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    Taxa de desemprego diminui na Região Metropolitana de Salvador

     

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    As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela SEI em parceria com o Dieese, Seade e a Setre, mostram que, em outubro, a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador diminuiu, ao passar de 17,5% para 17,3% da População Economicamente Ativa (PEA). Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto passou de 12,8% para 12,6% e a de desemprego oculto permaneceu estável em 4,7% (Gráfico 1).

     

    Em outubro, o contingente de desempregados foi estimado em 322 mil pessoas, 3 mil a menos que no mês anterior. Esse resultado deveu-se ao aumento na ocupação (9 mil pessoas), em número superior ao do pequeno crescimento na PEA (6 mil).  No mês em análise, a taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de  pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – passou de 58,1% para 58,2%.

     

    O contingente de ocupados apresentou leve aumento em outubro (0,6%), passando de 1.532 mil para 1.541 mil pessoas. Segundo os principais setores de atividade econômica analisados, houve crescimento no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (10 mil ou 3,6%) e, com menor intensidade, no setor de Serviços (3 mil ou 0,3%), relativa estabilidade na Construção (1 mil ou 0,7%) e redução na Indústria de transformação (5 mil ou 4,1%).

     

    Segundo o tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados aumentou no mês de outubro (16 mil ou 1,5%). O nível ocupacional se elevou no setorprivado (15 mil ou 1,7%) e, em menor medida, no setor público (2 mil ou 1,3%). Nosetor privado, o número de ocupados cresceu entre aqueles com carteira assinada (16mil ou 2,1%) e reduziu entre os sem carteira (-1 mil ou -0,9%). Registrou-se aumentono contingente de trabalhadores autônomos (3 mil ou 1,0%) e decréscimo nocontingente de empregados domésticos (7 mil ou 5,3%) e no de trabalhadores doagregado Outras posições ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (3 mil ou 4,7%).

     

    No mês de setembro, o rendimento médio real aumentou para os ocupados (0,8%) e para os assalariados (0,7%). Seus valores passaram a equivaler R$ 1.243 e R$ 1.338, respectivamente.

     

    No mesmo período, a massa de rendimento médio real elevou-se para os ocupados

    (1,9%) e para os assalariados (1,5%). Nos dois casos, o resultado derivou do aumento no nível ocupacional e, em menor proporção, do acréscimo no rendimento médio real.

     

    Em relação a outubro de 2013, a taxa de desemprego total aumentou, ao passar de 17,1% para os atuais 17,3% da PEA. Esse resultado deveu-se ao acréscimo do

    desemprego aberto, de 12,5% para 12,6% somado à elevação do desemprego oculto, de 4,6% para 4,7%.

     

    No mesmo período, o contingente de desempregados ficou estável em 322 mil pessoas, como resultado da combinação entre os movimentos de saída de pessoas da População Economicamente Ativa e do contingente de ocupados em números idênticos (18 mil). A taxa de participação diminuiu de 59,8% para os atuais 58,2%.

     

    Nos últimos 12 meses, o número de ocupados decresceu 1,2 passando de 1.559 mil pessoas para 1.541 mil. Entre os principais setores de atividade

    econômica analisados, o nível ocupacional elevou-se nos Serviços (25 mil ou 2,7%) e na Construção (3 mil ou 2,0%); e reduziu-se no Comércio e reparação de veículos

    automotores e motocicletas (20 mil ou 6,5%) e na Indústria de transformação (20 mil ou 14,7%).

     

    Segundo a posição na ocupação, nos últimos 12 meses, o emprego assalariado ficou relativamente estável (+2 mil ou +0,2%), devido à diminuição do emprego no setor privado (7 mil ou 0,8%) e ao aumento no setor público (9 mil ou 6,2%). No setor privado, registrou-se aumento no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (8 mil ou 1,0%) e decréscimo no de sem carteira (15 mil ou 12,2%). Houve aumento no agregado Outras posições ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (2 mil ou 3,4%), decréscimo no contingente de trabalhadores Autônomos (22 mil ou 6,9%), e estabilidade no número de empregados Domésticos.

     

    Fonte: DIEESE