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Destaques do dia

    Professores cruzam os braços no dia 30 por educação de qualidade

    Pela valorização profissional e em defesa de uma educação de qualidade, foram deflagradas greves de professores da rede pública de ensino em diversos municípios e estados. Boa parte dos trabalhadores em educação de redes municipais reivindica o pagamento do reajuste de 13,01% dado pelo Ministério da Educação ao Piso Salarial do Magistério que vários prefeitos e governadores insistem em não pagar.

    A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) marcou para o próximo dia 30 uma Greve Nacional dos (as) Trabalhadores (as) da Educação Básica Pública. Segundo comunicado da CNTE a educação está muito precária. “Faltam professores nas escolas, as salas de aula continuam superlotadas, grande parte dos gestores insiste em descumprir a Lei do Piso Salarial do Magistério, os funcionários da educação não conseguem ter acesso à profissionalização e, quando têm, não são valorizados nos planos de carreira, as escolas se mantêm em estado de penúria”, realça o texto.

    A CNTE informa que já ocorreram greves em São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba, Pará, Roraima, Paraná e de várias redes municipais, como João Pessoa (PB), Juiz de Fora (MG), Itaporanga (SE), entre outras. Outros estados também podem deflagrar greves a qualquer momento, como é o caso de Goiás, Alagoas e Amazonas, além do Distrito Federal.

    Além da pauta salarial e de melhoria das condições de trabalho, os educadores reivindicam a aplicação das metas do Plano Nacional de Educação e reivindicam a aumento dos investimentos educacionais para atingir o mais rápido possível os 10% do PIB (Produto Interno Bruto), também defendem menos alunos por sala de aula e escola em período integral.

    Alagoas

    O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas realizou nesta quinta-feira (16) uma assembleia geral com os profissionais da educação das redes estadual e municipais, que discutiu uma ampla pauta de assuntos específicos da luta da categoria, como plano de cargos, carreira e salários, além de acompanhar os movimentos da sociedade brasileira.

    Também foram encaminhadas propostas para o Encontro Estadual dos Educadores e para a 16ª Semana Nacional da Educação e para a campanha salarial 2015.

    Os trabalhadores da rede municipal de educação de Maceió marcaram o Ato de Greve para a quarta-feira (22), ás 8h no pátio da Secretaria Municipal de Educação da capital alagoana.

    Amazonas

    O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas negocia com o governo do estado e com a prefeitura de Manaus a campanha salarial deste ano.

    Na pauta de reivindicações o reajuste dado pelo MEC ao Piso Salarial dos professores, melhorias nas condições de trabalho e nas escolas, entre outras.

    Bahia

    Sob a liderança da APLB-Sindicato, os educadores baianos paralisaram as atividades na quarta-feira (15) contra o Projeto de Lei 4330 e aprovaram cruzar os braços na sexta-feira (24), que também é Dia Estadual de Luta pelo pagamento do reajuste linear para os educadores mais 8,75%. Já na quinta-feira (30) aderem à Greve Nacional da Educação, aprovada pela CNTE. Os professores das redes municipais de Camamu e Vitória da Conquista estão em greve pelo reajuste de 13,01% dado ao Piso Salarial dos professores e melhores condições de trabalho.

    Goiás

    Os professores da rede municipal de ensino de Goiânia que estão em greve desde a terça-feira (14) realizaram um “panelaço” nesta quinta-feira em frente à sede da prefeitura de Goiânia. Segundo o Sindicato Municipal dos Servidores da Educação do Município de Goiânia.

    Os grevistas pedem melhorias nas estruturas físicas e segurança dos prédios, construção de novas unidades, além do pagamento retroativo da data-base de 2014 aos servidores administrativos e do Piso Nacional.

    Minas Gerais

    Em greve desde o dia 31 de março, os professores da rede particular de Juiz de Fora os docentes querem a retirada do artigo 9º da Lei Municipal nº 13012/14, que autoriza a concessão de reajuste diferenciado, como forma de complementação salarial para professores iniciantes que estiverem abaixo do piso nacional da classe; e pedem reajuste salarial de 13,01% para toda categoria, mesmo índice concedido em janeiro pelo MEC.

    Paraíba

    Os professores da rede estadual da Paraíba estão paralisados desde o dia 31 de março. Informações do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba dizem que eles reivindicam o reajuste de 13,01%, dado ao Piso Nacional dos professores, plano de cargos, carreira e remuneração e pagamento integral do Piso do Magistério, entre outras reivindicações.

    Os educadores da rede municipal de João Pessoa continuam indignados com a intransigência do prefeito da capital paraibana. Em greve desde o dia 16 de março, os profissionais reivindicam 16% de reajuste, melhorias nas escolas, plano de cargos, carreira e salários, entre outros itens importantes para melhorar as condições de trabalho.

    Pernambuco

    Em greve desde o dia 10, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco recebeu nesta sexta-feira (17) uma liminar da Justiça decretando o movimento como ilegal. Mesmo assim, o sindicato acionou sua assessoria jurídica e uma assembleia com a categoria foi marcada para esta sexta mesmo. “Nossas reivindicações são justa e queremos avançar. Pela valorização profissional! Por melhores condições de trabalho! Pela qualidade da educação!”, defende carta-resposta do sindicato.

    Em Jaboatão dos Guararapes, os educadores mantêm-se mobilizaram durante toda a semana atos de mobilização dos trabalhadores em educação do município, que estão em estado de greve. Nesta sexta realizaram um ato em frente à sede da prefeitura como mais um preparativo para a realização da assembleia da quarta-feira (22), com indicativo de greve.

    Roraima

    O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima analisa como positiva a greve geral dos trabalhadores em educação iniciada no dia 20 de março e encerrada no dia 31. Os trabalhadores decidiram dar um voto de confiança ao governo, uma vez que este fixou prazos para o atendimento dos pontos da pauta de reivindicações da categoria, alguns para 90 dias e outros para janeiro de 2016.

    Santa Catarina

    Os professores da rede pública estadual de Santa Catarina estão paralisados desde o dia 24 de março. A greve foi deflagrada pelo descontentamento com o novo plano de carreira proposto pelo governo estadual.

    O Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina afirma que a categoria ficou revoltada com a “ameaça dos professores em greve”. Segundo a direção do movimento grevista “há relatos de demitidos no setor por aderirem às greves e também de chantagem a diretores de escolas”. Além do plano de cargos, carreira e salários, os professores reivindicam reajuste de 30%, melhorias nas escolas e nas condições de trabalho, entre outras.

    São Paulo

    Em greve desde 13 de março, os professores reivindicam 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior. O governo do estado diz ter dado reajuste de 45% no acumulado dos últimos quatro anos. Além disso, informa que parte da categoria receberá até 10,5% de aumento de acordo com desempenho em avaliação. Não houve proposta de reajuste geral para toda a categoria.

    Mas Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel), presidente Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) afirma que desde 1998, quando foi instituído o plano de carreira dos professores estaduais, a categoria não tem reajuste de salário real. “De lá para cá, tivemos perdas salariais e um aumento nominal, não real, de salário. O reajuste sequer cobre a inflação do período. Faz um ano que estamos debatendo o reajuste previsto no PNE”.

    Sergipe

    Desde o dia 24 de março os professores da rede municipal de Itaporanga d’Ajuda estão em greve pelo pagamento das férias que está 3 meses atrasado, além do retroativo do reajuste do Piso Salarial da categoria de 2011, 2012 e 2013, e o reajuste de 2014 estabelecido em 8, 32%. Os educadores chegaram até a ocupar a sede da prefeitura da cidade na segunda-feira (31) como forma de pressionar para a abertura de diálogo.

    Fonte: Portal CTB

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