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    Mercado de trabalho se mantém, apesar da inflação e baixo crescimento

     

     

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    Apesar da inflação alta e do baixo crescimento o mercado de trabalho continuou crescendo este ano. Apesar de tudo indicar que a taxa de desemprego vá ficar estacionada e de a geração de vagas estar agora num ritmo mais lento, o mercado de trabalho está em uma situação melhor do que em 2012, segundo índice calculado pelo economista João Saboia, do Instituto de Economia da UFRJ.

    O indicador, feito a partir da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, mede nove variáveis, como o desemprego de longa duração, baixa remuneração, desigualdade e escolaridade dos trabalhadores, entre outros. Ele está em 0,823 este ano, acima de igual período do ano passado, quando era de 0,804 (quanto mais perto de 1, melhor).

    A renda continua crescendo, a desigualdade de rendimentos não aumentou e a sub-remuneração é muito baixa – diz Saboia. – As pessoas conseguem negociar aumento real, e quem está entrando obtém mais do que quem entrava ano passado.

    O economista da Unicamp Claudio Dedecca pondera que, apesar da melhora na formalização, o mercado de trabalho ainda convive com alta rotatividade: ” Estamos num momento crítico para a tomada de decisão. Se não resolvermos o problema do crescimento econômico, esses indicadores vão sofrer reversão”.

    Para Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central e professor da USP, um dos principais entraves para o mercado de trabalho em 2013 continua sendo a inserção de trabalhadores em segmentos menos produtivos, como o de serviços:

    “Apesar de a taxa de desemprego estar baixa, o quadro não é tão bom quanto há dois anos. Estamos perdendo força e velocidade na geração de emprego com salários mais compensadores. Os trabalhadores com mais nível educacional têm crescimento salarial mais lento dos que os com menos educação.”

    Fonte: Bahia Econômica