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Alimentos pressionam a inflação em fevereiro
Em fevereiro, a variação do custo de vida no município de São Paulo foi de 0,61%, segundo cálculo do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.
A taxa é 1,34 ponto percentual (p.p.) menor do que a de janeiro, de 1,95%. Os grupos que mais influenciaram a variação do mês foram Alimentação (1,26%), Saúde (0,78% ), Equipamento Doméstico (0,51%) e Transporte (0,44%)
e que, juntos contribuíram com 0,57 p.p. no cálculo da taxa de fevereiro.
No grupo Alimentação (1,26%) foram verificadas elevações nos alimentos
in natura e semielaborados (2,49%) e na alimentação fora do domicílio (0,97%).
Já na indústria da alimentação houve redução de -0,16%. No grupo da
Saúde (0,78%) , as altas mais expressivas ocorreram na assistência médica (0,93%) e em menor intensidade, nos medicamentos e produtos farmacêuticos
(0,08%).
No grupo Equipamento Doméstico (0,51%), os aumentos ocorreram nos móveis (1,33%) e utensílios (0,98%), uma vez que a rouparia diminuiu (-1,48%) e o subgrupo eletrodomésticos ficou relativamente estável (-0,01%).
No grupo Transporte (0,44%) , os reajustes dos combustíveis seguiram pressionando o transporte individual (0,64%) enquanto o transporte coletivo não variou.
A desagregação dos itens que compõem o subgrupo produtos in natura e semielaborados, do grupo Alimentação (1,26%) , revela comportamento bastante diversificado:
• Hortaliças (20,41%) – o calor excessivo elevou o preço das hortaliças. As variações oscilaram entre 12,71% verificada no item cheiro verde e temperos e 25,01% na alface;
•Legumes (12,24%) – as maiores variações foram detectadas no chuchu (32,68%), vagem (19,73%) e berinjela (16,80%);
• Frutas (6,19%) – algumas frutas tiveram elevação expressiva em suas taxas, com destaque para o pêssego (12,73%), ameixa (9,80%), laranja (9,46%) e melancia (9,06%). O abacate (-18,98%), a pêra (-6,11%) e o limão (-4,29%) apresentaram queda;
• Raízes e Tubérculos (2,53%) – foram encontradas altas significativas para beterraba (17,87%), cenoura (12,25%), mandioca (3,14%) e cebola (2,84%) e retração no preço da batata (-0,50%) e mandioquinha (-0,20%);
• Carnes (1,28%) – houve elevação do preço da carne bovina (1,36%) e redução na suína (-0,34%);
•Leite in natura – foi verificado aumento de 0,56%;
• Grãos (-0,62%) – o recuo de -5,34% no preço do feijão mais do que compensou a alta de 1,03% no arroz e de 2,55% em outros grãos;
• Aves e ovos (-1,85%) – houve decréscimo nos preços das aves (-2,96%) e aumento nos dos ovos (3,34%).
No subgrupo indústria da alimentação (-0,16%) as variações não foram expressivas, com destaque para os decréscimos no açúcar (-3,34%) e no leite longa vida (-2,91%). Na alimentação fora do domicílio (0,97%) os reajustes foram: refeição principal (1,04%) e lanches (0,88%).
Fonte: DIEESE