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Gasto com construção ocupa 4º lugar no ranking de consumo
Os gastos com construção civil sobem no ranking de consumo do brasileiro. De acordo com pesquisa da consultoria IPC Maps, a projeção é que o setor venda R$ 143,7 bilhões em 2013 – a base de dados é o número de transações fechadas no primeiro trimestre do ano. Neste levantamento são levados em conta apenas os negócios que ocorrem no varejo, ou seja, que envolvem diretamente o consumidor. O volume de recursos, que engloba a compra de material de construção, reforma e aquisição de imóveis novos, é 7,33% superior ao de 2012, quando o setor vendeu R$ 133,9 bilhões no varejo.
Por conta deste crescimento, o gasto com construção civil já aparece em 4º lugar no ranking de consumo do país. Está atrás dos recursos canalizados para o pagamento de taxas com a manutenção do lar (água, luz, telefone, aluguel, condomínio, prestação da casa própria e respectivos impostos) na ordem de R$ 717 bilhões; alimentação, R$ 440 bilhões, e transporte (veículo próprio ou público) R$ 209 bilhões. “Pelo desempenho do setor, as perspectivas de crescimento para os próximos anos são muito boas. Não dá para afirmar se esse tipo de consumoirá crescer no ranking, mas ele tende a ocupar sempre um posto entre os cinco primeiros lugares”, avalia Marcos Antonio Pazzini, coordenador do estudo IPC Maps.
O estudo detectou um dado curioso: que o comércio especializado não cresce na mesma proporção da demanda por consumo de material de construção. “Segundo nossos números sobre a quantidade de empresas por ramo de atividade, de 2012 para 2013 a quantidade de empresas do comércio varejista de construção civil cresceu 6,6%. Em 2012, havia no país 425.242 empresas do comércio varejista de construção civil e em 2013 este número aumentou para 453.248 empresas. Portanto o crescimento do comércio varejista foi inferior ao crescimento do potencial de consumo do segmento deconstrução, que ficou em 7,33%”, cita Pazzini.
Entre as classes sociais, a A1 é a que registra o maior valor de gasto por domicílio com a construção civil: R$ 43.353,00/ano. Quanto às regiões do país, a norte foi a que apresentou crescimento nominal mais intenso entre 2012 e 2013: 10,1%. No ano passado, a região movimentou R$ 6,9 bilhões e em 2013 deverá movimentar R$ 7,6 bilhões. Em segundo lugar, aparece a região Sudeste, com crescimento nominal de 8,2%, ou seja, mercado de R$ 63,4 bilhões em 2012 e R$ 68,6 bilhões em 2013.
Também foram mapeadas as 50 cidades brasileiras que mais consomem no país. Em 2013, elas tendem a responder por 43,33% do consumo nacional – incluindo aí a construção civil. Mais da metade destes consumidores está nos sete maiores mercados, que são, respectivamente, São Paulo (9,24%), Rio de Janeiro (5,26%), Brasília (2,25%), Belo Horizonte (2,02%), Salvador (1,49%), Curitiba (1,43%) e Porto Alegre (1,27%).
Fonte: Massa Cinzenta