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    8 de março: mulheres sairão às ruas por igualdade de direitos e mais democracia

    dia da mulher 2016

     

     

     

    Com o slogan “Mulheres nas ruas por liberdade, autonomia e democracia para lutar”, as centrais sindicais definiram um ato unificado em São Paulo. A concentração ocorre às 16h no vão do Masp, na avenida Paulista.

    A manifestação do Dia Internacional da Mulher, nesta terça-feira (8), pretende caminhar até a Praça da República empunhando as bandeiras definidas pelas centrais para a conquista de igualdade de gênero.

    Nas ruas as bandeiras defendidas serão a legalização do aborto, o combate à violência contra a mulher, contra o ajuste fiscal promovido pelo governo e também contra a reforma da Previdência.

    A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, Gicélia Bitencourt, informa que terão destaque as questões das mulheres negras que “estarão na frente da marcha” e das transexuais. Também será denunciada a violência contra as religiões de matriz africana.

    “As mulheres transexuais vivem em constante situação de vulnerabilidade por serem discriminadas pela sociedade e pelo mercado de trabalho, sendo forçadas a trabalhos degradantes muitas vezes”, diz Gicélia.

    Ela lembra que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres ainda recebem cerca de 25% a menos que os homens em mesmas funções. “Essa distorção revela o machismo do mercado de trabalho, que relega às mulheres remunerações mais baixas, mesmo quando elas têm mais estudos que os homens”.

    Para a sindicalista, as mulheres tomarão as ruas mais uma vez para exigir mais mulheres no poder. “A luta pela emancipação feminina é uma das principais para o avanço da democracia brasileira e melhoria de vida da classe trabalhadora com mais mulheres no poder, respeitando a cota mínima de 30% de candidatas”.

    Fonte: Portal Vermelho

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