Seminário de Planejamento da FETRACOM-BA reúne diretoria para discutir ações para o ano de 2015
Realizado anualmente e com o tema “Unidade para Avançar na Luta”, o Seminário tem como objetivo discutir diretrizes políticas, econômicas e sociais que irão nortear as ações da Federação e dos 19 Sindicatos filiados, durante o ano de 2015. Este ano o seminário acontece de 23 a 25 de abril. Para enriquecer o debate, que transita entre Conjuntura Política e Econômica, Insalubridade e Periculosidade na Construção e Legislação Trabalhista e Descumprimento da Convenção Coletiva, foram convidados o assessor do Diap, André Santos, a Fundacentro Bahia e o Advogado Trabalhista Marcos Brito, do escritório Jurídico da CTB-BA, respectivamente.
Nesta quinta-feira, 23, a mesa de abertura foi formada pelo presidente da FETRACOM-BA, Edson Cruz dos Santos; o presidente da CTB-BA, aurino Pedreira; a presidente da FLEMACON, Lúcia Maia; o secretário de Formação da FETRACOM-BA, Ernando Vieira; o secretário geral da CONTRICOM, Miraldo Vieira e o representante da CUT-BA e diretor do SITTICAN, Lázaro Ferreira.
Terceirização
Nos discursos foi unânime o descontentamento em relação à aprovação do PL 4.330 – sobre a terceiriação, que teve seus destaques aprovados na última quarta-feira, 22, na Câmara dos Deputados, entretanto, os representantes sindicais reforçaram a necessidade de apoiar o governo da presidenta Dilma Rousseff e de também intensificar a luta e as manifestações em prol dos direitos dos trabalhadores (as). “Nós temos que defender o governo que nós elegemos, mas não vamos nos calar, ficar quietos. Vamos chamar para a responsabilidade os representantes da classe trabalhadora e lutarem por nossos direitos. Não podemos deixar o PL 4.330, que penaliza os trabalhadores (as)”, pontuou o presidente da FETRACOM-BA, Edson Cruz do Santos. O presidente da CTB-BA, Aurino Pedreira, que acompanhou na quarta-feira, 22, em Brasília, da votação do PL 4.330, endossou o pedido de unidade e ainda parabenizou a classe trabalhadora da construção. ” A construção civil tem um papel fundamental na luta dos trabalhadores e trabalhadoras da Bahia, porque além de defender seus interesses, é solidária à luta dos demais”, declarou.
Conjuntura
Em sua palestra sobre Conjuntura Política e Econômica, o assessor do Diap, o jornalista André Santos fez um balanço sobre o atual cenário político, suas coligações e como isso se reflete na vida dos trabalhadores (as). Segundo o jornalista, o momento é delicado e exige muito empenho da classe trabalhadora para enfrentar os próximos dois anos de forte crise, provocando um diálogo com o governo, definindo uma pauta prioritária entre as centrais sindicais e atuando de forma mais constante no Congresso Nacional. “Nós temos que buscar esse diálogo com o governo que tem bases sociais, e aliados de esquerda no Congresso Nacional. Nós estamos sempre apagando incêndios e quase nunca vamos buscar na raiz da chama. Precismos pressionar os nosso representantes no Congresso e na Câmara a votarem em pautas que beneficiem os trabalhadores (as)”, acrescentou.
Para o jornalista, a co-relação de forças é dispare – 50 acentos da representantes da bancada sindical contra 220 da bancada patronal – e exige de representantes dos movimentos sindicais e sociais mais empenho e uma ação mais ofensiva. “Temos que fazer uma auto-critica. O movimento sindical é atuante, mas precisa ir mais ás ruas, fazer manifestações e sair da zona de conforto. Nos somos movimentos sociais independente da posição partidária de seus dirigentes. O que não pode acontecer é o partido interferir nas ações do movimento sindical, mas o contrário é que é o certo. O movimento social (sindical, jovens, negros, LGBT, etc) é que tem que cobrar dos representantes políticos as políticas públicas em prol dos trabalhadores (as)”, provocou o assessor do Diap, André Santos.
Fonte: ASCOM FETRACOM-BA
