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    Em janeiro de 2017, Comércio e Construção civil registram maiores saldos negativos no emprego formal da Bahia

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    Em janeiro de 2017, registrou-se um saldo de -40.864 empregos formais com carteira assinada no Brasil. Este saldo, embora negativo, foi inferior ao do mesmo mês de 2016, quando o resultado foi de -99.694 empregos. No acumulado dos últimos doze meses (fevereiro de 2016 a janeiro de 2017), o saldo ajustado registrado foi de -1.280.863. Esses dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados em 03 de março de 2017, pelo Ministério do Trabalho (MTb). A Bahia apresentou saldo de -145 empregos celetistas em janeiro de 2017, registrando um saldo negativo inferior ao do mesmo mês do ano passado (-1.187).

    Em janeiro de 2017, o saldo da Bahia foi obtido pela diferença da movimentação de 47.993 admissões e 48.138 desligamentos. Nos últimos 12 meses, a Bahia acumula um saldo de -67.614 empregos, com os ajustes das declarações entregues fora do prazo1 . O saldo negativo da Bahia, em janeiro, foi o menor do Nordeste, região onde o saldo não foi positivo em nenhum dos nove estados, totalizando -40.803 empregos. Os demais saldos negativos registrados na região, além da Bahia, foram registrados por Pernambuco (-13.910), Ceará (-7.436), Alagoas (-6.706), Paraíba (-6.438), Rio Grande do Norte (- 2.955), Maranhão (-2.149), Sergipe (-613) e Piauí (-451).

    Setorialmente, o resultado negativo do estado da Bahia deveu-se integralmente ao desempenho dos setores de: Comércio (-920), Construção civil (-675) e Serviços (-624), cujos saldos representaram -2.219 empregos eliminados em janeiro de 2017. Contrariamente, os setores de Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (669), Administração pública (661), Indústria de transformação (601), Agropecuária (75) e Extrativa mineral (75) apresentaram saldos positivos, minimizando o impacto do total de empregos eliminados.

    Em janeiro, a Região Metropolitana de Salvador (RMS)2 registrou um saldo de -917 empregos e no interior do estado (municípios não metropolitanos), o saldo foi de 772 empregos. Na RMS, os setores de Construção civil (-709) e Serviços (-617) registraram os maiores saldos negativos no mês, seguidos por Comércio (-369) e Indústria de transformação (-363) e Extrativa mineral (-54). Enquanto os setores de Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (788), Administração pública (403) e Agropecuária (4) registraram os saldos positivos de emprego formal.

    No interior do estado, os setores de Comércio (-551), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (-119) e Serviços (-7) foram os únicos que registraram os saldos negativos do mês. Contrariamente, os setores de Indústria de transformação (964) e Administração pública (258) registraram os saldos positivos mais expressivos, seguidos por Extrativa mineral (122), Agropecuária (71) e Construção civil (34), no estado da Bahia em janeiro de 2017.

     

    Em termos geográficos, o maior saldo negativo da Região Metropolitana foi registrado por Salvador (-952 empregos), sendo seguido por Lauro de Freitas (-316 empregos) e Candeias (-73). Os maiores saldos positivos de emprego da RMS, no mês de janeiro, foram registrados em São Francisco do Conde (139) e Simões Filho (88). No interior do estado, dentre os cinco municípios não metropolitanos e com mais de 30 mil habitantes, os maiores saldos negativos de emprego foram registrados em: Feira de Santana (-513) e Catu (-228). Contrariamente, destacaram-se com os saldos positivos mais significativos: Mucuri (416), Alagoinhas (315), Morro do Chapéu (193) e Campo Formoso (181).