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Presidente da CTB diz que é hora de desmascarar mídia e tomar as ruas
Vivemos hoje no Brasil uma conjuntura política de extrema gravidade. Estamos diante de uma feroz ofensiva golpista protagonizada pelas forças conservadoras (de direita e extrema direita) que têm por alvos principais a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, o maior líder popular da nossa história.
Por Adilson Araújo*
Por trás deste movimento, atuando muitas vezes nas sombras, como forças ocultas, encontram-se interesses poderosos, entre os quais sobressaem os do imperialismo estadunidense. Este atua também na Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador e outros países latino-americanos e caribenhos com o mal disfarçado propósito de reverter a mudança geopolítica do continente sinalizada pela rejeição da Alca, criação da Celac, Unasul e Alba, e recompor sua hegemonia.
Os sujeitos políticos do golpismo, capitaneados pelos tucanos, contam com forte apoio em setores do Poder Judiciário e Polícia Federal, bem como a desavergonhada cumplicidade dos meios de comunicação monopolizados pela burguesia, sob a liderança da Rede Globo, próspero e diabólico rebento do regime militar.
Sob a bandeira de um falso moralismo e agindo como “justiceiros” à margem da Constituição, atropelando direitos fundamentais dos indivíduos, os golpistas transformaram a operação Lava-Jato num instrumento para destruir o PT, derrubar o governo Dilma e humilhar e se possível prender o ex-presidente Lula, que há poucos dias foi vítima de uma condução coercitiva ilegal e autoritária.
É preciso ter consciência de que o alvo não é só Lula ou Dilma, mas a nação, cuja soberania já está sendo empenhada pelos golpistas (como indica o projeto de Serra sobre o pré-sal), e o povo em geral. A classe trabalhadora brasileira e os movimentos sindicais que a representam são e serão certamente as principais vítimas da investida reacionária, cabendo alertar neste sentido que no Congresso Nacional, cada vez mais na contramão dos interesses democráticos e populares,55 projetos de lei ameaçam direitos sociais.
Na agenda da direita golpista constam restrições crescentes das liberdades e da democracia, ataques à soberania nacional com a entrega da Petrobras e do pré-sal e completa submissão a Washington, bem como a privatização da CEF e BB, a extinção de conquistas como a lei da valorização do salário mínimo, a reforma trabalhista com terceirização generalizada e a prevalência do negociado sobre o legislado.
As forças conservadoras que querem o golpe são as mesmas que no passado conspiraram e agiram para levar Getúlio Vargas ao suicídio, depor João Goulart e instalar um regime militar em nosso país. Àquela época, como agora, contaram com o apoio do governo imperialista dos EUA.
Não podemos nos iludir a este respeito. Neste momento nosso maior desafio é o de iluminar a consciência do povo com a realidade mais profunda dos fatos, que está longe de coincidir com as aparências manipuladas, exploradas e massificadas pela mídia capitalista.
Os golpistas dispõem de meios infinitamente mais poderosos do que os nossos para divulgar suas mentiras e meias verdades. Mas temos a nosso favor a verdade.
É imperioso intensificar o trabalho de conscientização e mobilização da classe trabalhadora nas bases dos nossos sindicatos, esclarecer o povo brasileiro sobre os reais interesses e atores envolvidos no jogo político, denunciar e desmascarar as mentiras da mídia burguesa e ganhar a batalha das ruas, que se tornaram arena decisiva da luta de classes. É hora de mobilização total contra o retrocesso neoliberal e o golpismo, em defesa da democracia, da soberania nacional e da valorização do trabalho.
*Adilson Araújo é presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Fonte: Portal CTB
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Adilson Araújo: Onda conservadora mira os direitos trabalhistas
O caráter de classe da onda conservadora e golpista em curso no Brasil transparece na forte ofensiva política, econômica e ideológica contra os direitos sociais arduamente conquistados pela classe trabalhadora ao longo de mais de um século de lutas. Multiplicam-se iniciativas no Congresso Nacional para flexibilizar a legislação e vozes influentes no Executivo pregam não só mudanças regressivas na Previdência como também uma reforma trabalhista nos moldes que a burguesia advoga e anseia.
A ofensiva contra a CLT e o capítulo dos direitos sociais da Constituição Cidadã de 1998 foi agora reforçada pela entrevista concedida ao jornal “O globo” pelo novo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Filho. Nela (leia aqui), ele defende uma agenda francamente contrária aos interesses da classe trabalhadora e do movimento sindical brasileiro, incluindo a terceirização da atividade-fim e a flexibilização da CLT.
Creio que as opiniões do novo presidente do TST não correspondem às da maioria daquele egrégio tribunal, que por meio de um rigoroso e profundo parecer encaminhado à Câmara Federal condenou em termos duros a proposta de terceirização generalizada da economia (PL 4330).
Na opinião dos 19 juízes que subscreveram o documento a terceirização da atividade-fim pode abrir caminho a um dramático retrocesso na legislação e nas relações trabalhistas no Brasil, comprometendo o mercado interno, a arrecadação tributária, o SUS e o desenvolvimento nacional. Significativamente, a mídia burguesa não repercutiu o parecer.
A flexibilização da CLT, com a prevalência do negociado sobre o legislado, é um sonho antigo e recorrente dos nossos capitalistas, que tentaram concretizar através do projeto de reforma trabalhista neoliberal encaminhado ao Congresso Nacional pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
O PL 5.483/2001, do governo tucano, dava nova redação ao artigo 618 da CLT e foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Tramitou no Senado até a posse de Lula, em 2003, que – atendendo reivindicação dos sindicalistas – arquivou o monstrengo. Intenção semelhante constava da ardilosa Emenda 3, aprovada pelo Congresso e vetada por Lula no dia 16 de março de 2007.
Doura-se a pílula agitando, através dos monopólios da comunicação, a bandeira da modernidade ou da modernização das relações entre capital e trabalho. Nada mais falso.
O ideário neoliberal que as classes dominantes perseguem aponta para o retrocesso da legislação e das condições de trabalho à situação prevalecente nos primórdios do capitalismo, e no caso do Brasil no fim do século 19 e início do século 20 quando inexistiam direitos e os trabalhadores e trabalhadoras, sobretudo crianças e mulheres, eram forçados a labutar de domingo. Recorde-se que à época a jornada diária de trabalho alcançava 16 horas.
Se puderem restaurar a escravidão não tenham dúvidas de que o farão. A entrevista do novo ministro do TSE é mais um sinal preocupante que deve servir de alerta à classe trabalhadora, ao movimento sindical e às forças progressistas. No que nos diz respeito é imperioso intensificar a campanha de conscientização e mobilização nas bases em defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos sociais. Neste momento, isto significa não medir esforços para o êxito do ato em Brasília no dia 31 de março.
O Direito do Trabalho sintetiza a progressiva humanização e civilização das relações sociais subjacentes ao processo de produção e reprodução econômica das sociedades contemporâneas. Vem sendo escrito com as tintas vermelhas do sangue operário. Não podemos medir esforços e sacrifícios na luta já secular em sua defesa.
Adilson Araújo, presidente nacional da CTB
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Multa trabalhista vai financiar capacitação de 50 ex-presidiários
Cerca de 50 egressos do sistema carcerário, jovens infratores e pessoas em situação de vulnerabilidade, no Rio de Janeiro, farão curso de capacitação profissional e empreendedorismo com recursos de uma multa paga ao Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ), no valor de R$ 180 mil, por sindicatos da cidade, relativa à cobrança irregular de contribuição.
O curso começa em março e será oferecido pelo Centro de Integração Social – Uma Chance (Cisc), durante três meses. Foram escolhidos candidatos das favelas Maré, do Alemão, zona, da Mangueira, zona norte e Jacarepaguá, zona oeste. Depois da capacitação, os participantes poderão ser encaminhados para vagas de emprego e aprendizagem por empresas parceiras do centro ou encorajados a abrir seu próprio negócio.
Segundo o procurador do trabalho João Carlos Teixeira, a profissionalização vai ajudar pessoas que enfrentam preconceito na hora de conseguir um emprego. “Oferecer uma nova oportunidade a essas pessoas contribui para reduzir os índices de reincidência criminal”, disse Teixeira, responsável pela destinação de recursos ao projeto.
As oficinas incluem noções básicas de empreendedorismo, cidadania e habilidades profissionais. Nas aulas de cidadania, serão abordados temas ligados à saúde e educação, entre outros. Nas oficinas profissionais, serão trabalhados conceitos e técnicas ligadas aos setores de prestação de serviços, comércio varejista e alimentos. “No processo de seleção, os candidatos vão passar por uma entrevista em que identificaremos os perfis de cada um, de forma a direcionar a capacitação para as respectivas áreas de interesse”, disse a gestora do projeto no centro de integração, Érica Mara Santos. Segundo ela, os cursos ligados a serviços de elétrica e embelezamento automotivo, técnico de refrigeração, corte e design de cabelo são os mais procurados.
O projeto também vai oferecer atendimento psicossocial aos participantes e suas famílias.
O projeto terá duração de oito meses, sendo dois para o planejamento e seleção dos participantes e seis de aulas, três meses para cada grupo de 25 pessoas. O custo total da capacitação será de R$ 205 mil, sendo R$ 180 mil oriundos da multa trabalhista e R$ 25 mil aplicados pelo centro. Além do curso, os recursos vão pagar transporte para os participantes, lanche e cesta básica para a família de cada inscrito, além de material didático e gastos administrativos.
A aplicação de recursos de multas e indenizações trabalhistas em projetos sociais tem sido um constante no Rio. Antes, o dinheiro era destinado apenas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Uma decisão de janeiro de 2009, da Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho, possibilitou esse tipo de destinação a órgãos e entidades públicas ou privadas que prestam atendimento de cunho social ou assistencial.
Desde 2012, multas trabalhistas têm ajudado programas sociais em comunidades com Unidades de Polícia Pacificadora, com apoio do Instituto Pereira Passos (IPP, que indica o projeto e fiscaliza a aplicação dos recursos). No ano passado, 20 mulheres da comunidade do Salgueiro, na Tijuca, zona norte, receberam aulas de corte e costura, e produziram peças de artesanato, decoração, vestuário e acessórios a partir do material reciclado dos desfiles de carnaval.
Em agosto passado, uma multa aplicada ao Botafogo de Futebol e Regatas patrocinou campanha contra o trabalho escravo.
Fonte: Rede Brasil Atual
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Defesa de Lula diz que promotor volta a deixar clara sua parcialidade
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STF notifica Cunha sobre pedido de afastamento de cargo
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17.02.16
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Depoimento de Lula é suspenso devido a má conduta do promotor
O Conselho Nacional do Ministério Público suspendeu o depoimento que o ex-presidente Lula daria ao promotor Cássio Conserino, nesta quarta-feira (17), em São Paulo (SP), por entender que o promotor extrapolou suas prerrogativas funcionais.
Em decisão liminar atendida na noite desta terça-feira (16), o conselheiro Valter Shuenquener de Araújo acatou o pedido contido em representação do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que acusa o promotor Cássio Conserino de ter anunciado antecipadamente que indiciaria o ex-presidente e sua esposa Marisa Letícia,– por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio – antes mesmo de ouvi-los. Segundo o deputado Paulo Teixeira, o promotor teria objetivos políticos no caso e teria transgredido seus deveres funcionais.
Na liminar, o Conselho Nacional do Ministério Público aponta que o promotor, indevidamente, baseou seus argumentos em uma “flagrante perseguição política” e que o mesmo já havia antecipado sua opinião em matéria jornalística publicada na revista Veja do dia 27/1/2016.
Concordando com os argumentos do deputado, o Conselho concorda que o promotor Conserino teria “antecipado juízo de valor acerca das investigações, anunciando, de forma peremptória, que ofertaria denúncia em face do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua esposa”.
Segundo Teixeira, o promotor fazer um prejulgamento de juízo antes mesmo de ouvir o ex-presidente Lula “comprova que agiu sem o equilíbrio requerido pela função de quem investiga. Além disso, o promotor tenta influenciar a sociedade ao vazar documentos, como ele fez, numa atitude política, ilegal, que fere a lei orgânica do Ministério Público”, afirma o deputado.
“Ele não tem competência para fazer essa investigação. Por um lado, se está vinculada ao tema da Bancoop, a 1ª promotoria é a que possui a competência, e não a 2ª, onde ele está lotado. Além disso, ao tomar conhecimento de alguma irregularidade ele deveria distribuir a denúncia, mas não o fez. Então ele está usurpando da condição de promotor natural”, argumenta Teixeira.
Na opinião do deputado, é o promotor que deve ser alvo de investigação, e não o ex-presidente Lula, “contra o qual não pesa qualquer acusação ou suspeita que justifique a abertura de um procedimento investigatório”.
Em janeiro deste ano, o Instituto Lula havia apresentado documentos explicando, passo a passo, que o ex-presidente e Marisa Letícia nunca foram proprietários de apartamento no Edifício Solaris, em Guarujá , e jamais ocultaram ter adquirido, em 2005, uma cota-parte de empreendimento da Bacoop.
Movimentos mantêm defesa de Lula
Mesmo com a decisão do Conselho de suspender o depoimento do ex-presidente marcado para esta quarta-feira (17), a Frente Brasil Popular-SP divulgou nota comunicando que manterá o ato com concentração às 10 horas, em frente ao Fórum.
Além da solidariedade ao ex-presidente Lula, os movimentos acreditam que estão tentando destruir o legado de conquistas sociais, políticas e econômicas implantados no governo progressista de Lula, que de forma substancial melhorou a condição de vida do povo. Os movimentos querem ainda, denunciar a campanha difamatória orquestrada pela elite conservadora aliada à grande mídia contra Lula.
Fonte: Vermelho
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O condomínio Solaris pode ter sido o Riocentro da Lava Jato
– Está ficando cada vez mais interessante o jogo da Lava Jato. As novas peças do tabuleiro mostram uma reviravolta no chamado modus operandi da Lava Jato, uma inversão total da estratégia original, de cobrir a operação com o manto do legalismo e da isenção.
Fato 1 – na semana passada, a decisão “inadvertida” de Sérgio Moro de vazar informações sobre um inquérito supostamente sigiloso sobre o sítio de Atibaia.
Fato 2 – no rastro da porteira aberta, procuradores e delegados vazam para a revista Veja a relevante informação sobre as caixas de bebida de Lula, transportadas de Brasília para o sitio em Atibaia. Ou seja, uma armação que coloca em risco a imagem de isenção da Lava Jato e que resulta em um factoide que despertou reação indignada até de juristas inicialmente a favor da operação, como Walter Maierovitch, um ícone na luta contra o crime organizado, por meramente ser uma invasão da vida privada de Lula.
Fato 3 – O procurador Carlos Fernando dos Santos, o mais imprudente dos procuradores da Lava Jato, em entrevista ao Estadão escancara o viés partidário da operação. “A Força Tarefa Lava Jato ainda pretende demonstrar além de qualquer dúvida razoável que todo esse esquema se originou dentro das altas esferas do Governo Federal”.
Se acha assim, que investigue. Qual a razão para sair apregoando suspeitas?
O bordão anterior de que “a Lava Jato investiga fatos, e não pessoas” é substituído por insinuações graves contra as “altas esferas do Governo Federal”, modo pouco sutil de se referir a Lula.
Qual a razão desse açodamento? O que teria ocorrido internamente na Lava Jato, para essa mudança no modus operandi?
Há uma articulação nítida entre três operações: a Lava Jato, a Zelotes e a do Ministério Público Estadual de São Paulo. As três visam pegar Lula.
Ao mesmo tempo, aparentemente houve alguma perda de controle da Lava Jato sobre seus vazadores, que se comportam como os “radicais, porém sinceros” do regime militar, expondo questões altamente delicadas no modo de atuação de Moro e seus rapazes.
O caso Solaris
O pepino começou com o caso Solaris, o edifício que tem o tal tríplex que pretendem atribuir a Lula.
Na investigação sobre o Bancoop, o MPE de São Paulo já tinha levantado o fato de alguns apartamentos do edifício estarem em nome de uma lavanderia, a Murray Holding LLC.
A Lava Jato julgou que estaria ali a pista para pegar Lula já que os apartamentos não vendidos do Solaris teoricamente deveriam ser de propriedade da OAS. Mesmo já estando sob investigação do MPE, a Lava Jato se apropriou do tema e tratou de adubar o terreno com a parceria com veículos, especialmente da Globo.
Acompanhem a cronologia para entender o pepino que a Lava Jato arrumou para si própria:
27/01/2016 – a Lava Jato vaza para a revista Época (das Organizações Globo) a informação de que vários apartamentos estavam em nome da Murray Holding, empresa da holding panamenha Mossack Fonseca. No dia 22 de janeiro, dizia a matéria, a Polícia Federal captou uma conversa telefônica entre Carolina Auada e seu pai Ademir Auada, representante da Mossack no qual ele diz estar picando papéis. Segundo a revista, a queima de arquivos começou depois que a reportagem tentou entrevistar uma ex-funcionária da Bancoop, Nelci Warken, que teria transferido imóveis para a Murray.
27/01/2016 – chegam à Superintendência da Polícia Federal Ricardo Honório Neto e Renata Pereira Brito, com prisão temporária decretada. Outras pessoas ligadas à Mossack não tinham sido encontradas. Segundo a PF, Renata Brito seria funcionária de confiança da Mossack no Brasil. E Nelci Warken apresentada como responsável por um tríplex no Condomínio Solaris. A 22ª Operação da Lava Jato mobilizou 80 policiais.Segundo o G1, das Organizações Globo, “entre os crimes investigados estão corrupção, fraude, evasão de divisas e lavagem de dinheiro”. (http://glo.bo/1VcuJ87)
28/01/2016 – o Globo traz uma excelente reportagem mostrando as ligações da Mossack com ditadores e delatores. Segundo a reportagem, a Mossack é acusada de financiar ações de terrorismo e corrupção no Oriente Médio e na África. Na relação de prioridades das polícias mundiais, o crime de terrorismo ocupa o primeiro lugar. The Economist tratou a empresa como “líder impressionantemente discreto da indústria de finanças de fachada do mundo”. Era uma “fábrica de offshores à disposição de empresários e agentes públicos interessados em ocultar bens no exterior”. Na lista de clientes havia o ditador sírio Bashar Al-Assad, o líbio Muammar Gaddafi, o presidente do Zimbabwe Robert Mugabe e três figuras centrais da Lava Jato, Renato Duque, Pedro Barusco e Mário Goes.
28/01/2016 – No mesmo dia, o DCM publica uma matéria sobre a casa da família Marinho em Parati. Recupera uma reportagem da Bloomberg de 8 de março de 2012. A reportagem narra os crimes ambientais da família Marinho.
Duas declarações chamaram a atenção dos repórteres da Bloomberg:
Da fiscal do CMBio Graziela Moraes Barros: “Muitas pessoas dizem que os Marinhos mandam no Brasil. A cada de praia mostra que a família certamente pensa que está acima da lei”.
De Fernando Amorim Lavieri, procurador que passou três anos batalhando contra os crimes ambientais na região: “Os brasileiros ricos conseguem tudo”.
A reportagem pretendia apenas expor os crimes ambientais dos Marinho. Mas abriu uma caixa de Pandora, como se verá a seguir.
29/01/2016 – A revista Época publica matéria alentada dando mais foco nos negócios nebulosos da Murray. O título já mostrava qual o alvo perseguido: “Nova fase da Lava Jato mira na OAS, mas pode acertar Lula – MP diz que todos os apartamentos do condomínio onde ex-presidente tem tríplex reservado serão investigados”.
Segundo a revista, “o foco na Mossack é outro passo grande dado pela Lava Jato. Criada em 1977 no Panamá, a Mossack Fonseca tem representações em mais de 40 países. É famosa pela criação e administração de offshores, frequentemente usadas como empresas de fachada. O cumprimento do mandado de busca na sede brasileira da Mossack só se encerrou na quinta-feira – peritos viraram a madrugada para baixar e-mails e documentos armazenados em serviços de arquivos virtuais, pelo servidor central da empresa.
A coleta de provas no local foi igualmente proveitosa. Além das centenas de offshores nas mensagens e documentos eletrônicos, os policiais arrecadaram papéis com o nome de clientes, cópias de passaportes, comprovantes de endereço e nomes da offshore criada. Um pacote completo. As apreensões devem motivar algumas centenas de inquéritos e levar a Operação Lava Jato para um gigantesco canal de lavagem de dinheiro.
A apreensão poderá gerar filhotes por anos”. Como diriam os garimpeiros, a Lava Jato “bamburrou” – isto é, descobriu uma verdadeira mina de ouro para suas investigações.
31/01/2016 – O Estadão reforça as informações sobre a Mossack Fonseca, informando que autoridades norte-americanas investigam a Mossack por conta de dois argentinos acusados de desviar dinheiros de estatais argentinas nos governos Nestor e Cristina Kirchner. Naquele dia, Moro renovou a prisão temporária de Nelci mas libertou Ricardo Honório Neto e Renata Pereira Brito.
De repente, a Mossack some do noticiário, que passa a ser invadido por notícias de pedalinho, barcos de 4 mil reais.
Uma pesquisa nos sistemas de busca da Folha, Estadão e Globo mostra que as últimas menções à Murray e à Mossack são de 1o de fevereiro.
04/02/2016 – O Edifício Solaris sai completamente do foco da Lava Jato. A Polícia Federal solicita ao juiz Moro para ampliar as investigações do IPL (Inquérito Policial) que investiga a suposta ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro da OAS. A solicitação de ampliar o escopo para outras empresas revelava que havia acontecido algo novo, que fez a Lava Jato abandonar o tríplex para se concentrar no sítio em Atibaia.
05/02/2016 – Moro manda libertar a publicitária Nelsi Warken e o empresário Ademir Auada, que havia sido detido sob suspeita de estar destruindo documentos. A justificativa de Moro é surpreendente: “Apesar do contexto de falsificação, ocultação e destruição de provas, (…) na qual um dos investigados foi surpreendido, em cognição sumária, destruindo quantidade significativa de provas, a aparente mudança de comportamento dos investigados não autoriza juízo de que a investigação e a instrução remanescem em risco”, escreveu ele ao justificar a soltura (http://bit.ly/2430pmr).
Ora, a possibilidade de queima de arquivos e de atrapalhar as investigações foram o mote para a manutenção de todas as prisões preventivas. Como abre mão desse argumento justamente para um sujeito flagrado eliminando documentos? E aceita a tese da “aparente mudança de comportamento dos investigados” para liberta-lo.
A justificativa colide com informações da própria Lava Jato repassadas à revista Época: “Clientes da panamenha Mossack Fonseca vão ser investigados para averiguar se faziam parte do esquema de corrupção na Petrobras ou se cometeram outros crimes. (…) A empresa panamenha Mossack Fonseca também foi alvo de buscas, porque foi ela quem criou a offshore Murray. Mas representantes da Mossack Fonseca atrapalharam os policiais e deletaram arquivos guardados na nuvem da empresa”.
À luz das informações divulgadas até então, não havia lógica na decisão de Moro.
09/02/2016 – No dia 4 Moro autorizou a PF a ampliar a investigação do sítio em Atibaia, que deveria ser sigilosa. No dia 9 o próprio Moro liberou “inadvertidamente” a informação e os dados do novo inquérito.
11/02/2016 – Excepcional reportagem de Renan Antunes de Oliveira para o DCM, onde pela primeira vez levanta o nome da Agropecuária Veines, proprietária legal da mansão e da praia dos Marinho.
12/02/2016 – reportagem de Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual pega a dica da Veine e informa que a mansão dos Marinho, em Paraty, é de propriedade de uma offshore, a Vaincre LLC, controlada pela mesma Murray Holdings LLC, a empresa dona dos apartamentos em Guarujá e que pertence à Mossack Fonseca.
13/02/2016 – o Viomundo, do Luiz Carlos Azenha, completa a informação com um levantamento minucioso das ligações da Mossack Fonseca com a mansão dos Marinho em Paraty.
Era a peça que faltava para entender esses movimentos erráticos da Lava Jato. Aparentemente foi para impedir que viessem à tona os atropelos dos Marinho com a Mossack Fonseca.
O procurador Carlos Fernando e seus colegas, os delegados federais e o juiz Sérgio Moro trocaram a possibilidade de desvendar o submundo da lavagem de dinheiro no país pelos móveis que a OAS comprou para o sítio de Atibaia. Pois, como enfatiza o procurador, a Lava Jato não investiga pessoas, mas fatos.
Em recente entrevista ao Globo, o procurador Carlos Fernando desabafou: “Sempre soubemos que a longo prazo as elites vão se compor de maneira a reduzir os prejuízos que tiveram com essas operações”. O desfecho do caso Mossack Fonsecaw é um belo CQD (Como Queríamos Demonstrar).
Como não existe nada perfeito, assim como no caso do Riocentro a Lava Jato liberou seus radicais para explodir petardos em Guarujá. Por açodamento, explodiram em Paraty.
No Riocentro, o coronel Job conseguir montar um inquérito isentando a todos.
Em tempo de redes sociais, impossível.
Fonte: RBA
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