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Contribuinte pode atualizar CPF pela internet
O contribuinte já poderá atualizar o CPF pela internet. A Receita Federal oferece, no site do órgão – idg.receita.fazenda.gov.br -, um formulário eletrônico que permite a alteração instantânea de dados como nome, endereço, telefone e título de eleitor.Segundo a Receita, o serviço estará disponível 24 horas por dia e poderá ser usado tanto por brasileiros como por estrangeiros residentes no Brasil, independentemente da idade. O órgão estima que 191 milhões de contribuintes serão beneficiados pela ferramenta.O novo serviço será gratuito. Atualmente, o contribuinte que deseja atualizar o CPF precisa ir a uma unidade dos Correios, da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil e deve pagar R$ 7 de tarifa de serviço.A Receita lançou também novos modelos de comprovante de inscrição e de situação cadastral no CPF, que continuarão a ser emitidos na página da Receita Federal. A principal mudança está na forma de autenticação, que será feita por meio de QR Code, tipo de código usado em dispositivos móveis.Atualmente, os comprovantes podem ser emitidos na página da Receita na internet. No entanto, de acordo com o órgão, o serviço é pouco usado porque a autenticação exige que os dados do documento (número de inscrição, código de controle, data da emissão e hora da emissão) sejam informados na íntegra para validação. Os dados dos comprovantes CPF com o QR Code serão validados em tempo real com as informações da base de dados da Receita Federal.Fonte: PPTSaiba mais >
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Medidas de Temer acentuam concentração de riqueza
Na esteira de um relatório apresentado no Fórum Econômico de Davos sobre o alarmante crescimento da concentração de riqueza no mundo, a Oxfam divulgou, na última segunda (17), os números relacionados ao Brasil.
Segundo a ONG britânica de assistência social e combate à pobreza, a soma da riqueza de apenas seis bilionários do país chega a US$ 78 bilhões e equivale à riqueza de metade da população brasileira mais pobre – mais de 100 milhões de brasileiros.
Os números do Brasil não destoam do quadro global, no qual oito milionários têm a mesma riqueza que as 3,6 bilhões de pessoas mais pobres do mundo. As causas do crescimento de tamanha disparidade entre topo e base da pirâmide social também são parecidas aqui e no restante do planeta. O crescimento só tem beneficiado àqueles que mais têm e, quando vêm as crises, os mais pobres é que dão sua cota de sacrifício.
Vale ressaltar que, na lista dos mais ricos, tanto entre os seis bilionários brasileiros quanto no ranking dos oito mais abastados do mundo, todos são homens e brancos, fazendo saltar aos olhos o viés de desigualdade de gênero e raça na concentração de renda.
Quem paga o pato do ajuste?
De acordo com Katia Maia, diretora-executiva da Oxfam, a desigualdade é resultado da atuação de governos e empresas. Em abaixo-assinado publicado em seu site, a ONG destaca que medidas anunciadas pela gestão Michel Temer não contribuem para enfrentar a concentração de riqueza – ao contrário, aprofundam o problema.
“O governo Temer conduz um ajuste fiscal que prioriza medidas que congelam os investimentos em educação e saúde, que cortam benefícios sociais e que mudam o sistema das aposentadorias. Em todas essas propostas, quem paga a conta não são os super-ricos nem as grandes corporações. Somos nós. E isso não é justo”, diz a petição.
Segundo o texto, o governo precisa atuar para garantir direitos e oferecer chances justas a todos. “A saída para a crise deve começar pela diminuição dos privilégios dos super-ricos, e não com cortes no orçamento de serviços e políticas essenciais para a maior parte da população. Nós precisamos que o governo e a economia trabalhem para os 99%, e não apenas para o 1% do topo”, completa.
Arrocho no salário do trabalhador
O relatório apresentado pela Oxfam em Davos cita que, no Brasil, os salários reais dos 10% mais pobres da população aumentaram mais que os pagos aos 10% mais ricos entre 2001 e 2012, graças à adoção de políticas progressistas de reajustes do salário mínimo.É justamente esta política que está em risco no governo do presidente Michel Temer. No final do ano passado, o peemedebista assinou decreto no qual fixou em R$ 937,00 o valor do salário mínimo, um reajuste 6,48%, que foi inferior à inflação. O governo rompeu, assim, o ciclo de ganhos reais do salário mínimo iniciado pelo governo Lula.
A especialista em Orçamento Público e assessora do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Grazielle David, destaca que, entre as causas do aumento da desigualdade no mundo, estão a redução e o congelamento da renda dos trabalhadores. “Mudanças na estrutura do mercado de trabalho e a consequente perda de poder de barganha dos trabalhadores em negociações coletivas pioram ainda mais a situação”, escreve a Oxfam.
É algo que está posto na agenda do atual governo, que atenta contra os direitos trabalhistas. “A gente vive agora uma proposta de reforma trabalhista, com uma proposta de fazer com que os acordos se sobreponham ao que está na legislação e aí até mesmo os salários podem ser acordados. Se globalmente já se percebe que a redução de salários é um mecanismo de concentração de renda e riqueza, a gente, no Brasil, vai legalizar isso, com a reforma trabalhista”, alerta a pesquisadora.
Segundo ela, há sério risco de retrocesso, devido a diversas medidas anunciadas que têm impacto sobre a renda das famílias. Grazielle cita, por exemplo, o corte no programa Bolsa Família, importante mecanismo de redução da desigualdade e responsável por retirar o país do Mapa da Fome. Em todo o país, foram cancelados 469 mil benefícios; outros 654 mil, bloqueados.
“A gente corre risco de retroceder. Em 2016 já ocorreu corte no Bolsa Família e, em 2017, a expectativa é de um corte ainda mais significativo. O resultado possivelmente é piora de alguns indicadores que mostravam que a gente estava reduzindo a vulnerabilidade desses grupos”, diz.
Transferência de renda para os mais ricos
De acordo com ela, várias das medidas que estão sendo tomadas pela atual gestão apontam para uma piora na desigualdade de riqueza e renda. Um exemplo é a Emenda Constitucional que limita o crescimento dos gastos primários à variação da inflação do ano anterior, com o objetivo de fazer superávit primário, ou seja, economizar recursos para o pagamento de juros da dívida. Segundo diversos especialistas, áreas como saúde e educação deverão perder recursos.
“Se a gente pega a Emenda Constitucional 95, ela também é um mecanismo de concentração de riqueza, porque ela diminui os gastos primários – que são os que promovem um mínimo de garantia de direitos, de serviços públicos – e canaliza esse dinheiro para o pagamento de juros da dívida. Quem são os detentores de títulos da dívida? São os mais ricos”, afirma.
Segundo ela, trata-se, portanto, de um mecanismo importante de transferência de riqueza dos mais pobres para os mais ricos. “Porque, se vai pegar o dinheiro do fundo público, está pegando o dinheiro de quem pagou imposto. E quem paga, proporcionalmente, mais imposto no país são os mais pobres e a classe média. E, se é para pagar juros de dívida, então estou pegando dinheiro dos mais pobres e dando para os mais ricos. Ou seja, só essa emenda já é concentradora de renda”, defende.
A reforma da Previdência vai no mesmo caminho, à medida que torna mais duras as regras para a aposentadoria, ampliando o tempo de contribuição e a idade mínima para a aposentadoria e reduzindo os valores dos benefícios.
“Você está falando para todos os trabalhadores, os trabalhadores rurais, das regiões Norte, Nordeste do país, que só podem se aposentar com 65 anos. Muitos deles, no máximo, vão viver até os 65 anos. Então muitos nunca vão ter direito à Previdência. Muitos estarão contribuindo com uma promessa que nunca vão ver cumprida”, critica.
Segundo a assessora do Inesc, a reforma é mais um mecanismo de concentração. “Ao deixar de pagar a Previdência ao trabalhador para garantir superávit primário para pagamento de juros da dívida, estou mandando esse dinheiro para quem? Todo o suor de um trabalhador que nunca vai chegar para ele em forma de Previdência está indo para grandes acionistas e detentores de títulos da dívida do país”.
Injustiça tributária
Outro problema, este antigo, que o país se recusa a enfrentar, é a injustiça tributária de um sistema que faz com que os mais pobres paguem, proporcionalmente, mais impostos, poupando, muitas vezes, ricos e super-ricos.
A própria Oxfam destaca em seu relatório que a forma como os sistemas tributários são organizados também influenciam na concentração de renda e riqueza. De acordo com o documento, três quartos da extrema pobreza poderiam ser efetivamente eliminados imediatamente usando recursos já disponíveis, aumentando a tributação e reduzindo gastos militares e outros gastos regressivos.
A ONG chama a atenção para o fato de que os ricos e super-ricos têm conseguido fazer valer seus interesses, e as alíquotas fiscais aplicadas à riqueza e às rendas mais altas continuam a cair em todo o mundo rico. “Nos países em desenvolvimento, a tributação aplicada aos ricos é ainda mais baixa: pesquisas realizadas pela Oxfam revelam que a alíquota máxima média é de 30% sobre a renda e que, na maioria dos casos, ela nunca é efetivamente aplicada”, diz o informe.
No Brasil, grande parte da estrutura tributária do país está baseada em impostos indiretos, ou seja, que incidem sobre o consumo de bens e serviços e não sobre a renda e a propriedade. Isso significa que, proporcionalmente, os mais pobres pagam mais impostos, já que possuem renda inferior, mas pagam o mesmo preço que os ricos por produtos e serviços. Além do mais, toda a sua renda é utilizada no consumo, enquanto uma parte importante da renda dos mais ricos acaba convertendo-se em riqueza e patrimônio, cuja tributação é menor.
“Nosso sistema tributário está organizado de forma extremamente prejudicial, no qual mais da metade dos tributos arrecadados são sobre o consumo. Isso amplia as desigualdades”, reitera Grazielle.
Mesmo o Imposto de Renda, mais direto, só é progressivo até um determinado ponto. “Atinge apenas os trabalhadores assalariados. Chama a atenção que quem ganha mais, que recebe não salários, mas lucros e dividendos, não esteja pagando imposto de renda no país, por causa de uma lei de 1995, que diz que os lucros e dividendos não serão taxados no IR. Por essa única medida, até mesmo um imposto que poderia ser mais distributivo, ajudando a evitar essa imensa desigualdade, não consegue ser”, afirma.
De acordo com Grazielle, o Brasil tem ainda um dos mais baixos impostos sobre patrimônio. Hoje, no Brasil, a arrecadação com impostos sobre patrimônio está na faixa de 3%. A média mundial, segundo a pesquisadora, é cerca de 11%, 12%. “Outro mecanismo que foi proposto na Constituição, que era o imposto sobre grandes fortunas, para garantir um pouco mais de mobilidade social, ele precisa ser regulamentado e isso nunca foi iniciado”, completou, defendendo a necessidade de uma reforma tributária que torne o sistema mais justo.
Por outro viés, é possível fazer um paralelo entre o perfil dos mais ricos – homens brancos – com um estudo do Inesc, que comprova que o sistema tributário brasileiro é injusto não só pela perspectiva de classe, mas também quando se analisa o recorte de gênero e raça: mulheres negras pagam, proporcionalmente, mais impostos que homens brancos.
Bolsa empresário
De acordo com a Oxfam, as empresas estão “cada vez mais trabalhando para os ricos e, nesse processo, os benefícios do crescimento econômico são negados aos que mais precisam deles. Nos seus esforços para oferecer retornos elevados aos mais ricos, as empresas pressionam ainda mais seus trabalhadores e fornecedores a acompanhá-las nesse objetivo – e a evitar impostos que beneficiariam a todos, particularmente aos mais afetados pela pobreza”.
A afirmação integra uma análise global, mas se aplica bem ao Brasil. Por aqui, não só empresários têm feito pressão por menos impostos, como recebem benesses distribuídas pelo governo – são os subsídios financeiros e desonerações tributárias para o setor produtivo, apelidados de “Bolsa Empresário”.
O orçamento para 2017 encaminhado por Temer ao Congresso, no ano passado,previa que programas de apoio à indústria deveriam custar cerca de R$ 224 bilhões, ou 3,4% do PIB do país. Era mais de sete vezes o valor destinado ao Bolsa Família, que era de R$ 29,7 bilhões. Grazielle chama a tenção, contudo, para o fato de que não há controle sobre o retorno desse gasto tributário para o país.
“É um gasto social que deveria estar chegando nos fundos públicos e não chega, com a promessa de uma garantia social. São as grandes corporações, que, com a promessa de gerar emprego, recebem um volume grande de desoneração, mas não existe nenhum tipo de controle. Então, veja que dramático: eles deixam de colaborar com o fundo público, que serviria para financiar direitos e acumulam cada vez mais riqueza, sem ter que garantir que aquilo vai ter um retorno social. Com certeza os gastos tributários são também um mecanismo de concentração de riqueza”, classifica.
Compromissos
Na petição publicada em seu site, a Oxfam apela ao presidente da República para que intensifique a fiscalização contra a sonegação de impostos e contra o uso de paraísos fiscais; promova uma reforma que torne o sistema fiscal mais justo, onde os super-ricos paguem mais impostos sobre sua riqueza e renda; garanta o orçamento necessário para saúde e educação públicas e de qualidade para toda a população; e promova políticas para acabar com a diferença de salários entre homens e mulheres.
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Carta aberta pede renúncia de ministro da Justiça
A carta aberta foi divulgada pelo Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde o ministro Alexandre de Moraes foi aluno e é professor de Direito Constitucional.
A carta, assinada pela presidenta do C.A. XI de Agosto, Paula Masulk, manifesta “nossa posição de que sua postura omissa, inábil e populista o torna absolutamente incompatível com a posição de ministro da Justiça e, assim, reiteramos nosso repúdio por suas ações e pedimos que tenha a grandeza de renunciar ao cargo”.
O texto também critica o Plano Nacional de Segurança Pública, “cuja divulgação foi meramente reativa” pedindo que seja revisto, “tendo em vista que no mínimo apresenta incompatibilidade entre meios e fins declarados e carece de qualquer respaldo científico”.
E estende as críticas ao governo ilegítimo de Michel Temer, afirmando que “estamos convencidos de que uma agenda democrática e de efetivação dos direitos humanos não pode ser levada a cabo por Temer e, nesse sentido, não nos surpreendem as declarações de representantes do atual governo. Ainda assim, tendo em vista o cenário de barbárie que se perpetua hoje no sistema carcerário, mesmo de um ministro alçado ao poder por meios cuja legitimidade é questionada, exige-se seriedade”.
Leia a íntegra da carta.
Fonte: Vermelho
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Redução e controle social de tarifas de transporte estão em pauta no Congresso
Ano novo, tarifa nova. Nos primeiros dias de janeiro, moradores de várias cidades tiveram que desembolsar mais dinheiro para usar o transporte coletivo. Em Salvador, a tarifa de ônibus aumentou de R$ 3,30 para R$ 3,60. No Distrito Federal, o reajuste chega a 25% nas passagens de algumas linhas, o que motivou protestos em Brasília. Passageiros que circularam pela região metropolitana de São Paulo também reclamam dos aumentos.
O Congresso analisa desde 2003 uma proposta que segue na contramão e que pode aliviar o bolso dos milhões de brasileiros que dependem diariamente do transporte público para se locomover. Trata-se do PLC 310/2009, que cria o Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano de Passageiros (Reitup). A ideia é exigir que as empresas prestadoras do serviço reduzam os preços das passagens em troca de desonerações tributárias.
Com o Reitup, a União, que já promoveu por medidas provisórias e decretos algumas das providências previstas no projeto, ampliaria esses benefícios fiscais com a redução a zero do PIS/Pasep e da Cofins na aquisição de óleo diesel para ônibus, de energia elétrica para operação de metrôs e de veículos, chassis/carrocerias e pneus.
Conforme a proposta, estados e municípios poderão aderir ao Reitup, desde que desonerem as empresas de impostos de sua competência, como o ICMS e o ISS. Governadores e prefeitos se comprometeriam a realizar licitações para conceder os serviços, implantar regime de bilhete único, instalar conselhos de transporte com a participação da sociedade civil e elaborar laudos demonstrando o impacto dos incentivos concedidos e determinando os valores máximos das tarifas.
Controle social
Os argumentos mais comuns usados por gestores públicos para justificar os aumentos das tarifas é o de garantir o nível de gratuidade no sistema para estudantes, idosos e pessoas com deficiência. Eles alegam que as passagens custam mais caro do que efetivamente os usuários pagam. A diferença seria subsidiada com recursos públicos. Por outro lado, a sociedade cobra mais transparência e acesso aos custos das empresas.
O projeto, que se originou na Câmara dos Deputados, foi aprovado em 2013 pelo Senado, onde o relator, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), incluiu mecanismos de transparência e controle social sobre as planilhas de custos das empresas de transporte coletivo.
Entre as emendas apresentadas por senadores e acatadas por Lindbergh Farias está a exigência de contratação de auditoria externa em municípios com mais de 500 mil habitantes para auxiliar na elaboração de laudo de cálculo da tarifa, que deverá ser publicado na internet.
O projeto incorpora medidas previstas também no PLC 50/2013, que está pronto para votação no Plenário do Senado. Do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), o projeto exige a divulgação de planilhas de custos das empresas concessionárias de transporte público.
As alterações feitas pelo Senado no PLC 310/2009 foram encaminhadas à Câmara, onde a proposta se encontra.
Passe livre
A gratuidade, em especial o passe livre estudantil, é uma das reivindicações mais difundidas quando se fala em transporte público. O Senado também se debruça sobre projetos que buscam assegurar esse direito. Entre eles está o PLS 248/2013, de Renan Calheiros (PMDB-AL).
Hoje muitos estados e municípios adotam cobranças diferenciadas para estudantes, como descontos nas passagens ou cartões recarregáveis para vários usos. O projeto de Renan unificaria o sistema e implantaria a gratuidade em definitivo.
Outro projeto que segue a mesma linha é o PLS 353/2016, que institui o passe livre estudantil e cria o fundo federal do passe livre. Apresentado pelo senador Roberto Rocha (PSB-MA), atualmente licenciado, em parceria com a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), a proposta propõe custear o transporte de estudantes de baixa renda da residência até a escola.
Aprovado em dezembro pela Comissão de Educação (CE), o projeto está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) onde aguarda parecer da senadora Fátima Bezerra (PT-RN).
Fonte: Agência Senado
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CDR debate projeto destina recursos para regularização de favelas
Favelas e áreas de invasão poderão contar com pelo menos 2% dos recursos empregados anualmente no Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU), um subprograma do Minha Casa, Minha Vida voltado especificamente às grandes cidades.
A proposta (PLC 64/2016) que destina recursos para a regularização fundiária de assentamentos urbanos é de iniciativa da deputada Soraya Santos (PMDB-RJ). A matéria tramita na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado, onde aguarda a designação de relator.
O projeto, que assegura apoio técnico e financeiro às iniciativas de regularização desses assentamentos, também proíbe o contingenciamento dos recursos e destina ainda 2% dos recursos anuais do PNHU à linha de atendimento do Minha Casa, Minha Vida nos municípios com menos de 50 mil habitantes.
O Poder Executivo deverá definir regras específicas para seleção dos beneficiários nessas condições. O regulamento também disporá sobre regras para a contratação dos financiamentos nas ações de regularização fundiária.
Fonte: Agência Senado
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CRE analisa projeto que dá às mulheres direito de opção ao serviço militar
Já está pronto para inclusão na pauta da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) o projeto da senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) que garante às mulheres o direito de opção ao serviço militar (PLS 213/2015). Segundo o projeto, a mulher que quiser participar do serviço militar poderá apresentar-se durante o período de seleção no ano em que completar 18 anos de idade. Ou seja, ao contrário dos homens, a participação feminina deverá dar-se de forma voluntária.
A proposta recebeu voto favorável da relatora, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), que incluiu uma emenda sobre o impacto orçamentário da adoção da medida.
A senadora acolheu a manifestação do Ministério da Defesa, que informou sobre a necessidade de adaptações dos órgãos de recrutamento do serviço militar para a admissão das mulheres, como a construção de alojamentos e vestiários apropriados e vestimenta específica, dentre outros aspectos.
“Tudo isto certamente implicará despesas que deverão ser estimadas para a verificação do impacto orçamentário no exercício em que entrar em vigor e nos dois subsequentes”, observou Lídice em seu voto.
Também por causa deste processo de adequação orçamentária, a relatora acrescentou ainda outra emenda, estabelecendo que a inclusão das mulheres no serviço militar deverá se dar 730 dias após a sanção da proposta, em caso de aprovação.
Direitos iguais
Para Vanessa Graziottin, a possibilidade de participação das mulheres inclusive como combatentes nas Forças Armadas segue preceito constitucional, uma vez que o artigo 5º da Constituição iguala homens e mulheres em direitos e obrigações.
“As Forças já incorporam mulheres em suas fileiras sem nenhuma restrição, exceto na área combatente. Mas as mulheres já ocupam cargos e concorrem às promoções nas mesmas condições de igualdade que os militares do sexo masculino”, afirma a senadora na justificativa do projeto.
Vanessa Grazziotin ainda reforça que em todas as outras áreas as mulheres já recebem a mesma instrução militar básica ministrada aos homens, participando de marchas, acampamentos, tiro real com armas curtas, jogos de guerra e manobras logísticas, com a participação de oficiais e sargentos lotadas em quartéis-generais.
Caso a proposta, que tramita em caráter terminativo, seja aprovada na CRE, poderá seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados.
Fonte: Agência Senado
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Sindicato não consegue obrigar empresa inscrita no Simples a pagar contribuição sindical
A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu do recurso do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (MG), que pretendia afastar a isenção de empresa inscrita no Simples – Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – que tinha o objetivo de abrir aos domingos, com base em autorização prevista em norma coletiva.
O caso se deu em processo judicial ajuizado pela Luises Utilidades Ltda., a qual não conseguiu autorização do Sindcomércio para funcionar aos domingos, pois não tinha certificado que atestava o pagamento da contribuição sindical. Para a entidade representativa do comércio em Juiz de Fora, as empresas optantes pelo Simples também estão obrigadas a recolher a contribuição patronal.
O juízo de primeiro grau e o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) indeferiram a pretensão do sindicato. O TRT ressaltou que, como a parcela pretendida pelo Sindcomércio tem natureza tributária e foi instituída pela União, as empresas integrantes do Simples estão isentas do pagamento, nos termos do artigo 13, parágrafo 3º, da Lei Complementar 123/2006.
A entidade representativa recorreu ao TST, mas o relator, ministro Vieira de Mello Filho, manteve a conclusão regional. De acordo com ele, a norma coletiva se dirige apenas às empresas obrigadas a pagar o tributo em questão, quando exige que elas estejam em dia com a contribuição sindical patronal para funcionar aos domingos. “As pessoas jurídicas inscritas no Simples estão desobrigadas, naturalmente, de comprovar o atendimento desse requisito, pois estão isentas do recolhimento por força de lei, devendo atender apenas às demais exigências da convenção coletiva”.
Para Vieira de Mello Filho, a pretensão do sindicato também esbarra no princípio da reserva legal previsto no artigo 150, parágrafo 6º, da Constituição Federal. O dispositivo atribui à lei específica o poder de isentar pessoas jurídicas do pagamento de contribuições. “À luz da legislação tributária, não pode haver suspensão da imunidade fixada em lei, independentemente da cláusula normativa”, concluiu.
Por unanimidade, a Turma seguiu o voto do relator. No entanto, o Sindcomércio apresentou embargos declaratórios e recurso extraordinário, ainda não julgados.
Fonte: TST
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