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08.11.16
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TST afasta exigência de presença da entidade de classe patronal para a instauração de dissídio coletivo
A Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho entendeu que não tem sustentação legal a exigência de participação da entidade de classe patronal para a instauração de dissídio coletivo. Embora afastando este fundamento, adotado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), a SDC manteve decisão que extinguiu dissídio coletivo ajuizado pelo Sindicato dos Marítimos do Rio Grande e São José do Norte (RS) contra Tugbrasil Apoio Portuário S.A., uma vez que ele foi instaurado quando a empresa já tinha encerrado suas atividades no RS.
O dissídio coletivo foi instaurado diretamente contra a empresa, sem indicação do sindicato patronal, a fim de fixar condições de trabalho para o biênio 2014/2015. O processo foi extinto pelo TRT, sem exame do mérito, porque o polo passivo da ação era integrado apenas por uma empresa, “sem a necessária presença da entidade sindical, federativa ou confederativa que a represente”.
No recurso ao TST, o sindicato argumentou que não havia entidade patronal na base territorial do litígio. Como a empresa encerrou as operações de sua filial no Rio Grande (RS) em agosto de 2014, o dissídio envolvia apenas dois empregados com estabilidade sindical, que teriam contratos de trabalho vigentes, recebendo salários defasados.
TST
Para a relatora do recurso, ministra Maria de Assis Calsing, a exigência da presença da entidade patronal para a instauração do dissídio não tem amparo legal. Uma vez que o artigo 611, parágrafo 1º, da CLT faculta aos sindicatos de trabalhadores celebrar acordos coletivos com empresa da correspondente categoria econômica, “por óbvio pode instaurar instância em desfavor dela”, ressaltou.
A decisão regional se baseou no artigo 857 da CLT, segundo o qual “a representação para instaurar a instância em dissídio coletivo constitui prerrogativa das associações sindicais”. Mas, para a relatora, a única interpretação possível desse dispositivo é a de que a exigência se restringe ao segmento do trabalhador, “já que a empresa, por atuar como ente coletivo, pode ou não estar representada pela associação sindical”.
O artigo 857 da CLT, segundo Calsing, deve ser interpretado em harmonia com o artigo 616, que dispõe que os sindicatos das categorias econômicas ou profissionais e as empresas, inclusive as que não tenham representação sindical, “quando provocados, não podem recusar-se à negociação coletiva”. O parágrafo 2º desse dispositivo prevê ainda que, persistindo a recusa à negociação coletiva, “é facultada aos sindicatos ou empresas interessadas a instauração de dissídio coletivo”.
Efetividade da decisão
A relatora, porém, destacou que o dissídio coletivo foi instaurado após o prazo de 60 dias previsto na CLT, quando já não havia filial da empresa na área de jurisdição do TRT-RS nem trabalhadores sobre os quais devessem incidir as novas condições de trabalho, considerando-se, para tanto, a categoria profissional correspondente e não alguns trabalhadores que detinham estabilidade provisória. “A prolação de uma sentença normativa para contemplar apenas dois trabalhadores, destacados da categoria profissional por condições estritamente particulares, não se coaduna com a ideia de direito coletivo”, concluiu.
Fonte: TST
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08.11.16
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Turma mantém autuação contra empresa que pagou verbas rescisórias fora do prazo com base em norma coletiva
A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a agravo da RH Brasil Serviços Temporários LTDA. contra auto de infração aplicado por auditor fiscal do Ministério do Trabalho por ter deixado de pagar as verbas rescisórias de contratos fora do prazo legal. A empresa alegou que a norma coletiva autorizava o pagamento em até dez dias, mas a Turma manteve o entendimento de que os valores provenientes de rescisão trabalhista são insuscetíveis de negociação coletiva, por tratar-se de norma de ordem pública e indisponível.
A RH Brasil, por meio de ação anulatória ajuizada na 4ª Vara do Trabalho de Joinville (SC), requereu a nulidade da autuação e, consequentemente, o exclusão da multa, alegando que o instrumento coletivo unificou a quitação das verbas no prazo máximo de dez dias, independentemente da modalidade do contrato de trabalho ou do cumprimento do aviso prévio indenizado. O prazo, previsto no artigo 477, parágrafo 6, alínea “b”, da CLT, se aplica aos casos de ausência de aviso prévio, indenização ou dispensa de seu cumprimento.
A União, por sua vez, defendeu a validade do auto de infração alegando que a empresa deixou de cumprir a previsão legal contida na alínea “a” do mesmo dispositivo, que assegura o pagamento das verbas rescisórias até o primeiro dia útil após o término do contrato de trabalhado.
O juízo de primeiro grau acolheu a pretensão da empresa e anulou o auto de infração, com base no artigo 7º, inciso XXVI, da Constituição Federal, que reconhece as convenções e acordos coletivos de trabalho. “Se as partes se propuseram a pactuar sobre o prazo de pagamento das verbas rescisórias a ser observado, em regular instrumento coletivo de trabalho, a respectiva cláusula tem validade e legitimidade e deve ser observada”, afirmou a sentença.
O Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC), no entanto, acolheu recurso da União e restabeleceu a validade da autuação. Para o Regional, mesmo diante da previsão constitucional sobre a negociação coletiva, o elastecimento do prazo beneficiou apenas o interesse do empregador, sem trazer nenhuma vantagem ao empregado.
Voto vencido
No agravo ao TST, a RH Brasil sustentou que a unificação do prazo não trouxe prejuízos ao trabalhador, uma vez que não houve redução dos valores a serem recebidos.
A ministra Maria de Assis Calsing, relatora do recurso, apresentou voto favorável ao restabelecimento da sentença. “Existindo norma constitucional concedendo a possibilidade de formalização de acordo ou convenção coletiva, não se pode invalidar uma cláusula previamente negociada e normativamente aceita, sob pena de se negar vigência à disposição constitucional”, afirmou.
O ministro João Oreste Dalazen, porém, abriu divergência, com o entendimento de que a cláusula normativa não pode se sobrepor a norma de ordem pública e indisponível. Dalazen explicou que, mesmo que se admitisse o contrário, o prazo só poderia ser elastecido mediante a concessão de outra vantagem equivalente.
“Entendo que o princípio da autonomia privada coletiva autoriza os próprios interlocutores sociais a criarem normas, por intermédio de concessões recíprocas, inclusive mediante eventual supressão de direitos patrimoniais disponíveis dos empregados, contanto que haja concessão de algum outro benefício em contrapartida”, afirmou. Sucede, todavia, que a empresa, embora tenha invocado a teoria do conglobamento, não apontou, em nenhum momento, de que forma se daria a compensação do atraso no pagamento das verbas rescisórias”.
A decisão foi por maioria, vencida a relatora.
Fonte: TST
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PEC do Fim do Mundo agora é número 55 e Senado abre consulta pública. Vote contra!
Depois de aprovada em segundo turno na Câmara dos Deputados na quarta-feira (26), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 já foi enviada ao Senado, onde passou a ser a PEC 55.
O Senado abriu nesta quinta-feira (27), uma consulta pública sobre a PEC, que congela investimentos em saúde, educação, assistência social e ainda os salários dos servidores por 20 anos. Acesse aqui para votar. Até o momento são 4.692 contra e 203 a favor desse ataque ás conquistas dos últimos anos no país.
“É importante a participação de todos nessa votação para mostrar a insatisfação geral com os objetivos dessa PEC, que farão piorar e muito os serviços públicos, além de acabar com a saúde e a educação públicas”, explica Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
O texto da PEC 55 (o mesmo da PEC 241) já está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde será escolhido um relator, provavelmente algum senador do PMDB e segue um cronograma definido pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Pelo cronograma, a primeira votação deve ocorrer dia 29 de novembro e se aprovada vai para plenário novamente no dia 13 de dezembro. Se aprovada sem modificações, as novas regras passam a valer, assim que for promulgada. Se ocorrer alguma modificação, a PEC volta para a Câmara dos Deputados.
Apelidada de PEC do Teto dos Gastos Públicos no Senado ela ganhou as alcunhas de PEC do Fim do Mundo ou PEC da Maldade pela população.
Estudantes ocupam milhares de escolas em todo o país contra essa proposta porque praticamente liquida com a educação pública. “Essa PEC liquida com os sonhos dos jovens das classes menos privilegiadas deste país, acaba com as possibilidades de sonhar com uma universidade”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.
“Nós não estamos de brincadeira. A nossa bandeira é a educação”, afirma Ana Julia Ribeiro, em discurso emocionante que viraliza na internet (leia aqui). Para ela, o movimento dos estudantes “se preocupa com as gerações futuras, com a sociedade e com o futuro do país”.
O presidente da CTB, Adilson Araújo diz que essa PEC “é a corda no pescoço da classe trabalhadora”. Para ele, “a aprovação dessa PEC abre caminho para enterrar o Estado e qualquer proposta que promova uma mudança civilizatória”.
Veja o cronograma da PEC 55 no Senado
>> O texto foi encaminhado nesta quarta-feira à CCJ, onde será designado um relator;
>> 1º de novembro: parecer do relator é apresentado, e senadores terão uma semana para análise;
>> 8 de novembro: audiência pública para debater a PEC (especialistas a favor e contrários à proposta serão chamados);
>> 9 de novembro: votação do parecer do relator (se a PEC for aprovada, o texto será enviado ao plenário);
>> Data a definir: audiência pública para debater a PEC no plenário (especialistas a favor e contrários à proposta serão chamados);
>> 29 de novembro: votação da PEC em primeiro turno no plenário;
>> 13 de dezembro: votação da PEC em segundo turno no plenário.Portal CTB com Agência Senado
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31.10.16
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CTB repudia decisões do STF contra a classe trabalhadora
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31.10.16
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Por três votos a dois justiça do trabalho mantém direitos dos trabalhadores (as) da construção civil de Itabuna, Ilhéus e região
Nesta quinta-feira (27), os trabalhadores e trabalhadoras da construção civil de Itabuna, Ilhéus e região saíram vitoriosos no julgamento do dissídio coletivo da categoria. A audiência, que foi realizada no Tribunal Regional do Trabalho, TRT 5, em Salvador, teve parecer favorável do relator, o desembargador Marcos Oliveira Gurgel. O voto do relator foi acompanhado pelo do Ministério Público e pelo voto da presidente da casa, a desembargadora Adna Aguiar, que proferiu a decisão pela manutenção dos direitos dos trabalhadores (as).
A justiça decidiu manter o pleito dos trabalhadores (as), mantendo direitos já adquiridos na convenção coletiva de trabalho de 2015: Reajuste de 11,28% para salários e cesta básica, tíquete alimentação, aviso prévio indenizado, reajuste do benefício para filho excepcional, pagamento do reajuste retroativo a janeiro 2016 (data base da categoria) logo após a publicação da sentença, portanto, já na folha de novembro – em um única parcela – , café da manhã sem custo para os trabalhadores (as) e manutenção das demais cláusulas.
Todos esses direitos foram alvo de impasse nas negociações salariais por parte dos patrões, que alegaram durante as cinco rodadas de negociação, uma crise econômica no setor para justificar a retirada desses direitos. Esse argumento foi defendido na corte pelo representante judicial patronal, que alegou “ que as empresas do ramo da construção só puderam sustentar esses direitos enquanto a cidade recebia recursos e obras federais, como o Minha Casa, Minha Vida, mas que com a queda desses investimentos teriam que suprimir direitos como o tíquete alimentação” que, segundo eles, era “inviável” manter.
Para o relator, o desembargador Marcos Gurgel, o argumento não se sustenta, pois, na sua concepção, a retirada de qualquer um desses direitos configura como um “retrocesso social, haja vista que esses direitos já estavam convencionados desde 2015”, afirmou

Na defesa dos SINTRACON-ITABUNA e SINTRICOM-ILHÉUS, representantes dos trabalhadores (as) da construção na ação, o advogado Marcos Brito alegou que o setor da construção teve uma década de incentivos e que estes nunca foram repassados para os trabalhadores (as), e que o argumento da crise não se sustentava. “Nenhum desses benefícios que o governo federal implantou com o boom da construção civil, com a realização de obras de infraestrutura, Minha Casa, Minha Vida e PAC foram suficientes para que os patrões repartissem essa gorda fatia com os trabalhadores (as), inclusive, eles tiveram que ir à greve, em Itabuna e em Ilhéus, para conseguir repor só a inflação. Nem ganho real foi possível”, enfatizou.
A vitória no tribunal foi comemorada pelos presidentes do SINTRACOM-ITABUNA, Joilson Souza, do SITRICOM-ILHÉUS, Washington Aragão e da FETRACOM-BASE, Edson Cruz dos Santos e pelo secretário geral da FETRACOM-BASE, José Nivalto Lima, presentes na audiência.
“ Essa é uma vitória de todos os trabalhadores (as). Conseguimos manter direitos que foram adquiridos com muita luta e suor”, comemorou Joilson de Souza, presidente do SINTRACOM-ITABUNA.
“Sem dúvida é uma vitória para a classe trabalhadora, mas sinaliza o movimento sindical, a estar atento, pois, o posicionamento de duas desembargadoras neste tribunal demonstrou que vamos ter que lutar muito para manter direitos e avançar em conquistas, já que temos à frente um governo golpista e que é contra a classe trabalhadora”, pontuou
Fonte: Ascom FETRACOM-BASE
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24.10.16
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Novo bate-boca entre investigadores de Lula expõe o óbvio: a Lei está sendo ignorada
A luta fratricida entre aqueles que querem prender Lula subiu de temperatura nesta quinta-feira (20) com o recebimento de uma reclamação sobre os rumos da Operação Lava Jato. O documento formal, entregue à juíza Maria Priscilla Ernandes Oliveira, da 4ª Vara Criminal paulista, argumenta que ela estaria passando por cima da lei ao aceitar retomar o processo contra o ex-presidente. O convite teria vindo do próprio time de Curitiba, com a anuência de Sergio Moro.
A reclamação não mede palavras: “Vossa Excelência dolosamente desrespeita determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo [de entregar o caso para Sergio Moro]. (…) Já que foi decidido, agora que arquem com as consequências dessa decisão…”.
Quem escreve a peça é ninguém menos que o promotor Cássio Conserino, que passou vergonha em março ao acusar o ex-presidente de receptar um triplex no Guarujá, mas não apresentar provas. Desta vez, seu alvo foi a bagunça jurisdicional em que está se transformando a perseguição.
“Não adianta agora passar por cima da lei e dar margem lá na frente a NULIDADES ABSOLUTAS”, escreve um irritado Conserino, numa petição agressiva (que pode ser lida logo abaixo).
Ninguém desconfia que Conserino tenha boas intenções para com Lula – anteriormente, ainda em fase preliminar de investigação, o promotor manifestou sua vontade de prendê-lo pessoalmente. Talvez por ressentimento, a nova denúncia aponta diversas irregularidades na forma como a justiça vem sendo torcida para chegar ao encarceramento. “Não tem um Juiz de Direito, quer seja estadual, quer seja Federal, poder para ignorar o MP e fazer uma espécie de ‘acordo’ [para ignorar decisões de instâncias superiores]. (…) Desta forma, o recebimento parcial de denúncia é absolutamente NULO”, argumenta.
Conserino se dá o prazer até mesmo de mandar uma indireta para seu colega Deltan Dallagnol, outro investigador ridicularizado pela falta de isenção. “Não denunciamos com base em achismo”, escreve, em referência à máxima “não temos provas, mas temos convicção”.
Parte do ressentimento de Conserino se dá devido à diferença flagrante nas teses acusatórias dos MPs de São Paulo e do Paraná – algo que tem sido apontado frequentemente como indício de inconsistência nas denúncias. Enquanto o time de Conserino enxerga no apartamento um pagamento fraudulento por parte da Bancoop, cooperativa habitacional ligada ao Sindicato dos Bancários, os justiceiros da Lava Jato acreditam que ele seria pagamento da empreiteira OAS para favorecimentos em contratos da Petrobras.
São obviamente histórias muito diferentes. O que as une, no entanto, é a falta de provas e, aparentemente, o pouco respeito pelo devido processo jurídico.
Por Renato Bazan – Portal CTB
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Prisão de Cunha cria ambiente contra Lula, avalia movimento social
A prisão do ex-deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ocorrida nesta quarta-feira (19) pela operação Lava Jato, foi recebida com reservas em diversos segmentos do movimento social. O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, avaliou na página do facebook que a ação da Lava Jato contra Cunha pode também favorecer uma ofensiva mais acirrada sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Boulos também levantou a possibilidade de um futuro depoimento de Cunha comprometer o governo Temer. “Eduardo Cunha foi preso. Se ele resolver falar, o Governo Michel Temer não dura uma semana. Por outro lado, Cunha já era cachorro morto. E sua prisão pode ser a jogada de Moro para criar ambiente para uma prisão arbitrária de Lula”.
O secretário nacional de movimentos sociais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), André Tokarski, compartilhou da avaliação do dirigente do MTST. Ele considera a prisão de Cunha “parte do jogo de cartas marcadas dirigido pelo juiz Sergio Moro” com o objetivo de “higienizar” o golpe e aparentar imparcialidade da operação.
“Cunha, que já foi o herói dos golpistas, de Aécio Neves a Kim Kataguiri, agora está sem mandato, desmoralizado e isolado. Seu próximo papel, no teatro do golpe, é figurar como vilão e criar as condições para Moro seguir sua ofensiva contra Lula, o PT e a esquerda”, ressaltou André.
A presidenta da União Brasileira de Mulheres (UBM), Lúcia Rincón, considerou a prisão de Eduardo Cunha como “um registro importante” mas difícil de ser comemorado pelo o que pode simbolizar. Segundo ela, mesmo diante desse quadro, é necessário realçar a prisão de “homens sem caráter e poderosos” que usam o poder para usurpar os direitos do povo.
“É preciso também que se perceba que no geral tinha que ser assim e não só em casos como o de Cunha e não apenas em momentos políticos como o que estamos vendo agora, onde a forma e o canal de onde veio essa prisão tem se caracterizado por ações que rompem com o estatuto legal da nossa sociedade”, argumentou Lúcia.
O movimento social precisa estar atento e vigilante. A opinião é do presidente da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), Marcelino Rocha. “A prisão do ex-presidente Lula é um desejo permanente da mídia, legislativo federal e parte do judiciário. Devemos ficar atentos e vigilantes para que a pirotecnia, já preparada, não nos pegue de calças na mão”, observou o dirigente.
Marcelino completou que, mesmo diante de um quadro que sugere maior ofensiva aos partidos de esquerda, se cria também uma expectativa em torno das prisões de outros denunciados de partidos como PSDB e DEM. O senador Aécio Neves é campeão em citações na Lava Jato sob a acusação de receber propina. O tucano teve inquérito instaurado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.
O mandato do deputado Eduardo Cunha foi cassado no dia 12 de setembro por 450 votos a 10. Cunha responde por acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele é acusado pela Justiça Federal de receber US$ 5 milhões em propina pela exploração de um campo de petróleo no Benim(África).Fonte: Vermelho
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Centrais intensificam em novembro jornada de lutas pelos direitos
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No Brasil não, mas lá fora, Cunha é tratado como líder do impeachment
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Audiência discute efeitos da PEC dos Gastos sobre áreas sociais
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18.10.16
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Câmara vota emendas a projeto que reduz participação da Petrobras no pré-sal
O plenário da Câmara dos Deputados se reúne hoje (18), a partir das 10h30, para votar as emendas ao Projeto de Lei 4567/16, que desobriga a Petrobras de ser a operadora de todos os blocos de exploração do pré-sal no regime de partilha de produção. O texto-base da proposta foi aprovado no dia 5 de outubro, com 292 votos a favor, 101 contrários e uma abstenção.
O projeto de lei é de autoria do senador licenciado José Serra (PSDB-SP), atual ministro das Relações Exteriores, e deve seguir para sanção do presidente Michel Temer se não receber emendas que modifiquem o mérito da matéria.
A legislação atual prevê a participação da Petrobras em todos os consórcios de exploração de blocos licitados na área do pré-sal com um mínimo de 30% e na qualidade de operadora. O projeto deverá ampliar a participação do capital privado na região. A empresa brasileira, no entanto, ainda terá a preferência para escolher os blocos em que pretende atuar como operadora, desde que com a anuência do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), atendendo aos interesses nacionais.
Entre as emendas que devem ser analisadas na sessão desta terça-feira está a que pretende deixar claro no texto que apenas áreas não estratégicas poderão ser operadas por empresas estrangeiras, mantendo as consideradas estratégicas sob o comando da Petrobras.
Investimentos
Para o presidente da estatal, Pedro Parente, se o projeto que trata do fim da participação obrigatória da Petrobras no pré-sal for sancionado, as novas regras vão atrair “investimentos importantes para o crescimento e para a geração de riqueza e de empregos”. Segundo ele, com a mudança, a obrigação em vigor atualmente dará lugar à opção da melhor escolha para a petrolífera brasileira.
“Isso é um benefício muito grande por a empresa viver um momento de restrição financeira. Se formos obrigados a participar de todos os campos, não teremos recursos. Isso faria com que a exploração desses campos levasse um tempo muito mais longo”, disse Parente em entrevista no Palácio do Planalto, após reunião com o presidente da República, Michel Temer, no fim de setembro.
Um estudo do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) aponta que as reservas do pré-sal representam um potencial de investimentos de US$ 420 bilhões até 2030 para desenvolvimento dos blocos da região, cerca de US$ 390 bilhões em royalties e participações especiais e a geração de mais de 1 milhão de empregos.
A federação considera que o projeto que flexibiliza as regras de operação do pré-sal representa “um marco para o país”. Segundo a entidade, a nova legislação, além de atrair investimentos, poderá dinamizar o mercado de petróleo e gás, considerado crucial para o desenvolvimento econômico e social do Brasil, com aumento da oferta de emprego e de renda.
Segundo a Firjan, esses ganhos poderão ser ainda maiores levando-se em conta os efeitos diretos e indiretos do incremento da atividade petroleira. “O retorno dos investimentos no mercado de petróleo e gás também irá estimular um círculo virtuoso no cinturão de fornecedores. Com o crescimento das encomendas, estas empresas se transformarão em uma cadeia produtiva mais eficiente e mais competitiva, desenvolvendo a capacitação necessária para atender até mesmo ao mercado internacional”, destaca a Firjan.
Crítico do modelo atual, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, acredita que a mudança na lei de partilha só trará vantagens. “Ganha a Petrobras, que deixa de ter obrigatoriedade de participar de todos os leilões, ficar com 30% e ser a operadora única, ainda mais na situação econômico-financeira em que se encontra; ganha o governo brasileiro que, com as mudanças, já pode fazer leilões a partir do ano que vem, não precisa mais ficar esperando pela recuperação da Petrobras; ganham os estados e municípios brasileiros, pois voltar a fazer leilões significa no médio prazo aumentar arrecadação de royalties e no curto prazo voltar a gerar emprego e investimentos.”
Segundo Pires, flexibilizar a lei atual não significa entregar as riquezas do país a grandes petrolíferas estrangeiras. “Falar que, com a mudança da lei, o país estará entregando suas riquezas no setor ao capital internacional é uma grande bobagem, um populismo de quinta categoria. A gente sabe bem o que aconteceu no setor de petróleo da Petrobras nos últimos”, critica, referindo-se aos desvios de recursos revelados pela Operação Lava Jato.
Diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Alberto Machado Neto, ressalta que não basta receber o dinheiro dos royalties ou os bônus de assinatura sem desenvolver o mercado interno de bens e serviços.
“Os royalties acabam e, sem uma política de desenvolvimento da indústria local, o país vai acabar de pires na mão. Mas é claro que a visão de que o governo estaria entregando nossas riquezas naturais ao capital estrangeiro com a aprovação de lei é uma visão míope”, destaca o professor em entrevista à Agência Brasil. “Mesmo que se venda o petróleo, principalmente no regime de partilha, o Estado brasileiro recebe uma parte da receita e do óleo – uma parte deste óleo fica no país. E isso não é entreguismo: é geração de recursos, de mercado, de riqueza para o país”, completa.
Prós e contras
O cientista político José Luiz Niemeyer afirma que o projeto tem “prós e contras”. Coordenador de Graduação e Pós-Graduação em Relações Internacionais do Ibmec/RJ, o professor destaca que as mudanças previstas no projeto de lei dão mais flexibilidade ao mercado de exploração, produção, venda, importação e exportação de petróleo e derivados.
Para Niemeyer, a flexibilização do mercado de negócios do setor de petróleo, neste momento de crise na estatal, é positiva “porque vai atrair investimento que nós não podemos fazer em razão do excessivo endividamento da Petrobras”.
Segundo o cientista político, a decisão vai reativar o setor de petróleo no país no médio prazo, com consequências para a cadeia do setor como um todo. “Me parece que flexibilizar agora, nos próximos meses, vai acabar sendo estratégico para a Petrobras no grande negócio petróleo, melhorando os segmentos de exportação e importação. E é positivo também para a economia brasileira na medida em que fará com que outros setores que ainda estão muito atrasados no país, nas áreas de energia, comunicação e infraestrutura – que poderiam ser mais modernos – possam avançar e também abocanhar uma fatia destes recursos que virão para o país”, destaca, em entrevista à Agência Brasil.
Apesar de considerar a mudança positiva, em relação ao desenvolvimento tecnológico, segundo Niemeyer, a Petrobras já atingiu um nível de excelência, o que pode despertar interesse externo. “A empresa tem técnicos e tecnologia disponíveis. O que pode acontecer é exatamente o contrário: com a entrada do capital estrangeiro, empresas multinacionais podem vir a ter acesso a essa nossa tecnologia. E isso pode ser prejudicial no longo prazo, uma vez que acabaria por se traduzir em transferência barata de tecnologia”, pondera.
Críticas
Na avaliação do professor emérito do Instituto de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa, a decisão da Câmara dos Deputados consolida a redução do papel da Petrobras e envolve também a decisão de promover o desinvestimento (venda de ativos) na empresa sob o pretexto de capitalizar a companhia para reduzir o endividamento da estatal e devolver-lhe o poder de voltar a investir.
“Essa lei não é uma coisa isolada, ela é parte de um processo de esvaziamento da companhia. A Petrobras é muito importante para o Brasil e, como operadora exclusiva, iria fomentar o desenvolvimento tecnológico no país, promover a contratação nos estaleiros, o desenvolvimento das nossas universidades. Já as empresas estrangeiras, que a partir de agora virão para cá, vão buscar a tecnologia em seus países de origem”, critica.
Na avaliação de Pinguelli Rosa, que é ex-presidente da Eletrobras, existem outras soluções para reduzir o endividamento da estatal. “Basta o petróleo voltar a subir um pouco que facilita tudo. E as reservas do pré-sal por si só podem alavancar o financiamento também”, defende.
O presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Felipe Coutinho, vai além na crítica e diz que a retirada da exclusividade da companhia como operadora do pré-sal é um retrocesso, que vai devolver o país “a um novo ciclo do tipo colonial”.
“Ao tirar a Petrobras deste processo de ser a operadora única do pré-sal você estará também diminuindo as obrigações de utilização de conteúdo local, acelerando os leilões e dando às multinacionais a condição de se apropriar do petróleo da região e, consequentemente, aumentando também as exportações. E não se conhece, historicamente, nenhum caso em todo o mundo em que você tenha um país que tenha se desenvolvido exportando petróleo”, pondera.
Mudança de estratégia
Segundo Coutinho, a Petrobras poderia superar as eventuais dificuldades em fazer investimentos sozinha no pré-sal com a exploração programada dos blocos. “Manter a garantia da propriedade [das reservas] pela União e colocar a produção na medida da necessidade do consumo. Em resumo: produzindo numa velocidade estratégica. E para isto não há a menor necessidade de retirar da Petrobras o direito de ser a operadora única, ainda mais sob a justificativa de que isto é necessário para acelerar os leilões”, argumenta o engenheiro.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) também avalia que a Petrobras e o país têm mais a perder do que a ganhar com a mudança no regime de partilha da exploração do pré-sal. Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador-geral da entidade, José Maria Rangel, disse que o argumento dos defensores da mudança na lei de que o investimento estrangeiro vai alavancar o setor petroleiro e ajudar a empresa a sair da crise é uma falácia porque os recursos só devem começar a ser aplicados, de fato, a partir de 2024.
“Todo investimento na área de petróleo e gás no Brasil tem minimamente um tempo de maturação de sete anos. Se a lei for aprovada, suponhamos que tenhamos leilão no início de 2017. Esses investimentos só chegarão ao país em 2021. E estamos falando de quatro anos para iniciar o processo, com o ápice acontecendo em 2024. É falacioso dizer que os investimentos privados é que vão alavancar o setor. Você não vai ter investimento privado agora. Com a flexibilização da lei, e a realização dos leilões em maior intensidade terá como único benefício a entrada de recursos via pagamento de bônus de assinatura – que pode acabar sendo uma mixaria”, critica Rangel.
Fonte: Agência Brasil
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Comissões votarão MPs do Fies e do programa ‘A Voz do Brasil’
A Comissão Mista destinada a analisar a Medida Provisória (MP) 741/2016, que alterou as regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), reúne-se na quarta-feira (19) para votação do relatório do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). O texto da medida provisória, publicado em 15 de julho, determina que a remuneração administrativa dos bancos na concessão do Fies seja paga pelas instituições privadas de ensino superior e não mais pela União. A remuneração, prevista na lei de criação do Fies (10.260/2001), é de 2% sobre o valor dos encargos educacionais liberados.
A proposta do governo é aperfeiçoar o financiamento estudantil a partir da maior participação das instituições de ensino beneficiadas. Antes da edição da MP, os bancos eram remunerados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional (FNDE). A mudança passou a valer a partir das inscrições e renovação semestral referentes ao segundo semestre de 2016, entre 15 de julho e 1º de agosto.
A Voz do Brasil
Também na quarta-feira, a Comissão Mista da MP 742/2016 dará seu parecer sobre o relatório do deputado José Rocha (PR-BA) que flexibiliza, de forma permanente, a transmissão, pelas emissoras de rádio, da Voz do Brasil, programa oficial do Executivo, Legislativo e Judiciário.
O texto da MP flexibilizou o horário de veiculação do programa durante o período das Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016, entre 5 de agosto e 18 de setembro, quando as emissoras de rádio puderam veicular o noticiário entre 19h e 22h.
De acordo com o relatório que será votado, as emissoras comerciais poderão transmitir o programa entre as 19h e 22h. A permissão é estendida às emissoras educativas vinculadas aos Legislativos Federal, estaduais, distrital ou municipal, nos dias em que houver sessão deliberativa na respectiva Casa Legislativa.
Fonte: Agência Senado
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17.10.16
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Congresso deve votar recursos para o Fies na terça-feira
O Congresso reúne-se na terça-feira (18), às 11h, para prosseguir na deliberação de vetos presidenciais e de dez projetos de lei. O quinto item da pauta é o PLN 8/2016, que libera para o Ministério da Educação crédito suplementar de R$ 1,1 bilhão, de onde deverão sair R$ 702 milhões para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os recursos, segundo o governo, beneficiarão cerca de dois milhões de estudantes.
O restante do crédito suplementar — R$ 400,9 milhões — será destinado à realização do Exame Nacional do Ensino Médio.
Na última sessão, encerrada na madrugada do dia 6, os parlamentares não concluíram a análise dos destaques a dois vetos (VET 35/2016 e VET 36/2016), o que impediu a votação do crédito para o Fies. Em entrevista recente, o presidente do Senado, Renan Calheiros, enfatizou que essas votações precisam acontecer nesta semana e que é necessária a presença dos parlamentares em Brasília.
— Nós vamos fazer sessão do Congresso para votarmos o Fies no dia 18, terça-feira, às 11h, de modo que todos se considerem convocados — disse ele.
O líder da Minoria, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), também deixou claro que a oposição votará a matéria e que essa é uma reivindicação estudantil inadiável.
— O governo já poderia ter editado uma medida provisória. Não era necessário ter chegado a esse desgaste todo. Tem muito estudante reclamando, tem estudante sofrendo em sala de aula, nós não vamos obstruir isso, nós vamos votar favorável.
Ao falar da votação, o líder do PSDB, senador Paulo Bauer (SC), explicou por que a liberação desses recursos deve ser objeto de projeto de lei e não de medida provisória.
— É necessário que nós tenhamos, sim, um projeto votado pelo Congresso Nacional alterando o Orçamento da União. Estaríamos fazendo tudo conforme preceitua a legislação brasileira e não estaríamos voltando às velhas pedaladas praticadas no governo petista — disse Bauer.
Vetos
Antes de deliberar sobre a liberação dos recursos para o Fies, os parlamentares devem concluir a votação de vetos. Falta a análise de destaques a vetos parciais a dois projetos. O primeiro veto recaiu sobre o PLC 38/2016, que originou a Lei 13.328/2016. A norma reajusta a remuneração de várias carreiras de servidores, como os da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Os trechos que criavam diversos cargos de provimento efetivo em órgãos da administração federal foram vetados.
O outro veto, cuja votação deve ser concluída, incidiu sobre o PLS 95/2015. O projeto originou a Lei 13.329/2016, que cria o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento do Saneamento Básico (Reisb), programa que visa estimular empresas do setor a aumentar o volume de investimentos através de créditos tributários. O trecho vetado permitia que essas empresas ganhassem descontos nas suas contribuições para o Programa de Integração Social (PIS), o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Um novo veto em pauta (VET 37/2016) foi feito integralmente sobre o PLC 32/2016, que reajustou o salário do defensor público-geral federal.
Na pauta do Congresso, estão também destaques ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017 (PLN 2/2016) e outros oito créditos suplementares para diversos setores da administração pública.
Fonte: Agência Senado
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