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Destaques do dia

    Comitê do Setor Elétrico diz que é baixo o risco de faltar energia em 2014

    Numa demonstração de que aumentou a preocupação do governo com a crise no setor elétrico, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que reúne a cúpula da área, alterou nesta quarta-feira a classificação de risco de escassez de energia no país este ano. O risco, que em fevereiro era considerado “baixíssimo”, passou a ser “baixo”. Esse risco varia de acordo com o nível de chuvas nos reservatórios das hidrelétricas nos próximos meses. Apesar da reavaliação, o governo assegura que o sistema permanece em “equilíbrio estrutural” entre oferta e demanda, o que excluiria a necessidade de se decretar um racionamento de energia elétrica.

    A mudança de tom contrasta com as declarações feitas no início do ano pelo ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, que por mais de uma vez garantiu ser “zero” o risco de um possível racionamento de energia no país este ano.

    Em 13 de fevereiro, na última reunião do CMSE, uma nota lida pelo secretário trazia a seguinte frase: “Portanto, a não ser que ocorra uma série de vazões (água que chega aos reservatórios) pior do que as já registradas, evento de baixa probabilidade, não são visualizadas dificuldades no suprimento de energia elétrica no país em 2014”. Na nota lida hoje, consta a mesma oração, com a diferenciação no advérbio.

    Apesar do aumento do risco, o governo defendeu o equilíbrio estrutural do sistema elétrico e que “as avaliações prospectivas de desempenho do sistema confirmam a garantia do suprimento do ano de 2014, uma vez que se dispõe atualmente de um parque de geração termelétrico significativo, que deve e vem sendo utilizado sempre que necessário, como complementação à geração hidrelétrica”.

    Em informe divulgado no site do Ministério de Minas e Energia (MME) no fim desta tarde, após o término da reunião do CMSE, o ministro Edison Lobão, “comemorou” que o governo mantém tranquilidade quanto à oferta de energia elétrica no país atualmente.

    — Houve pequena melhora nas condições gerais de abastecimento, embora desejássemos um quadro ainda melhor, mas temos a tranquilidade de que não faltará energia no país.

    Na nota lida hoje, a cúpula do setor elétrico disse que o início do período úmido de 2014 caracterizou-se pela presença persistente de um sistema de alta pressão no oceano (Atlântico), próximo da região Sudeste, que vinha impedindo o avanço de frentes frias vindas do Sul. “Com isso, não ocorreram chuvas previstas nas principais bacias hidrográficas, onde se localizavam os reservatórios das hidrelétricas.”

    Segundo a interpretação do governo, porém, “desde a segunda quinzena de fevereiro, esse fenômeno climático vem se enfraquecendo, propiciando a entrada de frentes frias vindo do Sul e do Centro-Oeste, embora sem a formação da zona de convergência do Atlântico Sul”.

    FONTE: O Globo

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