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Reforma trabalhista: para debater as proposições
Já há farto e robusto material, de referência, para fazer o debate em torno da reforma trabalhista proposta pelo governo Temer, nos termos do PL 6.787/16, em tramitação na Câmara dos Deputados. E também dos projetos que tratam da terceirização de mão de obra. Um em discussão na Câmara (PL 4.302/98) e o outro no Senado (PLC 30/15).
A leitura atenta dos documentos ajuda e subsidia o debate, com argumentação consistente e juridicamente bem embasada contra as propostas do governo.
A reforma trabalhista em questão funda-se na instituição do negociado sobre o legislado, na terceirização geral da mão de obra e na pejotização.
Assim, com base nas notas técnicas do Ministério Público do Trabalho (MPT) colocamos disponível alguns argumentos que podem nortear o debate em torno da contrarreforma trabalhista. Então vejamos:
Prevalência da negociação sobre a legislação
É o ponto central do projeto. Embora, pelo projeto, essa alteração seja pontual, nada garante ou assegura que a bancada patronal não vá querer ampliar a mudança, de modo a tornar nula ou obsoleta a legislação trabalhista.A legislação atual já prevê que negociação supere a ordem legal, desde que seja para prever situações mais benéficas aos trabalhadores. “A lei é o piso e os instrumentos coletivos podem dispor de situações que se configurem além do mínimo previsto legalmente aos trabalhadores”. Assim, diz a NT, “conclui-se que o único propósito”, de introduzir tal comando no projeto, “é permitir a exclusão de direitos trabalhistas pela via negocial”.
Terceirização
“Terceirização de atividade-fim é mera intermediação de mão de obra uma vez que a tomadora [contratante] de serviços estará contratando, por meio de terceiros, trabalhadores que devem estar e ela subordinados — o que implica aluguel de gente”, diz a NT.“O trabalho não é mercadoria”, explicita princípio fundamental do direito internacional do trabalho, cuja afirmação decorre do reconhecimento universal de que o “trabalho é uma das características que distinguem o homem do resto das criaturas, cuja atividade, relacionada com a manutenção da própria vida, não se pode chamar trabalho. Somente o homem tem capacidade para o trabalho e somente o homem o realiza preenchendo ao mesmo tempo com o trabalho a sua existência sobre a terra”.
“O princípio fundamental de direito internacional laboral de que o trabalho não é mercadoria assenta-se, assim, nos valores da dignidade da pessoa humana e no valor social do trabalho”.
A “terceirização precariza as relações de trabalho e causa prejuízos aos trabalhadores”, na medida que reduz direitos e traz prejuízos à saúde e à segurança dos trabalhadores, como demonstram inúmeros estudos realizados, com destaque para o fato de os terceirizados sofrerem 80% dos acidentes fatais de trabalho, terem as piores condições de saúde e segurança no trabalho, realizarem as atividades de maior risco, sem a necessário proteção, receberem salário menor do que os contratados diretamente, cumprirem jornadas maiores do que os contratados diretamente, receberem menos benefícios indiretos, como planos de saúde, auxílio alimentação, capacitação, entre outros e sofrem com maior rotatividade.
Pejotização
A “pejotização”, diz a NT, é um dispositivo que considera a “pessoa física como contratante, o texto incorre em erro lógico conceitual e nega a própria ideia de empresa como organização dos meios de produção”.“O dispositivo que afasta o vínculo empregatício entre os sócios das empresas prestadoras e a empresa contratante abre espaço para ‘pejotização’, com a contratação de trabalhadores como pessoas jurídicas, em fraude à relação de emprego, expediente que além de precarizar as relações de trabalho legítima a sonegação de impostos e contribuições sociais”.
– Veja todas as notas técnicas que subsidiam o debate: parecer técnico-jurídico, notas técnicas do MPT, nota técnica e análise do PL 6.787/16
– Por dentro das notas técnicas do Ministério Público do Trabalho
Fonte: Diap
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08.02.17
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Efeitos da PEC da Previdência: acesso restrito, remuneração menor
Entre os prováveis efeitos da reforma da Previdência, estão maior dificuldade de acesso a aposentadorias e benefícios, o que reduzirá o tempo de aposentadoria, além da redução de benefícios, diz a economista do Dieese, Fátima Guerra, citando ainda “estímulos explícitos e implícitos” à previdência privada. Durante seminário promovido pelo instituto e por centrais sindicais, que continua nesta quarta-feira (8), ela apresentou detalhes da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, em nota técnica elaborada pelo Dieese denominada A minimização da Previdência pública.
“A PEC 287 é um passo a mais na corrosão da confiança no sistema da Previdência pública e, portanto, coloca em risco a Previdência Social e toda a estrutura de proteção social construída a partir da Constituição de 1988. A fragilização da Previdência Social se articula com o enfraquecimento das políticas públicas voltadas para a população e favorece o aumento da vulnerabilidade social, da pobreza e das desigualdades no país, contrariando o artigo 3º da Constituição que declara, como parte dos objetivos fundamentais da República, a construção de uma sociedade justa, a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais e regionais”, afirma o Dieese no final da nota.
O instituto lançará no próximo dia 23 uma “jornada nacional” de debates. O objetivo é levar a discussão a todos os estados para se contrapor à propaganda do governo e mostrar as consequências negativas da PEC da reforma da Previdência. O analista político Antônio Augusto de Queiroz, o Toninho, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), alertou para a necessidade de mobilização. “Se não houver disposição real de enfrentamento, o risco de esses retrocessos acontecerem é real”, afirmou. A hipótese de o governo retirar a PEC está fora de cogitação, segundo ele – assim, a alternativa é tentar “retirar os pontos mais perversos”.
Fátima citou como exemplo uma professora que entrou no serviço público de educação básica em 1998, aos 20 anos, e que poderia se aposentar com 25 anos de magistério. Como estará perto dos 40 anos em 2017, no caso de a PEC ser aprovada ela não estaria incluída nas regras de transição e teria de trabalhar até os 65 anos – ou seja, 20 anos a mais do que a regra atual. Também perderia direito ao benefício integral.
“Pedágio” e perdas
Pela PEC 287, a transição vale para homens com mais de 50 anos e mulheres com mais de 45 anos. Eles teriam de pagar um “pedágio” equivalente à metade do tempo de contribuição que resta para a aposentadoria. Se faltam cinco anos, por exemplo, teriam de trabalhar mais dois anos e meio. E com as regras de cálculo para a aposentadoria já alteradas. Assim, em vez da média de 80% dos maiores valores de contribuição, esse trabalhador receberia o equivalente a 51% da média (desde julho de 1994) mais 1% por ano de contribuição. Em um exemplo mais repetido, teria de trabalhar durante 49 anos seguidos para conseguir a aposentadoria integral. Em qualquer caso, perde receita.
Também cairiam os valores dos benefícios, tanto para servidor vinculado ao RPPS (regime próprio) como para o segurado do RGPS (regime geral). A PEC desvincula benefícios do salário mínimo. “A regra de cálculo é tão severa, tão nociva, que (o benefício) pode ser muito menor que o salário mínimo”, observa Fátima. Segundo a nota do Dieese, as pensões concedidas com valor de um mínimo correspondiam, em 2015, a 55% do total e por 36% do montante pago.
Toninho, do Diap, observa que a oposição conta com apenas 100 representantes no Congresso, o que tornará difícil, inclusive, a apresentação de emendas à PEC. A base do governo, “que vai do centro à extrema-direita”, conta com mais de 400 parlamentares, sendo 300 o que ele chama de “votos consistentes”, ou seja, de apoio incondicional. Por isso, lembra, a mobilização torna-se mais importante, além de “massificar” as informações sobre as “maldades” contidas na reforma. O analista observa que o presidente da comissão especial da Previdência será o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que já foi da “tropa de choque” do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o que por si só mostra sua resistência a pressões.
“A troca de governante significou claramente uma mudança de paradigma”, afirma o diretor do Diap. “Essa mudança de governo significou transferência de renda, apropriação pelo mercado de dinheiro público.” Segundo ele, após 1988 (Constituição), 1993 (revisão constitucional) e os anos FHC, essa é a “quarta oportunidade” de os setores conservadores acabarem com os princípios de Estado de bem-estar social contidos na legislação. Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) vem cuidando de desregulamentar condições de trabalho. Os poderes, comenta o analista, estão agindo de forma sincronizada.
Fonte: Diap
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Custo da cesta básica recuou em 20 capitais
Em janeiro de 2017, o custo do conjunto de alimentos básicos diminuiu em 20 das 27 capitais do Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). As reduções mais expressivas ocorreram em Rio Branco (-12,82%), Cuiabá (-4,16%), Boa Vista (-3,94%), Campo Grande (-3,63%) e Curitiba (-2,97%). As elevações foram anotadas em algumas capitais do Norte e Nordeste: Fortaleza (4,64%), Aracaju (2,18%), Salvador (1,30%), João Pessoa (0,76%), Teresina (0,57%) e Manaus (0,18%). Em Brasília (0,22%) também houve aumento.
A cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 453,67), seguida de Florianópolis (R$ 441,92) e Rio de Janeiro (R$ 440,16). Os menores valores médios foram observados em Rio Branco (R$ 335,15) e Recife (R$ 346,44).
Em 12 meses, entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017, 14 cidades acumularam alta. As elevações mais expressivas foram observadas em Maceió (15,99%), Fortaleza (11,89%) e Belém (8,52%). As reduções foram anotadas em 13 cidades, com destaque para Belo Horizonte (-6,71%), Campo Grande (-4,69%), Palmas (-4,45%) e Brasília (-4,23%).
Com base na cesta mais cara, que, em janeiro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em janeiro de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.811,29, ou 4,07 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em 2016, o salário mínimo era de R$ 880,00 e o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.795,24 (ou 4,31 vezes o salário mínimo) em janeiro e a R$ 3.856,23 (ou 4,38 vezes) em dezembro.
CUSTO DA CESTA BÁSICA É ELEVADO EM SALVADOR NO MÊS DE JANEIRO
Em janeiro, a cesta básica na capital baiana registrou elevação de 1,30%, em relação a dezembro e passou a custar R$ 359,75, o sexto menor valor entre as 27 capitais onde o DIEESE realiza a pesquisa. Na variação anual, os gêneros alimentícios subiram 3% de fevereiro de 2016 a janeiro de 2017.
Em janeiro, as altas foram registradas no preço médio do tomate (11,25%), no óleo (10,40%), na farinha de mandioca (10,37%), na banana da prata (7,22%), no açúcar (4,64%), no café (3,98%), carne (3,61%) e levemente, no pão francês (0,79%). Já o feijão carioquinha teve redução maior que no mês anterior, com variação de -17,53% em janeiro, seguido pelo leite integral (-8,35%), manteiga (-2,14%) e, finalmente, arroz branco (-0,87%).
Em janeiro de 2017, o trabalhador soteropolitano remunerado pelo salário mínimo comprometeu 84 horas e 28 minutos de sua jornada mensal para adquirir os gêneros essenciais. Em dezembro de 2016, a jornada necessária foi maior, apesar de o custo da cesta ter sido menor (R$ 355,15), por causa do acréscimo no salário mínimo ocorrido em janeiro. Naquele mês eram necessárias 88 horas e 47 minutos. Quando se compara o custo da cesta em relação ao salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, o comprometimento foi de 41,73% em janeiro 2017, percentual inferior aos 45,68% de dezembro 2016.
CESTA BÁSICA X SALÁRIO MÍNIMO
Em janeiro, com o reajuste de 6,48% no salário mínimo, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 91 horas e 48 minutos nas 27 capitais do país. Em dezembro de 2016, a jornada média necessária foi calculada em 98 horas e 58 minutos. Em janeiro de 2016, o tempo médio era de 97 horas e 02 minutos.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em janeiro, 45,36% para adquirir os mesmos produtos que, em dezembro de 2016, ainda com o valor antigo do salário mínimo, demandavam 48,89% e em janeiro do mesmo ano, 47,94%.
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS[1]
Entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, houve predominância de alta no preço do café em pó, óleo de soja e farinha de mandioca, coletada no Norte e Nordeste. Já o feijão, leite integral e batata, pesquisada no Centro-Sul, tiveram redução média de valor na maior parte das cidades.
Em janeiro, o preço do café aumentou em 26 cidades. As variações oscilaram entre 0,33%, em Boa Vista, e 14,85%, em Rio Branco. Houve redução apenas em Belém (-3,60%). Em 12 meses, todas as cidades mostraram alta, que variaram entre 13,65%, em Cuiabá e 54,91%, em Aracaju. A expectativa é de menor oferta de grãos para 2017, devido à bienalidade negativa, característica da cultura do café, ou seja, a cada dois anos, o plantio tende a ser menor. Além disso, os estoques de café estiveram justos no início do ano e o preço internacional subiu. Com isso, o valor no varejo mostrou elevação em quase todas as cidades pesquisadas. Em Salvador, a alta, em janeiro, foi de 3,98%.
O óleo de soja teve seu preço majorado em 25 capitais em janeiro, com destaque para o aumento em Goiânia (27,46%), Rio de Janeiro (16,30%) e Curitiba (14,00%). As reduções aconteceram em Boa Vista (-1,36%) e Rio Branco (-0,23%). Em Salvador, o preço médio subiu 10,40% no mês. Em 12 meses, o valor do óleo de soja cresceu em todas as cidades, com taxas entre 1,29%, em Manaus e 22,08%, em Goiânia. Houve elevação da demanda mundial por óleo de soja; e além disso, no Brasil, parte da produção seguiu destinada para a elaboração de biocombustíveis.
Coletada no Norte e Nordeste, a farinha de mandioca apresentou alta de preços na maior parte das cidades, em janeiro, com destaque para as variações de Rio Branco (36,17%), Aracaju (32,46%) e Salvador (10,37%). As reduções ocorreram em Manaus (-7,17%), Natal (-1,42%) e Belém (-0,14%). Em 12 meses, todas as capitais mostraram elevações, com taxas entre 31,12%, em Belém e 66,44%, em Recife. O preço da raiz de mandioca aumentou devido à menor oferta e maior demanda por parte das fecularias e das indústrias de farinha.
Das 27 capitais onde se realiza a pesquisa, houve queda mensal no preço do feijão em 25. O do tipo carioquinha, pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e em São Paulo, diminuiu em todas as cidades, exceto Aracaju (4,86%) e Fortaleza (1,06%). Nas demais cidades, as taxas variaram entre -48,66%, em Rio Branco, e -6,12%, em Maceió. Em Salvador, a variação foi de -17,53%. Já o preço do feijão preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, diminuiu no Rio de Janeiro (-7,84%), Vitória (-5,74%), Curitiba (-3,63%), Porto Alegre (-3,31%) e Florianópolis (-2,00%). Em 12 meses, o valor do grão carioquinha aumentou em quase todas as capitais: as altas variaram entre 2,86%, em Palmas e 95,62%, em Maceió. Apenas em Porto Velho (-3,56%) e em Belo Horizonte (-3,20%) foram verificadas quedas acumuladas. Para o tipo preto, em 12 meses, houve alta em todas as localidades, com destaque para as taxas de Florianópolis (74,51%) e Porto Alegre (64,90%). Houve menor demanda pelo grão carioca devido aos altos valores de comercialização que, somados à baixa qualidade dos grãos ofertados explicaram a redução do preço do carioquinha. Para o grão preto, a colheita do Sul do país e a continuidade da importação do grão abasteceram parte da demanda e reduziram o preço comercializado.
O valor do leite diminuiu em 21 cidades em janeiro, com quedas que variaram entre -15,43%, em Rio Branco e -0,29%, em Vitória. Em Salvador, o preço médio recuou 8,35%. As altas foram verificadas em Florianópolis (4,24%), Goiânia (3,24%), Porto Alegre (1,43%), Brasília (1,10%), Belo Horizonte (1,04%) e Fortaleza (0,70%). Em 12 meses, todas as cidades acumularam aumentos, com taxas entre 3,55%, em Vitória e 57,38%, em Aracaju. Menor precipitação no Centro-Oeste e no Sudeste e chuvas intensas no Sul limitaram o crescimento da oferta do leite, no entanto, os preços do leite no varejo seguiram em queda na maior parte das cidades.
A batata, pesquisada no Centro-Sul, diminuiu em 10 cidades e aumentou somente em Belo Horizonte (8,29%), em janeiro. As quedas mais expressivas foram registradas em Porto Alegre (-30,69%), Curitiba (-29,58%) e Cuiabá (-27,78%). Em 12 meses, todas as capitais mostraram retração de valor: entre -58,89%, em Brasília e -37,78%, em Goiânia. Apesar das chuvas, batatas de boa qualidade seguiram abastecendo o varejo e houve redução de preço.
[1] Fontes de consulta: Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – ESALQ/USP, Unifeijão, Conab – Companhia Nacional de Abastecimento, Embrapa, Agrolink, Globo Rural, artigos diversos em jornais e revistas.
Fonte: Dieese
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06.02.17
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Mercado de trabalho: crise intensifica a busca por uma oportunidade de estágio
Programas de aprendizagem apresentam índices favoráveis e a concorrência aumenta entre os estudantes
O Brasil atravessa uma das piores crises de sua história e a expectativa de recuperação da economia nacional é modesta. 2017 ainda apresenta um cenário de retração, consequência da recessão econômica acentuada que o país vem sofrendo desde o final de 2014. As projeções não são muito animadoras, especialmente para quem está em busca de um emprego, pois indicam que o total de desempregados pode subir ainda mais até o ultimo trimestre.
Especialistas do setor acreditam que esse ano irá começar um período de estabilidade para o mercado brasileiro, pois o total de contratações poderá superar, aos poucos, o número de demissões, no entanto, isso deve ocorrer de forma lenta e gradual, já que as novas vagas abertas não serão capazes de absorver toda a demanda de pessoas que estão sem emprego atualmente no país.
Diante disso, os estudantes têm demonstrado cada vez mais interesse nas oportunidades de estágio, que já apontam um aumento na quantidade de inscritos. Diferente do mercado celetista, os programas de aprendizagem seguem estáveis e continuam contratando mesmo em meio ao quadro econômico conturbado do país, o que chama atenção não apenas dos jovens, mas de alunos de todas as idades que ingressam em uma nova carreira profissional.
Recorde de desemprego no país
De acordo com a última pesquisa nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnade Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ano passado fechou com 12,3 milhões de pessoas desempregadas, o maior índice desde o início do estudo, em 2012. Esse número é 36% maior em comparação com 2015 e quase dobrou desde o final de 2014, quando começou a crise econômica no país. Para se ter ideia, essa taxa é proporcional a toda a população de São Paulo, a maior cidade brasileira.
Diante desse cenário desfavorável, a faixa etária entre 14 e 24 anos, é uma das mais afetadas. A taxa de desemprego chegou a 25,6% para essa parcela da população. Com menos tempo de experiência profissional e, muitas vezes, com um nível menor de qualificação, os jovens buscam alternativas para driblar a crise e o estágio, que atualmente segue apresentando números de vagas expressivos, está em alta entre aqueles que estudam.
Procura acentuada
Com o encolhimento do mercado de trabalho brasileiro e a recessão contínua que o país enfrenta, os programas de aprendizagem apresentam estabilidade e crescimento gradual, o que atrai cada vez mais estudantes. Dados da Companhia de Estágios – assessoria especializada no recrutamento e seleção de estagiários – apontam que no primeiro semestre de 2016, o número de candidatos cresceu 17,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior, e a expectativa é que o número continue subindo neste ano.
Pesquisas do setor indicam que o número de pessoas acima dos 40 anos que estão em busca de uma oportunidade de estágio também vem crescendo atualmente. Para Tiago Mavichian, diretor da Companhia de Estágios, há uma quantidade relevante desses candidatos que, obviamente, não estão procurando o primeiro emprego e possuem mais vivencia profissional que os jovens, o que aumenta a concorrência e torna a disputa acirrada: ”seja para recomeçar profissionalmente ou para se ajustar à atual realidade do mercado, o fato é que eles estão buscando uma nova qualificação e aderindo ao estágio. No entanto, para compensar a falta de experiência o jovem tende a buscar mais qualificações, assim, quem tem a ganhar com essa competitividade são as empresas” – Explica o especialista.
Panorama nacional
De acordo com o levantamento mais recente da Associação Brasileira de Estágios (Abres) há mais de um milhão de estagiários no país, somente no ensino superior um em cada dez estudantes participa de algum programa de estágio e os alunos dos ensinos médio e técnico já somam 260 mil. O número ainda é proporcionalmente baixo diante da grande quantidade de estudantes no país, porém, ao contrário do mercado formal, segue estável mesmo nesse período de crise.
Principais vantagens dos programas de estágios
Tanto os estudantes como as empresas contratantes são beneficiados ao selar o contrato de estágio. A lei estabelece uma série de direitos e deveres que visam proporcionar a melhor experiência para ambas as partes. Mavichian afirma que cada vez mais empresas aderem aos programas de aprendizagem depois de compreenderem que o estágio é como uma via de mão dupla na qual ambas as partes saem ganhando: “Enquanto o estudante adquire experiência para se desenvolver profissionalmente em seu ramo de atuação e coloca em prática todo seu conhecimento teórico, a concedente ganha toda a expertise que o aluno, ainda em formação, adquire em seu curso, e um novo olhar, em constante atualização, sobre o mercado”.
Além disso, nesse período de crise, as empresas têm a oportunidade de ter uma mão-de-obra qualificada com custos reduzidos na folha de pagamento, já que o estágio não caracteriza vínculo empregatício, e, portanto, libera a empresa dos encargos de um funcionário celetista. Outro ponto atraente para muitas organizações é que o estagiário pode atuar pelo período de até 2 anos, o que configura um período de tempo de treinamento para que futuramente o estudante, já desenvolvido, passe a compor o quadro de funcionários da empresa após o termino do contrato.
De olho na lei
Que os programas de aprendizagem conferem uma série de vantagens não há dúvidas, porém, para assegurar que os estudantes não serão encarados apenas como uma mão-de-obra de baixo custo há a lei do estágio (nº 11.788), que traz regras estabelecidas que devem ser seguidas vigorosamente para que o programa não se distancie de seu foco principal e não acabe gerando um vínculo empregatício com a empresa contratante. Confira uns dos principais cuidados que as empresas devem adotar ao optar pelo programa:
Matrícula ativa: É preciso ficar atento ao vínculo do estudante com sua instituição de ensino. Caso haja o desligamento, ou mesmo uma interrupção no curso, o estágio deverá ser automaticamente cancelado, pois perde seu cunho educativo. Portanto, especialistas recomendam que as empresas verifiquem este ponto regularmente por meio de relatórios assinados ou comprovantes de matrícula.
Carga horária: Outra questão muito importante que deve ser observada diz respeito a carga horaria do estágio, pois, na lei há um limite especifico de acordo com o nível do curso do aluno – 6 horas diárias e 30 horas semanais para nível superior e 4 horas diárias e 20 horas semanais para o ensino médio/técnico – e este deve ser cumprido para que não atrapalhe o período de estudos. Horas extras também não são permitidas.
Funções definidas: As funções que o estagiário desempenha sempre deverão estar de acordo com sua área de formação, pois, o objetivo principal do estágio é proporcionar uma experiência educativa na qual o aluno poderá colocar em prática o conhecimento teórico adquirido no curso e, consequentemente, se desenvolver profissionalmente. Designar tarefas que não estejam de acordo com o campo de atuação do estudante pode caracterizar desvio de funções e um possível vínculo trabalhista.
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06.02.17
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Terceirização: para relatora, União também é responsável por débitos
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06.02.17
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Contra retrocessos, mulheres organizam greve geral para 8 de março
Contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Temer, que quer acabar com o direito garantido às mulheres de se aposentarem antes devido à dupla jornada de trabalho, movimentos feministas planejam uma greve geral em 8 de março, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher.
“Desde o golpe contra a presidenta eleita (Dilma Rousseff), temos vivido, nesse governo que a gente considera ilegítimo, uma série de ataques que estão retrocedendo nos nossos direitos, nos direitos das mulheres em geral, mas não só, como nos direitos de toda a classe trabalhadora”, afirma Thaís Lapa, integrante da Marcha Mundial das Mulheres, em entrevista à repórter Camila Salmazio, da Rádio Brasil Atual.
As ameaças aos direitos previdenciários das mulheres, a luta contra o desemprego, além de pautas históricas do movimento feminista, como o fim da violência de gênero e o direito ao próprio corpo também farão parte da mobilização do dia 8 de março. “São razões que a gente acha que é importante ter uma demonstração de indignação, parando a produção”, ressalta Thaís.
A mobilização, construída em conjunto com o movimento sindical, também deve contar com articulação internacional. Segundo Jolúzia Batista, assessora técnica do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea). Surgida na Suécia, cresce a ideia, que vem ganhando força em países como Brasil e Argentina, de realizar uma paralisação mundial de pelo menos uma hora em defesa dos direitos das mulheres.
“É uma mobilização difícil, porque parte da população não entendeu ainda o que significou tirar a presidenta Dilma Rousseff por uma questão que até hoje não está provada. Deram um golpe porque tinham que cumprir determinados acordos. De fato, é uma ofensiva conservadora que se coloca”, detalha Jolúzia.
O 8 de março também está no calendário de mobilização dos trabalhadores da educação. Segundo a CNTE, confederação nacional da categoria, nesse dia ocorrerão assembleias estaduais para definição de greve da categoria ainda dentro do mês.
Fonte: RBA
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06.02.17
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Reforma trabalhista: Rodrigo Maia constitui comissão especial
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) constituiu, na última sexta-feira (3), a comissão especial que vai debater e votar, conclusivamente, o PL 6.787/16, que trata da reforma trabalhista. O ato seguinte vai ser instalar o colegiado assim que os líderes partidários indicarem seus membros.
Para relatar o projeto, no colegiado, foi designado o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). O presidente da comissão ainda não foi escolhido. Ele está no 3º mandato, é economista, professor e administrador público. Natural de Natal foi vereador na capital potiguar.
Para ser formalmente considerado relator do projeto, é necessário, agora, a instalação da comissão especial e eleição do presidente, que designará o relator. Marinho, que votou favoravelmente ao PL 4.330/04, em entrevista afirmou que sua intenção é fazer um “pente-fino” nos mais de dois mil projetos de mudanças na legislação trabalhista em tramitação, para acelerar a reforma, podendo incluir temas polêmicos evitados pelo planalto, como a terceirização e o trabalho intermitente. Leia mais sobre a reforma trabalhista
Por esta posição do relator vê-se que ele está afinado com a posição da bancada empresarial e do mercado. Desse modo, a luta do movimento sindical para derrotar esse projeto deverá se elevar substantivamente.
Tramitação
A comissão terá prazo de 10 sessões, sendo as primeiras cinco para apresentação de emendas ao texto. A partir da sexta sessão, o relator poderá apresentar seu parecer.Poderá haver outras possibilidades de prazo: 1) o relator pode definir um calendário; 2) o prazo poderá se estender até concluir-se a votação; e 3) ser até de 40 sessões para debates e votação da matéria.
Prazo
Ao final desse período pré-estabelecido para funcionamento da comissão, abre-se prazo para apresentação de recurso contra a decisão conclusiva do órgão.É necessário o apoiamento de 52 deputados para levar o recurso ao plenário, a fim de que a matéria seja apreciada também pelo conjunto da Câmara. Destaque-se que, raramente, estes prazos são fielmente cumpridos pela Casa.
Urgência
Pode ser que haja, ainda, pedido de urgência solicitada pelo Executivo ou por iniciativa dos deputados. Caso seja aprovado requerimento com este propósito, são necessários 257 votos favoráveis ao requerimento de urgência, ou assinatura de líderes que represente este total.Se isto ocorrer, o projeto vai à apreciação direta no plenário da Câmara. Esta seria uma estratégia para acelerar a tramitação e votação na Casa.
Fonte: RBA
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06.02.17
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Reformas da Previdência e trabalhista já têm relatores na Câmara
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03.02.17
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Relator de reforma da Previdência já deu parecer sobre terceirização
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03.02.17
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Justiça obriga governo a divulgar “lista suja” do trabalho escravo
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03.02.17
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Mais de 11 milhões de trabalhadores já sacaram o abono salarial de 2015
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31.01.17
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Saiba como consultar as contas inativas do FGTS
São muitas as maneiras de consultar o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) se você está pensando na liberação dos recursos de contas inativas, prometida para março. Os valores podem ser consultados por por site, e-mail, aplicativo, mensagem de celular ou pessoalmente.O Governo Federal vai permitir o saque de todo o dinheiro de contas que deixaram de ter depósitos do empregador até 31 de dezembro de 2015. Como 10,2 milhões de pessoas terão direito a retirar o dinheiro, com saques podendo chegar a R$ 30 bilhões, o presidente Michel Temer espera movimentar a economia.Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o dinheiro será liberado de março a julho, em ordem conforme o mês de aniversário do trabalhador. O cronograma de saques ainda não está definido e deve ser anunciado pela Caixa Econômica Federal no mês que vem.Então, é bom se inteirar quanto aos seus direitos e checar quanto você tem de FGTS represado. Contas inativas são aquelas que deixaram de ter depósitos da empresa em razão da rescisão do contrato de trabalho (se você pediu demissão ou foi demitido).O jeito mais fácil de fazer a consulta é entrar no site da Caixa. Com Número de Identificação do Trabalhador (NIT) e senha (dá para cadastrá-la na hora) em mãos, é possível ver o saldo e o histórico de depósitos de cada empresa na qual você trabalhou com carteira assinada.No site, dá para requisitar o envio das informações por e-mail e até por mensagens de texto no celular. Outra opção para smartphones é usar o aplicativo do FGTS, disponível para todos os sistemas operacionais.Como consultar:– Pessoalmente: em agências ou postos de atendimento da Caixa Econômica Federal.– Pela internet: no site da Caixa (www.caixa.gov.br/beneficios-trabalhador/fgts).– Pelo celular: no aplicativo para smartphone disponível para download em qualquer sistema operacional.Na loja de aplicativos do seu celular (Google Play, App Store e Windows Store), baixe gratuitamente o aplicativo do FGTS, da Caixa Econômica Federal.– Por SMS: pela internet dá para pedir para receber mensagens de texto no celular sobre os depósitos mensais. Basta acessar ‘serviços no celular’.– Por e-mail: pela internet dá para requisitar o envio das informações por e-mail. Basta acessar ‘extrato por e-mail’ no site.Fonte: PPTSaiba mais >
31.01.17
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Congresso Nacional: eleições movimentam semana política
O retorno dos trabalhos no Poder Legislativos será marcado pela eleição das mesas diretoras das duas Casas do Congresso – Câmara e Senado. Os presidentes coordenarão os trabalhos nos próximos dois anos e pautas decisivas estarão em debate no Parlamento neste ano político que se inicia.
A Câmara dos Deputados conta com três deputados que disputam a vaga. No Senado Federal apenas dois se lançaram ao pleito.
Senado
Os dois candidatos à presidência da Casa são estreantes no Senado Federal. Porém, ambos fazem parte da base de apoio do governo Temer, que no Senado ultrapassa o número de 40 parlamentares.O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) conta com o apoio da maioria dos seus pares e ainda tem o apoio do Palácio do Planalto. José Medeiros (PSD-MT), também da base de Temer, lançou sua candidatura de forma isolada, mas pretende ser uma opção aos senadores que não concordam com a candidatura de Eunício Oliveira.
Câmara
Na Câmara dos Deputados, a disputa acontece entre três candidatos. Dois são da base de Temer e um da oposição. A polêmica em torno da eleição da Câmara concentra-se na reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ), eleito para substituir Eduardo Cunha (PMDB-RJ) após a renúncia de Cunha.Maia, que é candidato à reeleição, enfrenta resistência jurídica e política na disputa. A Constituição determina que o mandato na presidência das Casas legislativas são de dois anos, sem possibilidade de reeleição na mesma legislatura, o que impediria o atual presidente de disputar a vaga. Mas Maia resiste e insiste na sua reeleição, que é objeto de questionamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
No atual ambiente político, a candidatura de Jovair Arantes (PTB-GO) pode dividir a base do governo e enfraquecer o apoio à reeleição de Maia. O deputado goiano é um dos coordenadores do Centrão, bloco de partidos que somam mais de 170 deputados.
Oposição
O deputado André Figueiredo (PDT-CE) é o candidato de oposição ao governo na Câmara dos Deputados. Ex-ministro da presidente Dilma, o parlamentar cearense lançou sua candidatura como uma alternativa à maioria governista.Conheça o perfil dos candidatos às duas Casas Legislativas – Câmara e Senado.
SENADORES
EUNÍCIO OLIVEIRA (PMDB-CE)
Senador, 1º mandato, cearense, agropecuarista e empresário. Bom articulador, destaca-se como negociador.Começou sua carreira política como militante estudantil e presidente da casa do estudante do Ceará. Líder sindical patronal, foi presidente da Federação de Transporte de Valores e da Federação do Comércio de Brasília, do Sesc e do Senac. Antes da eleição para o Senado, exerceu três mandatos de deputado federal. Coordenador da Procuradoria Parlamentar e líder do PMDB, foi um dos responsáveis pela adesão do partido à base de sustentação dos governos Lula e Dilma. Com o afastamento da Presidente e assumindo o comando do País o seu correligionário Michel Temer, Eunício ganhou ainda mais prestígio no Palácio Planalto. Foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa e é o principal interlocutor das negociações em torno do projeto da terceirização.
Conheça os financiadores e as bases eleitorais do parlamentar
JOSÉ MEDEIROS (PSD-MT)
Senador, 1º mandato, servidor público (policial rodoviário federal), assumiu a vaga de suplente no lugar do ex-senador Pedro Taques (PSDB-MT), eleito governador em 2014.Nascido em Caico (RN), foi para Mato Grosso levado pelos pais, constituiu família e construiu sua vida política no estado. Teve seu primeiro contato com o PCB ainda na militância estudantil e colaborou na fundação do PPS. Foi candidato à deputado federal em 2006 mas não foi eleito. Atualmente está no PSD.
Não existe declarações de financiadores e base eleitorais por se tratar de Senador suplente.
CÂMARA DOS DEPUTADOS
ANDRÉ FIGUEIREDO (PDT-CE)
Deputado, 3º mandato, cearense, advogado e economista, com especialização em comércio exterior. Destaca-se como negociador.Iniciou sua atividade política como presidente do Sindicato dos Economistas do estado do Ceará. Foi secretário estadual do Esporte e Juventude e presidente do Fórum Nacional de Secretários e Gestores de Juventude. No executivo federal, foi assessor especial e secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego. Também atuou como ministro das Comunicações no governo Dilma. Vice-líder do PDT na Câmara Federal, já atuou como líder do partido. É presidente estadual do PDT e 1º vice-presidente nacional da legenda. Foi relator da Medida Provisória 238/05 que criou a Secretaria Nacional de Juventude, o Conselho Nacional de Juventude, e o primeiro Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem). Também atuou na relatoria do projeto que deu origem à Lei 12.858/13, que dispõe sobre a aplicação de parte dos recursos provenientes de royalties do petróleo nas áreas de educação e saúde. Em 2013, o deputado foi um dos líderes, na Câmara, para aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que garantiu 10% do PIB para a educação.
Conheça os financiadores e as bases eleitorais do parlamentar
JOVAIR ARANTES (PTB-GO)
Deputado, 6º mandato, goiano, cirurgião-dentista e produtor rural. Destaca-se como negociador. Político com longa trajetória na vida pública de Goiás, foi vereador, secretário municipal de Saúde, vice-prefeito de Goiânia, presidente da Companhia de Urbanização de Goiânia, presidente da Indústria Química de Medicamentos do Estado de Goiás, além de deputado estadual. Presidente do PTB em Goiás e vice-presidente nacional de relações interpartidárias, é o líder do partido na Câmara e 1º vice-líder de bloco parlamentar. Foi coordenador da bancada federal de Goiás na Comissão Mista de Orçamento. Já presidiu a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Integrante do grupo de apoio ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, foi relator da abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff. É aliado e defensor dos interesses dos servidores, aposentados e pensionistas. Foi relator do projeto que institui o regime de emprego na Administração Pública e de projetos de lei de interesse dos servidores do Judiciário Federal, da Receita Federal, Diplomatas, Polícia Rodoviária Federal, Anvisa e Procuradores da Fazenda Nacional. É autor, entre outras matérias, do PL 1.781/1999, que anistia os servidores públicos em razão de greve no período de 5/10/1988 até a data de publicação da lei.Conheça os financiadores e as bases eleitorais do parlamentar
RODRIGO MAIA (DEM-RJ)
Deputado, 5º mandato, nascido no Chile, bancário. Destaca-se como articulador.De família tradicional na política do Rio de Janeiro, iniciou sua carreira na vida pública em 1997 como secretário municipal de governo. É filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesár Maia.
Atual presidente da Câmara dos Deputados, foi eleito após a renúncia do ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha, para cumprimento de mandato que se encerra no início desta sessão legislativa. Parlamentar experiente, presidiu a Comissão de Viação e Transportes, a Comissão de Trabalho e foi 2º vice-presidente da Comissão de Finanças e Tributação. Ex-presidente nacional do Democratas, já ocupou a liderança do partido na Casa. Foi um opositor qualificado ao governo Lula no Congresso e continuou na oposição durante o governo Dilma. Com experiência no mercado financeiro e passagem pelo Banco BMG e Icatu, prioriza em sua atuação o mercado de capitais, matérias financeiras e tributárias, trabalhistas e relativas à geração de emprego e renda. É autor, entre outras matérias, do PL 7.033/2010, que institui quarentena aos empregados públicos ou dirigentes de entidades que prestam serviço de exploração de petróleo. Foi relator da Reforma Política conduzida recentemente pelo presidente Eduardo Cunha.
Conheça os financiadores e as bases eleitorais do parlamentar
Fonte: Diap
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40 ameaças do Congresso Nacional aos direitos humanos
O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Padre João (PT-MG), apresenta uma lista de 40 ameaças aos direitos humanos que partem do legislativo. Parte das iniciativas já foi aprovada em 2016, parte ainda está em tramitação.
O levantamento foi elaborado em parceria com o Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ) e com apoio de pesquisas realizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Conectas Direitos Humanos e do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.
O documento integrará adendo do presidente da CDHM e da presidenta da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, Erika Kokay (PT-DF), ao Relatório Periódico Universal do Brasil à Organização das Nações Unidas (ONU).
Temas como o fim dos direitos trabalhistas, retrocessos na reforma agrária, liberação ainda maior dos agrotóxicos, fim do licenciamento ambiental, fim das demarcações indígenas, proibição do casamento homoafetivo, restrição ao atendimento de vítimas de estupro, restrição à laicidade do Estado, restrição da liberdade de ensino, redução da maioridade penal, revogação do estatuto do desarmamento estão entre as leis enumeradas. Confira a lista:
Direitos Trabalhistas
- Reforma Trabalhista. O Projeto de Lei 6787/16, de autoria do Presidente Michel Temer, apresentado em regime de urgência, deve ser aprovado no primeiro semestre de 2017, segundo o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Entre as iniciativas do PL, estão a formalização da jornada diária de trabalho de até 12 horas e a prevalência de acordos entre empresas e sindicatos dos trabalhadores sobre a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
- Terceirização. O Projeto de Lei 4302/1998, que permite a terceirização das atividades-fim, e não apenas limpeza, segurança e outras atividades-meio, como atualmente ocorre, foi aprovado pela Câmara e está na ordem do dia do Senado.
- Trabalho escravo. Em 2014 foi aprovada a Emenda Constitucional de n° 81, que determina expropriação de áreas nas quais for utilizado trabalho escravo. A emenda precisa ser regulamentada por lei para ser efetiva. Entretanto, a nova regulamentação proposta pelo PLS 432/2013inviabiliza a atuação exercida atualmente pelos fiscais do Ministério Público do Trabalho no combate a essa prática.
Meio ambiente, acesso à terra e à alimentação
- (Des)Reforma Agrária. O governo apresentou a Medida Provisória 759/2016com duas propostas principais:
A primeira tem por finalidade liberar terras para o mercado. A proposta prevê o pagamento em dinheiro de terras adquiridas para a reforma agrária. Ela pretende ainda dar título de propriedade aos assentados, o que é uma janela para a reconcentração fundiária. Hoje, os títulos concedidos aos beneficiários são inegociáveis.
A segunda linha é a de fragilizar a organização social no campo. A proposta desconsidera a existência de acampados organizados em movimentos sociais, e prevê abertura de editais amplos para candidatos a beneficiários.
- Rotulagem de Transgênicos. A Câmara aprovou o PLC 34/2015que põe fim na exigência do símbolo “T” nos produtos que contêm até 1% de componentes transgênicos. O projeto fere o direito à informação e à escolha a uma alimentação saudável. A proposta está pendente de apreciação pelo Senado.
- (DES)FUNÇÃO SOCIAL. O Projeto de Lei 5288/2009, que está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça, restringe os requisitos da função social da propriedade.
Pela proposta, além de a propriedade não precisar cumprir os critérios ambiental e trabalhista, passa a não ser mais necessário o cumprimento simultâneo dos requisitos de “utilização da terra” e de “eficiência na exploração” para comprovação da produtividade da propriedade rural.
- Venda de terras para estrangeiros. Desde 2015, a proposta que permite a venda de terras para estrangeiros está com urgência aprovada, para que possa ser apreciada pelo Plenário da Câmara. Defendido pela bancada ruralista, oPL 4059/2012 viola a soberania nacional.
- Monopólio das Sementes. Está prestes a ser votado, em comissão especial, a proposta de proteção de cultivos. OPL 827/2015restringe a possibilidade de multiplicação de sementes protegidas e exige autorização do detentor da patente para que o agricultor comercialize o produto da colheita. Trata-se de projeto que favorece multinacionais do agronegócio, que concentrarão mais poder sobre a reprodução de sementes.
- Agrotóxicos. Comissão especial da Câmara se debruça sobre proposta de fragilização do processo de controle dos agrotóxicos no Brasil, que já ocupa, mesmo sem essa inovação legislativa, a primeira posição no consumo mundial de veneno na comida.
As propostas dos PL 6299/2002 e 3200/2015 alteram o nome de agrotóxicos para defensivos fitossanitários, restringe a ação do Ministério do Meio Ambiente e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
10.Mineração. O projeto de Código da Mineração (PL 37/2011) vai no sentido contrário ao das necessidades indicadas pelo maior desastre ambiental da história do Brasil, provocado pela mineração empresarial: a tragédia de Mariana.
O código mais incentiva que regula a mineração. Os substitutivos apresentados – um dos quais escrito no computador de uma mineradora – fragilizam o controle estatal e a capacidade de o Poder Público atuar no planejamento desse setor estratégico.
- Fim do licenciamento ambiental. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária anunciou que acordou com o Governo Federal a aprovação do “auto-licenciamento” ambiental, com o PL 3729/2004, que permite às empresas obter o licenciamento com o simples preenchimento de um formulário, retirando do Estado o poder de controlar os empreendimentos em prol do meio ambiente.
Direitos dos povos indígenas
- Fim das demarcações indígenas. AProposta de Emenda à Constituição 215, que já foi aprovada em Comissão Especial e está pronta para o Plenário da Câmara, prevê a competência do legislativo para demarcar terras, o que impossibilitará, na prática, futuras demarcações.
Além disso, transforma as terras tradicionais em equivalentes da propriedade rural: podem ser arrendadas, divididas e permutadas e ainda receber empreendimentos econômicos. Isso permite a investida do agronegócio e das mineradoras sobre terras indígenas homologadas, acabando com a noção de tradicionalidade.
- CPI do Incra e da Funai. Tramita, desde novembro de 2015, Comissão Parlamentar de Inquéritona Câmara dos Deputados para investigar as atividades da Fundação Nacional do Índio e do Instituto de Colonização e Reforma Agrária na demarcação de terras indígenas e quilombolas. Seu maior objetivo é paralisar o processo de reforma agrária e a demarcação de terras.
Direitos das Mulheres e das Pessoas LGBT
- Estatuto da Família. Foi aprovada por Comissão Especial a proposta (PL 6583/2013) que retira os casais homoafetivos do conceito de família. Casais formados por pessoas do mesmo gênero, pela proposta, não podem se casar ou estabelecer união estável, tampouco podem adotar. O Brasil já permite o casamento e a adoção por casais homoafetivos, a partir de decisão do Supremo Tribunal Federal.
- Restrição no atendimento em casos de estupro. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara aprovou o PL 5069/2013que criminaliza quem instiga ao aborto ou quem preste qualquer auxílio ou até mesmo orientação a mulheres para interrupção da gravidez.
- ABORTO COMO CRIME HEDIONDO. Quatro PLs em tramitação pretendem tornar o aborto um crime hediondo (PL 4703/1998, PL 4917/2001, PL 7443/2006e http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=389698). A prática seria considerada tão grave quanto homicídio praticado por grupo de extermínio e estupro de criança, por exemplo.
- NASCITURO. A proposta dá uma pensão à mãe de filho gerado a partir de um estupro, além de prever direitos de paternidade ao agressor. A (PL 478/2007) já foi aprovada em duas comissões – Finanças e Tributação e Seguridade Social e Família.
- Contra o reconhecimento das pessoas LGBT. Além do Estatuto da Família, tramitam projetos que propõem a vedação de adoção por casal homoafetivo (PL 4508/2008); a criminalização da “heterofobia” (PL 7382/2010); a criação do “Dia do Orgulho Heterossexual” (PL 1672/2011); a criação de nova causa de anulação do casamento — “a ignorância, anterior ao casamento, da condição de transgenitalização, que por sua natureza, torne insuportável a vida do cônjuge enganado com a impossibilidade fisiológica de constituição de prole” (PL 3875/2012); o cancelamento do decreto sobre o reconhecimento do nome social e da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais (PDC 395/2016); entre outros.
- (Não) Diversidade nas escolas. O Projeto de Lei 2731/2015pretende vetar o debate sobre a igualdade de gênero, ou a promoção da ideologia de gênero, por qualquer meio ou forma do sistema de educação.
Direito à laicidade do Estado
- Educação. Tramitam na Câmara algumas propostas dispondo da obrigatoriedade do ensino religioso, da Bíblia ou do criacionismo nas escolas. Entre elas, estão PL 309/2011, PL 943/2015e PL 8099/2014.
- Ação de inconstitucionalidade por entidades religiosas. Foi aprovada por comissão especial a PEC 99/2011que diz que as Associações Religiosas podem ajuizar ações de inconstitucionalidade no STF.
Direito à Educação
- Reforma Educacional. A maior reforma educacional em décadas foi apresentada por meio de Medida Provisória. Quanto ao método, a proposta foi desenhada sem discussão com a sociedade civil organizada, que inclui professores, estudantes, pesquisadores e gestores. Quanto ao conteúdo, apesar do recuo anunciado pelo Ministério da Educação, a MP de fato retirou a obrigatoriedade das disciplinas de sociologia e filosofia. Apenas matemática e português continuaram como matérias obrigatórias nos três anos do ensino médio.
- Escola sem partido. O projeto de “Programa Escola sem Partido” (PL 867/2015) inclui, como diretriz da educação nacional, o “respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, tendo os valores de ordem familiar precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa, vedada a transversalidade ou técnicas subliminares no ensino desses temas”.
A proposta viola, por isso, a Lei de Diretrizes e Bases, que estabelece a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; e o respeito à liberdade e apreço à tolerância. Foi criada uma comissão especial para analisar o projeto. (PL 867/2015, PL 7180/2014)
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=1050668
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=606722
Direitos das crianças e dos adolescentes
- Redução da maioridade penal. Foi aprovada pelo Plenário da Câmara a redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, nos casos de crimes hediondos (como latrocínio e estupro), homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Agora a PEC 115/2015está no Senado.
A idade penal de 18 anos é um direito humano previsto na Constituição e por isso é cláusula pétrea. A Convenção sobre Direitos da Criança da ONU de 1989 também afirma que 18 anos é o marco da idade penal.
- Aumento da internação para adolescentes no sistema socioeducativo. O Senado aprovou e a Câmara agora aprecia, em comissão especial, proposta de aumento do tempo de internação para adolescentes em conflito com a lei.
O texto do PL 7197/2002 eleva o tempo máximo de internação de adolescentes de três para dez anos em casos de homicídio doloso (com a intenção de matar) e de atos descritos na lei de crimes hediondos, sempre que cometidos com violência ou grave ameaça (como estupro e latrocínio). A partir dos 18 anos, o adolescente nessa situação deverá ser transferido para uma unidade ou ala separada dos demais”.
- Exposição de criança e adolescente em conflito com a lei. A Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados aprovou o PL 7553/1que permite a divulgação de imagem de criança ou adolescente a quem se atribui ato infracional.
- Redução da idade de trabalho. Está pendente de deliberação a apreciação da PEC 18/2011que pretende autorizar o trabalho a partir dos 14 anos (hoje a idade mínima é 16). A proposta fere a Constituição e tratados internacionais sobre proteção à adolescência.
Direito à vida
- Armamento. Comissão especial aprovou o que significa na prática a revogação do Estatuto do Desarmamento. O porte de armas, hoje restrito a policiais e determinadas autoridades como juízes, poderá ser conferido a qualquer pessoa com requisitos mínimos. O projeto está pronto para apreciação pelo Plenário da Câmara.
Direitos sociais e bem-estar
- Desmonte do Estado. Foi promulgada, em dezembro, a Emenda Constitucional nº 95proposta pelo Presidente Michel Temer, que institui um novo regime fiscal que congela os gastos públicos por 20 anos.
- Reforma da Previdência. O governo apresentou proposta de reforma da previdência, através da PEC 278/2016, na qual o trabalhador precisará contribuir por 49 anos para assegurar o recebimento do teto do regime geral da previdência. A proposta ainda estabelece paridade entre homens e mulheres e entre servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada.
- Orçamento. O Projeto de Lei Orçamentária encaminhado pelo Governo para o ano de 2017 tem a redução de R$ 430 milhões nas políticas públicas que atendem a agricultura familiar, a reforma agrária, os povos e as comunidades tradicionais (estudo da Liderança do PT). A proposta estabelece um teto de 110 milhões de reais para despesas discricionárias da Funai. Trata-se do menor valor orçado para a Fundação nos últimos 10 anos (de acordo com A Pública).
- Programa de Parcerias de Investimento (PPI). Foi aprovada a medida provisória de Michel Temer que instituiu o programa de privatizações de seu governo. A proposta, segundo o Deputado Nilto Tatto (PT/SP), é orientada “à expansão da infraestrutura mediante parcerias com a iniciativa privada e às privatizações de empresas e instituições financeiras federais, institui uma governança de camarilha, centralizando decisões e ações em um grupo restrito em torno do presidente da República, e negligencia os princípios que regem as licitações públicas”.
- Entrega do Pré-sal. O legislativo aprovou a propostade autoria do atual Ministro das Relações Exteriores, Senador licenciado José Serra (PSDB/SP), que retira a participação obrigatória da Petrobrás em pelo menos 30% da exploração do Pré-Sal – provavelmente a maior reserva energética do mundo.
Conforme apontou a Federação Única dos Petroleiros, trata-se de entregar a reserva às multinacionais, o que significará menos recursos para políticas públicas “e o fim da política de conteúdo nacional, que gera empregos, renda e tecnologia para o nosso país”. (Lei Ordinária 13365/2016)
- Renegociação das dívidas dos estados. O Congresso Nacional aprovou o projeto de renegociação da dívidados Estados. Para aderirem ao programa, os estados devem se submeter, por dois anos, aos requisitos da Emenda do teto de gastos.
Direito à comunicação
- EBC. Com a Medida Provisória 744/16Michel Temer acaba com a autonomia da Empresa Brasileira de Comunicação. Ela permitirá que o Planalto indique e demita livremente o presidente da EBC.
Tal medida vai na contramão das práticas democráticas de comunicação pública mundo afora, segundo as quais se criam empresas públicas de comunicação que não são estatais, ainda que prestem contas ao governo.
- 100 bilhões às operadoras. Foi aprovado, em sete dias corridos, com apoio do governo Temer e sem debates, em caráter terminativo pela Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional do Senado, um projetoque “transforma as concessões de telecomunicações em autorizações e transfere uma infraestrutura estratégica da União, avaliada em R$ 100 bilhões, para o patrimônio privado das operadoras”.
Processo legal
- Exceção legalizada. Foram apresentadas pelo Ministério Público Federal “dez medidas contra a corrupção”.
A PL 4850/2016, na prática, legalizava medidas de exceção como admissão de provas ilícitas, restrição ao habeas corpus, restrição grave à prescrição dos crimes e limitação à defesa e teste de integridade, ampliação excessiva do rol de crimes hediondos, etc.
- Terrorismo. O legislativo aprovou a lei que tipifica o terrorismo no Brasil. Apesar da ressalva que exclui de seu texto a atuação de movimentos reivindicatórios, a lei é perigosa pois traz conceitos indeterminados.
- Criminalização dos movimentos sociais. Hoje ao menos dois projetos de lei (PLS 272/2016e PL 5065/2016)pretendem agravar a legislação antiterror. Um deles resgata os dispositivos vetados pela então Presidenta da República, Dilma Rousseff. Assim, criminaliza os atos de ato de incendiar, saquear, depredar meios de transporte, agências bancárias, lojas e prédios públicos – o que implica em pena excessiva a condutas contra o patrimônio.
Outro inclui a finalidade política como elemento a caracterizar o terrorismo, com o intuito de restringir movimentos reivindicatórios, ferindo a liberdade de expressão e a democracia.
Direito ao voto
- Parlamentarismo. O Senado aprovou a criação de uma comissão especial para debater a adoção do parlamentarismo, ainda não instalada.
Tramita no STF um mandado de segurança (MS 22.972) que questiona se é possível a mudança de um sistema de governo via emenda Constitucional. O MS foi pautado em março, mas não foi ainda julgado.
Nas informações que prestou ao STF, o Presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, manifestou-se favorável ao parlamentarismo. Por esse sistema, os cidadãos não têm o direito de voto direto para o cargo de Presidente da República.
Edição: Camila Rodrigues da Silva
Fonte: Diap
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Aposentados do INSS começam a receber benefícios reajustados a partir desta quarta
Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber a partir desta quarta-feira (25) os benefícios de janeiro com o aumento concedido pelo governo. O extrato pode ser consutado na página www.previdencia.gov.br.
Para os mais de 22 milhões de aposentados e pensionistas em todo o país que recebem o mínimo, a correção é de 6,48%: de R$ 880,00 para R$ 937,00. Este ano, não houve aumento real para este grupo, ou seja, acima da inflação. Os créditos para esse pessoal vão de 25 de janeiro a 7 de fevereiro.
Já os mais de 9,9 milhões de aposentados, pensionistas e segurados do INSS que ganham mais do que um salário mínimo vão receber o pagamento deste mês com aumento de 6,58%. O percentual é baseado no acumulado do INPC de 2016 e calculado pelo IBGE. A correção das aposentadorias desses segurados será um pouco maior do que para quem ganha o piso. Os benefícios serão pagos de 1º a 7 de fevereiro.
Com o percentual de 6,58%, os benefícios de R$1 mil, por exemplo, vão subir a R$ 1.065,80. Quem ganha R$ 2 mil receberá R$2.131,60. As aposentadorias de R$ 2.500 serão corrigidas a R$ 2.664,50. Com esta correção, o teto previdenciário subiu de R$ 5.189,82 para R$5.531,31.
De acordo com a Previdência, são de 8% para quem ganha até R$1.659,38; de 9% para quem recebe entre R$ .659,39 e R$ 2.765,66 e de 11% para os vencimentos de R$ 2.765,67 a R$ 5.531,31. As alíquotas relativas aos salários pagos em janeiro deverão ser recolhidas apenas no mês que vem, informou ontem a Previdência.
Outros benefícios
O valor mínimo dos benefícios pagos pelo INSS como aposentadorias, auxílio-doença e pensão por morte será de R$ 937,00. Os benefícios da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) a idosos e deficientes também sobem para R$ 937,00. A cota do salário-família passa a ser de R$ 44,09 para o segurado com remuneração mensal não superior a R$859,88 e de R$ 31,07 para quem ganha entre R$ 859,88 a R$ 1.292,43 por mês.
Fonte: PPT
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Lula: crescimento só volta com democracia e eleição direta
A economia só voltará a crescer com a recuperação da democracia, o que inclui eleições diretas, e com presença forte do Estado, o que exige credibilidade, afirmou hoje (24) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Credibilidade você só conquista com um governo eleito pelo povo”, disse Lula a uma plateia de sindicalistas, principalmente do setor metalúrgico, para acrescentar que o atual governo “deu o golpe exatamente para fazer o que vocês não querem”. “Ou a gente recupera a democracia, ou a gente volta a eleger um presidente da República, ou não vamos ver a economia voltar a crescer.”
Ao contar que se reuniu ontem com um grupo de economistas, o ex-presidente disse que é preciso apresentar uma proposta alternativa, considerando o momento instável do país. “Temos de agir com certa anormalidade. Temos autoridade moral e política de apresentar uma proposta alternativa.” Uma proposta “contundente”, disse Lula, mas que também não seja o “tudo ou nada”.
Seja qual for a proposta, o Estado tem de ser central, ressaltou Lula. “O governo tem de ser o motor de arranque. Se não for o Estado, é ninguém. O Itaú não empresa dinheiro a longo prazo, o Bradesco não empresta dinheiro a longo prazo. Quem empresta dinheiro a longo prazo é o Estado, o banco de desenvolvimento. O Estado tem a obrigação de acionar a máquina.”
Ele afirmou ver uma discussão “um pouco invertida” nos jornais sobre seu governo, que teria cometido um equívoco ao sustentar um modelo econômico baseado no consumo. “Quero que alguém me diga qual é o empresário que vai fazer investimento se não tiver consumo? Quem vai plantar batatinha se não tiver consumo de batatinha?”, questionou o ex-presidente, reafirmando que o país precisa “conquistar o direito de ter um presidente legitimamente eleito pelo voto”.
Pito no Meirelles
Para Lula, mesmo com algum aumento da dívida pública, o Estado tem de ajudar a impulsionar a economia por meio do investimento em infraestrutura e do aumento do crédito, em vez de aplicar uma política de cortes, como o atual governo – mas observou que isso exige credibilidade, que vem do respaldo eleitoral. Ele voltou a citar a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, que recentemente, diante do ministro da Fazenda brasileiro, Henrique Meirelles, disse que a prioridade das políticas econômicas deve ser o combate à desigualdade social. “Nossa companheira francesa deu um pito no Meirelles”, ironizou. Na sexta-feita (20), Lula havia dito em evento do PT que o FMI, comparado a Temer, é “esquerda porreta”.
O ex-presidente também observou que houve erros no governo Dilma, como a política de desonerações, muito mais ampla do que em sua gestão. Assim, uma política destinada a manter o nível de emprego e as políticas sociais acabou causando problemas. “A caixa foi ficando vazia. A gente não olhou corretamente”, comentou Lula, que participou de debate promovido pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM-CUT).
Ele criticou ainda a Operação Lava Jato, não pelo combate à corrupção. “Não estamos levando a sério o que a chamada Operação Lava Jato está fazendo com a economia brasileira. Segundo várias informações, o efeito chega a 2,5% do PIB.” Vendo interesses estrangeiros em jogo, Lula afirmou que a elite brasileira ainda padece do complexo de vira-lata. “Não estou preocupado com aqueles que devem 300 reais, estou preocupando com aqueles que devem bilhões e não pagam, com o prejuízo à economia com aquela operação (Lava Jato).”
E reafirmou que seu governo conseguiu derrubar alguns tabus. “Era possível aumentar as exportações e o mercado interno. Provamos que era possível trabalhar as duas políticas. Era possível aumentar o salário mínimo e ter aumento real de salário sem aumentar a inflação. Nos meus oito anos de mandato, a inflação ficou dentro da meta estabelecida.”
“É hora de gritar”, disse o ex-presidente, pedindo aos sindicalistas que se preparem. “Não sei se vocês estão fazendo ginástica. Eu corri 10 quilômetros hoje.”
O evento promovido pela CNM-CUT em São Bernardo do Campo continua agora à tarde, com a presença, entre outros, do ex-ministro Carlos Gabas.
Fonte: RBA
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Ajufe lança edital de lista tríplice para substituir Teori no STF
A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) lançou um edital para compor uma lista tríplice com nomes de juízes federais que poderiam ocupar a vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki, morto em uma queda de avião na última quinta-feira (19).
Cada associado da Ajufe terá até esta quarta-feira (25) para indicar os nomes de três juízes federais que poderiam ocupar a vaga de Teori, que podem ser membros ou não da associação. Segundo o edital, os indicados serão consultados antes de terem o nome encaminhado ao presidente Michel Temer.
A Constituição Federal coloca como critério para a indicação de ministros do STF somente que seja “cidadão com mais de 35 e menos de 65 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada”. O nome deve ser indicado pelo presidente da República e precisa ser aprovado pela maioria absoluta do Senado.
Nas regras constitucionais, não é estipulado prazo para a indicação, mas o presidente Michel Temer, citado mais de 40 vezes nas delações da Lava Jato anunciou, logo após o velório de Teori, no último sábado (21), que somente nomeará o novo ministro após a definição sobre a relatoria da Operação Lava Jato no Supremo.
A definição sobre o destino da Lava Jato depende de uma posição da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, a quem caberia ordenar uma redistribuição para um novo relator. Desde segunda-feira (23), ela mantém conversas com seus pares sobre o que fazer com os processos do maior caso de corrupção do país.
Nesta terça-feira (24), ela autorizou os juízes auxiliares do ministro Teori Zavascki a retomarem os procedimentos formais para que as 77 delações de executivos da empreiteira Odebrecht sejam homologadas.
Com a morte de Teori Zavascki, que também foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a atual composição do STF ficou com somente um egresso da magistratura federal, Luiz Fux, também ex-ministro do STJ.
Completam a atual composição do STF dois ex-procuradores (Cármen Lúcia e Celso de Mello), dois advogados (Edson Facchin e Luís Roberto Barroso), dois advogados-gerais da União (Gilmar Mendes e Dias Toffolli), dois egressos da magistratura trabalhista (Rosa Weber e Marco Aurélio Mello) e um egresso da magistratura de São Paulo (Ricardo Lewandowski).
Janot pede urgência
A Agência Brasil divulgou que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) urgência na decisão sobre a escolha do relator das ações da Operação Lava Jato.Fonte: Agência Brasil
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