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Trabalhador rural será prejudicado duplamente com a previdência de Temer
A aprovação da admissibilidade do impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff no Senado nesta quarta-feira (11) faz ganhar força a reforma da previdência nos moldes de um governo Michel Temer (PMDB). Idade mínima para homens e mulheres de 65 anos e a desvinculação do salário mínimo de benefícios prejudicam duplamente o trabalhador rural. Dirigentes de entidades de trabalhadores afirmam que a ordem agora é combater com unidade a ameaça aos direitos.
“O cenário que teremos vai exigir permanente mobilização de todos os trabalhadores, com propostas, capacidade de intervenção no legislativo e judiciário, junto com a CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), sindicatos, federações e confederações. É preciso unidade para discutir as grandes pautas nacionais”, declarou Alberto Broch, presidente da Confederação de Trabalhadores na Agricultura (Contag).
Segundo ele, a reforma da previdência ganhou força e vai atingir aqueles historicamente penalizados. “Essa reforma vai mexer com quem ganha salário mínimo. A reforma trabalhista também vai prejudicar o trabalhador rural e a flexibilização vai para cima dos que não tem carteira assinada”, argumentou Alberto.
Seminário Previdência, Seguridade e Terceirização
O secretário de previdência da CTB, Pascoal Carneiro, lembrou que a idade mínima de 65 anos aumenta em 5 anos a aposentadoria do trabalhador rural, que pela legislação atual pode se aposentar aos 60 (homens) e aos 55 (mulheres). “Justamente pelas difíceis condições que ele vivencia no seu dia a dia não é fácil um trabalhador rural chegar aos 65 anos”, explicou Pascoal, coordenador do Seminário Previdência, Seguridade e Terceirização que a CTB realiza nos dias 19 a 20 de maio, em São Paulo.
A atividade debaterá se cabe uma reforma da previdência e qual a reforma que poderia beneficiar o trabalhador brasileiro.
Fonte: Portal CTB