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Grito dos Excluídos deste ano faz crítica ao capitalismo
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02.09.16
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Temer confirma corte dos direitos trabalhistas e desmonte da Previdência
Em seu primeiro pronunciamento à nação, Michel temer confirmou, nesta quarta-feira (31),após ser efetivado de forma indireta no cargo de presidente, limite para os investimentos públicos, corte dos direitos trabalhistas e o desmonte previdência.
Estado mínimo
“Uma de nossas primeiras providências foi impor limite para os gastos públicos. Encaminhamos ao congresso uma proposta de emenda constitucional com teto para as despesas públicas [PEC 241]”, afirmou ele. Temer também reafirmou que sua política será baseada no estado mínimo
Governar para o sistema financeiro
Como justificativa, temer destacou que sua “missão” será mostrar aos empresários e sistema financeiro de todo o mundo a “disposição” de sua gestão proporcionar bons negócios. “Temos que garantir aos investidores estabilidade política e a segurança jurídica” para executar bons negócios.
Ataque à CLT
Durante sua fala, e com o discurso falacioso de modernizar a legislação, Temer confirmou o corte dos direitos trabalhistas. “Temos que modernizar a legislação trabalhista. O estado brasileiro precisa ser ágil [ou seja mínimo]”.
Desmonte da Previdência
Sem pudor Temer diz que pagará em dia os benefícios das aposentadorias, mas afirma que para isso precisaremos de uma ampla reforma, a qual contempla corte do número de beneficiários, que pode chegar a 80%; implementação de idade mínima, inicial 65 anos para homens e mulheres, podendo chegar a 70 anos; desindexação dos benefícios do salário, o que acarretará na desvalorização dos benefícios e a perda do poder de compra.
Ou seja, desmonte total da Previdência Social.
Fonte: Portal CTB
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02.09.16
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Separação de votações enfraqueceu entendimento de improbidade, diz especialista
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01.09.16
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Dilma: Haverá a mais firme oposição que o governo golpista pode sofrer
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01.09.16
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Senador golpista reconhece na TV: Não houve crime de Dilma
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01.09.16
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Elegibilidade de Dilma agrava crise de Temer com PSDB e DEM
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01.09.16
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Câmara aprova medida que entrega Brasil à privatização
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31.08.16
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Senadores serão sócios de um golpe fracassado?
Todos os senadores que, nesta quarta-feira 31, votarem a favor de um golpe bananeiro em pleno século 21, serão implacavelmente condenados pela História. Serão lembrados, como bem apontou o senador Roberto Requião, como Auro de Moura Andrade, a quem Tancredo Neves chamou de canalha depois de declarar vaga a presidência da República, em 1964, quando João Goulart ainda estava no Brasil.
Os “Auros” de hoje, apontados por Requião em seu discurso histórico de ontem (reveja aqui), são nomes como Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator da farsa, Aécio Neves (PSDB-MG), o mau perdedor de 2014 que atirou o Brasil ao precipício com seu inconformismo, e muitos outros.
Se são “canalhas”, como disse Tancredo no passado e Requião no presente, ligam menos para as próprias biografias do que para os próprios interesses. Ainda assim, mesmo para eles, o golpe de 2016, é um mau negócio. Um péssimo negócio.
A começar pela economia. Com Temer, a inflação não cedeu e, mesmo com a valorização cambial e a maior taxa de juros do mundo, analistas de mercado aumentaram a projeção da alta de preços, que, neste ano, ficará acima de 7,5%. A indústria segue encolhendo, o desemprego bateu recorde, chegando a 12 milhões de pessoas, e o resultado fiscal de julho, com um rombo de R$ 18 bilhões, foi o pior de todos os tempos (leia aqui). Aliás, a responsabilidade fiscal tem sido o pretexto para o golpe, mas Temer está conseguindo transformar o Brasil rapidamente numa Grécia, segundo as palavras do seu próprio ministro do Planejamento.
No mercado, os que se deixaram cegar pelo ódio ao PT e à presidente Dilma Rousseff, criaram a teoria de que as reformas prometidas, nos campos previdenciário e trabalhista, virão depois da interinidade, assim como o ajuste fiscal, como se fosse necessário engordar 100 quilos, para depois emagrecer dez. A verdade, porém, é outra. Aliados de Temer no Congresso já dizem que essas reformas ficarão para depois das eleições municipais – ou seja, para depois do Carnaval de 2017.
Se o governo provisório é um fracasso completo na economia, a situação não é diferente no que diz respeito à questão que mais preocupa a classe política: a Lava Jato. Ontem, a crise institucional brasileira subiu mais um degrau quando a subprocuradora-geral da República, Ela Wiecko, revelou que o interino Michel Temer também está sendo alvo de várias delações, para, em seguida, renunciar ao cargo. Ou seja: não será possível atender às expectativas de políticos como Romero Jucá (PMDB-RR), que defendiam o golpe para “estancar essa sangria” da Lava Jato. A menos que o chefe de Wiecko, Rodrigo Janot, tenha decidido se transformar de vez no engavetador-geral da República.
O golpe de 2016, portanto, fracassou.
Fracassou na economia e fracassou na prometida proteção penal aos parlamentares.
Diante disso, a grande questão é: vale a pena matar a democracia e arruinar a própria biografia por um projeto fracassado como o de Michel Temer?
Fonte: Brasil 247
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31.08.16
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Jurista diz que cumprir ritos não legitima impeachment: “É golpe”
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31.08.16
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Emir Sader: Golpe lançará o Brasil num abismo
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29.08.16
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Presidente do TST defende mudanças na lei trabalhista para país sair da crise
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29.08.16
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Dilma irá ao Senado e afirma: Não me suicido, não renuncio e não fujo
Dilma Rousseff vai enfrentar seus algozes nesta segunda-feira (29), na sessão do Senado que a julga por crime de responsabilidade. Condenada, terá confirmado seu afastamento, hoje provisório, a despeito de seus 54,5 milhões de votos. Desde que deixou o comando do país, há 109 dias, a presidenta mantém-se firme no enfrentamento do golpe, denunciando no Brasil e nos exterior o processo ilegítimo de impeachment a qual foi submetida.
No último dia 24, em seu último ato público, Dilma cunhou seu grito de guerra: “Hoje eu não tenho de renunciar, não tenho de me suicidar, não tenho de fugir para o Uruguai”. Fez alusão a Jânio Quadros, Getúlio Vargas e João Goulart, antecessores que, como ela, viveram situações limites no exercício da Presidência da República Federativa do Brasil.
O último ato público de Dilma aconteceu no Teatro dos Bancários, em Brasília, no “Ato em Defesa da Democracia”, na última quinta-feira (25). Em seu discurso, ela afirmou que vai ao Senado, na próxima segunda-feira (29), defender a democracia. “Vou ao Senado defender a democracia, o projeto político que eu represento, defender os interesses legítimos do povo brasileiro e, sobretudo, construir os instrumentos que permitam que isso nunca mais aconteça em nosso país”, discursou.
Dilma sustentou que o “golpe” que enfrenta é diferente do liderado pelos militares que conduziu o país a uma ditadura de 21 anos. Segundo ela, o golpe militar é como um machado que derruba os direitos fundamentais das pessoas. Já o processo em curso contra ela, ressaltou, é como uma invasão da “árvore da democracia” por parasitas.
“A única coisa que mata as parasitas antidemocráticas é o oxigênio do debate, da crítica e da verdade”, ensinou a presidenta.
SenadoOs senadores que lutam contra o golpe avaliam de forma positiva a presença da presidenta na sessão do Senado, “Nós estaremos aqui para defender Dilma, ninguém vai tocá-la e nem agredi-la, para toda ação tem uma reação”, afirmou Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
Apoio dos movimentos sociais
As Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo, organizações compostas por entidades dos movimentos sociais e protagonistas na luta contra o golpe, mobilizam uma manifestação nesta segunda-feira (29 para recepcionar Dilma em sua defesa no Senado.
Além da manifestarão, o acampamento “em defesa da democracia” foi montado em Brasília para fazer renitência as arbitrariedades políticas cometidas no cenário político nacional.
Além das atividades que ocorrem em Brasília, outras ações ocorrerão em outrascidades.
Do Portal vermelho com Brasil 247
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29.08.16
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Aplicativo de celular vai combater irregularidades nas eleições
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18.08.16
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Pesquisa: temas ligados à qualidade de vida podem levar eleitor a mudar voto
Os temas áreas verdes, energias renováveis, gestão de resíduos sólidos e mobilidade urbana podem fazer o eleitor mudar de voto nas eleições municipais de 2016, mostra o projeto apartidário Cidade dos Sonhos em pesquisa encomendada ao Datafolha.
Esses quatro assuntos foram considerados importantes ou muito importantes por mais de 90% dos entrevistados, chegando a 96%, de acordo com o tema. O percentual dos que certamente mudariam de voto, caso o projeto de governo nessas questões não coincida com os seus ideais, é também significativo, variando entre 43% e 45%, dependendo do assunto.
A mensagem dos eleitores é clara, de acordo com Gabriela Vuolo, representante do projeto Cidade dos Sonhos, e os candidatos precisam ir além de assuntos tradicionalmente tratados em programas e propagandas políticas.
“Os dados a que chegamos são muito importantes. Estamos acostumados a ver candidatos falando sempre dos mesmos assuntos e essa pesquisa traz uma informação muito relevante que é: não basta falar sobre os temas a que estamos acostumados, não basta falar só sobre educação, saúde e moradia, vai precisar falar sobre mais coisas”, disse. “Quem falar sobre outros temas tende a ganhar uma parcela interessante do eleitorado”, acrescentou Gabriela.
Ela explicou que esses aspectos são diretamente ligados à qualidade de vida das pessoas nas cidades e já são vistos como fatores de decisão do voto. “Fatias acima de 40%, como encontramos, podem fazer a diferença tanto na escolha dos candidatos que vão para o segundo turno, quanto no momento da decisão”, disse.
“Lançamos, em junho, o projeto chamado Cidade do Sonhos, que permite às pessoas construir, por meio de uma plataforma online e também de algumas ações de rua, as cidades com as quais elas sonham a partir de alguns temas principais. Estamos trabalhando com quatro grandes temas, que são resíduos sólidos, áreas verdes, mobilidade urbana e energia”, contou Gabriela sobre o projeto.
Dos temas apresentados na plataforma online – áreas verdes, gestão de resíduos sólidos, energia renovável e mobilidade urbana – os dois primeiros foram os mais indicados pelos eleitores. Resíduos sólidos são considerados importantes ou muito importantes por 96% dos entrevistados. Áreas verdes são importantes ou muito importantes para 94%. Mobilidade e deslocamento são importantes ou muito importantes para 92% da amostra e as energias limpas para 90%.
A disposição para mudar o voto frente a propostas diferentes é de 45%, no caso de resíduos sólidos e de áreas verdes, de 44% em questões de mobilidade e deslocamento e de 43% para a área de energias limpas. Gabriela destaca que a pesquisa mostra que o eleitorado brasileiro é sensível e favorável a propostas inovadoras e que têm o potencial de revolucionar as cidades, o que poderia gerar empregos e economia de recursos públicos, melhora da qualidade do ar, mitigação das mudanças climáticas e o aumento da qualidade de vida.
Soluções
Sobre as energias renováveis, as propostas de instalar energia solar nas escolas públicas e reverter os recursos economizados na conta de luz para a educação, melhorar a eficiência da iluminação pública e reduzir o Importo Predial Territorial Urbano (IPTU) para construções que tenham placas solares aumentariam em 76% as chances de um eleitor escolher um candidato, concluiu o projeto Cidade dos Sonhos.
Segundo Gabriela Vuolo, assuntos relacionados à energia correspondem normalmente à pauta de eleições para presidente, no entanto, o barateamento das tecnologias de fontes de energia renovável cria oportunidades para inovação também nas prefeituras. “Independentemente da esfera responsável, o eleitor brasileiro deixa claro que quer ver soluções locais para essa questão”.
No caso de resíduos sólidos, oferecer a coleta seletiva para toda a cidade, inclusive com programas de inclusão de catadores, é a proposta com maior grau de influência sobre os eleitores, aumentando as chances do candidato em 76%.
As propostas de proibir o corte de árvores e criar áreas verdes de fácil acesso para a comunidade em todos os bairros da cidade aumentariam as chances de votar no candidato para 70% da amostra. Na mobilidade, integrar o sistema de transportes públicos, aumentar as redes noturnas de ônibus, ampliar o uso de bicicletas, priorizar a mobilidade para pedestres e os modos de transporte coletivo são as propostas com maior grau de influência, chegando a 69% dos entrevistados.
Com 67%, segundo o projeto, estão as propostas de reduzir os limites de velocidade para aumentar a segurança e o fluxo do trânsito e planejar a cidade de maneira a facilitar a locomoção de pessoas, com medidas que incluem a criação de zonas de uso misto, faixas exclusivas para ônibus e infraestrutura para bicicletas.
A pesquisa Datafolha ouviu 2091 pessoas com mais de 16 anos, entre os dias 28 de junho e 2 de julho deste ano. Dessas, 36% têm ensino fundamental, 46% médio e 18% superior. Um quarto da amostra é de pessoas das classes A/B, 48% da classe C e 27% da D/E. A amostra abrangeu 132 municípios das cinco regiões do país, sendo 41% em regiões metropolitanas e 59% em cidades do interior. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
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18.08.16
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Wikileaks: EUA armaram Estado Islâmico
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18.08.16
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Em encontro com mulheres em Brasília, Dilma garante que vai ao Senado fazer sua defesa
Na tarde desta quarta-feira (17), em encontro com mulheres, no Palácio da Alvorada, a presidenta Dilma Rousseff garantiu às lideranças presentes que vai ao Senado Federal fazer sua defesa na segunda-feira (29).
Ela diz também que vem sofrendo bullying por parte da elite golpista. Dilma citou a pressão que fizeram para ela renunciar, as supostas denúncias de que estava desequilibrada emocionalmente e, mais recentemente, de que ela não iria fazer sua defesa no Senado.
“Eu vou ao Congresso e falarei aos senhores senadores com o respeito que eles merecem”, garante a presidenta eleita pelo voto direto. Ela disse também esperar que os senadores brasileiros “honrem a tradição histórica” de respeito à nação.
A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira, levou a solidariedade, em nome da CTB, à presidenta Dilma e defendeu a realização de um plebiscito sobre novas eleições.
“As mulheres da CTB mantêm-se firmes na defesa da democracia no país inteiro. Não aceitamos nenhum direito a menos”, diz Pereira. Mas “achamos fundamental a realização de um plebiscito para barrar o golpe e defender a nossa Constituição”.
A presidenta Dilma agradeceu a solidariedade dos movimentos sociais, partidos políticos democráticos e das centrais sindicais presentes. Ela também garantiu resistência ao golpe. “Por que eu represento as mulheres deste país”, afirmou. Além dos negros, índios, LGBT e todos os que têm a “cidadania cassada”.
Para ela, a resistência é fundamental porque o país não pode perder as conquistas dos últimos anos na “educação, na ciência, na saúde” e em todas as áreas sociais. Eles não aceitam “a presença incômoda do povo”.
Dilma reforçou ainda a ideia de que esse governo golpista se baseia “no conflito, não na cooperação”. Ela chamou o momento atual de “Festival de Besteiras que Assola o País” (Febeapá) – criação do jornalista e chargista Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto, 1923-1968) para definir a política brasileira. “O golpe sempre traz a tentação de se retirar direitos democráticos básicos”.
Ao final do encontro, a presidenta distribuiu a Carta à Nação (leia mais aqui) na qual afirma: “O meu retorno à Presidência significará a afirmação do Estado Democrático de Direito e poderá contribuir para o surgimento de uma nova e promissora realidade política”.
As mulheres garantem muita luta. “Saímos do Alvorada com a convicção de que é possível derrotar o golpe ainda no Senado e mais ainda de continuarmos unidas e nas ruas defendendo a democracia e as nossas conquistas”, afirma Pereira.
Fonte: Portal CTB
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18.08.16
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Centrais fazem atos unificados em todo o Brasil contra a perda de direitos
A CTB e mais sete centrais sindicais realizaram ao longo desta terça-feira (16) uma série de mobilizações em capitais de todo o Brasil, marcando o Dia Nacional de Mobilização e Luta por Emprego e Garantia de Direitos, em um amplo protesto contra projetos em curso que pretendem ampliar de forma ilimitada a terceirização, implementar uma Reforma da Previdência draconiana e retringir direitos previstos na CLT.
O ato unificado priorizou localidades em frente às sedes das principais entidades patronais do país. Em São Paulo, a concentração de duas mil pessoas se deu diante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista. Em Salvador, em frente à sede da Federação das Indústrias da Bahia. Movimentos similares aconteceram em pelo menos mais 12 estados, incluindo Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e centenas de locais de trabalho, que foram paralisados pela manhã em apoio ao ato.
“O que esse governo ilegítimo quer é retomar a obra neoliberal inconclusa de FHC, que nós conseguimos interromper com a eleição de Lula. Esse Congresso, que é o mais conservador na história do Brasil, quer impor o mais grave, profundo e inédito retrocesso político e social”, denunciou o presidente da CTB, Adilson Araújo, de cima do carro de som. “Devemos resistir com todas as forças, temos que manter o empenho de esclarecimento e conscientização das bases sobre esta brutal ofensiva, em contraponto à descarada manipulação dos fatos pela mídia burguesa e golpista”, continuou.
O presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves, aproveitou para provocar quem estava na FIESP: “Vocês não falaram que não iam pagar o pato? Não estão pagando mesmo! Quem está pagando tudo somos nós, os trabalhadores, com o nosso futuro!”.
Além da CTB, CUT, CSP, CGTB, Força Sindical, Intersindical, NCST e UGT estiveram presentes em São Paulo. O secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro Índio, deu o tom da manifestação ao falar sobre a necessidade de unidade: “Ainda que a gente considere esse governo ilegítimo, nós queremos construir a unidade com todos aqueles que queiram lutar pelos direitos dos trabalhadores e por um projeto democrático de país, que defenda uma ampla reforma política e devolva o país ao caminho do desenvolvimento, com garantia de trabalho e direitos”. Índio pediu uma vaia coletiva contra o atual ministro da Saúde, Ricardo Barros, pelo seu comentário machista recente, em que disse que “homens ficam menos doentes porque trabalham mais”.
“Os empresários financiaram o golpe de Estado e agora estão cobrando a conta. Acham que nós é que vamos pagar. Estão enganados. Esse pato não é nosso”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas. Já o presidente da Nova Central-SP, Luiz Gonçalves, falou sobre a necessidade de unidade entre as centrais. Para ele, é apenas uma questão de tempo antes que o governo interino de Michel Temer passe a perseguir sindicalistas. “Não podemos nos esquecer jamais que foi essa mesma FIESP, essa mesma burguesia, que apoiou o golpe militar em 64. E fomos nós, do movimento sindical, que fomos perseguidos, calados e torturados pelo que veio depois. Os trabalhadores precisam de união, se quiserem ter força para enfrentar o que vem”, disse.
Pautas
Os protestos tiveram duas causas comuns a todo o Brasil. Contra as recentes ações do governo e do Congresso, os sindicalistas denunciaram a Reforma da Previdência imposta por Temer, que cogita a adoção de uma idade mínima de 70 anos e afeta em especial as mulheres e os trabalhadores rurais.
Falaram também contra a redução de direitos trabalhistas que acarretaria o escancaramento das terceirizações (PL4330/04), e contra a própria ideia de alterar o conteúdo da CLT em um governos sem representatitividade. Outro tópico citado com frequência foi a tentativa de reviver a prevalência do negociado sobre o legislado, que colocaria os assalariados em uma posição de extrema desvantagem contra os empregadores.
Para além das ameaças imediatas em tramitação, os manifestantes falaram em defesa da valorização do salário mínimo, da ampla oferta de emprego formal e da preservação da soberania nacional, em especial na questão da Petrobras e do pré-sal – setores cuja sinalização recente do governo tem sido no sentido de abandono e entreguismo. O presidente Adilson Araújo explicou recentemente, em artigo, que isso faz parte do projeto de espoliação imposto por Michel Temer, e deve ser repudiado pela CTB.
Fonte: Portal CTB
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17.08.16
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Terça tem ato em defesa do emprego e dos direitos em Salvador
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16.08.16
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Construtora Queiroz Galvão é condenada por situação degradante de trabalho em Angola
A Construtora Queiroz Galvão S.A. terá de indenizar um motorista-carreteiro que foi trabalhar em Angola em condições degradantes, chegando a contrair malária por diversas vezes. A indenização por dano moral, que havia sido fixada em R$ 5 mil, foi majorada para R$ 50 mil pela Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, sob o entendimento de que o valor arbitrado anteriormente era irrisório diante do dano sofrido pelo trabalhador.
O Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (PE), ao condenar a empresa, registrou que o alojamento em que o trabalhador ficava não oferecia as mínimas condições de higiene e de saúde, ainda que a empresa tenha feito algumas melhorias posteriormente. Não havia ambulatório nem ambulância, e, como existiam pneus velhos e água parada, era inegável a presença de focos de malária dentro do alojamento, tendo o empregado sido acometido pela doença por volta de seis vezes.
Testemunhas revelaram que, no início dos trabalhos no país, não havia banheiro no alojamento, de modo que as necessidades fisiológicas tinham de ser feitas ao ar livre nas imediações do local de trabalho. Somente cerca de oito meses após foram construídos banheiros. Disseram ainda que o banho era tomado com água de carro pipa dentro do estaleiro com água de rio, com a qual era feita também a comida servida aos empregados.
Passaporte
O relator do recurso, ministro José Roberto Freire Pimenta, destacou o registro regional de que empregado viajou para Angola somente com visto ordinário, com validade para 30 dias apenas, o que não lhe permitia realizar atividades remuneradas. Isso acabou trazendo-lhe inúmeros constrangimentos, e teve que prestar declarações falsas aos setores competentes de Angola. Junto com outros trabalhadores, ele teve de fugir do alojamento para não sofrer as penalidades aplicadas aos imigrantes ilegais, tendo de “ficar escondido por horas a fio da polícia angolana”.
Segundo o TRT, o retardo na obtenção do visto de trabalho colocou o empregado em situação ainda mais preocupante, uma vez que teve de permanecer em um país desconhecido ilegalmente, sem passaporte (ficava apenas com uma cópia do documento), o que ocasionou a detenção de vários de seus colegas, que somente foram liberados mediante pagamento pela empresa.
Assim, considerando que o valor de R$ 5 mil arbitrado pelo Tribunal Regional “mostra-se efetivamente irrisório”, não satisfazendo o caráter pedagógico que deve ser observado na fixação do montante indenizatório nem a proporcionalidade ao dano sofrido, como previsto no artigo 5º, inciso V, da Constituição Federal, o relator reformou a decisão regional, majorando-o para R$ 50 mil, levando em contra o porte da empresa.
A decisão foi unânime.
Fonte: TST
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Governo muda procedimentos sobre o FGTS
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Afastada justa causa de trabalhadora demitida por uso de Facebook
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Paciente com depressão só recebe aposentadoria integral caso não responda ao tratamento
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Regra fiscal de Temer desmonta serviços públicos e leva à privatização
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11.08.16
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Serra propôs beneficiar empreiteiras com punições e impostos menores
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11.08.16
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PL 5.795/2016: parecer jurídico sobre a proposta de custeio sindical
Tendo em vista o Projeto de Lei n. 5.795/2016, apresentado pelo Deputado Bebeto, objetivando alterar artigos da C.L.T., criando o C.N.A.S. – Conselho Nacional de Autorregulação; remetendo as questões eleitorais das entidades sindicais aos respectivos estatutos sociais de cada entidade; estabelecendo a Contribuição Negocial; estabelecendo a obrigatoriedade das entidades sindicais prestarem contas das receitas geradas pelos recolhimentos da Contribuição Sindical e da Contribuição Negocial, nos termos dos respectivos estatutos, cumprindo as disposições contidas no próprio Projeto e as diretrizes que vierem a serem fixadas pelo mencionado C.N.A.S.; atualizando os valores da Contribuição Sindical para os agentes ou trabalhadores autônomos, para os profissionais liberais, para as empresas, urbanas ou rurais, para trabalhadores rurais, para agricultores, para os agentes ou trabalhadores autônomos e para os profissionais liberais, organizados em empresas e para as entidades ou instituições não obrigadas ao registro de capital social, excluindo as que comprovarem não exercer atividade econômica com fins lucrativos; bem como altera as disposições contidas no artigo 92, da Lei n. 8.112/1.990, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias e das fundações públicas.
DO PROCESSO ELEITORAL – ART. 529, § ÚNICO e ART. 530, § SEGUNDO –
Remete o parágrafo único do artigo 529, tanto o quórum quanto as demais condições relativas ao processo eleitoral para serem fixados nos respectivos estatutos de cada entidade, de conformidade com o que vier a ser estabelecido pelo Conselho Nacional de Autorregulação Sindical – CNAS.
O parágrafo segundo é totalmente desnecessário, vez que foi suprimido o era anteriormente pretendido no artigo 529, razão pela qual inexiste a “capacidade eleitoral passiva”, sendo totalmente inócua tal inserção.
DA CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL E DA PRESTAÇÃO DE CONTAS – ART. 548, ALÍNEA “F”; ART. 549-A e §s. PRIMEIRO e SEGUNDO; ART. 580, INCISOS e §s. e ART. 592 –
A alínea “f”, do artigo 548 estabelece pela primeira vez a figura da Contribuição Negocial, como patrimônio das associações sindicais.
O artigo 549-A traz a obrigatoriedade de toda e qualquer entidade sindical, prestar contas das receitas advindas da Contribuição Sindical e da Contribuição Negocial, nos termos da C.L.T., dos respectivos estatutos, de conformidade com o que vier a ser estabelecido pelo Conselho Nacional de Autorregulação Sindical – CNAS.
Exclue o parágrafo primeiro as demais receitas e despesas decorrentes de outros recursos.
O parágrafo segundo estabelece os seguintes requisitos para a aprovação de contas em assembléia:
“§ 2o Para a aprovação da prestação de contas em assembleia, é necessário o cumprimento das seguintes condições:
I – eventuais valores de diárias ou verbas de representação, quando previstos no Estatuto e concedidos, devem ser estabelecidos em ato normativo da entidade;
II – apresentação de certidão negativa ou certidão positiva com efeito de negativa de débitos relativos aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e certificado de regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
III – manutenção de escrituração contábil regular que registre as receitas e despesas, em consonância com as normas emanadas pelo Conselho Federal de Contabilidade, especialmente segregando as receitas de contribuições sindicais das demais percebidas pela entidade;
IV – não distribuição de resultados, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, aos diretores, sob qualquer forma ou pretexto; e
V – conservação em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da emissão dos documentos comprobatórios da origem e aplicação de seus recursos e os relativos a atos ou operações realizados que impliquem modificação da situação patrimonial.” (NR)
Verifica-se, pois que, se uma determinada entidade sindical não apresentar os referidos documentos, não poderá realizar a assembleia.
O artigo 580 altera os valores da Contribuição Sindical, estabelecendo:
“I – para os empregados urbanos e rurais, numa importância correspondente à remuneração de um dia de trabalho, qualquer que seja a forma da referida remuneração;
II – para os agentes ou trabalhadores autônomos, numa importância de R$ 88,92 (oitenta e oito reais e noventa e dois centavos);
III – para os profissionais liberais, numa importância de R$ 217,20 (duzentos e dezessete reais e vinte centavos);
IV – para empresas ou equiparadas, urbanas ou rurais, numa importância proporcional ao capital social, mediante o resultado da soma da aplicação da alíquota e o valor a adicionar, conforme a seguinte tabela:
Capital Social (R$) Alíquota (%) Valor a Adicionar (R$) Até 26.677,08 0,00 213,42 de 26.677,09 a 44.461,80 0,80 0,00 de 44.461,81 a 444.618,02 0,20 266,77 de 444.618,03 a 44.461.802,0 0,10 711,39 de 44.461.802,08 a 237.129.611,07 0,02 36.280,83 acima de 237.129.611,08 0,00 83.706,75 V – para trabalhadores rurais, exceto empregados rurais, enquadrados na alínea “a”, do inciso I do art. 1o do Decreto-lei no 1.166, de 1971, numa importância de R$ 25,00 (vinte e cinco reais).
VI – para agricultores enquadrados na alínea “b” do inciso I do art. 1o do Decreto-lei no 1.166, de 1971, numa importância de R$ 50,00 (cinquenta reais).
§ 1o Os agentes ou trabalhadores autônomos e os profissionais liberais, organizados em empresa, com capital social registrado, recolherão a contribuição sindical de acordo com a tabela progressiva do inciso IV deste artigo.
§ 2o As entidades ou instituições que não estejam obrigadas ao registro de capital social considerarão como capital, para efeito do cálculo que trata a tabela progressiva constante do inciso IV deste artigo, o valor resultante da aplicação do percentual de quarenta por cento sobre o movimento econômico registrado no exercício imediatamente anterior, do que darão conhecimento à respectiva entidade sindical ou à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.
§ 3o Excluem-se da regra do § 2o deste artigo as entidades ou instituições que comprovarem não exercer atividade econômica com fins lucrativos.
§ 4o Os valores previstos neste artigo serão reajustados, em outubro de cada ano, pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do ano anterior, ou, na hipótese de sua extinção, pelo índice que o suceder.”
O artigo 592 assinala que a contribuição sindical e a negocial serão aplicadas pelos entes sindicais no custeio das atividades de representação da categoria econômica ou profissional, bem como no custeio das despesas sociais, assistenciais, de arrecadação, recolhimento e controle, em conformidade com o disposto em seus estatutos.
DA CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL – ART. 610-A; ART. 610-B E ART. 610-C –
Estabelece o artigo 610-A a “Contribuição Negocial”, denominação repudiada inclusive pelo Poder Judiciário, quando deveria permanecer a já consagrada “Contribuição Assistencial”, fixada tanto para a categoria profissional, quanto para a categoria econômica, ressalvando o direito de oposição.
O valor, conforme o parágrafo primeiro, do artigo 610-A, deverá ser fixado pela respectiva categoria, quando da aprovação do“resultado final do processo de negociação ou os termos de eventual acordo ou convenção coletiva.”
O parágrafo segundo do artigo 610-A, distribui a importância arrecadada da seguinte forma:
“I – 80% (oitenta por cento) para o Sindicato respectivo;
II – 5% (cinco por cento) para a Central Sindical correspondente;
III – 5% (cinco por cento) para a Confederação correspondente;
IV – 7% (sete por cento) para a Federação correspondente;
V – 2,5% (dois vírgula cinco por cento) para o Conselho Nacional de Autorregulação Sindical; e
VI – 0,5% (zero virgula cinco por cento) para o Departamento Intersindical de Estudos Sócio Economicos-Dieese.
§ 3o A importância arrecadada dos representados por categoria econômica será distribuída da seguinte forma:
I – 85,5% (oitenta e cinco virgula cinco por cento) para o Sindicato respectivo;
II – 5% (cinco por cento) para a Federação correspondente;
III – 7% (sete por cento) para a Confederação correspondente; e
IV – 2,5% (dois virgula cinco por cento) para o Conselho Nacional de Autorregulação Sindical.”
O § 4°, do artigo 610-A assinala que, se não existir Confederação, Federação ou, ainda, filiação a Central Sindical, os respectivos percentuais reverterão ao Conselho Nacional de Autorregulação Sindical.
O § 5o. , do artigo 610-A estabelece que o valor da contribuição não poderá ultrapassar 1% (um por cento) da remuneração bruta anual do trabalhador em atividade ou até três vezes o valor da contribuição sindical prevista no inc. IV, do art. 580 para representado por categoria econômica.
Por seu turno, o § 6o. , do artigo 610-A prevê que no mês de incidência da Contribuição Sindical não será efetuado o desconto relativo à Contribuição Negocial.
No artigo 610-B, está determinado o prazo de 07 (sete) dias de antecedência, no mínimo, para convocação da assembleia prevista no artigo 610-A, quando tal determinação conflita com o “Princípio da Autonomia e Liberdade Sindical”e com o “Princípio de Não Interferência nas Entidades Sindicais”, estatuídos pelo artigo 8o., da Carta Magna; assim como com os respectivos prazos de convocação inseridos nos Estatutos Sociais de cada entidade sindical, uma vez que faz parte da convocação de Norma Coletiva da respectiva categoria.
No artigo 610-C, está assinalada a oposição por escrito, inclusive à mesa condutora da assembleia, o que é totalmente inadmissível, pois, evidentemente trará sérios transtornos à própria condução da assembleia e poderá, até, impedir seu prosseguimento.
Como reduzir a termo? Durante a assembleia é realmente impossível, pois a assembleia está tratando das cláusulas a serem reivindicadas e do final da campanha salarial, para ser aprovado ou não um acordo ou para ser aprovado ou não um outro encaminhamento, até para greve, não podendo ser a mesma distorcida para “reduzir a termo” qualquer oposição.
Por outro lado, o § 3o., do artigo 610-C assinala que o empregador deixará de efetuar o recolhimento se não receber a cópia da ata da assembleia, em uma verdadeira distorção de direitos, vez que ata de assembleia é questão “interna corporis” de entidade sindical, pertence aos documentos da secretaria da entidade, não podendo ser distribuída ao bél prazer para terceiros.
DO CONSELHO NACIONAL DE AUTORREGULAÇÃO SINDICAL – ART. 3O. –
Cria o artigo 3o., do Projeto em questão, o Conselho Nacional de Autorregulação Sindical, como uma organização não governamental destinada a fixar parâmetros mínimos de organização sindical, em especial no que tange às regras de:
“I – eleições democráticas;
II – mandato, transparência e gestão;
III – prestação de contas e certificação;
IV – fundação e registro de ente sindical;
V – definição de bases territoriais e de representação de categoria.”
Sua composição é paritária, estabelecida pelas Centrais Sindicais que atenderem os critérios estabelecidos no art. 2o da Lei 11.648, de 2008, e pelas Confederações indicadas nos termos e limites previstos nos incisos “I” e “II” do § 3o. do artigo 3o., dentre as legalmente reconhecidas, que deverão criar e instalar o Conselho Nacional de Autorregulação Sindical no prazo de até 180 (cento e oitenta) dias a partir da data de publicação da Lei; sendo o seu funcionamento pleno e bicameral em relação às questões sindicais de trabalhadores e de empregadores.
O Conselho Nacional de Autorregulação Sindical terá regimento próprio que disporá sobre o funcionamento e composição, estabelecendo os referidos incisos “I” e “II” do § 3 o. do artigo 3o. os seguintes requisitos:
“I – a câmara dos trabalhadores será composta por 9 (nove) conselheiros, sendo 6 (seis) representantes de Centrais Sindicais que atendam os requisitos de representatividade do art. 2o da lei no 11.648, de 2008, e 3 (três) representantes de Confederações de Trabalhadores, dentre as legalmente reconhecidas, indicados de comum acordo dentre elas.
II – a câmara dos empregadores será composta por 9 (nove) conselheiros indicados pelas respectivas Confederações;
III – o mandato de conselheiro será de até 2 (dois) anos, permitida recondução;
IV – a prestação de contas será anual em conformidade com o art. 549-A desta Consolidação.”
Estabelece o § 4o. do artigo 3o., que o Conselho Nacional de Autorregulação Sindical, quando instalado, fixará, por suas respectivas câmaras, diretrizes que deverão, além das previstos no Capítulo III-A desta Consolidação (criado pelo Projeto), serem observadas como condição para a instituição da contribuição negocial.
DAS GUIAS DA CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL – EMISSÃO – RESPONSABILIDADE – ART. 4O. –
Determina o artigo 4o. que os sindicatos serão responsáveis por emitir guias em conformidade com o § 2o do art. 610-A enquanto não for disciplinado o procedimento para recolhimento e distribuição da Contribuição Negocial, excentuando o § único as entidades sindicais rurais.
DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS SERVIDORES PÚBLICOS – ART. 5O. –
O artigo 5o. fixa aos servidores Públicos a contribuição equivalente a um dia de sua remuneração relativa ao mês de março, valor que será recolhido pela administração pública em favor das entidades representativas, aplicando, no que for cabível, os dispositivos previstos nos arts. 578 a 591 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei n° 5.452, de 1° de maio de 1943.
DO REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS – ART. 6O. –
O artigo 6o. altera a redação do artigo 92, da Lei n°.8.112/1.990, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais, que passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 92. É assegurado ao servidor o direito à licença com remuneração para o desempenho de mandato em central sindical, confederação, federação, associação de classe de âmbito nacional, sindicato representativo da categoria ou entidade fiscalizadora da profissão ou, ainda, para participar de gerência ou administração em sociedade cooperativa constituída por servidores públicos para prestar serviços a seus membros, observado o disposto na alínea c do inciso VIII do art. 102 desta Lei, conforme disposto em regulamento.
§ 1o Será assegurada a licença de 3 (três) servidores para cada entidade com até 1.000 (mil) filiados, acrescido de mais 1 (um) servidor para cada 3.000 (três mil) filiados, até o limite máximo de 8 (oito) servidores por entidade.”
Finalizando, o artigo 7o. revoga os §§ 1o., 2o. e 3o. do art. 4o. do Decreto-lei no 1.166, de 15 de abril de 1971, que estabelecem sobre o recolhimento da Contribuição Sindical rural, das categorias, profissional e econômica; assim como o art. 7° da Lei n° 11.648, de 31 de março de 2008; ou seja, pretendia o referido artigo 7o. que, com o estabelecimento da Contribuição Negocial, fossem revogadas a Contribuição Sindical e as determinações para o MM. M.T.E. baixar as instruções relativas à mesma.
O artigo 8o. estabelece o prazo de 180 dias após sua publicação para entrar em vigor.
CONCLUSÃO
Verifica-se, cristalinamente o objetivo de contrariar frontalmente o disposto no artigo 8o., “caput”e inciso I, da Constituição Federal, que assinala ser livre a associação profissional ou sindical e que veda a interferência e a intervenção na organização sindical; o que se constata através não só da criação do referido Conselho de Autorregulação, como pela absurda determinação de obrigatoriedade de oposição em ata de assembleia e entrega de ata de assembleia a terceiros.
Fere frontalmente o Princípio da Liberdade e Autonomia Sindical.
Como criar um conceito de “capacidade eleitoral passiva”, desculpe Ilustre Deputado, uma capacidade eleitoral de quem não pratica qualquer ação?
O Companheiro Antonio Neto, Presidente da C.S.B. – Central dos Sindicatos Brasileiros, analisando também o Projeto, sobre a competência do CNAS, destacou que tendo sido definido como “uma organização não governamental”, portanto uma pessoa jurídica de direito privado, destinada a fixar parâmetros mínimos de organização sindical, em especial no que tange às regras de eleição democráticas, mandato, transparência e gestão, prestação de contas e certificação, fundação e registro de ente sindical, definição de bases territoriais e de representação de categoria; apresenta grave omissão, pois mantém a competência do M.T.E. de realizar a aferição das centrais sindicais conferida pelo artigo 4º da Lei nº 11.648/2008, razão pela qual seria necessária uma emenda em plenário dando nova redação ao artigo 4º da Lei nº 11.648/2008, transferindo a competência do M.T.E. ao Conselho para realizar a aferição das centrais sindicais.
Ainda na opinião do Companheiro Neto, o Conselho deveria ter personalidade jurídica de autarquia, com o formato de uma agencia reguladora, deveria resolver todos os conflitos sindicais, registro sindical.
Continua assinalando, por outro lado, que as Centrais Sindicais tem sua função regulamentada pela Lei n. 11.648/2008, não havendo porque incluir Confederações e, apenas 03 (três), devendo apenas as Centrais aferidas terem assento no Conselho.
Destaque-se, ainda que o voto universal dos trabalhadores nas assembleias sindicais somente pode ser possível nas negociações coletivas, pois em qualquer entidade, associação, clube, somente os sócios é que podem se manifestar e votar e os sindicatos estão adstritos às determinações do Código Civil inerentes às associações, não podendo serem diferentes.
Verifica-se, desta forma, infelizmente a total contrariedade do Projeto em questão, não só em relação ao Princípio Constitucional da Liberdade e Autonomia Sindical, como ao próprio Princípio da Isonomia insculpido no artigo 5o. da Carta Magna; assim como a infeliz tentativa de aniquilamento das entidades sindicais.
Assim, pelas considerações apresentadas, verifica-se a necessidade de alterações no Projeto apresentado, vez que, da forma em que foi proposto, torna-se, infelizmente inexequível.
Era o que havia para manifestar.
Brasília, 08 de Agosto de 2.016
HÉLIO STEFANI GHERARDI
Consultor Jurídico
Hélio Stefani Gherardi é advogado sindical há mais de 42 anos, na qualidade de assessor de diretoria para vários Sindicatos, Federações, Confederações e C.S.B. – Central dos Sindicato Brasileiros, sendo consultor técnico do D.I.A.P. desde a sua fundação há mais de 31 anos, Advogado Militante, Pós-graduado em Direito Constitucional Processual na Unisantos, Mestrando na Unimes de Santos e foi Professor de Direito do Trabalho e de Direito Processual do Trabalho na Unidesc – Centro Universitário de Desenvolvimento do Centro-Oeste.
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Senado decide na terça se Dilma Rousseff vai a julgamento
O Plenário decide na terça-feira (9), a partir das 9h, se a presidente afastada Dilma Rousseff vai a julgamento por crimes de responsabilidade. A votação encerra a fase de pronúncia, segunda etapa do processo de impeachment. Caso a maioria simples dos senadores aceite o parecer da Comissão Especial do Impeachment, Dilma será julgada e pode perder definitivamente o mandato.
A expectativa é que a sessão tome todo o dia, avance pela madrugada e termine apenas na manhã seguinte, podendo chegar a 30 horas de duração. Ela será comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski. É necessária a presença de pelo menos 41 senadores em Plenário para que aconteça a votação. A decisão final, pela realização do julgamento ou pelo arquivamento do processo, será de acordo com o voto da maioria dos presentes.
Rito
Os procedimentos da sessão foram acertados na última quinta-feira (4) em reunião entre Lewandowski, o presidente do Senado, Renan Calheiros, líderes partidários e membros da Comissão do Impeachment. O primeiro a falar será o relator do processo, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que terá 30 minutos para apresentar o relatório que foi referendado pela comissão.
Depois disso, os demais 80 senadores terão direito a falar por até 10 minutos cada um. A acusação e a defesa falarão por último, sendo reservados 30 minutos para cada parte. A votação acontece na sequência. Como a denúncia é composta por quatro fatos (três decretos de créditos suplementares e as “pedaladas fiscais”), os senadores poderão apresentar requerimentos para votar quaisquer deles separadamente.
A decisão que os senadores deverão tomar é se as provas apresentadas contra a presidente afastada são relevantes e substanciais e, portanto, se a denúncia é pertinente e se Dilma Rousseff deve ir a julgamento — nesta fase do impeachment ainda não se delibera sobre o mérito das acusações. A votação será nominal e aberta, registrada no painel eletrônico.
Devido à perspectiva do prolongamento da sessão, estão programados dois intervalos de uma hora, às 13h e às 18h. A partir daí, e passadas mais quatro horas, os trabalhos poderão ser interrompidos por uma hora, conforme a necessidade, ou a qualquer tempo, por prazo razoável, a juízo do presidente.
Senado
A rotina de funcionamento do prédio do Senado sofrerá alterações nos dias 9 e 10 em função da sessão. A entrada será permitido apenas para servidores da Casa e profissionais de imprensa credenciados. O Plenário, o Salão Azul, o Salão Negro e o Salão Nobre serão isolados, com acesso liberado apenas para portadores de credencial específica para essas áreas. Não haverá visitação do público nesses dois dias.
Parte do estacionamento do Anexo I estará reservada para veículos de imprensa. Os outros estacionamentos do Senado estarão, a princípio, abertos normalmente, mas o acesso a eles ainda poderá ser modificado caso haja alguma alteração no trânsito determinada pelo governo do Distrito Federal.
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08.08.16
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Ameaças da reforma previdenciária de Michel Temer
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05.08.16
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CTB promove Agosto de Lutas e chama militância às ruas contra o golpe; baixe a arte dos cartazes
A CTB convoca sua militância em todo o país, e todas as suas centrais estaduais, a acompanhar a agenda dos trabalhadores e trabalhadoras dos diversos segmentos da economia e promover paralisações, manifestações, assembleias e passeatas em um esforço unitário para combater o avanço das medidas restritivas de direitos no país.
Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, o “Fora, Temer!” hoje é uma questão de sobrevivência à dignidade da classe trabalhadora diante das ameaças que estão abertamente lançadas pelo governo em exercício. “O governo Temer quer ferir de morte a CLT e a Previdência Social. Não resta outra alternativa para barrar a ofensiva neoliberal – o caminho é a luta e a resistência.”
O dirigente afirma que o Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo Emprego e Garantia de Direitos, ato das centrais marcado para 16 de agosto (leia mais aqui), terá como objetivo fortalecer a resistência e a unidade da classe trabalhadora e resgatar os princípios pactuados na Conclat de 2010, de desenvolvimento com valorização do trabalho.
“Enquanto não for estancada essa crise política de graves consequências, nós não encontraremos o caminho para retomada do crescimento econômico. O governo do interino Michel Temer não tem apresentado propostas capazes de promover o desenvolvimento. Seu interesse está ancorado no rentismo e na prática de uma cartilha ultraliberal”, diz Araújo.
As CTBs nos estados podem fazer o download das artes dos materiais dos atos da Jornada Fora, Temer! nas Olimpíadas aqui.
Fonte: Portal CTB
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O impeachment e a criminalização da política fiscal
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04.08.16
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Diap: PCdoB é apontado como importante articulador no Congresso
O protagonismo da Bancada Comunista é destaque da última edição do “Cabeças” do Congresso Nacional. O estudo do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) aponta que, em 2016, 7 dos 11 parlamentares do PCdoB no Congresso (63% do total) são referência nas articulações políticas e debates promovidos pelo Legislativo.
Os deputados Alice Portugal (BA), Daniel Almeida (BA), Jandira Feghali (RJ), Jô Moraes (MG), Luciana Santos (PE) e Orlando Silva (SP) e a senadora Vanessa Grazziotin (AM) constam na lista do Diap. Definida como articuladora, a presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, afirma que houve o reconhecimento do comportamento e da coerência da forma como o partido concebe a política. “O PCdoB busca tratar as questões políticas com amplitude, lealdade e de forma coerente com seu programa nacional”, avalia.Dentre os temas da pesquisa, o desempenho dos congressistas é avaliado, também, em termos da eficiência na leitura da realidade e facilidade para conceber ideias. O aprimoramento do diálogo com a sociedade e entre seus pares. Figurando pela sétima vez consecutiva entre os 100 parlamentares mais influentes, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) diz que o mandato é uma “construção coletiva”.
Este resultado positivo, de acordo com Alice, é resultado da “luta em defesa da democracia no Brasil, da educação, da juventude, das mulheres, do serviço público. Este é um mandato do PCdoB e das ruas”, declara.
E a presença das mulheres nas discussões do Congresso foi pela segunda vez percentualmente maior quando comparado com o número de mulheres eleitas para o Legislativo Federal. Embora tenham baixa representatividade, apenas 9,28% do Congresso Nacional (64, sendo 52 deputadas e 12 senadoras), elas permanecem em ascensão na elite do Parlamento (Câmara dos Deputados e Senado Federal).
Neste ano, elas correspondem a 13% dos 100 nomes do estudo, sete senadoras e seis deputadas, no Parlamento brasileiro. A senadora comunista Vanessa Grazziotin (AM) se sobressai como debatedora e a deputada Jô Moraes, do PCdoB de Minas Gerais, aparece em ascensão.
Segundo o Diap, “ascensão” significa dizer que o parlamentar busca abrir canais de interlocução, criando seus próprios espaços e se credenciando para o exercício de lideranças formais ou informais no âmbito do Parlamento.
Para Jô Moraes, a maior participação feminina nos espaços de poder decorre da militância social das mulheres. “A marca deste tempo é a da ousadia das mulheres na luta democrática e de resistência ao machismo. E o PCdoB vem priorizando o papel protagonista delas na ação política em toda a sua trajetória”, acrescenta a deputada.
A capacidade de articulação dos comunistas, com 63% de seus deputados entre os que comandam o processo decisório no Congresso, é, segundo o líder da Bancada na Câmara, Daniel Almeida (BA), uma credencial para “responder aos desafios num momento de crise de representatividade. Ter esse reconhecimento de uma instituição como o Diap é extremamente honroso”, afirma o parlamentar apontado como negociador.
Além dos citados, a pesquisa “Cabeças” do Congresso Nacional inclui, também, a deputada Jandira Feghali (RJ) e o deputado Orlando Silva (SP) como debatedores de excelência. Constam no estudo apenas os parlamentares que estavam no efetivo exercício do mandato no período de avaliação, e corresponde ao período de fevereiro a julho de 2016.
Veja a íntegra do estudo aqui
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04.08.16




















