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Recriação da CPMF depende do governo, diz relator da LDO
O senador Wellington Fagundes (PR-MT), relator do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 (PLN 2/2016), afirmou nesta segunda-feira (11) que o cumprimento da meta fiscal do próximo ano depende do esforço do governo federal em adotar medidas que elevem a arrecadação federal, como a recriação da CPMF. O relatório dele deve ser votado nesta semana pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO).
A LDO 2017 prevê um déficit de R$ 139 bilhões, mas conta com fontes de arrecadação que ainda não se confirmaram, como a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A proposta também se baseia na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, que impõe teto aos gastos do governo, que ainda está em análise na Câmara dos Deputados.
Wellington concedeu uma entrevista coletiva para falar do relatório, que foi entregue à CMO no domingo (10). Para ele, cabe ao presidente interino Michel Temer e à sua equipe econômica encontrarem formas de concretizar a arrecadação e a redução de despesas, para que o rombo fiscal não seja maior do que o esperado.
— O governo precisa encontrar fontes de receita para isso. O presidente já veio a público dizer que medidas amargas terão que ser tomadas. Está claro que, com um déficit de R$ 139 bilhões, o governo terá que arrumar formas de arrecadação. Se ele vai trabalhar pela CPMF, isso é uma decisão a ser anunciada.
Entre medidas que o Executivo pode adotar por conta própria, sem a necessidade de autorização do Congresso, o senador citou concessões de rodovias, ferrovias e aeroportos e aumento de alíquotas de tributos como a Cide-Combustíveis (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de combustíveis) .Ele também fez referência à Lei de Repatriação de Recursos no Exterior, sancionada em janeiro. O prazo para entrada no programa de repatriação termina em outubro, mas Wellington informou que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tentará flexibilizar o regulamento junto à Receita Federal para permitir mais adesões sem mudanças no texto da lei.
O senador espera que a CMO consiga aprovar a LDO de 2017 na reunião da próxima quarta-feira (13), às 14h30. Ele afirmou que o presidente do Senado, Renan Calheiros, está disposto a convocar sessão do Congresso Nacional no mesmo dia, mas reconhece que isso não deve acontecer em função da eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados, que está marcada para as 16h. A decisão final sobre a LDO, segundo Wellington, deve ficar para o mês de agosto.
Sinalização
O senador disse que a aprovação do relatório pela CMO já seria uma sinalização positiva para o mercado sobre o compromisso do Legislativo com a estabilização econômica, uma vez que a comissão é “representativa” do Congresso. Ele observou também que, apesar de todas as condicionais para o cumprimento da meta, a própria proposta da LDO já deve ser entendida como um compromisso do Executivo.
— A meta que o governo estabeleceu é uma demonstração para o mercado de que ele está determinado a conter as despesas — disse.
Impeachment
Wellington ressaltou que um fator determinante para a previsão orçamentário do ano que vem é a conclusão do processo de impeachment contra a presidente afastada, Dilma Rousseff. O senador disse crer que o governo interino não discutirá nenhuma grande proposta de aumento de impostos com o Congresso antes do resultado final, que pode devolver Dilma à Presidência ou manter Michel Temer no cargo.
— O sistema que temos hoje causa uma instabilidade muito grande. Ninguém pode afirmar que o resultado está definido, e o governo infelizmente está na interinidade. Estamos falando num orçamento e o governo está até certo ponto de mãos atadas, porque ele dificilmente vai fazer um planejamento definitivo antes da decisão do impeachment — afirmou.
O relator da LDO avaliou também que o cenário atual demonstra como a crise política do país agrava a crise econômica.
Obras inacabadas
Um ponto da LDO ao qual Wellington deu destaque foram as obras paralisadas ou não concluídas no prazo. O senador informou que integrou ao relatório uma série de medidas a serem adotadas pelo poder público para amenizar o problema de obras federais que são iniciadas com planejamento insuficiente e excedem o tempo e o orçamento previstos para conclusão. Segundo ele, esse cenário é fruto de sucessivas leis orçamentárias “fictícias” e transforma possíveis soluções em novos problemas.
— No Brasil temos muito mais falta de planejamento do que de recursos. A obra inacabada vira um problema para a comunidade, porque ela pode virar local de marginalidade e a sua retomada causa muito prejuízo ao erário. Nossa preocupação é impor uma condicionante para que possamos, preferencialmente, concluir obras já existentes antes de iniciar novas —, explicou.
A medida mais imediata sugerida pela LDO é que o Executivo passe a priorizar, em seus investimentos de infraestrutura, as obras que estejam pelo menos 50% concluídas. O projeto prevê também a criação de um cadastro público, na internet, de obras federais orçadas a partir de R$ 50 milhões, para que possa haver constante acompanhamento da sociedade.
O relator sugere ainda que todas as obras orçadas em pelo menos R$ 10 milhões tenham projeto executivo e estudo de viabilidade técnica e econômica; e que o Executivo não possa mais fazer convênios para novas obras com municípios que ainda tenham empreendimentos inacabados da mesma natureza.
Wellington também chamou a atenção para a definição de um piso mínimo para investimentos federais em infraestrutura no ano de 2017. Pela proposta da LDO, esse montante não poderia ser inferior ao valor investido em 2016, acrescido da inflação anual.
Fonte: Agência Senado
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12.07.16
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12.07.16
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Professora de Sociologia é punida por ensinar Karl Marx em colégio do Paraná
A professora de Sociologia Gabriela Viola foi afastada pela Secretaria Estadual de Educação do Paraná porque pediu um trabalho sobre o que os alunos haviam entendido de sua aula sobre Karl Marx (1818-1883), um importante intelectual e revolucionário alemão.
Justamente porque os alunos de primeiro ano B do ensino médio fizeram um vídeo muito criativo com uma paródia do funk “Baile de Favela”, do MC João, e o postaram na internet.
A paródia “Karl Marx é Baile de Favela” viralizou na internet juntamente com a campanha #VoltaGabi, promovida pelos alunos do Colégio Estadual Professora Maria Gai Grendel, que fica na capital Curitiba.
Acompanhe a página do #voltaGabi no Facebook aqui.
Gabriela explica que suas aulas são voltadas para o incentivo aos estudos. Além de Marx, ela leciona pensadores como Émile Durkheim (1858-1917) e Max Weber (1864-1920). Nenhum dos dois tem proximidade com as ideias marxistas. Durkheim foi um sociólogo e psicólogo social francês que defendia o estudo da Sociologia para entender as “crenças e modos de comportamento instituídos pela coletividade”. Já Weber foi um economista e jurista alemão. Seus trabalhos foram voltados para o estudo do capitalismo. Comumente se atribui aos três a criação da Sociologia como ciência.
Alguns representantes da extrema-direita taxaram a aula de Gabriela de “doutrinação marxista”. Fruto da proposta do que chamam de “Escola Sem Partido”. O que para Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas, representa “a escola do pensamento único, da falta de diálogo e da desinteligência.”
“A ‘Escola Sem Partido’ é a escola de apenas um partido, de apenas um lado (o mais conservador de todos), buscando enterrar a diversidade de pensamento natural na busca de conhecimentos e transformando o processo educacional em instrumento de opressão e de censura”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.
Fonte: Portal CTB
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12.07.16
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Contradições da oposição facilitam vida de Temer
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11.07.16
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‘Eduardo Cunha vai ser cassado sem dó e não terá 150 votos’, diz analista do Diap
“A chance de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) conseguir manter o mandato é muito baixa. Por mais que haja DEM, setores do PMDB e até apoio do Palácio do Planalto, com votação aberta no plenário da Câmara, é praticamente impossível ele salvar o mandato.” A opinião é do analista político Antônio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).
Para que Cunha seja cassado, é necessária a maioria absoluta, pelo menos 257 votos dos 513 deputados que compõem a Câmara. O fato de a votação ser aberta torna a situação do ex-presidente da Câmara praticamente definida, diante das denúncias concretas que pesam contra ele.
Nem o chamado “acordão”, que estaria por trás da renúncia, pelo qual Cunha salvaria o mandato, com o apoio do governo interino de Michel Temer, será suficiente para evitar a cassação. “É claro que sinalizaram a ele que teria mais chance de sobreviver se renunciasse à presidência da Câmara. Isso foi dito a ele por vários interlocutores, mas foi mais como um gesto de aliados do que propriamente tem relação com a realidade. Na hora em que for ao plenário, com votação aberta, ele não vai ter 150 votos. Vai ser cassado sem dó”, diz Queiroz.
O deputado Wadih Damous (PT-RJ) tem entendimento semelhante. “Se é acordão, me parece que é inútil, porque ele não escapa da cassação. Quem está dentro da Câmara sabe que ele não escapa, tendo havido acordão ou não”, disse Damous à RBA. “Esse suposto acordão não será suficiente para livrá-lo, o destino dele já está traçado.”
Cunha é acusado de ter mentido à CPI da Petrobras, quando negou possuir contas no exterior, e também de ter ocultado contas bancárias na Suíça. “A cassação parece inevitável porque está evidente o envolvimento de Eduardo Cunha com uma série de crimes”, afirma Queiroz.
Ele é réu em duas ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF) relativas à Operação Lava Jato, nas quais é acusado de receber propina relacionada a projetos da Petrobras, na África, e de possuir as contas não declaradas na Suíça.
Como presidente da Câmara, o peemedebista seria julgado pelo plenário da Corte. Mas agora, apenas como deputado, de acordo com o regimento do tribunal, o julgamento cabe a uma das turmas. O caso de Eduardo Cunha será apreciado pela Segunda Turma, composta pelos ministros Gilmar Mendes (presidente), Celso de Mello, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Teori Zavascki.
“Ele vai tentar manobras na CCJ para ver se consegue se submeter a uma nova votação no Conselho de Ética, mas acho que nem essas tentativas terão o condão de salvá-lo, diante das falcatruas que foram descobertas, com envolvimento direto do pessoal dele e de sua família. Não vejo chance de ele salvar o mandato”, diz Queiroz.
“O Congresso, sob pressão da sociedade, vai julgá-lo considerando tudo isso. O máximo que ele pode conseguir nas manobras na Câmara é o adiamento do desfecho, talvez por mais 15 dias.”
Fonte: Diap
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11.07.16
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Renúncia de Cunha faz parte de ‘acordão’ e de estratégia de Temer, dizem parlamentares
Deputados que têm trabalhado pela cassação do mandato do agora ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) avaliam que sua renúncia obedeceu a uma estratégia de tentar salvar seu mandato e se relaciona com interesses do presidente interino, Michel Temer. Essa, por exemplo, é a avaliação do senador Lindbergh Farias (PT-RJ).
Para ele, “a renúncia de Cunha tem cheiro de pizza e o cozinheiro responsável é Michel Temer”. “A cena do crime está montada: Eduardo Cunha renuncia à presidência da Câmara, mas mantém o mandato. Com isso, passa a articular a candidatura do seu sucessor, que terá a missão de evitar a cassação do seu chefe. Tudo isso com a conivência de PSDB e DEM e a regência do presidente interino Michel Temer”, afirma Lindbergh.
Alessandro Molon (Rede-RJ) adverte: “Nós não vamos deixar de ficar alertas e não vamos deixar que passem acordos espúrios nem manobras. Vamos votar a cassação dele (Cunha), de preferência na semana que vem, sob o ponto de vista regimental”.
Com análise semelhante, o deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) disse que “a renúncia é fruto de um acordo entre Cunha e o golpista Michel Temer para livrar o deputado da cassação de seu mandato”.
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) tem a mesma opinião. “A renúncia foi articulada com Michel Temer e outros aliados com dois objetivos. Salvar seu mandato de deputado federal e emplacar um sucessor na presidência da Câmara dos Deputados”, disse o parlamentar em sua página no Facebook. “Cassaremos seu cargo de deputado e evitaremos que ele, juntamente com Temer, coloque um de seus correligionários para assumir o cargo de presidente da Câmara”, promete Teixeira.
Segundo a deputada Maria do Rosário (PT-RS), “a renúncia de Cunha não encerra seus malfeitos, portanto, é responsabilidade dos parlamentares votarem sua cassação em plenário”. Para ela, “Cunha exerce poder no governo Temer, que nasceu como obra sua. Temer não deve o lugar que ocupa ao povo”, registrou a deputada gaúcha em sua conta no Twitter.
Com a renúncia, a Câmara tem agora um prazo de cinco sessões para realizar nova eleição para escolher o próximo presidente da Casa.
O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) disse, em vídeo postado no Facebook, que a renúncia de Cunha “tem a ver com a vontade dele de salvar seu mandato”. O parlamentar do Rio de Janeiro destacou em sua fala que chama a atenção na carta de renúncia a maneira “como ele se vitimizou”. “Ele quis se mostrar como vítima apelando primeiro para o antipetismo da classe média em geral.”
Ele destacou ainda que Cunha não fez “nenhuma menção aos crimes de que é acusado, nenhuma menção aos processos que ele enfrenta no STF (Supremo Tribunal Federal)”. “Ele tentou jogar para a população a ideia de que saiu porque ele votou o impeachment da presidenta na Câmara e quis dizer que saiu porque está livrando o Brasil do governo petista.”
Wyllys ironizou o apelo de Eduardo Cunha falando em Deus em sua renúncia. “Quis sinalizar para a comunidade cristã evangélica, e mesmo católica, que ele é membro dela e que é injustiçado. Outra hipocrisia, tentativa de manipular a comunidade de fé que também não vai se deixar enganar por este apelo a Deus. A relação dele com Deus sempre foi uma relação que buscou o enriquecimento. Entre as peças do Ministério Público está aquela sobre domínios que ele registrou em nome de Jesus, de Deus, domínios que serviram para lavagem de dinheiro.”
Já o deputado Ivan Valente (Psol-SP), além de manifestar a mesma opinião, de que o ex-presidente da Câmara “renunciou para tentar evitar a cassação no plenário”. E ironizou os antigos apoiadores do deputado do PMDB. “Onde estão agora aqueles que tratavam Cunha como herói?”, questionou no Twitter. “Não aceitaremos nenhum acordão.”
Fonte: Rede Brasil Atual
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08.07.16
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Ministro da Saúde quer beneficiar planos privados e inviabilizar SUS
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Ipsos: 77% dos brasileiros acham justo que ricos paguem mais imposto
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08.07.16
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Maranhão marca eleição de sucessor de Cunha para dia 14
O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), convocou para a próxima quinta-feira (14), às 16h, sessão extraordinária para a eleição do novo presidente da Casa. A decisão foi lida hoje (7) pela deputada Erika Kokay (PT-DF), que presidiu a sessão de debates. Os pretendentes ao cargo deverão apresentar as suas candidaturas até as 12h do dia 14.
Segundo a Agência Câmara, a eleição será secreta e ocorrerá por meio do sistema eletrônico. É preciso que a maioria absoluta dos deputados esteja presente à sessão (257 dos 513 parlamentares que compõem a Casa). O novo presidente será eleito em primeiro turno caso obtenha a maioria absoluta dos votos. Se isso não ocorrer, será realizado um segundo turno entre os dois mais votados, quando se exige apenas maioria simples dos votos.
O regimento interno determina que o novo presidente deve ser escolhido no prazo de até cinco sessões plenárias. Ele vai substituir Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – que renunciou à presidência hoje. O próximo presidente da Câmara ocupará o posto até fevereiro de 2017, quando haverá nova eleição.
Ao renunciar, Cunha agradeceu “a Deus por ter presidido a Câmara dos Deputados do meu país”. Ele adotou um discurso de vítima e disse que foi perseguido por ter dado início ao processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Fonte: Rede Brasil Atual
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04.07.16
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Comissão aprova regulamentação do direito a férias para aposentados por invalidez
Os empregados aposentados por invalidez poderão ter direito de receber pelas férias não gozadas. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (8), o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 184/2015 com essa medida. A proposta segue agora para a análise do Plenário.
A proposta obriga o empregador a pagar os dias de férias não gozados no momento de início da licença e, também, a gratificação de um terço. O pagamento deve ser feito no prazo de dez dias a partir da data da aposentadoria. Ele argumentou que o aposentado por invalidez não tem o contrato de trabalho rescindido, apenas suspenso, o que não lhe dá direito à indenização pelas férias não gozadas, de acordo com as regras atuais da Consolidação das Leis do Trabalho (art. 475 da CLT).
A relatora da proposta na CAS, senadora Fátima Bezerra (PT-RN), lembra que, nesse caso, o trabalhador só poderá usufruir as férias se retornar ao emprego, o que não tem prazo definido para ocorrer, e pode até não acontecer se a aposentadoria se tornar irreversível. Para garantir o direito ao pagamento das férias e do terço constitucional, a relatora defendeu a aprovação do projeto.
– Como não há um prazo estabelecido para esse retorno, o empregado não as usufrui e tampouco é indenizado, correndo o risco, inclusive, de perdê-las em decorrência da prescrição do direito – analisa a senadora.
A proposta também estabelece que, se o funcionário se recuperar e voltar ao trabalho, começará a contagem de um novo período para o direito a férias. Isso, segundo Fátima Bezerra, dá segurança jurídica ao empregador.
Fonte: Agência Senado
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10.06.16
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Contribuição sindical: projeto de lei obriga fiscalização do TCU
Nesta semana foi apresentado na Câmara dos Deputados mais um projeto que se soma a outros que pretendem submeter ao Tribunal de Contas da União (TCU) as contas dos sindicatos que recebem a contribuição sindical.
Trata-se do Projeto de Lei (PL) 5479/2016, de autoria do deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC). A proposta acrescenta artigo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com objetivo, segundo o autor, de “garantir a transparência na utilização da contribuição sindical”.
Além do TCU como órgão de fiscalização, o projeto exige que as entidades sindicais publiquem em portal ou jornais de grande circulação, o que foi arrecadado com a contribuição e como foi gasto o recurso.
O autor inovou ao criar uma multa em caso de não cumprimento das regras, caso o projeto seja aprovado e transformado em lei. O valor previsto como multa será de R$ 10.000 e, em caso de reincidência, essa cobrança será em dobro.
Outro projeto, o PL 4.977/2016, de autoria do deputado Alberto Fraga (DEM-DF), tem conteúdo semelhante. Nesta matéria o autor altera a lei que regulamentou as centrais sindicais (Lei nº 11.648/2008) para incluir a exigência de prestação de contas dos sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais ao TCU.
As propostas em debate na Câmara dos Deputados restringem a fiscalização apenas às entidades de representação de classe trabalhadora. As representações patronais não são incluídas nas regras de prestação de contas ao TCU.
No Senado Federal
O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), também apresentou proposta que impõe a a fiscalização pelo TCU das arrecadações provenientes da contribuição sindical. No Projeto de Lei do Senado (PLS) 211/2016, a fiscalização se estende aos sindicatos patronais.A alteração proposta é realizada na lei que regulamentou as centrais sindicais de trabalhadores. Além da iniciativa de fiscalização, outras inúmeras propostas foram apresentadas tanto na Câmara quanto no Senado para extinguir a contribuição sindical compulsória, o que demonstra uma clara tentativa de desmonte das entidades de representação dos trabalhadores brasileiros.
O custeio das entidades, previsto em lei e com respaldo constitucional, serve para a manutenção das entidades que, além de representar e organizar a classe trabalhadora, mobiliza e informa a sociedade para que possam manter a luta em defesa dos direitos trabalhistas, previdenciários e sociais.
É, portanto, necessário e urgente que os sindicatos tenham suas fontes de custeio preservadas e garantidas, e que as entidades, tanto de trabalhadores como as de representação sindical patronal, esclareçam para a sociedade em geral e os trabalhadores e filiados em particular, a como são utilizados os recursos arrecadados com a contribuição sindical.
Projetos que obrigam a fiscalização pelo TCU da contribuição sindical
PL 5479/2016 Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC)
Acrescenta artigo à Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, a fim de garantir a transparência na utilização da contribuição sindical e prestação de contas das entidades sindicais ao Tribunal de Contas da União – TCU. PL 4977/2016 Alberto Fraga (DEM-DF)
Trata da exigência de prestação de contas de sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais ao Tribunal de Contas da União. PLS 211/2016 Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Obriga os sindicatos, as federações e as confederações das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais e as centrais sindicais a prestarem contas ao Tribunal de Contas da União sobre a aplicação dos recursos provenientes da contribuição sindical. Fonte: Diap
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10.06.16
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Marcos Verlaine: A correlação de forças inverteu-se, prepare-se!
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10.06.16
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Dois milhões de trabalhadores ainda não sacaram o PIS/Pasep
O Ministério do Trabalho e Previdência Social calcula que dois milhões de trabalhadores ainda não sacaram o abono do PIS/Pasep referente a 2015. O dinheiro, equivale ao valor de um salário mínimo (R$ 880,00), estará disponível até o dia 30 de junho nas agências da Caixa (PIS) e Banco do Brasil (Pasep). Os benefícios que ainda não foram sacados somam R$ 1,7 bilhão.
Têm direito ao abono pessoas cadastradas no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos; com remuneração mensal média de até dois salários mínimos durante o ano-base de atribuição do benefício; e que exerceram atividade remunerada durante pelo menos 30 dias.
Abono
Este ano, 23,6 milhões de trabalhadores foram identificados com direito ao benefício.Mais informações:
Central de Atendimento Alô Trabalho (158)
0800.7260207, da Caixa
0800.7290001, do Banco do Brasil
www.mtps.gov.brFonte: Diap
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10.06.16
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Confira a agenda dos atos “Fora Temer!” em todo o país
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07.06.16
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Temer promove ajuste seletivo que afeta os mais pobres e poupa aliados
A gestão Michel Temer, que adota o discurso da austeridade, anunciou cortes em gastos sociais, mas defendeu reajuste para servidores e criação de novos cargos. Após críticas à política fiscal da presidenta eleita Dilma Rousseff, aprovou previsão de déficit de R$170 bilhões. Professor de Economia da Unicamp, Pedro Paulo Zahluth Bastos aponta “hipocrisia” no discurso do governo, que, para ele, faz cortes “seletivos”, que atingem a maioria da população e poupam aliados do impeachment.
Por Joana Rozowykwiat
“Todos os economistas do governo Temer eram favoráveis ao ajuste fiscal, passando pelo corte de gastos, independentemente daquilo que estava acontecendo com a economia e com a própria arrecadação tributária. Pelo menos se manifestavam assim quando os cortes eram exigidos da presidenta Dilma”, lembra o economista, em entrevista ao Portal Vermelho.
Bastos defende que a realização de cortes, no momento em que a economia aproxima-se de uma forte recessão, acabaria aprofundando as dificuldades, à medida que produziria queda acentuada da arrecadação.
“Realmente não é correto fazer os cortes nesse momento. Acontece que eles tinham dito que iam fazer um ajuste muito forte e afirmavam que esse era o grande problema da Dilma (…) O problema é a hipocrisia desses que vinham criticando a realização de gastos e agora apoiam esse tipo de reavaliação do déficit orçamentário”, compara, expondo a contradição entre o discurso enquanto oposição e a prática das mesmas forças agora dentro do governo.
Orçamento a serviço do pacto pelo impeachment
O economista reconhece que, na proposta de revisão orçamentária – que indica o maior déficit da história do país – os auxiliares de Temer reajustaram algumas receitas que estavam superestimadas pela equipe de Dilma. Por outro lado, a nova previsão da meta fiscal abriu espaço para a realização de uma política anticíclica, tão criticada na gestão Dilma.
Para Bastos, contudo, a sinalização de Temer e sua equipe vai em outra direção. “Basicamente, parece que estão usando este déficit para solidificar o pacto com o conjunto dos interesses que apoiaram o impeachment”, diz o economista.
Ele cita como exemplo de benesses concedidas a setores estratégicos para o impedimento não apenas a elevação dos salários, que beneficia o Poder Judiciário e terá impacto de 58 bilhões de reais no Orçamento. Segundo Bastos, deve haver também a liberação de emendas parlamentares, a oferta de empréstimos via Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a privatização de patrimônio público e a renegociação das dívidas do Estados – que, na avaliação do economista, é mesmo necessária em momentos de crise.
Austeridade só para o povo
Pelas medidas anunciadas até então pela equipe econômica de Temer, é fácil perceber: a austeridade que poupa os “amigos do rei” chegará com força a uma parcela da população – a maior parcela, diga-se de passagem. Para os que mais necessitam dos serviços públicos, vai ter corte, sim.
“É muito seletivo o tipo de corte que está sendo realizado. Está focado – e ainda mais se o impeachment for aprovado – principalmente naquilo que envolve gasto social e transferência de salários indiretos ou bens e serviços gratuitos para a população”, destaca Bastos.
“E vai se preservar gastos que passam pelos estados e municípios sem atender aos requisitos constitucionais para Educação e Saúde, por exemplo, via emendas parlamentares, e com a Desvinculação das Receitas de Estados e Municípios, a DREM, que acompanhará a Desvinculação de Receitas da União, a DRU, para o governo federal. Haverá mais liberdade para gastos nas unidades intrafederativas, o que sempre foi uma demanda dos políticos e que serve para estabelecer relação de favor político entre o Executivo e o Legislativo”, completa.
Entre as medidas propostas por Temer e Henrique Meirelles, seu ministro da Fazenda, estão as reformas previdenciária e trabalhista, desvinculação de benefícios em relação ao salário mínimo e teto para gastos primários.
O professor da Unicamp ressalta ainda esta proposta de Temer de criar uma nova regra fiscal, segundo a qual o gasto público não poderá crescer acima da inflação. Para ele, “do ponto de vista social e econômico, é extremamente ruim e talvez até impossível”.
“Não vai ter nenhum tipo de aumento real do gasto, mesmo que o PIB aumente, que a população cresça, que as necessidades e as escolhas da população se modifiquem. Essa regra vai engessar o gasto de maneira a destinar todo o futuro aumento da arrecadação para o pagamento da dívida pública”, critica.
De acordo com Bastos, foi justamente a ênfase na tentativa de cortar gastos para pagar dívida pública que, em 2014, transformou o que era estagnação em recessão. Ele menciona simulação, segundo a qual, se essa nova regra fiscal tivesse vigorado a partir de 2006, hoje o gasto em Saúde seria 36% menor. Na Educação, o Orçamento, que em 2015 foi de R$103 bilhões, teria sido de R$31 bilhões.
“Quer dizer, é para cortar inteiramente o embrião do Estado social que a gente construiu. (…) Então é, na verdade, um enorme retrocesso”, opina.
Aprofundar a agenda neoliberal
Para o economista, trata-se não da reedição, mas do aprofundamento da agenda neoliberal levada a cabo na década de 1990 no país. “O governo Fernando Henrique era muito liberal na economia, aprofundou a mercantilização em alguns serviços públicos, sem dúvida, mas não houve – fora a DRU e a questão da Previdência – um questionamento total das regras constitucionais”, disse, argumentando que a era Temer propõe ir além.
Segundo ele, a regra que fixa o teto para aumento de gastos públicos é “muito mais limitante” e envolve romper com a Constituição federal. “Porque para que o gasto cresça apenas de acordo com a inflação, significa que as várias leis que vinculam o gasto com o PIB ou com a receita corrente líquida – como é o caso da Saúde – vão sumir. Vão ter que ser cortadas. Para não falar também da Previdência Social e do abono salarial”.
Pedro Paulo Zahluth Bastos avalia que este aprofundamento da pauta neoliberal decorre de uma pressão das empresas que financiam as campanhas eleitorais para ampliar os espaços do capital na Saúde e na Educação. Ele cita que o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), de certa maneira, já é um passo nesse sentido.
“Há um cálculo de que o dinheiro que você utiliza para gerar uma vaga na faculdade privada via Fies é suficiente para gerar três vagas na universidade pública. Então já há um movimento nessa direção com o Fies, mas, ao mesmo tempo, você teve uma enorme expansão das universidades públicas durante o governo Lula”, pondera. A previsão de Bastos, no entanto, é que agora os grandes grupos educacionais privados tenham ainda maior influência nas decisões de governo.
Ele destaca, por exemplo, a ligação do atual ministro da Educação, Mendonça Filho, com o Ser Educacional, um dos maiores grupos privados de Educação superior do país. Maurício Costa Romão, escolhido por Mendonça para comandar a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior aparece como consultor do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, que faz parte do grupo.
“O fato de que os grupos foram capazes de financiar campanhas políticas em larga escala está se manifestando abertamente nessa privatização de recursos públicos no governo Temer. E não duvido que eles busquem logo adiante fazer uma alteração nas regras, para permitir a volta do financiamento empresarial de campanha, não tenho dúvida”, prevê.
Maldades pós-impeachment
O economista avalia que, pelo caráter impopular das medidas, vai haver resistência às iniciativas propostas. Nesse sentido, uma estratégia do atual governo é adiar as medidas mais duras para depois da votação do impeachment.
“O cálculo deles de ampliar emendas e realizar algumas bondades miradas politicamente tem como finalidade fortalecer o movimento pró-impeachment. Agora é claro que, depois [caso o impeachment se concretize], vão vir com tudo. Se já mostram uma face horrível agora, imagina depois do impeachment!”, diz.
Sobre a possibilidade de recuperação da economia, sob o governo Temer, Bastos não se mostrou otimista. “A economia continua perdendo empregos, o crédito continua contraindo. Então acho difícil que as exportações tenham capacidade de recuperar com força a economia independentemente do que acontecer com o mercado interno. Mas vai depender muito do que forem fazer com o gasto público e com a taxa de juros”, afirma.
Segundo ele, com a aprovação do déficit de R$170 bilhões, Temer possui “um raio de manobra” para realizar políticas contracíclicas, o que Bastos acha difícil que aconteça. “O mais provável é que eles façam isso, ataquem as pessoas que mais dependem de serviços públicos – e isso tem um efeito muito ruim sobre a renda – e liberem recursos para aqueles que não precisam tanto mas que têm mais poder político para aprovar o impeachment. Então é difícil prever, mas qualquer recuperação tende a ser muito lenta”, defende.
E, caso o impeachment seja aprovado, se o programa imaginado por Meirelles for adiante, o professor da Unicamp prevê graves impactos. “Vai jogar a economia na lona ou fazer com que ela cresça muito pouco até 2018, porque não se espera uma grande recuperação da economia mundial até 2018”, encerra.
Fonte: Vermelho
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Equipe de Temer sofre 3ª baixa com a volta de Ricardo Melo para EBC
A recondução do jornalista Ricardo Melo à presidência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) derrubou mais uma indicação do presidente provisório Michel Temer em áreas chaves do governo golpista. O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu nesta quinta-feira (2), liminar a Melo, ilegalmente exonerado por Temer. A liminar junta Laerte Rimoli, que assumiu em lugar de Melo, aos ex-ministros Romero Jucá e Fabiano Silveira, afastados em menos de um mês do governo interino.
“É a primeira derrota jurídica do governo golpista provisório, que vem sofrendo derrotas políticas porque está tentando impor ao país uma agenda que não foi vencedora nas urnas. As medidas de Temer não tem eco na sociedade”, avaliou a jornalista Renata Mielli, coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).
A dirigente do FNDC alertou para os próximos passos de Temer. Segundo ela, a decisão do STF pode fazer com que a anunciada Medida Provisória, que é preparada pelo presidente do golpe, seja acelerada.Desfigurar a EBC“O Michel Temer já dizia que vinha editar uma MP transformando a EBC em apenas uma empresa de comunicação dos atos do Executivo, uma empresa estatal. Ele pode acelerar a alteração da lei acabando com o conselho curador e acabando com a TV Brasil”, explicou Renata.“Ganhamos a batalha mas a guerra em defesa da EBC e pela comunicação pública ainda permanece”, enfatizou.STFForam várias as iniciativas jurídicas reivindicando o retorno de Ricardo Melo para a EBC. Ele foi exonerado por Michel Temer no dia 17 de maiomesmo com mandato que só expiraria em 2020. O FNDC e o Intervozes foram duas das entidades que apoiaram o mandado de segurança.O FNDC havia ingressado também com uma Ação Civil Pública. Outra tentativa de reverter a exoneração de Melo partiu do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), que entrou com uma ação popular. Ambas foram rejeitadas. O próximo passo será o debate do mérito do mandado pelo pleno do STF.“Estou confiante que o STF não vai voltar atrás. Vai seguir a decisão que concedeu a liminar tamanha é a justeza da ação e pela flagrante ilegalidade praticada por Temer”, completou Renata.EBC: Conquista históricaRenata afirmou que a sociedade não vai aceitar passivamente o fim de uma conquista histórica. Para ela trata-se de um “outro paradigma de luta”.“É a luta pela comunicação pautada pelo interesse público com uma programação que se distingue da programação da comunicação comercial privada, que está voltada para os interesses comerciais e para a venda de anúncio”, comparou.Nova experiência em comunicaçãoA comunicação pública é muito recente no Brasil. “A própria EBC, o seu formato é uma
iniciativaque está em construção. Existem críticas em relação à abordagem de temas que carecem mais de diálogo com o movimento social e de se distanciar mais da grade da comunicação privada, mas isso é um processo de construção política. A EBC só tem oito anos”, lembrou Renata.Ela falou ainda sobre a autonomia da EBC que ainda é falha na atual legislação. Renata criticou que a indicação do presidente da EBC seja de prerrogativa exclusiva do presidente da república.“Essa indicação deveria acontecer através de um amplo processo de seleção com uma junta de especialistas, um processo envolvendo representantes do governo, congresso, sociedade. Assim não estaríamos vivendo esse drama”, ponderou.A cara da EBCA jornalista lembrou que antes da crise brasileira ganhar proporções que levaram ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff, a EBC estava em um estágio ascendente.“Vinha em um crescente, encontrando o seu jeito com muitos acertos como, por exemplo, a criação do programa Estação Plural que aborda temas polêmicos da sociedade a partir da visão dos direitos humanos. Isso é o papel da comunicação pública”, disse Renata.“O estágio da EBC era um estágio de muito conflito, no sentido de compreender a necessária autonomia que uma empresa desse caráter precisa ter. Estava caminhando para ter mais participação da sociedade para ajudar a construir essa linguagem da comunicação pública”, opinou.Fonte: VermelhoSaiba mais >
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O ministro da Casa Civil do governo Michel Temer (PMDB), Eliseu Padilha, já começou a reavaliar todas as ações da presidente afastada, Dilma Rousseff, de 1º de abril a 12 de maio, quando deixou o Planalto.
O foco principal, segundo reportagem do Globo, são desapropriações de terra, reconhecimento de comunidades quilombolas e criação de reservas indígenas. Só no dia 1º de abril, Dilma assinou 21 atos para desapropriar 56 mil hectares de terra. O MST diz que conflitos rurais devem aumentar.
Também será reavaliado o Marco Civil da Internet, regulamentado na última semana. A lei aprovada há dois anos é elogiada pelos movimentos sociais, mas criticado pelas operadoras de telefonia.
Uma decisão já tomada foi a demissão do presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Ricardo Mello. Ele tomou posse dois dias antes do afastamento de Dilma (leia aqui).
Fonte: Brasil247
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