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    Número de pessoas isentas pode cair

     

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    O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fabiano Camargo da Silva, disse que vê com preocupação a defasagem na tabela do IR. “Corrigir a tabela em 4,5% neste ano fica muito abaixo da inflação e aumenta cada vez mais a defasagem”, afirmou.
    Segundo ele, com isso, um número cada vez maior de pessoas que deveriam ser isentas do imposto, passam a pagar. Silva defende ainda que o governo deveria aumentar o número de faixas de tributação para que o processo se tornasse mais justo. Hoje, todo mundo que ganha acima de R$ 4.463,81 por mês paga 27,5% sobre a renda. O economista defende que esse valor é muito baixo, até porque, uma pessoa que ganha R$ 4.463,81 paga os mesmos 27,5% que uma que recebe R$ 100 mil por mês, por exemplo. Silva disse ainda que o governo deveria tributar mais quem tem renda maior. 

    Para o superintende nacional da Pactum Consultoria Empresarial e advogado tributarista, Gilson Faust, a medida da presidente Dilma Rousseff de vetar a correção de 6,5% vem na esteira de outras decisões de equilíbrio das contas do governo via incremento de arrecadação. 

    “É pouco provável que o governo dê um percentual maior que 4,5% para a correção da tabela do IR neste ano”, prevê. Ele destacou que a classe média é a mais prejudicada e que a medida representa aumento da carga tributária para a população. “O ideal, seria que o governo reconhecesse, no mínimo, a inflação oficial na tabela do IR”, disse. (A.B.)

     

    Fonte: Folha de Londrina