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28.07.16
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Neste domingo (31), movimentos se mobilizam contra o golpe; confira a agenda dos atos
Diversas personalidades brasileiras já se pronunciaram contra o golpe de Estado que afastou a presidenta democraticamente eleita, Dilma Rousseff, uma delas é o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes.
Ele considera fundamental que “os brasileiros se unam e lutem em defesa da democracia” e reforça a convocação para o povo sair às ruas neste domingo (31), na mobilização nacional organizada pela Frente Povo Sem Medo (FPSM), que reúne movimentos sociais da juventude, moradia, sindical entre eles a CTB.
A atividade está programada para ocorrer em várias cidades e tem como palavras de ordem: “Fora Temer, O povo deve decidir e Defender nossos direitos, Radicalizar a democracia”. A frente denuncia que “logo ficou claro que a suposta batalha contra a corrupção serviu mesmo para levar uma quadrilha ao comando do país”, diz a convocatória (leia aqui a íntegra).
Na opinião de Ciro Gomes a população precisa denunciar o golpe. “O povo tem que sair em massa, talvez seja a última oportunidade de dizer, de uma vez por todas, que só chega à presidência quem tem a maioria dos votos da população”, expressa.
Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, com este governo interino de Michel Temer, a classe trabalhadora corre um sério risco que perder seus direitos conquistados com muita luta.
“Com o pacote de maldades da gestão interina: jornada de trabalho de 80 horas semanais, idade mínima para homens e mulheres de 65 anos e maior tempo de contribuição na qual a aposentadoria só no post mortem – o Fora Temer passou a ser uma questão de sobrevivência”, denuncia o sindicalista. Os atos estão programados para ocorrer também no exterior.
Confira a agenda das atividades em sua cidade:
SÃO PAULO – LARGO DA BATATA – 14h00
FORTALEZA – PRAÇA CRISTO REDENTOR – 15h00
JOÃO PESSOA- LAGOA DO PARQUE SOLON DE LUCENA – 14h00
CURITIBA – PRAÇA DA MULHER NUA – 15h00
GOIÂNIA – ESTACIONAMENTO DO IFG – 9h00
RECIFE – PE – Praça Derdy – 15h00
BELO HORIZONTE – MG Praça 7 – 10h00
BRASILIA – DF – Feira Central de Planaltina – 9h00
UBERLÂNDIA – MG – Feira do Luizote – 9h00
PORTO ALEGRE – RS – Parque da Redenção – 15h00
SALVADOR – BA – Campo Grande – 14h00
Atos no exterior:
Fonte: Portal CTB
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28.07.16
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Impeachment: termina hoje prazo para defesa de Dilma entregar alegações finais
Termina hoje (28) o prazo para que a defesa da presidenta afastada, Dilma Rousseff, entregue na Comissão Processante do Impeachment no Senado os documentos com as alegações finais do processo. Os advogados de Dilma têm até às 18h30, horário em que encerra o expediente da Casa, para apresentar a documentação.
De acordo com a assessoria de imprensa de Dilma, a documentação será apresentada à comissão por volta de 18h, pelo ex-ministro José Eduardo Cardozo, um dos advogados de defesa da petista.
Inicialmente, o prazo terminaria ontem (27), mas foi prorrogado em 24h após pedido da defesa. Na terça-feira (26), a defesa de Dilma entrou com um pedido de prorrogação do prazo por dois dias.
Internet
Os advogados argumentaram que, por causa da suspensão, nos dias 23 e 24, dos serviços da página do Senado na internet, onde fica hospedada toda a documentação, a presidenta afastada teve o amplo direito de defesa prejudicado por ter ficado sem acesso aos autos do processo.
No pedido, a defesa defendeu que, nesse caso, deveria ser usado, por analogia, o que prevê o novo Código de Processo Civil, segundo o qual “suspende-se o curso do prazo por obstáculo criado em detrimento da parte”, devendo o prazo ser “restituído ao que faltava para a sua complementação”.
O presidente da Comissão Processante do Impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), acatou parcialmente o pedido, prorrogando o prazo por 24h.
Em nota, Lira afirmou que a indisponibilidade do conteúdo se deu em virtude de manutenção programada, que a ação foi anunciada pelo portal do Senado e que o “sistema permite que os arquivos sejam baixados para consulta no computador do usuário sem necessidade de acesso à internet”.
Mesmo com a prorrogação do prazo, Lira manteve o calendário previsto inicialmente. Com isso, o relator na comissão, Antonio Anastasia (PSDB-MG) terá até a próxima segunda-feira (dia 1º) para elaborar seu parecer sobre a acusação. O relatório será lido, na terça-feira (2), na comissão e tem a previsão de ser votado na quinta-feira (4). Para ser aprovado ou rejeitado, é necessária a maioria simples – metade mais um dos senadores presentes à sessão.
O documento será encaminhado para leitura no plenário da Casa no dia 5. De acordo com calendário, a votação no plenário será realizada no dia 9, sob o comando do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, encerrando, assim, a fase de pronúncia do impeachment.
Fonte: Agência Brasil
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28.07.16
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Cruvinel: Governo Temer cogita entrega de Base Espacial de Alcântara aos Estados Unidos
A jornalista Tereza Cruvinel escreveu nesta terça-feira (26) sobre uma possível retomada do tratado de concessão da base militar de Alcântara, no Maranhão. Segundo a reportagem, a entrega da base espacial aos Estados Unidos seria uma iniciativa do ministro interino de Relações Exteriores, José Serra. Ele esteve em reunião com o embaixador brasileiro em Washington, Sergio Amaral, para retomar a negociação.
Não há informações sobre datas ou prazos, mas o cenário é condizente com a atitude submissa de Serra. Desde que assumiu a pasta, o novo chefe do Itamaraty tem revertido decisões de auto-afirmação das últimas três gestões, inclusive a articulação com os BRICS e a promoção de políticas Sul-Sul.
Segundo a reportagem, a locação de Alcântara daria “amplos poderes” aos americanos, inclusive o de conduzir atividades aeroespaciais em sigilo. A escolha de Amaral para a condução do processo também não seria à toa: em seus muitos cargos durante o governo FHC, ele foi um dos principais interlocutores do presidente tucano junto à comunidade internacional, construindo o caráter entreguista que caracterizou a diplomacia sob o PSDB. No acordo do ano 2000, foi ele o relator da matéria na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, e dali saíram os termos que entregariam Alcântara para os americanos até 2002. O tema foi engavetado com a eleição de Lula, que o considerou “lesivo à soberania nacional”.
O Centro de Lançamento de Alcântara possui uma característica única no Planeta Terra, que desperta o interesse de muitas nações com tecnologia aeroespacial. Por sua localização privilegiada na linha do Equador, a base reduz em até 30% o custo de um lançamento. Na prática, isso representa dezenas de milhões de dólares economizados por operação. O Brasil realiza parcerias com diversos países para explorar este potencial, inclusive os Estados Unidos.
Sabotagem no Programa Espacial Brasileiro
A polêmica em torno da base de Alcântara é agravada pelo grande acidente ocorrido em agosto de 2003, quando o lançamento de um foguete se transformou num incêndio catastrófico, matando dezenas de pessoas. O acontecimento não apenas tirou a vida de muitos profissionais qualificados no campo de pesquisa espacial, como jogou um balde de água fria no programa, então um dos mais ativos do mundo.
Apesar de ter sido inicialmente considerado um erro técnico, uma série de documentos vazados pelo Wikileaks em 2011 revelaram mais tarde que o governo dos Estados Unidos fazia oposição aberta ao sucesso da missão brasileira, atuando por baixo dos panos para impedir quaisquer acordos de transferência de tecnologia à Força Aérea Brasileira. Isso levou muitos analistas a especularem sobre o papel que os EUA tiveram no acidente no lançamento, com interpretações apontando para possíveis tecnologias que o teriam evitado até a possibilidade de sabotagem direta por motivos geopolíticos.
Concretamente, o que se sabe é que os EUA adotam uma postura de impedimento quanto à transferência de tecnologias espaciais ao Brasil. Um exemplo patente é o da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), fundada em parceria com o governo da Ucrânia ainda em 2003 para a construção do foguete Cyclone-4. Como revelado pelo Wikileaks, a iniciativa foi amplamente boicotada pelos Estados Unidos, que se utilizam de pressões econômicas e políticas para limitar as contribuições da Ucrânia no projeto. Ao longo de 13 anos, a parceria não conseguiu gerar frutos, apesar dos investimentos do governo brasileiro.
Com as revelações de espionagem americana sobre a presidenta Dilma Rousseff em 2013, a teoria de sabotagem ganhou nova força entre os analistas. Se houver de fato a reativação do acordo, será impossível ignorar a possibilidade de interferência americana em Alcântara.
Fonte: Portal CTB
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25.07.16
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Setor imobiliário espera recuperar vendas com mudanças no financiamento da Caixa
A mudança nas regras de financiamento habitacional pela Caixa Econômica Federal, que vai permitir a compra de imóveis mais caros, poderá reaquecer o setor imobiliário, que vem sentindo fortemente os impactos da crise financeira nos últimos anos.
Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, apesar de ser voltada para um mercado mais restrito, a medida é muito bem-vinda para o setor. “Quando se trabalha com financiamento, acaba-se tendo dinheiro mais barato e facilitando-se os negócios. E tem-se um conforto maior”, disse Martins.
A partir desta segunda-feira (25), o valor máximo de financiamento da Caixa pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) passa de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões. O SFI é uma modalidade de crédito que financia imóveis mais caros, sem emprestar dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
De acordo com Martins, o mercado de imóveis com preço mais alto também foi afetado pela crise econômica e política do país. Ele explicou que isso acontece porque a decisão de comprar um imóvel, independentemente do valor, é muito influenciada pela confiança no futuro. “Então, se não tiver o horizonte político e econômico razoável, as pessoas ficam com o pé atrás. Todos os mercados estão passando por dificuldades. Se alguns têm medo de perder o emprego, quem é dono de empresa também pode ter medo de como ela se comportará no futuro.”
As mudanças nas regras de financiamento chegam em “excelente hora”, na avaliação do vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Eduardo Aroeira. Isso porque, segundo ele, as expectativas e o otimismo das pessoas têm melhorado. “Vai auxiliar bastante na compra de imóveis para classes mais elevadas, que vinham sofrendo bastante com a maior dificuldade de financiamento”, observou.
Outra mudança no financiamento anunciado pela Caixa é o aumento da parcela de financiamento dos imóveis por meio do SFI. Para imóveis usados, a cota de financiamento subiu de 60% para 70% do valor total. Para a compra de imóvel novo, construção em terreno próprio, aquisição de terrenos e reforma ou ampliação, a cota passou de 70% para 80%. A medida também foi comemorada pelo presidente da Cbic. “Antes, a pessoa tinha que dar 30% de entrada, agora tem que dar 20%. Isso ajuda bastante”, destacou Martins.
Retomada do setor
Sobre a expectativa de retomada da indústria da construção civil no país, José Carlos Martins, observou que o humor está começando a mudar. “Já começa a ter mais visitas em plantões e, quando se fazem sondagens com empresários, vemos que eles estão menos pessimistas. Não é nenhum oba-oba, mas há uma reversão de expectativas.”
De acordo com o presidente da Cbic, os lançamentos imobiliários tiveram retração de 54% nos últimos 12 meses, enquanto as vendas caíram 18%. “Caiu muito mais o número de lançamentos do que o de vendas. Mesmo que as vendas estejam fracas, elas continuam existindo. Isso quer dizer que, daqui a pouco, o mercado vai começar a reverter. Muitos prédios que estão parados vão começar a andar de novo”, previu Martins.
Eduardo Aroeira disse que também espera melhora gradual no setor nos próximos meses. “A partir do momento em que a Caixa reabre essa possibilidade, faz com que haja um novo ânimo do mercado, e a tendência é de melhora, embora gradual, mas constante”, afirmou Aroeira.
Fonte: Agência Brasil
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25.07.16
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DEM e PSDB na educação é retorno à era FHC: focalizar e privatizar
Para o economista e educador Sérgio Haddad, a aliança entre DEM e PSDB na área da Educação, reeditada por Michel Temer (PMDB-SP), é um retorno aos tempos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP). Segundo ele, o conceito de um modelo educacional público, sistêmico e universal cede espaço, no governo interino, a um processo de focalização da ação do Estado em determinados níveis de ensino, deixando os demais à iniciativa privada.
Sérgio Haddad participou na última segunda-feira (20) do seminário “Austeridade contra a Cidadania”, em São Paulo. Na atividade, ele avaliou que a nova gestão do ministério – encabeçada pela dupla Mendonça Filho (DEM) e Maria Helena Guimarães (PSDB) – deve caminhar no sentido oposto dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
“A ideia sistêmica e universal da oferta pública e gratuita da educação se rompe, com a privatização de um lado e a focalização do outro (…) Essa lógica predominou nos governos FHC e deve se repor nesses tempos de restrição orçamentária”, disse.
O educador destacou que cada nível de educação está diretamente integrado ao outro e, portanto, priorizar um em detrimento dos demais seria uma estratégia equivocada.
“Você não pode priorizar só o ensino fundamental, porque você precisa de professores para trabalhar no ensino fundamental, então você depende da universidade para fazer isso. Todos sabemos também que a educação infantil é imprescindível para no bom desempenho no ensino fundamental, assim como a educação de adultos, a educação dos pais, tem papel importantíssimo para o desenvolvimento dos alunos que estão nos cursos secundários”, exemplificou.
Haddad citou que, hoje, 80% da população é atendida pelo ensino público, tanto nos na educação fundamental como no ensino médio. Já no nível superior, essa relação se inverte.
Privatização
De acordo com ele, a sinalização de que deverá se aprofundar a privatização do ensino superior pode ser percebida tanto pela “crescente presença do setor privado nas estruturas que definem as políticas de educação”, quanto pelos debates travados na mídia.Ele deu como exemplo artigo de Alexandre Schneider, ex-secretário municipal de Educação de São Paulo, na Folha de S. Paulo. No texto, ele defendeu que “chegou o momento de discutir com a sociedade brasileira a cobrança de mensalidade nas universidades públicas”.
No artigo, Schneider prega que é preciso focar os esforços do Estado na educação básica, argumentando que “o país gasta hoje cerca de R$ 22 mil por aluno/ano no ensino superior público, enquanto o básico recebe R$ 5.500 aluno/ano”.
Sérgio Haddad rebateu a alegação, e disse que, além de o dado ser falso, não se pode comparar o ensino básico com o superior. Ele ressaltou ainda que o país investe, por aluno, menos que a média dos demais países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Em 2012, foram gastos US$ 3.441 por estudante da rede pública brasileira, do ensino básico ao superior, montante que corresponde a 37% da média dos 34 países que compõem a OCDE, que é de US$ 9.317. “O investimento em educação é central, sob o ponto de vista de se pensar o direito à educação na perspectiva universal”, afirmou Sérgio Haddad.
“Evidentemente, a focalização vai levar à privatização”, apontou, destacando os efeitos que a PEC 241 – que limita o crescimento dos gastos públicos à variação da inflação do ano anterior –, terá na educação. “É nítido que isso vai afetar os recursos para a manutenção e o desenvolvimento da educação”, disse.
Ele previu que, se aprovada a PEC, será impossível manter a vinculação constitucional de um percentual mínimo de recursos para a educação. Hoje, a Constituição determina que o governo federal destine à educação 18% da receita líquida dos impostos, já descontado o percentual transferido a estados e municípios. “É impossível manter a vinculação com a PEC aprovada”, avaliou, prevendo queda nas verbas destinadas à área.
Diversidade fora do currículo
Para além da lógica da focalização e da privatização, o economista e educador criticou também outro tipo de mudança, um retrocesso no que diz respeito à educação que ultrapassa a sala de aula.
“A ideia da diversidade aparentemente vai sumir do mapa. Isso se reflete na fotografia inicial do ministério do governo Temer. Aquela foto [sem mulheres, negros, índios e jovens] faz parte do DNA do governo. Colocar a questão racial, de gênero, dos direitos humanos sob o Ministério da Justiça é realmente baixar o sarrafo no tema da diversidade”, disse, referindo-se à reforma administrativa promovida pelo governo interino.
De acordo com Sérgio Haddad, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação foi a primeira a ter praticamente todos os seus membros afastados.
“A ideia de uma educação contínua, ao longo da vida, será reduzida à ideia de uma educação exclusivamente escolar. Pensar a educação sob o ponto de vista daquilo que vai além da escola, aquilo que diz respeito à formação da cidadania, no sentido de atender à ideia de diversidade, uma educação relativa às relações de gênero, raciais, pensada sob o ponto de vista dos direitos humanos, isso vai desaparecer”, previu.
Para ele, caso se concretize essa investida contra a educação voltada para os direitos humanos, será uma “clara violação de direitos”, uma vez que essa orientação é algo que está gravado não apenas na Constituição, como na Lei de Diretrizes e Bases, na Lei Maria da Penha e nas diretrizes curriculares, por exemplo. “O rompimento desse direito, que está colocado sob o ponto de vista da legislação vinculada à Educação, claramente está se mostrando nesse momento atual”, disse.
Escola Sem Partido
O educador teceu também críticas a projetos como o Escola Sem Partido, que ganha espaço durante o governo provisório. Na sua avaliação, a iniciativa ameaça a liberdade de expressão e a própria ideia de ciência. A proposta do programa é monitorar o que os professores dizem em sala de aula, alegando que há uma doutrinação política e ideológica ocorrendo nas escolas do país.A página do Senado na web, a E-Cidadania, abriu consulta pública a respeito do Projeto de Lei 193, que de autoria do senador Magno Malta (PR-ES), da bancada evangélica, que pretende incluir entre as diretrizes e bases da educação nacional as propostas do Escola Sem Partido. Até o fechamento desta reportagem, o resultado da enquete estava em 155.492 votos a favor e 169.161contra o PLS.
Sérgio Haddad destaca que projetos semelhantes estão em discussão ou foram aprovados em casas legislativas de municípios e estados brasileiros, algo que ele considera extremamente preocupante.
“Estamos diante não só de uma reforma do ensino, mas de uma ameaça terrível à liberdade de expressão e, mais que isso, à própria ideia de ciência, de construir conhecimento, à participação dos alunos na sala de aula, a toda uma ideia de questionamento sobre os conteúdos que são ensinados, de participação de alunos e professores no processo e ensino e aprendizagem. Isso é um retrocesso absoluto”, condenou.
De acordo com ele, o projeto parte da ideia de “desideologizar” o sistema de ensino, “como se isso fosse possível”, eliminando, na verdade, o pensamento crítico e tratando o professor “como um mero veiculador de certos conteúdos”, algo que “faria com que [o educador] Paulo Freire se revirasse no caixão”, opinou.
Esvaziando o papel do professor
Segundo o economista, o processo de privatização que deverá ser acelerado no governo provisório não se dá só pela presença da iniciativa privada nas instituições de ensino, mas também no que diz respeito aos materiais utilizados em sala de aula.“Há um movimento extremamente importante, que se dá no plano municipal, através dos sistemas apostilados, que são vendidos pelas editoras junto às secretarias municipais de Educação. Elas entregam esse material, junto com toda uma assessoria, com aulas para professores, de maneira a esvaziar o programa nacional do livro didático, que é um programa importantíssimo – de seleção e compra de material didático pelo governo federal, distribuído gratuitamente para todas as escolas públicas”, explicou.
Segundo ele, essas apostilas “penetram nas escolas com a mesma lógica de esvaziamento do papel do professor, que passa a ser meramente um aplicador desse material. Note-se a similaridade desta lógica economicista – em que você tem um conteúdo, uma verdade a passar para os seus alunos – com a ideia da Escola Sem Partido, entendo o aluno como um mero receptor de conteúdos, que deve devolver resultados nas provas feitas poe esses próprios sistemas”, criticou.
“Eu diria que estamos diante de um processo que é de focalização sobre determinados níveis de ensino, privatização dos demais, aceleração de uma lógica de condenação e vigilância sobre o papel do professor sob o ponto de vista ideológico, com controle da ação dele na sala de aula. E que faz parte dessa aliança entre setores fundamentalistas que estão no poder, junto com setores privatistas, na conformação de algo que preocupa muito os educadores que se importam com o sistema público de educação”, resumiu.
Promovido pela Plataforma Política Social e o Le Monde Diplomatique Brasil, o seminário Austeridade contra a Cidadania integra o projeto Governo Sem Voto e analisou a atual conjuntura e o impacto das reformas propostas por Temer e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na desestruturação das políticas públicas. Participaram do debate, além de Sérgio Haddad, o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão e os economistas Sérgio Gobetti e Eduardo Fagnani, responsável pela mediação.
Fonte: Vermelho
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22.07.16
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El País: 62% apoiam novas eleições, diz Datafolha agora
Para 62% dos brasileiros, uma saída para a crise política seria a renúncia de Michel Temer e Dilma Rousseff para que fossem realizadas novas eleições. Foi que responderam, quando questionados sobre a possibilidade, os entrevistados do Datafolha, mas o dado auferido na pesquisa feita pelo instituto em 14 e 15 de julho não apareceu nas reportagens publicadas sobre o assunto e nem no relatório da pesquisa disponibilizado pelo instituto em seu site na terça-feira.
Por Flávia Marreiro, no El País
A existência desta e de uma outra pergunta, a respeito da percepção popular sobre os procedimentos do impeachment, foram reveladas pelo The Intercept e confirmado em reportagem publicada pela própria Folha, que traz link para a nova versão do documento.
O episódio aprofunda a controvérsia em torno do mais respeitado instituto do país, que vinha sendo questionado por ter apresentado dados de maneira imprecisa em um gráfico do jornal sobre os favoráveis a uma nova votação e por supostamente não ter repetido a pergunta sobre o hipotético pleito, como no levantamento de abril.
“O resultado da questão sobre a dupla renúncia de Dilma e Temer não nos pareceu especialmente noticioso, por praticamente repetir a tendência de pesquisa anterior e pela mudança no atual cenário político, em que essa possibilidade não é mais levada em conta”, disse, no texto publicado pelo jornal, Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha.
Dávila argumentou que é prerrogativa da publicação escolher o que acha jornalisticamente mais relevante no momento em que decide publicar a pesquisa e que não é incomum que não usem perguntas do Datafolha em reportagens. OEl País havia questionado a Folha mais cedo, nesta quarta, sobre a ausência da pergunta de novas eleições.
Ao Datafolha, a reportagem perguntou por que aparecia uma cifra de 60% de apoiadores de novas eleições no relatório da pesquisa então disponível, já que não havia referência ao dado no restante documento. Perguntou ainda sobre as novas perguntas apresentadas pelo Tijolaço.
Em resposta, ambos anunciaram que publicariam reportagem sobre o tema. Alessandro Janoni, do Datafolha, acrescentou ainda sobre a nova versão do documento: “Atualizamos os relatórios no site do Data à medida que a Folha publica os resultados, justamente para não furar o jornal (permitir que a Folha publique em primeira mão). A pesquisa geralmente é fatiada e divulgada aos poucos.”
Apoiadores de Dilma Rousseff e até da ex-senadora Marina Silva ansiavam por um levantamento a respeito da adesão à tese de novas eleições, uma posição que chegou a ser defendida em editorial pela Folha no começo do ano.
Uma das últimas cartadas da presidenta afastada para conseguir os votos de senadores para se salvar do impeachment, cuja votação final está prevista para agosto, é se comprometer com um plebiscito para realizar uma nova eleição. Os defensores da saída esperavam contar com um índice popular da adesão à tese para tentar convencer os parlamentares, uma empreitada considerada extremamente difícil no momento. Em abril, o Datafolha apontou que 79% da população seria favorável a nova votação para presidente em caso de renúncia dupla. Pesquisa do Ibope pouco depois registrou apoio de 62% à possibilidade de eleições.
A outra pergunta que não constava do relatório publicado originalmente era: “Na sua opinião, o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff está seguindo a regras democráticas e a Constituição ou está desrespeitando as regras democráticas e a Constituição?”. Para 49%, o rito segue as regras, contra 37% que a questionam.
Tabela da pesquisa Datafolha.
A controvérsia em torno dos questionários do Datafolha cresceram agora, mas as perguntas já haviam atraído críticas em abril. Na época, a formulação sobre um possível processo de destituição de Temer, congelado na Câmara e sem perspectiva real de andamento, desagradou apoiadores de Temer, como o jornalista e colunista da Folha Reinaldo Azevedo.“Não faz sentido, a meu ver, o Datafolha indagar se as pessoas são favoráveis ao impeachment de Michel Temer. Trata-se de um erro brutal cometido pelo instituto, ao qual a Folha dá enorme destaque porque, suponho, encomendou o levantamento”, escreveu ele em seu blog.
Apoio no Nordeste
À exceção do dado sobre o apoio à nova eleição, que ainda assim é menor que o de abril, os números não são alentadores para Dilma. Um dos alívios para a petista está no Nordeste, bastião do PT que destoa das demais regiões brasileiras quando o tema é a permanência de Michel Temer na presidência ou à volta da mandatária afastada ao Planalto. No conjunto dos nove Estados da União da região, 49% responderam ao Datafolha que preferem a volta da petista, enquanto 37% querem que Temer fique. média do país, quando questionados se preferem um ou outro, 50% querem que o interino fique e 32% gostariam que Dilma voltasse. Outros 3% responderam espontaneamente que preferiam novas eleições, o que deu origem aos questionamentos à forma de apresentação dos números do levantamento.Temer também desfruta de avaliação pior do que o Governo de Itamar Franco que, em dezembro de 1992, dois meses após assumir no lugar de Fernando Collor, era considerado ótimo ou bom por 34% (contra 14% de Temer), regular por 45% e ruim ou péssima por 11%, com outros 11% sem opinião sobre o assunto. O peemedebista tem aprovação acima da média entre os mais ricos (23%) entre simpatizantes do PSDB (38%) e PMDB (27%).
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Mídia que defende “modernização” da CLT precariza trabalhador
É parcial e manipuladora a cobertura dos principais grupos de comunicação quando se trata de direitos dos trabalhadores. Nos últimos dias, jornais como O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo tem se pronunciado sobre o tema através de editoriais e matérias defendendo a “modernização” da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT)”. Como empregadora, esses mesmos grupos impõem aos trabalhadores condições precárias.
Para o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, a mídia que concentra o monopólio da comunicação no Brasil defende o fim da CLT porque, na condição de empregadora, quer continuar desrespeitando a lei.
O dirigente disse que o frequente contato com profissionais da grande imprensa, através de entrevistas, o fizeram observar que a maioria deles não tem carteira assinada e nem jornada definida.
“Os empresários da comunicação querem isso, liberdade pra fazer qualquer tipo de jornada, não contratar, não ter carteira assinada, não ter obrigação trabalhista. Então tem interesse em jogo”, opinou Sérgio.
“Querem tratar o trabalhador de maneira precária como a gente vê. O cara vai te entrevistar. Chega na moto, ele mesmo filma, ele mesmo manda. Não tem carteira assinada. É uma loucura o que as empresas de comunicação fazem”, denunciou.
A precarização do trabalho do jornalista nos grandes grupos foi citada em artigo do jornalista Altamiro Borges publicado nesta quarta-feira (20) pelo Portal Vermelho.
Miro, que é presidente do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, lembrou que esses grupos “impõem as piores práticas trabalhistas”, entre elas a pejotização, o assédio moral e o arrocho salarial.
Segundo ele, a razão da quantidade de menções à “modernização da legislação trabalhista” nos jornalões é a pressa, criada pelo “golpe dos corruptos”, em desmontar a CLT. Miro lembrou que historicamente a imprensa privada “nunca tolerou as leis trabalhistas”.
“Os donos da mídia sempre satanizaram os sindicatos, as greves e os direitos conquistados. Eles incentivaram todos os golpes contra os governos minimamente reformistas, como os de Getúlio Vargas, João Goulart Lula ou Dilma”, escreveu.
O presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, afirmou que além de defender o interesse da classe dominante, a mídia quer quebrar a resistência do movimento social e sindical, como aconteceu nos anos de neoliberalismo.
“A mídia tenta escamotear os impactos da reforma trabalhista. Joga no segundo plano, dá pouco destaque. Por outro lado, querem criminalizar a UNE, A CUT a CTB. Querem quebrar com o movimento sindical e desconstruir medidas que, mesmo insuficientes, impactaram profundamente no desenvolvimento do nosso povo”, observou Adilson.
Fonte: Portal CTB
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31 de julho: CTB convoca todos às ruas em defesa da democracia
A Frente Povo Sem Medo, organização que reúne diversos movimentos sociais do país entre eles a CTB, sairá às ruas de todo o Brasil, no próximo dia 31 de julho em defesa da democracia.
Leia também: Frente Povo Sem Medo convoca mobilização nacional no dia 31 de julho
Os principais eixos para a manifestação são o repúdio ao governo golpista de Michel Temer, a convocação de um plebiscito (clique aqui e participe da enquete da Central) para saber se a população é a favor de novas eleições presidenciais e a defesa dos direitos sociais e trabalhistas.
“Por não ter sido eleito por ninguém e aparentemente não buscar reeleição, [Temer] coloca-se numa situação em que não precisa prestar contas à sociedade”, denuncia a convocatória da FPSM (leia a íntegra aqui).
De acordo com o secretário de Políticas Sociais da CTB, Rogério Nunes, “este é o momento de a população manifestar seu repúdio contra este governo ilegítimo e golpista que quer acabar com os direitos conquistados pela classe trabalhadora”, expressou o sindicalista.
Várias cidades já confirmaram suas mobilizações entre elas: São Paulo, Goiânia, Recife, Fortaleza, Brasília, João Pessoa, Curitiba e Uberlândia.
Aproxima-se o momento em que o Senado poderá concretizar o golpe com a aprovação do afastamento definitivo da presidenta Dilma Rousseff do cargo para o qual foi eleita por 54 milhões de brasileiros. Com isso, o golpista Michel Temer estaria livre para impor o maior retrocesso nos direitos sociais e trabalhistas da história do nosso país.
Para evitar que isso aconteça, a Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo estão convocando uma grande mobilização nacional para o dia 31 de julho. Em Salvador, a data será marcada por uma caminhada, com concentração às 15h, no Campo Grande.
A CTB Bahia está convocando todos os sindicatos a mobilizar os trabalhadores de suas bases para participar da manifestação. “O momento decisivo está se aproximando. Temos que mostrar que não aceitamos o governo golpista de Temer, que já demonstrou diversas vezes a disposição de retirar aos direitos conquistados pela classe trabalhadora. Mesmo durante o governo interino, o golpista já sinalizou que vai promover as reformas Previdenciária e Trabalhista, com intuito de cobrar a conta de crise econômica dos trabalhadores. Venha para a manifestação, trazendo suas bandeiras e faixas. Vamos barrar o golpe nas ruas”, conclamou o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.
Os detalhes finais da manifestação serão definidos na plenária conjunta das frentes, que acontece neste sábado, 23 de julho, às 9h, na sede da CUT, em Nazaré.
Fonte: CTB-BA
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‘Fantástico’ faz malabarismo para tentar justificar reforma da Previdência
O Fantástico exibiu neste domingo (17) uma longa reportagem sobre o que eles chamaram de “rombo” da Previdência Social. A única coisa que a matéria deixou claro foi que a TV Globo – como outros órgãos da mídia tradicional – vai continuar manipulando as informações para tentar justificar a retirada de direitos da classe trabalhadora.
O interino Temer está discutindo o aumento da idade mínima para aposentadoria e redução do valor dos benefícios. A mídia, que faz o jogo do mercado, e as instituições financeiras, interessadas em vender planos de previdência privada, aprovam a medida.
Eles insistem no velho e falso argumento de que há déficit da Previdência e que, para equilibrar as contas, é preciso mudar as regras da aposentaria. Isso é um mito. A Constituição brasileira definiu três fontes de financiamento previdenciário: as contribuições de empregados, dos empregadores e a parte bancada pelo Tesouro Nacional. Essa terceira fonte legal de financiamento é sempre ignorada pelos defensores da reforma. Como eles tiram do cálculo os recursos provenientes do Tesouro, em 2015 ficou um rombo de R$ 85 bilhões. Isso está errado!
Além disso, legalmente não existe conta da Previdência separada do Orçamento da Seguridade Social, como expliquei recentemente aqui.
Outra balela é dizer que o Brasil é um dos poucos países que não tem idade mínima para aposentadoria. Desde 1998, a idade mínima para os (as) trabalhadores (as) urbanos se aposentarem é de 65 anos para os homens e 60 anos no caso das mulheres. Isso, desde que tenham contribuído durante pelo menos 15 anos. Detalhe, cerca de 53% das aposentadorias concedidas no Brasil são por idade, dado que a matéria obviamente esconde.
A repórter ou a produção poderiam ter lido a cartilha do Sindicato dos Bancários de São Paulo, que explica de forma clara tudo sobre Previdência Social.
A matéria menosprezou a sonegação de impostos previdenciários e usou um dado errado – R$ 26 bilhões de sonegação. Estudo do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) mostra que a sonegação da Previdência em 2015 foi de R$ 103 bilhões, valor mais do que suficiente para cobrir o suposto déficit.
A Previdência Social, patrimônio do povo brasileiro, é o maior programa social do país – distribui renda, garantindo a sobrevivência de cerca de 90 milhões de pessoas, que consomem e geram receita para comércio, indústria e agricultura, fazendo a economia girar.
Fonte: Rede Brasil Atual
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Processo de impeachment e aprovações no Plenário marcam a semana
Processo de Impeachment
As alegações finais da acusação de Dilma Rousseff já foram entregues na Comissão Especial de Impeachment. De acordo com o documento, a presidente afastada cometeu crimes de responsabilidade como parte de um modus operandi de governo para se “perpetuar no poder”. O texto rebate também a tese da defesa de que o impeachment seria um “golpe de Estado”. Agora a defesa deve entregar suas alegações finais até o dia 27 deste mês. Depois disso, o relator do processo, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), terá cinco dias para apresentar o seu parecer sobre a pertinência da acusação, que será votado pela comissão e, posteriormente, pelo Plenário. Isso encerra a fase de pronúncia do impeachment. Caso a decisão seja a favor da continuidade do processo, Dilma será submetida ao julgamento final pelo Senado. Esse rito, se ocorrer, será comandado pelo presidente de Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski. Caso 54 senadores, no mínimo, entendam que a presidente cometeu crime de responsabilidade, ela será afastada do cargo em definitivo e ficará inelegível para mandatos públicos por oito anos.
FGTS para empréstimo consignado
O Senado aprovou a medida provisória (MP 719/16) que permite o uso de parte dos recursos da conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da multa rescisória como garantia de empréstimo consignado em folha por trabalhadores da iniciativa privada. A garantia prevista na MP poderá ser sobre até 10% do saldo individual da conta e sobre até 100% da multa paga pelo empregador em caso de demissão sem justa causa, despedida por culpa recíproca ou força maior. Com o novo tipo de garantia, o objetivo é reduzir a cobrança de juros nos empréstimos consignados. A MP já foi sancionada e convertida na Lei13.313/2016.
Gastos em assembleias
Também foi aprovada pelo Senado a proposta de emenda à Constituição (PEC30/20160), que limita despesas para as casas legislativas e para os tribunais de contas dos estados e do Distrito Federal. No Senado, a PEC ganhou emenda estabelecendo que a despesa anual do legislativo estadual não poderá exceder despesa realizada no exercício financeiro do ano anterior, havendo apenas a correção pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A desobediência a essa medida passa a constituir crime de responsabilidade. A proposta segue agora para a Câmara dos Deputados.
Reajuste de servidores
Oito projetos que reajustam salariais dos servidores públicos civis e militares da União foram aprovados pelo Senado. Serão beneficiados servidores da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Contas da União, da Advocacia-Geral da União, da Polícia Federal, do Banco Central, da Educação, da Cultura, do Desenvolvimento Agrário e de ex-territórios federais, além de outras 40 carreiras (como agentes penitenciários e médicos e técnicos de hospitais públicos). Um dos projetos reajusta o soldo dos militares. Esses projetos seguem agora para sanção presidencial. No total, são 14 matérias aprovadas pela Câmara reajustando os salários de servidores federais. Duas delas já foram encaminhadas à sanção – o PLC 26/2016 e o PLC 29/2016, que reajustam os salários dos servidores do Ministério Público e do Judiciário, respectivamente. Outra, o PL 4.244/2015, que reajusta os salários dos servidores do Senado, foi convertida na Lei 13.302/2016.
Audiência de custódia
Outro projeto aprovado pelo Senado é o que regulamenta a prática das audiências de custódia e estipula prazo máximo de 24 horas para que um preso em flagrante seja levado diante de um juiz. A proposta estabelece que o preso terá direito a realizar exame de corpo de delito e a depor na presença do advogado ou de membro do Ministério Público ou da Defensoria Pública. Se a audiência de custódia não ocorrer, o fato deverá ser comunicado ao Ministério Público, à Defensoria Pública ou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A audiência servirá para que o juiz verifique se os direitos fundamentais do preso estão sendo respeitados, ao tratar apenas da legalidade e da necessidade da prisão, da prevenção da ocorrência de tortura ou de maus-tratos e do esclarecimento dos direitos assegurados ao preso. O PLS 554/2011 ainda precisa ser apreciado em turno suplementar, o que acontecerá em agosto.
Furto de gado
O furto e a receptação de animais de bando, como bovinos, suínos e caprinos, serão punidos de forma mais rigorosa, de acordo com projeto (PLC 128/2015) aprovado no Senado. Em geral, o furto é punido com pena de um a quatro anos de reclusão. O projeto aumenta a pena para dois a cinco anos de reclusão. Também enquadra como crime a comercialização, o armazenamento, a exposição à venda ou mesmo a entrega de carne ou outros alimentos sem origem controlada. A matéria segue para sanção.
Embaixadores
O Senado aprovou indicações para embaixadas brasileiras na Nova Zelândia, Congo, Noruega (junto com Islândia) e no Gabão. Também foi aprovada a indicação do diplomata Evandro Sampaio Didonet para atuar na Organização Mundial do Comércio (OMC). Ainda no campo internacional, foi criado o Grupo Parlamentar Brasil-Indonésia (PRS 21/2014).
Recursos para o Ceará
Foi aprovado ainda o financiamento da expansão de serviços sociais no Ceará junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O PRS 42/2016 viabiliza a aplicação de até R$ 163,7 milhões ao Programa de Apoio às Reformas Sociais (Proares III) do estado. A matéria segue para promulgação.
Senado Jovem
O Senado aprovou o projeto de resolução com mudanças no Programa Senado Jovem Brasileiro, que engloba o Projeto Jovem Senador e o Concurso de Redação do Senado Federal. Esse concurso é realizado anualmente e seleciona 27 estudantes do ensino médio de escolas públicas estaduais, com idade até 19 anos, para vivenciarem o trabalho dos senadores dentro do Congresso. A principal alteração promovida pelo projeto é o aumento de três para quatro dias na duração da “legislatura” dos jovens senadores, ou seja, quando esses estudantes vêm a Brasília para elaborar proposições legislativas e pronunciamentos que são apresentados em sessões simuladas no Plenário. O PRS 40/2016 vai a promulgação.
Presidência da Câmara
O presidente do Senado, Renan Calheiros se encontrou na quinta-feira (14) com o novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na visão de Renan, a eleição de Maia reabre a possibilidade de Senado e Câmara trabalharem de forma mais eficaz por uma agenda conjunta e suprapartidária, de interesse nacional. Maia confirmou que, como Renan, tem a “expectativa muito grande” de que as duas Casas trabalhem juntas em uma pauta enxuta, mas com temas importantes para o país. Rodrigo Maia vai cumprir um mandato tampão até a nova eleição para a Presidência da Câmara, que deve ocorrer no início de fevereiro de 2017.
Cláusula de barreira
Os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES) protocolaram uma proposta de emenda à Constituição (PEC) com dispositivos para reforçar a fidelidade partidária de políticos eleitos, estabelecer uma cláusula de barreira para os partidos políticos e extinguir a possibilidade de coligações nas eleições legislativas. A PEC 36/2016 estipula que os políticos que conquistarem mandatos nas eleições de 2016 e 2018 irão perdê-los caso se desfiliem dos partidos pelos quais disputaram o pleito.
Lei de Diretrizes Orçamentárias
A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) aprovou o texto base do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 — PLN 2/2016. O relator da matéria, senador Wellington Fagundes (PR-MS), retirou do texto a previsão de receita da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Ele ainda acolheu a proposta do governo interino que definiu um déficit primário de R$ 139 bilhões como meta fiscal para 2017. A votação dos destaques e das emendas ao projeto ficou para 2 de agosto.
FGTS para casa própria
Mutuários de baixa renda com apenas um ano de trabalho poderão usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortização de saldo devedor da casa própria. Atualmente a espera para o benefício é de três anos de trabalho. A medida está prevista no projeto (PLS 359/2015), aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e que será votado em decisão terminativa pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Querosene de aviação
A alíquota máxima do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações internas com querosene de aviação poderá ser fixada em 12%. O texto aprovado na CAE é um substitutivo ao PRS 55/2015. A intenção é que as distribuidoras de combustíveis repassem a redução do ICMS para o preço das passagens . Agora, o projeto seguirá para o Plenário. Como compete ao Senado legislar privativamente sobre alíquotas do ICMS, a proposta não precisará passar pela Câmara dos Deputados.
Desvinculação de Receitas da União
A Desvinculação de Receitas da União (DRU) — que dá ao governo liberdade para realocar 30% das receitas obtidas com taxas e contribuições de aplicação específica — poderá ser estendida a estados e municípios e prorrogada até 31 de dezembro de 2023. É o que estabelece proposta de emenda à Constituição (PEC 31/2016), aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O texto estabelece que recursos com destino específico (ou seja, “carimbados”) serão liberados para ajudar o governo a cumprir a meta de resultado primário. E, pela primeira vez, esses recursos irão ajudar estados, Distrito Federal e municípios a fecharem suas contas. O texto será agora submetido a dois turnos de votação no Plenário.
Convênios com o governo
A Comissão Especial para o Aprimoramento do Pacto Federativo aprovou uma mudança na Lei de Licitaçõesque abre a possibilidade de contratação de pessoal por tempo determinado em convênios, acordos e ajustes dentro do poder público. A proposta, que é de autoria da própria comissão, segue com urgência para o Plenário do Senado. O PLS 490/2015 torna obrigatória a inclusão de um plano de gestão de recursos humanos dentro do plano de trabalho que embasa os convênios. Em alguns casos, esse plano de gestão poderá estabelecer a contratação de pessoal por tempo determinado. Trata-se de uma autorização constitucional para casos de necessidade temporária de excepcional interesse público.
Recursos para estados e municípios
Recursos devidos pela União aos estados e municípios, a título de ressarcimento de valores que por direito já sejam desses entes federativos, não poderão ficar sujeitos a medidas de contingenciamento por parte do governo federal. É o que estabelece projeto (PLS 399/2015 – Comp.) também aprovado pela Comissão Especial para o Aprimoramento do Pacto Federativo. A proposta segue agora para o Plenário.
Despesas com pessoal
Os governantes poderão ser proibidos de promover aumento de despesas com pessoal que tenham início após o final de seus mandatos. Este é o objetivo de projeto (PLS 389/2015 – Complementar) também aprovado pela Comissão Especial para o Aprimoramento do Pacto Federativo. A proposta, que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal, seguirá agora para votação em Plenário, em regime de urgência.
Agentes de saúde
Agentes de saúde podem ganhar uma série de novos benefícios sociais e trabalhistas, como ajuda de custo para fazer cursos na área, adicional de insalubridade e prioridade de atendimento no Minha Casa Minha Vida. É o que prevê o PLC 210/2015, aprovado pela CAS. A matéria segue agora com regime de urgência para análise do Plenário.
Regulamentação de profissões
A CAS também aprovou duas propostas ligadas a legislações profissionais. Um dos projetos (PLC 155/2015), atualiza a lei de regulamentação da profissão de corretor de seguros. Já o PLC 200/2015 regulamenta a profissão de corretor de moda. Os projetos seguem para Plenário, só que correm o risco de não virarem lei. A CAS aprovou, nos últimos anos, várias propostas de regulamentação profissional que têm sido vetadas pela Presidência da República. A senadora Marta Suplicy (PMDB–SP) propôs que essas análises sejam suspensas na comissão, já que estão criando expectativas frustradas nos profissionais.
Combate às drogas
Os cartões telefônicos, muito usados por consumidores de crack para cortar as pedras, podem estampar alertas contra o uso dessa e de outras drogas. É o que estabelece o Projeto (PLC) 40/2014, aprovado na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). A matéria deve ser analisada em Plenário e, caso aprovada, seguirá para sanção.
Tribunal Superior do Trabalho
O Congresso Nacional realizou sessão na terça-feira para a promulgação da Emenda Constitucional 92/2016, que altera a Constituição para explicitar o Tribunal Superior do Trabalho (TST) como órgão do Poder Judiciário. A emenda também contempla os requisitos de notável saber jurídico e reputação ilibada — já exigidos dos indicados a ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) — como exigência para os nomeados ao cargo de ministro do TST. A mudança constitucional teve origem em proposta de emenda à Constituição (PEC 32/2010) aprovada pelo Senado em 2015. O TST sempre foi reconhecido como instância máxima da Justiça Trabalhista. Apesar disso, ainda não havia esse registro expresso no texto constitucional.
Fonte: Agência Senado
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18.07.16
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Pedalada de Dilma não é crime, confirma Ministério Público
O Ministério Público Federal (MPF) concluiu que as pedaladas fiscais não configuram crimes comuns, inclusive as que embasam o processo de impeachment de Dilma Rousseff. O procurador da República no Distrito Federal Ivan Claudio Marx pediu arquivamento de investigação aberta para apurar possível infração penal de autoridades do governo da presidenta, em parecer enviado à Justiça nesta quinta (14). Os argumentos sobre as pedaladas coincidem com os da defesa de Dilma no processo de impeachment.
O procurador analisou seis tipos de manobra do governo Dilma, ouviu integrantes da equipe econômica e analisou auditorias do TCU e documentos das operações. De acordo com ele, as manobras não se enquadram no conceito legal de operação de crédito ou empréstimo, portanto, não seria necessário pedir autorização ao Congresso. As informações são do jornal paulista Estadão.
O procurador concluiu, todavia, que as manobras visaram maquiar as contas públicas, principalmente em 2014, o que determinaria improbidade administrativa, um delito civil. O despacho diz que o governo não fez pagamentos nas datas acordadas, descumprindo contratos com bancos e que, em alguns casos, os atrasos em repasses tinham previsão legal e que as autoridades não tinham a intenção de fazer empréstimos ilegais.
Na semana passada, o procurador já tinha arquivado um procedimento específico sobre o BNDES e, agora, arquiva todas as outras investigações de atraso em pagamentos com o mesmo entendimento, de que se trata de “inadimplemento contratual”.
“Não foram os aumentos nos volumes de débitos da União, surgidos a partir de 2013, que configuraram o crime de ‘operação de crédito sem autorização legislativa’. De modo que, desde o ano de 2000, esse crime vem sendo praticado e todos os seus praticantes devem ser responsabilizados ou nenhum o deve, no caso de se entender que não tinham conhecimento de que o tipo penal criado no ano de 2000 se amoldava àquela praxe preexistente e que permanecera até 2015 sem qualquer questionamento por parte das autoridades de controle”, disse o procurador, citando o TCU.
Clique aqui para ter acesso à íntegra do despacho.
Fonte: Jornal do Brasil
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15.07.16
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Congresso Nacional promulga Emenda Constitucional que reconhece o TST como órgão do Poder Judiciário
O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira, 12/7, a Emenda Constitucional 92/2016, que altera a Constituição para explicitar o Tribunal Superior do Trabalho (TST) como órgão do Poder Judiciário.
A emenda também contempla os requisitos de notável saber jurídico e reputação ilibada — já exigidos dos indicados a ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) — como exigência para os nomeados ao cargo de ministro do TST.
“A Constituição se referiu em termos muito sutis e genéricos ao TST, mas ele é correlato ao STJ, que foi mais bem delineado no texto constitucional. Ambos desempenham, cada qual na sua esfera de atuação, o papel de uniformizador da jurisprudência e intérprete da legislação infraconstitucional”, destacou o presidente do Congresso Nacional senador Renan Calheiros, durante a sessão de promulgação da EC 92/16.
O presidente do TST, ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, também reconheceu o empenho da Câmara dos Deputados e do Senado em colocar a instituição no lugar em que deveria estar dentro da Constituição: junto com os tribunais que fazem a uniformização da jurisprudência federal.
E aproveitou ainda para agradecer a aprovação da proposta de reajuste dos servidores do Judiciário e fazer um apelo pela votação do PL 7902/2014, que amplia a contratação de assessores pelo TST para que se equipare ao quadro de pessoal do STJ.
“Hoje temos que pagar horas extras aos servidores para lidar com a quantidade imensa de processos”, disse Ives Gandra Filho. A medida foi aprovada pela Câmara em junho do ano passado.
Com a Emenda Constitucional 92, o TST, que sempre foi reconhecido como instância máxima da Justiça do Trabalho, passa agora a ter esse registro expresso e indelével no texto da Carta Cidadã de 1988.
Discussão e importância
A Emenda Constitucional 92, que teve origem na PEC 11/2015 (No Senado, PEC 32/2010), teve embates intensos tanto no 1º quanto no 2º turno de votação na Câmara dos Deputados.Foi aprovada em 1º turno na sessão do dia 23/02 com 448 votos favoráveis e 3 contrários. O 2º turno foi realizado no 22/03 e contou com 384 votos a favor, 26 contrários e 7 abstenções.
A emenda corrige um lapso do constituinte original que colocou na Constituição de 1988 apenas os tribunais e juízes do trabalho como órgãos do Poder Judiciário, sem explicitar o tribunal superior.
A exemplo do que ocorre com o Superior Tribunal de Justiça (STJ), a emenda constitucional estabelece no texto constitucional que cabe ao TST processar e julgar, originariamente, reclamação (recurso de revista) para preservar sua competência e garantir a autoridade de suas decisões.
Debates
Durante a discussão da matéria, o deputado Fábio Sousa (PSDB-GO) defendeu a aprovação da PEC. “É uma forma de valorizar uma instituição democrática. E tudo o que vem a fortalecer as instituições do Brasil e que é representativo da nossa democracia, merece de nós o devido respeito e aprovação”, disse Sousa.O deputado Zé Geraldo (PT-PA) também se manifestou favoravelmente à PEC. “O TST já tem o título de tribunal superior, mas precisa ser, de fato, um tribunal superior. Nós defendemos o fortalecimento das instâncias superiores, porque, em muitos casos, quando se comete injustiças nas instâncias regionais, sabe-se que a pessoa pode recorrer a uma instância superior”, disse.
Também favorável à PEC, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) disse que o texto corrige uma falha da Constituição e eleva o TST ao mesmo patamar dos outros tribunais superiores. “A PEC consigna inclusive os requisitos de notório saber jurídico e reputação ilibada para escolha e nomeação dos ministros do TST, a exemplo do que ocorre com o Superior Tribunal de Justiça”, destacou.
Já o deputado Alex Manente (PPS-SP) destacou a importância de o TST criar jurisprudência que possa ser utilizada diretamente em 1ª instância, sem necessariamente passar pelo TRT em 2ª Instância.
“Esse ordenamento é fundamental, especialmente para o trabalhador que ingressa com uma ação na 1ª Instância e acaba não tendo uma unicidade do que é debatido”, disse.
Contra
O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), por sua vez, disse que votou contra a PEC. Para Aleluia, não há razão para fortalecer mais ainda a instituição e fazer com que ela não precise se submeter ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a Justiça do Trabalho é a “justiça do desemprego”.“Isso é contra o emprego e contra o interesse nacional. Vamos dizer à Justiça que ela tem que respeitar as empresas que geram empregos no Brasil”, disse.
Fonte: Diap
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15.07.16
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Servidores públicos, centrais sindicais e parlamentares realizam ato na Câmara contra o PLP 257
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15.07.16
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Rodrigo Maia, do DEM, é eleito presidente da Câmara dos Deputados
“Que Deus abençoe o nosso presidente, Rodrigo Maia.” Com essas palavras o até então presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), saudou o novo presidente da Casa, eleito por 285 votos, ante 170 obtidos por Rogério Rosso (PSD-DF). Maia vai presidir a Casa até fevereiro de 2017, quando haverá nova eleição.
A grande diferença, de 115 votos, verificada no segundo turno surpreendeu alguns analistas. O PSDB foi um dos principais articuladores e apoiadores da campanha de Maia. Rosso era o candidato preferido do ex-presidente afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
A vitória expressiva de Maia foi consequência de ter recebido apoio não apenas das bancadas do PSDB, do DEM, do PPS e do PSB, que anunciaram a opção por seu nome, mas também, no segundo turno, de deputados do PT, PCdoB e PDT. “Sem a esquerda eu não venceria essas eleições”, afirmou Maia. Ele disse em entrevista ser a favor do diálogo. O Psol saiu do plenário, não votando em nenhum dos dois candidatos.
Sobre Eduardo Cunha, afirmou que não vai “perseguir nem proteger” porque “esse não é o papel do presidente da Câmara”.
O deputado Marco Maia (PT-RS), que presidiu a Câmara de 2011 a 2013, afirmou que o PT fez um debate para decidir sua posição na eleição e optou por liberar os parlamentares. “Deixamos os deputados à vontade para tomar uma posição de acordo com sua consciência”, disse.
No primeiro turno, Rodrigo Maia teve 120 votos e Rogério Rosso conseguiu 106. Os dois candidatos que disputaram o segundo turno votaram pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Maia foi eleito em 2014 para o quinto mandato na Câmara dos Deputados. Ele já foi líder da bancada do DEM na Casa por dois anos. Em 2015, foi presidente e relator da proposta de reforma política. Ele é presidente da comissão especial da DRU (Desvinculação das Receitas da União).
Ao conseguir passar ao segundo turno, Maia disse que é uma “política com P maiúsculo que queremos regatar, política onde as grandes ideias e os grandes projetos saiam dessa Casa”.
Leia sobre a eleição do primeiro turno na Câmara aqui.
Fonte: RBA
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14.07.16
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Comissão do Senado aprova PEC que permite DRU até 2023
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14.07.16
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Entidades denunciam manobra da bancada ruralista para retirar direitos
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Lei Maria da Penha entra na mira dos golpistas
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14.07.16
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Dilma cria o Blog do Alvorada para denunciar desmonte de conquistas
A presidenta Dilma criou nesta terça-feira (12), o Blog do Alvorada, logo após o presidente golpista Michel Temer extinguir o Blog do Planalto. “O governo provisório acabou com o Blog do Planalto. Nós criamos o Blog do Alvorada para acompanhar as lutas e atividades da resistência democrática”, diz Dilma.
Acesse o Blog do Alvorada aqui.
O novo blog já se mostra atuante com publicações diárias das andanças da presidenta financiada pela Jornada pela Democracia, através de contribuições espontâneas, cujo prazo de contribuição se encerra nesta sexta-feira (15).
Inclusive em entrevista à rádio Capital, de São Paulo, Dilma disse que o golpe impetrado contra o seu mandato “é usurpação por ser um processo ilegal e é usurpação por ser um processo que introduz um governo ilegítimo que muda completamente o que foi aprovado pela população”.
Também noticia a campanha #60DiasParaTemer listando as “maldades” do governo golpista e reacionário. “As propostas incluem colocar teto para os gastos em saúde e educação, enquanto distribui recursos em aumentos de salário e vacila para fazer o reajuste de programas sociais”, escreve no blog.
Para Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária de Imprensa e Comunicação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) é “muito importante que Dilma crie esse novo veículo de comunicação para denunciar à população os malfeitos desse desgoverno golpista”. Além disso, diz ela, nós “lutamos pela volta dela à Presidência para que seja convocado um plebiscito e o povo possa decidir se quer novas eleições”.
Fonte: Portal CTB
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