce, pois o faz de maneira imparcial e, acima de tudo, dentro dos ditames constitucionais e legais.
Esta representação se sustenta em três pilares: (1º) a necessidade da intervenção ministerial, como instituição essencial à função jurisdicional do Estado, defensor da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais; (2º) a falta de credibilidade e idoneidade de Eduardo Cunha para continuar como Presidente da Câmara dos Deputados e (3º) a necessidade de valorização do papel do cidadão em um Estado que pretende se afirmar como democrático.
I.I DA NECESSIDADE DA INTERVENÇÃO MINISTERIAL
No dia 20 de agosto de 2015, o Procurador Geral da República ofereceu denúncia em face de Eduardo Cosentino da Cunha por corrupção e lavagem de dinheiro no esquema PETROBRAS.
De acordo com o teor da denúncia, a solicitação e a aceitação da promessa de vantagens indevidas por Eduardo Cunha teve dois objetivos – o primeiro, garantir a aceitação do esquema ilícito implantado no âmbito da PETROBRAS, omitindo-se em interferir ou impedir a contratação do estaleiro SAMSUNG, assim como manter determinados políticos em seus cargos na referida sociedade de economia mista; o segundo objetivo foi pressionar o retorno do pagamento das propinas, valendo-se de requerimentos interpostos por terceira pessoa e com desvio de finalidade, perante o Congresso Nacional.
Além do delito de corrupção, Eduardo Cunha ocultou e dissimulou a natureza, a origem, a localização, a movimentação e a propriedade de valores provenientes do crime praticado contra a Administração, ao receber fracionadamente valores no exterior por meio de empresas de fachada, simulação de contratos de prestação de serviços, pagamento de propina sob a falsa alegação de doações para instituição religiosa.
Como se não bastassem os fatos acima narrados, ainda como fato, em tese ilícito, não apenas na seara penal, mas também no campo da ética e do moral mínimo exigido, Eduardo Cunha, frise-se,o segundo lugar na linha sucessória da Presidência da República (art. 80 da Constituição da República de 1988), possui contas bancárias milionárias na Suíça, com origens suspeitas.
A Procuradoria Geral da República, como foi amplamente noticiado, recebeu, das autoridades suíças, cópias do passaporte, da assinatura e de dados pessoais do presidente da Câmara dos Deputados, que em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras afirmou não ter contas no exterior.
Assim, em 15 de outubro de 2015, a Procuradoria Geral da República protocolou, no Supremo Tribunal Federal, pedido para investigar Eduardo Cunha, em razão da descoberta de contas, na Suíça, atribuídas ao Deputado e a seus familiares.
O que se percebe é que o Procurador Geral da República tem efetivado o art. 2º da Lei Complementar n. 75 de 1993, ao promover as medidas necessárias para garantir o respeito dos Poderes Públicos aos direitos assegurados pela Constituição da República. Da mesma forma, desincumbiu-se da sua função institucional de defesa da ordem jurídica e do regime democrático.
Contudo, a efetividade na defesa das instituições democráticas, da ordem jurídica e dos interesses sociais (art. 5º, I, da Lei n. 75/1993) apontam para a necessidade de o Procurador Geral da República adotar todas as medidas necessárias ao afastamento de Eduardo Cosentino da Cunha da Presidência da Câmara dos Deputados.
I.I I DA FALTA DE CREDIBILIDADE E IDONEIDADE DE EDUARDO CUNHA PARA CONTINUAR COMO PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
As providências anteriormente encetadas pelo Ministério Público Federal, junto ao Pretório Excelso, desencadearam pedido de abertura de processo de cassação contra Cunha, no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.
Desde então, a nação brasileira tem assistido horrorizada a reiterados desmandos daquele que usa e abusa do cargo que ocupa para dele se servir.
A partir do momento que deputados do Partido dos Trabalhadores – PT – declararam, publicamente, que votariam contra “Cunha”, no Conselho de Ética, a reação imediata do Presidente da Câmara dos Deputados foi a de acolher o pedido de impeachment contra a Excelentíssima Senhora Presidenta DILMA ROUSSEFF, o que, por si só, deixa claro que o ainda Presidente da Câmara dos Deputados, com o recebimento do pedido de impedimento da Sra. Presidenta, quis, como de fato conseguiu, desviar os holofotes que até então eram voltados aos seus desmandos, para então criar uma nova polêmica em torno de um novo fato e situação, qual seja, o impedimento da Presidenta DILMA ROUSSEFF.
O ato administrativo acima narrado, ou seja, o acolhimento do pedido de impeachment é viciado na sua finalidade, caracterizando-se como desvio de poder ou desvio de finalidade, estatuído no art. 2º, parágrafo único, e, da Lei n. 4.717/65, que preleciona:
Art. 2º São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo anterior, nos casos de:
a) incompetência;
b) vício de forma;
c) ilegalidade do objeto;
d) inexistência dos motivos;
e) desvio de finalidade.
Parágrafo único. Para a conceituação dos casos de nulidade observar-se-ão as seguintes normas:
a) a incompetência fica caracterizada quando o ato não se incluir nas atribuições legais do agente que o praticou;
b) o vício de forma consiste na omissão ou na observância incompleta ou irregular de formalidades indispensáveis à existência ou seriedade do ato;
c) a ilegalidade do objeto ocorre quando o resultado do ato importa em violação de lei, regulamento ou outro ato normativo;
d) a inexistência dos motivos se verifica quando a matéria de fato ou de direito, em que se fundamenta o ato, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido;
e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência.
De acordo com a Professora MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO, o conceito legal de desvio de finalidade é incompleto, sendo necessário o seu aperfeiçoamento pela doutrina. Assim, pode-se dizer que ocorre o desvio de finalidade quando:
o agente pratica o ato com inobservância do interesse público ou com objetivo diverso daquele previsto explícita ou implicitamente na lei;
o agente desvia-se ou afasta-se da finalidade que deveria atingir para alcançar resultado diverso, não amparado em lei.
Na mesma esteira de pensamento, MARÇAL JUSTEN FILHO assevera que a finalidade do ato administrativo deve estar vinculada à lei, não podendo as competências estatais ser usadas como meio para se alcançar fins arbitrários ou alheios ao bem da coletividade.
Deve haver controle da finalidade do ato administrativo.
Esse controle se amesquinha quando fica restrito à indagação de se o ato atingiu ao interesse público, pois em uma democracia republicana o ato administrativo também tem de ser apto a “promover as finalidades prestigiadas pelo direito, refletindo uma concepção de bem público satisfatória com os valores fundamentais e com as necessidades coletivas”.
Em geral, a grande dificuldade com relação ao desvio de poder é a sua comprovação, pois o agente não declara a sua verdadeira intenção, pelo contrário, procura ocultá-la para produzir a enganosa impressão de que o ato é legal.
No caso em questão, no entanto, o ainda Presidente da Câmara dos Deputados sequer se deu ao trabalho de tentar dissimular a verdadeira finalidade de seu ato, pois antes mesmo de deflagrar o processo de impeachment já ameaçava, em alto e bom tom, que observaria o comportamento dos três deputados petistas, no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, para só então decidir o que faria com os pedidos de impeachment.
Veja, Senhor PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA, antes de analisar o pedido de impeachment, o REPRESENTADO anunciou de público que TUDO DEPENDERIA DA POSTURA DOS DEPUTADOS DO PT junto ao Conselho de Ética, o que deixa claro o desvio de finalidade do ato administrativo subsequente, ou seja, o recebimento do pedido de impedimento.
O desvio de finalidade restou configurando, no momento em que o REPRESENTADO deflagrou o processo de impeachment, com o objetivo de chantagear e retaliar a decisão dos Deputados Federais do PT em admitir, no Conselho de Ética, processo disciplinar que pode levar a perda de seu mandato.
Resta claro que o REPRESENTADO se utilizou e vem se utilizando dos poderes que o seu cargo de Presidente da Câmara Federal lhe concede para se beneficiar, para desviar as atenções da nação brasileira dos crimes que lhes são imputados.
Ao censo moral e ético era de se esperar, uma vez iniciado o processo de impedimento do REPRESENTADO na chefia da Câmara dos Deputados, era que ele se afastasse do cargo, com demonstração de altivez e serenidade. Ao contrário, o que se viu e se vê são os contínuos atos despóticos e violentos contra os seus pares e contra toda a população brasileira.
Para completar os capítulos daquilo que mais se assemelha a uma tragédia, o REPRESENTADO tem promovido diversas obstruções aos ritos procedimentais do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.
Com o intuito de adiar a votação da abertura do pedido de cassação, Eduardo Cunha conseguiu destituir o Deputado Federal Fausto Pinato (PRB-SP), do múnus que lhe foi conferido, qual seja, o de ser Relator do Processo de Cassação em desfavor do REPRESENTADO, ao argumento de que o citado deputado faz parte de seu bloco partidário e, por isso, “Pinato”, como conhecido entre os seus pares, estaria impedido de analisar o processo.
O deputado do PRB-SP relatou, em rede nacional, que recebeu diversas ameaças durante a elaboração do seu parecer favorável à cassação do REPRESENTADO – Deputado Federal Eduardo Cunha – no Conselho de Ética. De acordo com informações amplamente divulgadas, o Deputado Pinato temia ser assassinado, pois foi ameaçado e aconselhado a pensar em sua família.
Ademais, os aliados do Presidente da Câmara dos Deputados, denominados acertadamente pela mídia como “tropa de choque de Cunha”, abusam, ardilosamente, dos pedidos de ordem, para tumultuar a continuidade do processo por quebra de decoro parlamentar contra o peemedebista.
O REPRESENTADO beneficia-se da posição que ocupa para proveitos próprios, uma vez que, como Presidente da Câmara, utiliza-se do cargo e do Regimento Interno em proveito próprio. Com isso, abusa da inteligência dos seus pares, e o pior, em verdadeiro escárnio à população brasileira, emprega ritmo pachorrento ao processo contra si movido junto ao Conselho de Ética.
I. III DANECESSIDADE DE VALORIZAÇÃO DO PAPEL DO CIDADÃO EM UM ESTADO QUE PRETENDE SE AFIRMAR COMO DEMOCRÁTICO.
Em um Estado que pretende se afirmar como democrático, a cidadania, percebida como a “participação política das pessoas na condução dos negócios e interesses estatais”, deve ser valorizada.
Se a vontade de alguns, que representam a sociedade brasileira, é a de que esta se cale, é preciso que saibam que não há espaço, desde a Constituição da República de 1988, para a valorização positiva da apatia política e para o entendimento de que o cidadão comum não tem capacidade ou interesse político, senão para escolher os líderes a quem incumbiriam tomar as decisões.
A democracia vai além da representação política.
Sim, a democracia indireta é salutar e o Parlamento representa a sociedade e deve refletir as opiniões e os sentimentos dos cidadãos. O Parlamento é o canal de participação popular e da transformação dos anseios sociais em ações políticas.Entretanto, a partir do momento em que aquele que ocupa a Presidência da Casa do Povo deixa de representá-lo; “quando o poder que emana do povo deixa de ser exercido, ou contra o povo se exerce alegando servi-lo”; “quando a autoridade carece de autoridade e o legítimo se declara ilegítimo”, perde-se a credibilidade para se continuar a exercer a presidência da Câmara dos Deputados.
Esta representação é a demonstração da força e da indignação da população brasileira.
É a valorização do exercício da democracia direta.
É a participação efetiva de uma nação que reclama iguais oportunidades, para fazer com que todos os membros da sociedade conheçam as suas opiniões e para evitar que um único homem, com seus ardis, determine os rumos políticos da República Federativa do Brasil.
Se de um lado as eleições continuam a ser a maneira mais democrática de escolha dos representantes, de outro, a consolidação da democracia requer publicidade e transparência das ações e decisões governamentais, com o consequente controle dos atos e ações políticas pelos cidadãos.
Este é o momento de se reafirmar a normatividade do texto constitucional e o entendimento de que a Constituição é o horizonte do agir político e jurídico. Esta é a hora de se criar uma cultura de hábitos constitucionais e de se desenvolver o entendimento de que o combate à corrupção sistêmica é uma medida de concretização do Estado de Direito.
Se a Constituição da República prevê um catálogo de direitos aos cidadãos, também vincula a todos com deveres constitucionais.
Dever de se construir uma sociedade livre, justa e solidária e de garantir o desenvolvimento nacional (art. 3º, I e II da Constituição da República de 1988).Em razão de tudo o que foi exposto e para se ter a consciência tranquila de não se calar enquanto “homens exercem seus podres poderes”, que a população brasileira apresenta esta representação à Procuradoria Geral da República, na tentativa de “procurar um caminho no meio do terremoto”.
II. DO PEDIDO
Diante de todo o exposto, pede-se que a Procuradoria Geral da República promova as medidas judiciais e/ou administrativas cabíveis ao afastamento do REPRESENTADO, EDUARDO CONSENTINO DA CUNHA, da Presidência da Câmara dos Deputados.
São Paulo, 15 de dezembro de 2015
Eduardo Guimarães
Fonte: Vermelho
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