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    Funcionários das obras olímpicas entram em greve no Rio

     

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    Trabalhadores da construção pesada das principais obras olímpicas em andamento no Rio estão em greve desde a manhã desta segunda-feira (18). A categoria reúne cerca de 12 mil pessoas que trabalham nas obras do Parque Olímpico de Deodoro, Engenhão, Porto, Linha 4 do Metrô, TransBrasil e Aeroporto do Galeão, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (SitraICP). Eles reivindicam 8,5% de aumento salarial e aumento da cesta básica de R$ 310 para R$ 350, segundo Nilson Duarte Costa, presidente do sindicato. Ele acrescentou que a paralisação é uma reação à oferta de reajuste dos patrões, que oferecem 7,13% de aumento. A negociação salarial foi inciada em fevereiro, data base da categoria.

    O Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ) marcou para sexta-feira (22) uma audiência de conciliação entre representantes dos trabalhadores e das empresas. O pedido foi encaminhado ao tribunal pelo sindicato patronal no fim de semana.

    O juiz Angelo Galvão Zamorano concedeu liminar para que o sindicato mantenha 30% do efetivo de cada empresa e assim garanta a prestação dos serviços indispensáveis à segurança da população e do patrimônio empresarial (arts. 9º e 11, Lei nº 7783/89), bem como não impeça a entrada dos trabalhadores nas obras. O TRT também fixou multa diária de R$ 15 mil para cada unidade onde não for cumprida a determinação.

    De acordo com Renilda Cavalcanti, diretora do Sinicon, que reúne as empresas de construção pesada, a paralisação não está afetando as obras e a adesão ao movimento é muito pequena. Já a direção do sindicato dos trabalhadores informou ao G1, que cerca de 70% dos trabalhadores estão parados.

    Costa disse que não estão marcadas manifestações ou piquetes para impedir a entrada nos canteiros da contingência de trabalhadores determinada pela Justiça.

    Em nota, a concessionária RIOgaleão informa que a greve não paralisou as obras do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão e ressaltou que o cronograma previsto para a conclusão das obras está mantido.

    A Concessionária Porto Novo, que administra as obras na Região Portuária da cidade, informou que, aparentemente, uma parcela dos tralhadores aderiu ao movimento. A concessionária esclareceu “que mantêm um diálogo permanente e aberto com os seus integrantes” e aguarda o resultado das negociações do Acordo Coletivo entre o sindicato patronal e o que representa os trabalhadores que atuam em obras de construção pesada.

    Em nota, o Consórcio Engenhão informou que cumpre “rigorosamente a legislação trabalhista em vigor e confia na continuidade dos entendimentos para a retomada imediata das atividades”. Eles também afirmam que aguardam o resultado das negociações entre as partes.

    O representate do sindicato dos trabalhadores confirmou a presença na audiência de conciliação marcada para sexta-feira. ” Nosso pedido inicial foi de 15% de aumento e nas reuniões com os patrões fomos reduzindo até chegar a 8,5%. Eles não aceitam e estão irredutíveis”, afirmou.

    A diretora do sindicato que representa as empresas não quis confirmar o valor que foi oferecido aos trabalhadores durante as negociações.

    Fonte: G1

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