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Codefat decide pagar parte do Abono Salarial previsto para 2015 só em 2016
Metade dos benefícios começa a ser concedida em janeiro do ano que vem.
Governo irá economizar R$ 10 bi neste ano com mudança no calendário.
O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) decidiu nesta quinta-feira (2) que metade dos benefícios do Abono Salarial que seriam pagos este ano só serão concedidos em 2016. A mudança segue orientação do Ministério da Fazenda, como parte do ajuste fiscal.Segundo o Codefat, a primeira parte dos benefícios será paga mensalmente, de julho a dezembro deste ano. O restante será concedido de janeiro a março de 2016. Desta forma, o governo irá economizar R$ 10 bilhões este ano. Antes, a previsão era que todos os benefícios fossem pagos até outubro de 2015. Os pagamentos feitos em 2016 já levarão em conta o salário mínimo aprovado para o próximo ano.
O Ministério do Trabalho e Emprego afirmou que a mudança pretende “garantir a saúde financeira do Fundo e proteger um patrimônio dos trabalhadores”. “Mais pessoas, nos últimos 12 anos, ingressaram no mercado de trabalho, saltando de 23 milhões para 41 milhões de [trabalhadores] formais. Isso passou a exigir um aumento progressivo e concentrado do desembolso do FAT para atender ao benefício”, informou a pasta. Como o FAT já está no vermelho, caso o calendário fosse mantido, seriam necessários quase R$ 18 bilhões adicionais.
O abono salarial é uma espécie de 14º salário para uma faixa específica de trabalhadores. O benefício, que equivale a um salário mínimo, é pago anualmente aos trabalhadores que recebem remuneração mensal de até dois salários mínimos.
Veja ao final da reportagem o calendário de pagamentos
Orçamento
Mais cedo, o Codefat já havia aprovado a proposta de orçamento do fundo para 2016, de R$ 76,48 bilhões. Para isso, seria necessário um aporte do Tesouro Nacional de cerca de R$ 4,02 bilhões.Do Fundo de Amparo ao Trabalhador saem os recursos para o pagamento do Seguro-desemprego e do Abono Salarial dos brasileiros. A proposta ainda será avaliada pelo governo federal, podendo sofrer cortes.
A previsão é de que serão gastos R$ 17,12 bilhões com pagamento do Abono Salarial a 23,4 milhões de trabalhadores e R$ 34,88 bilhões com o Seguro-desemprego para um total de 7,9 milhões de trabalhadores em 2016.
O FAT tem previsão de repassar R$ 22,3 bilhões ao BNDES, por força do artigo 239 da Constituição – que destina 40% da arrecadação do FAT ao Banco.
‘Pedalada no trabalhador’
Para o representante da Força Sindical no Codefat, Sergio Luiz Leite, a decisão desta quinta-feira prejudica o trabalhador, em nome da economia de gastos do governo para 2015.“O governo, para economizar em torno de R$ 9 bilhões, estendeu o calendário do pagamento, o que é muito ruim. Isso significa que alguns trabalhadores podem ficar até 18 meses sem receber o abono. (…) É uma pedalada. Em vez de ser a Caixa Econômica ou o Banco do Brasil, agora é o trabalhador que entrou na pedalada”, afirmou.
Governo tentou corte
O governo tentou mudar, por meio de medida provisória, as regras para o pagamento do abono salarial.Atualmente o dinheiro é pago a quem tenha exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias consecutivos ou não, no ano, mas o governo queria limitar o pagamento a quem tivesse trabalhado ao menos seis meses. A mudança, no entanto, foi derrubada no Congreso.
Em 2014, pagamento foi antecipado
No último exercício, o calendário de pagamento do abono salarial, que costumava começar em agosto, foi antecipado para julho. Ao todo, o governo estimava pagar R$ 17 bilhões a 23 milhões de trabalhadores.Como receber
Os trabalhadores inscritos no Programa de Integração Social (PIS) recebem o abono salarial nas agências da Caixa – no caso de correntistas, o crédito é feito na conta. Os inscritos no PIS que tiverem o Cartão do Cidadão com senha cadastrada também podem fazer o saque em lotéricas, caixas de autoatendimento e postos do Caixa Aqui. Os inscritos devem apresentar um documento de identificação e o número do PIS.CALENDÁRIO DE PAGAMENTOS 2015
CORRENTISTAS DA CAIXA NASCIDOS EM CRÉDITO EM CONTA JULHO 14/07/2015 AGOSTO 18/08/2015 SETEMBRO 15/09/2015 OUTUBRO 14/10/2015 NOVEMBRO 17/11/2015 DEZEMBRO 15/12/2015 JANEIRO/FEVEREIRO 12/01/2016 MARÇO/ABRIL 11/02/2016 MAIO/JUNHO 15/03/2016 NAS AGÊNCIAS DA CAIXA (NÃO CORRENTISTAS) NASCIDOS EM RECEBEM A PARTIR RECEBEM ATÉ JULHO 22/07/15 30/06/2016 AGOSTO 20/08/15 30/06/2016 SETEMBRO 17/09/15 30/06/2016 OUTUBRO 15/10/15 30/06/2016 NOVEMBRO 19/11/15 30/06/2016 DEZEMBRO 17/12/15 30/06/2016 JANEIRO/FEVEREIRO 14/01/16 30/06/2016 MARÇO/ABRIL 16/02/16 30/06/2016 MAIO/JUNHO 17/03/16 30/06/2016 Fonte: G1
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03.07.15
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Construtora indenizará mecânico obrigado a levantar blusa e barra da calça na saída do trabalho
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01.07.15
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Transportadora é condenada em R$ 1 milhão e proibida de transportar amianto no Estado de São Paulo
A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou agravo da Rápido 900 de Transportes Rodoviários Ltda. e manteve decisão que a condenou em R$ 1 milhão por danos morais coletivos pelo transporte inadequado de amianto, além de proibi-la de transportar, no Estado de São Paulo, o amianto “in natura” ou produtos que o contenham, sob pena de multa de R$ 100 mil. Tanto a indenização quanto a multa serão destinadas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
O processo é uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). De acordo com o MPT, em junho de 2009 um caminhão da transportadora foi flagrado pela fiscalização do Ministério do Trabalho carregando 24 toneladas de amianto branco (crisotila) em embalagens rasgadas, com farpas de madeira atravessando os sacos. Em setembro daquele ano, houve outra apreensão de uma carga de 26 toneladas. E, em fevereiro de 2010, outro caminhão da empresa, também com 26 toneladas do produto, envolveu-se em acidente na Rodovia Anhanguera, sendo necessária a intervenção de outros trabalhadores para retirar o material perigoso da pista.
Originalmente, o juízo da 21ª Vara do Trabalho de São Paulo determinou que a transportadora se abstivesse de transportar amianto no estado e fixou a indenização por dano moral. De acordo com a sentença, a Lei 9.055/95, que disciplina as atividades com amianto no país, e a Lei estadual 12.684/2007, que proíbe seu uso em SP, não vedam o transporte do produto. “Entretanto, há expressa disposição na lei federal que considera o transporte de amianto como sendo de alto risco, o que implica a necessidade de extremo rigor na atividade”, afirma o juízo.
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região do Trabalho (SP) manteve a condenação, destacando que a sentença não se baseou nos “malefícios causados pelo amianto aos trabalhadores e à sociedade, fato de notório conhecimento e amplamente divulgado no meio médico”, nem no transporte, “já que realmente não existe impedimento legal” nesse sentido, mas no transporte inadequado e em desacordo com a legislação federal sobre a matéria, colocando em risco a integridade física dos trabalhadores.
Ao tentar trazer a discussão ao TST por meio de agravo de instrumento, a empresa alegou que não poderia haver restrição com base “em episódios isolados sem que houvesse mais investigação da forma como o transporte da substância era realizado”. No entanto, a relatora do recurso, ministra Dora Maria da Costa, ressaltou que o TRT entendeu configurado o dano moral pela exposição dos trabalhadores à nocividade do amianto, e afastou a ofensa ao artigo 186 doCódigo Civil alegada pela transportadora. Quanto ao pagamento da indenização de R$ 1 milhão, o recurso não poderia ser conhecido (examinado), porque os artigos citados (114 da Constituição e 186 do Código Civil) não tratam da matéria em discussão no caso.
A decisão foi unânime.
Fonte: TST
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01.07.15
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Obama aponta Brasil como líder mundial e cita erradicação da miséria
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que encara o Brasil como um líder mundial, não apenas regional, e que as negociações globais sobre questões relevantes como economia, clima e combate ao terrorismo. Ao fazer um pronunciamento à imprensa ao lado da presidenta Dilma Rousseff, Obama afirmou que possui “plena confiança” e que tem tido um “excelente relacionamento” desde que ela tomou posse.
Após anunciarem o acordo bilateral entre Estados Unidos e Brasil em que se comprometem com maior participação de fontes renováveis em suas matrizes energéticas, os dois presidentes respondiam a perguntas de jornalistas, quando a questão foi dirigida à presidenta. A dúvida era como conciliar as visões de que o Brasil se vê como líder mundial, enquanto os EUA veem o país como um cenário regional. Na sua vez de responder, Obama fez questão de mencionar o assunto, dizendo que o Brasil é uma “potência mundial importante”.
“Nós encaramos Brasil como um poder mundial, não regional. Em termos de fórum econômico para coordenar relações e negociações, como o G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), por exemplo, o Brasil tem uma voz muito forte. A questão da mudança do clima só pode ser bem-sucedida se o Brasil liderar. Isso é indicação da liderança mundial do Brasil”, adiantou-se o presidente norte-americano.
Em sua vez, Dilma Rousseff voltou a mencionar as semelhanças entre os dois países, e disse que assim como os EUA superaram a crise econômica iniciada em 2008 e 2009, o Brasil também vai “superar os efeitos que recaem agora sobre ele”.
De acordo com Obama, os EUA precisam de parceiros se quiserem sucesso também em questões como erradicação da miséria, luta contra pobreza extrema do mundo, e o Brasil é um deles. “Como eu disse ontem à Dilma, os Estados Unidos, por mais poderosos que sejam, interessados como somos em resolver uma gama enorme de questões mundiais, não podemos fazer isso sozinhos.”
A presidenta também respondeu a pergunta sobre o aparato de segurança, a ser montado pelo Brasil, nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Ela disse ter certeza de que o país terá todas as condições de garantir segurança nos jogos, a exemplo do que ocorreu na Copa do Mundo em 2014. “Nós levamos muito a sério a questão da segurança em grandes eventos. Temos experiência nessa área. No ano passado organizamos a Copa não apenas em uma cidade. Criando sistema efetivo de controle através dos centros operação de monitoramento controle, tanto o deslocamento de esportistas quanto de autoridades, acompanhamos todos asseguramos toda segurança.”
Ao mencionar o cancelamento da viagem que faz nesta semana, e que estava marcada para 2013, quando vieram à tona denúncias de espionagem de cidadãos e autoridades brasileiras pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês), Dilma disse que “de lá pra cá algumas coisas mudaram”. “O fato de que Obama e os Estados Unidos terem declarado em outras oportunidades que não haveria mais atos que seriam de intrusão em países amigos. Acredito em Obama, e ele me disse que se fosse o caso de ele precisar de alguma informação não pública sobre o Brasil, ele me telefonaria. Tenho certeza que as condições passaram a ser bastante diferentes agora”, declarou.
Acordos bilaterais
Dilma e Obama anunciaram a inclusão de cidadãos brasileiros no programa Global Entry, que facilita a entrada de quem viaja com frequência aos Estados Unidos. O anúncio foi feito durante declaração conjunta à imprensa, após reunião de trabalho entre os dois presidentes.
No Global Entry, o viajante não precisa passar pelas filas de imigração, apenas passa o passaporte em leitor eletrônico ao desembarcar nos EUA. A medida deverá beneficiar viajantes frequentes, sem validade para turistas eventuais.
A presidenta brasileira disse que a recuperação da economia dos Estados Unidos é importante para as economias do Brasil e do mundo e quer aproveitar o cenário para ampliar o fluxo de comércio e investimentos entre os dois países.
“Queremos ampliar e diversificar nossas trocas, nosso desafio é dobrar a corrente de comércio em uma década. O objetivo é construir condições para um relacionamento comercial ambicioso entre o Brasil e os Estados Unidos. Para isso, no curto prazo, devemos remover os obstáculos não-tarifários existentes para bens industriais e agrícolas, devemos reduzir a burocracia, as complicadas autorizações e outras restrições, ao mesmo tempo em que gostaríamos que fosse reconhecida a qualidade dos processos produtivos do Brasil”, listou.
Dilma destacou a nova etapa do programa de concessões e disse que espera participação de investidores norte-americanos nas licitações de obras de infraestrutura do Brasil incluídas no pacote.
Obama e Dilma também assinaram um compromisso para ampliar a participação de energia renovável na matriz energética dos dois países até 2030, para contribuir com a redução das emissões de gases de efeito estufa, que agravam as mudanças climáticas.
“Essa decisão tem muito a ver com perspectivas e nossa participação em um acordo global de redução de emissões, para que a gente consiga de fato concretizar esse acordo na Conferência do Clima em Paris [em dezembro deste ano]”, avaliou Dilma.
A presidenta acrescentou os esforços do Brasil para reduzir o desmatamento e disse que a meta é zerar a derrubada ilegal no país até 2030. “Também queremos virar a página e passar a ter uma política clara de reflorestamento. É importantíssimo para o Brasil, tem a ver com compromisso próprio que assumimos no Código Florestal”, acrescentou.
Cuba
Dilma e Obama também comentaram a reaproximação entre os Estados Unidos e Cuba. Obama agradeceu o apoio de Dilma e do Brasil no processo e nas negociações para a abertura de embaixadas em Havana e Washington.
Segundo Dilma, a retomada de relações entre os Estados Unidos e Cuba marca “o fim da Guerra Fria” e um novo patamar de relacionamento dos norte-americanos com toda a América Latina.
Dilma reiterou o convite para que Obama venha ao Brasil em 2016 para os Jogos Olímpicos do Rio. O norte-americano agradeceu o convite e brincou que, caso venha ao Rio, não poderá usar em público uma camiseta do Brasil, presente de Dilma, para não entrar em conflito com seus compatriotas.
Fonte: Rede Brasil Atual
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Debate põe em pauta a Previdência e Aposentadoria
A CTB realiza nesta sexta-feira (03), um debate sobre a previdência social, aposentados e os impactos da Medida Provisória 676/15, encaminhada pelo Governo ao Congresso Nacional.
Promovida pela a Secretaria de Previdência, Aposentados e Pensionistas da CTB, a atividade visa aprofundar a discussão sobre os impactos da medida no cálculo da aposentadoria dos trabalhadores brasileiros.
Participam do debate os reconhecidos advogados Sérgio Pardal Freudenthal, especializado em Direito Previdenciário e Infortunístico, que atua em diversos Sindicatos de Trabalhadores na Baixada Santista; e Mauro Luciano Hauschild, especialista em Direito Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito Público. Hauschild foi Ministro Interino da Previdência Social e ocupou o cargo de Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Os especialistas debaterão como a nova fórmula pode interferir na vida dos futuros beneficiários do INSS já que o novo dispositivo, que começa a valer imediatamente, terá cálculo progressivo e vai subir um ponto em 2017, outro ponto em 2019 e então um ponto a cada ano. Com a adoção o objetivo é chegar à somatória 90/100 em 2022.
De acordo com Pascoal Carneiro, secretário da pasta, a proposta é realizar uma discussão das propostas de mudanças. “A execução deste debate tem o intuito de preparar nosso militante, diretores e trabalhadores para a formalização da proposta para a Previdência Social. É importante a participação de todos neste momento de luta”, afirmou Carneiro.
O encontro é aberto e as inscrições devem ser efetuadas pelo correio eletrônico: previdencia@portalctb.org.br. Participe!
Serviço:
A Previdência Social e os impactos da MP 676
Dia 03/07 – sexta-feira, a aprtir das 9h.
Sindicato dos Marceneiros de SP
Rua das Carmelitas, 149 – centro – SPFonte: Portal CTB
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Em manobra de Eduardo Cunha, reforma política vai direto ao plenário e ignora comissão especial
Começa hoje (26) no plenário da Câmara a votação dos itens da reforma política. O presidente da casa, Eduardo Cunha, se reuniu com aliados e decidiu ignorar a comissão especial que analisa o projeto e ir direto com o documento para a votação em plenário. O relator da comissão especial, Marcelo Castro (PMDB-PI), se disse indignado com a condução do caso e classificou de autoritária a manobra de Cunha em entrevista ao Estado. “Fizemos papel de bobo”, disse ele.
Diante do açodamento da presidência da Câmara em aprovar o projeto, o grupo da Coalizão pela Reforma Democrática, do qual da CTB faz parte, lança convocação popular para o enfrentamento de mais esta manobra regimental de Cunha que, assim como ocorreu com o PL da terceirização, poderá render mais uma vitória aos setores retrógrados da política nacional.
Na foto acima, detalhe da manifestação realizada no último dia 20 em Brasília, contra o relatório da reforma em tramitação, o qual é considerado ainda pior que o sistema que vigora atualmente. “A correlação de forças na Câmara dos Deputados aponta para um possível retrocesso. Em função disto necessitamos ampliar a denúncia contra a tentativa de constitucionalizar o financiamento de campanhas por empresas e contra a aprovação do chamado ‘Distritão’”, diz o comunicado.
O grupo Coalização também incentiva a sociedade a pressionar os parlamentares que elegeram. “A pressão direta, em seus respectivos estados, é de fundamental importância. A experiência política indica que a pressão sobre os parlamentares, em suas respectivas bases eleitorais, exerce forte influência sobre os mesmos”, destaca o documento.
Ainda está em curso a coleta de assinaturas físicas e virtuais de apoio ao projeto de Reforma Política Democrática, que prevê, entre outras medidas, o fim do financiamento empresarial de campanha política. A assinatura de apoio pela internet pode ser feita pelo site Avaaz.
O grupo Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas é formado pelas seguintes organizações civis: OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) CTB Nacional (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) CUT Brasil (Central Única dos Trabalhadores) MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral) Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político UNE (União Nacional dos Estudantes).
Fonte: Portal CTB
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CNI e CUT em debate sobre terceirização do trabalho
O Espaço Público debateu nesta terça-feira (19) a lei que regulamenta a terceirização no trabalho. Participaram do programa o empresário Alexandre Furlan, presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o advogado José Eymard, assessor juridico na área de Relações do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
No último dia 22 de abril, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 230 votos a favor e 203 contra, uma emenda ao texto-base da proposta que tramita no Parlamento há 11 anos.
A principal modificação permite a contratação de trabalhadores terceirizados em qualquer setor de uma empresa, incluindo a atividade-fim, como por exemplo, os professores de uma escola, ou mesmo os médicos de um hospital.
Hoje, esse tipo de contrato é permitido para as chamadas atividades-meio como serviços de limpeza, informática e segurança. O texto seguirá para o Senado.
O tema divide opiniões. Entidades representativas empresariais defendem o projeto. Alegam que formalizar a terceirização no trabalho pode melhorar a competitividade das empresas brasileiras e aumentar a fiscalização da segurança no trabalho.
Já as representações sindicais, que são contra a proposta, dizem que a mudança pode ampliar a precarização do trabalho, incentivar o pagamento de baixos salários e ampliar consideravelmente o número de trabalhadores terceirizados no país. Levantamento da CUT, em parceira com o Dieese, feito em 2013, estima que havia 12 milhões e 700 mil trabalhadores terceirizados no Brasil.
O Espaço Público é apresentado pelos jornalistas Paulo Moreira Leite e Florestan Fernandes Júnior.
Veja a íntegra do debate sobre a terceirização
Fonte: Diap
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22.05.15
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Senadores discutem MP 665, mas votação é adiada para próxima semana
Por mais de quatro horas, os senadores discutiram em Plenário o Projeto de Lei de Conversão3/2015, decorrente da Medida Provisória (MP) 665/2014, que muda as regras de concessão do seguro-desemprego, do abono salarial e do seguro-defeso para o pescador profissional artesanal. Por acordo de líderes, a votação da proposta ficou para a terça-feira da próxima semana, dia 26. A medida, que foi bastante criticada por parte dos parlamentares, faz parte do pacote de ajuste fiscal adotado pelo governo para equilibrar as contas do país.
A principal mudança proposta no projeto é o aumento do tempo de trabalho que o desempregado precisa comprovar para solicitar o seguro-desemprego. Além disso, o texto proíbe usar esses mesmos períodos de salário recebido nos próximos pedidos, o que dificulta o recebimento do benefício em intervalos menores, e exige que o trabalhador desempregado frequente curso de qualificação profissional para receber o seguro. A matéria muda também as regras de pagamento do abono-salarial.
Relator da proposta na comissão mista que a analisou, o senador Paulo Rocha (PT-PA) lembrou que antes de apresentar o texto do projeto de lei de conversão, a comissão realizou audiências públicas e debates com centrais sindicais, especialistas e com representantes do Executivo. Reconhecendo que o governo errou ao mandar a MP ao Congresso sem antes discuti-la com os trabalhadores, o senador disse acreditar que teve sucesso em sua negociação e que o texto final atende à necessidade de reajuste do governo, sem promover nenhuma perda aos trabalhadores.
— Embora concedamos que a economia precise passar por um ajuste, não poderia ser sobre os direitos e os interesses dos trabalhadores. Assegurei, portanto, isso. Não há nenhuma perda de direito dos trabalhadores, apenas correções das exigências mais firmes, para que não haja desvios na conquista desses direitos. E apontamos, portanto, as condições de o governo fazer o seu ajuste sem prejuízos dos direitos dos trabalhadores — garantiu.
Manifestação
O senador Humberto Costa (PT-PE) também reconheceu como um “equívoco” do governo o envio da proposta sem discussão prévia com os trabalhadores e parlamentares. Mas, defendeu a necessidade de corrigir distorções existentes hoje nos gastos públicos. Para ele, se estivesse no governo, a oposição teria adotado as mesmas medidas.
— Não seria outro caminho da oposição se ganhasse a eleição. É aí onde está o farisaísmo. Vêm aqui para falar de promessas eleitorais não cumpridas, mas, se estivessem no governo hoje, estariam defendendo boa parte dessas políticas porque sabem da veracidade do que estamos dizendo aqui — declarou em respostas às reiteradas críticas dos senadores de oposição à proposta.
Manifestantes presentes nas galerias promoveram uma chuva de dólares de papel sobre o Plenário ao final do discurso.
Medidas ineficientes
Para o líder do PSDB na Casa, senador Cássio Cunha Lima (PB), o projeto não fez parte de um ajuste fiscal, mas de um “ajuste trabalhista” e, por isso, o partido vai votar contra a proposta. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) ponderou que o governo pretende consertar a economia, que ele próprio teria estragado, “ao preço de aumentar a recessão, de aumentar as dificuldades do povo trabalhador sem que se apresente nenhuma perspectiva de futuro”. O senador tucano ainda acusou o Executivo de estar negociando cargos para conseguir que as medidas sejam aprovadas no Congresso.
— Esse ajuste fiscal acaba contribuindo também para aprofundar a degradação política do nosso país e das relações entre o Congresso Nacional e o Poder Executivo. Quantos e quantos cargos não foram distribuídos para tentar obter o apoio da maioria parlamentar para a aprovação dessas medidas? Na falta de aptidão, de liderança, de um projeto para o país, recorre, pura e simplesmente, à troca de cargos públicos por votos no Congresso Nacional — criticou.
Já o senador Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM, reforçou que o ajuste fiscal do governo, em meio à crise que o país enfrenta, atinge as pessoas em pontos de maior fragilidade, como desemprego, problemas de saúde ou morte. E refutou argumentos usados pela base de apoio ao governo de que o ajuste é necessário porque o Brasil sente as consequências da crise financeira mundial.
— Vamos parar com tese de crise mundial. O mundo cresceu 3,1% e Brasil cresceu 0,1%. É o Brasil que está puxando o mundo pra baixo — declarou.
Manifesto
Integrante do grupo de parlamentares governistas que apoiaram um manifesto apresentado por diversas entidades da sociedade civil contrárias às medidas provisórias (MPs) de ajuste fiscal do governo, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) também anunciou seu voto contrário ao projeto. Ele criticou a política econômica adotada pelo governo, que estariam retirando conquistas obtidas pelos trabalhadores nesse período.
— Nós podemos estar caminhando em direção à recessão, e, na minha avaliação, essa política econômica que junta um forte aperto fiscal por um lado, um outro aperto monetário, pode nos levar a um caminho de aprofundar a recessão no nosso país. Os primeiros números nós já começamos a sentir: aumento do desemprego, queda na renda do trabalhador. Investimentos estão desabando — alertou.
O líder do PSOL, senador Randolfe Rodrigues (AP), também contrário à proposta, anunciou que, se for necessário, o PSOL irá para o Supremo Tribunal Federal questionar as inconstitucionalidades que, segundo ele, são gritantes nessa Medida Provisória.
— Essa proposta não é coerente nem com a campanha eleitoral da presidente Dilma, nem com o próprio programa de inclusão construído pelo governo nos últimos dez anos — destacou.
O líder do PSB, senador João Capiberibe (AP), também assegurou que não vai votar contra a maior parte de seus eleitores – pescadores, ribeirinhos e assalariados. Ele destacou que não tem como explicar a essas pessoas que, em nome de um ajuste fiscal para consertar um desajuste sobre o qual eles não são responsáveis, agora serão castigados.
Dever de casa
Contrário ao projeto, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) listou cinco motivos para não votar na medida provisória. Segundo ele, a proposta não seria séria – pois a economia proporcionada ao governo seria irrisória se comparada à dívida pública existente –; não seria justa, pois puniria principalmente os trabalhadores mais pobres; nem estratégica, por não vir combinada a ações de infraestrutura, por exemplo; e nem era de consenso, já que não era fruto de um entendimento entre governo, Congresso e sociedade.
O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) também rejeitou a proposta que, em sua avaliação, faz o trabalhador pagar pelo governo não ter feito o “dever de casa”.
— É surreal restringir essa rede de proteção social para os trabalhadores num momento como esse porque não fizemos o dever de casa. Fizemos uma de novo rico, de gastar sem previsão — reclamou.
Ainda criticaram o projeto os senadores José Agripino (DEM-RN), Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Paulo Paim (PT-RS), Fernando Collor (PTB-AL), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Eduardo Amorim (PSC-SE) e Reguffe (PDT-DF).
Apoio à medida
Afirmando dar um voto de confiança ao governo para que continue o projeto de melhoria da vida do povo brasileiro, a senadora Vanessa Grazziotin (AM), líder do PCdoB no Senado, defendeu a aprovação do PLV 3/2015. Na opinião da senadora, para dar passos seguros à frente em um momento de crise, o país precisa retroceder. A senadora criticou parlamentares que se posicionam contra a medida não pelo conteúdo, mas somente com o objetivo de desestabilizar o governo da presidente Dilma.
Em defesa da proposta, se manifestaram ainda os senadores Donizeti Nogueira (PT-TO) e Gleisi Hoffmann (PT-PR).
Fonte: Agência Senado,Saiba mais >
22.05.15
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Aprovada proposta que proíbe estágio não remunerado
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (20) projeto para determinar que todos os estagiários recebam bolsa ou outra forma de contraprestação, independentemente do tipo de estágio.
O autor do PLS 424/2012, senador Paulo Paim (PT-RS), argumenta que a Lei dos Estágios (11.788/2008) faz uma série de distinções entre os estágios não obrigatórios e os obrigatórios (cuja carga horária é exigida para a conclusão de alguns cursos técnicos ou de graduação, por exemplo). Nestes, é possível não ocorrer qualquer pagamento. Na opinião do senador, essa prática é discriminatória e poderia levar à exploração da mão de obra de estudantes cujos cursos incluem a obrigatoriedade de realização do estágio.
“Além do aprendizado que a prática do estágio promove, o trabalho realizado pelo estagiário gera benefícios importantes para as partes concedentes e deve, portanto, ser devidamente compensado”, diz ele.
Para a relatora na CAS, senadora Ana Amélia (PP-RS), os estágios obrigatórios oferecidos a título gracioso, sem qualquer tipo de remuneração para os estagiários, são exemplos de “exploração inaceitável de mão de obra”, que deveriam ser coibidos pela legislação. A matéria vai à Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde terá decisão terminativa.
Fonte: Agência Senado,Saiba mais >
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