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    Mercado de trabalho segue aquecido, diz FGV

     

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    O mercado de trabalho continua aquecido e, apesar das oscilações mês a mês, apresenta estabilidade na análise de longo prazo, avaliou o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). “Há menor geração de vagas, mas a taxa de desemprego continua baixa”, afirmou.

    A inclusão de um número cada vez menor de pessoas no mercado de trabalho (em função do resultado demográfico do Brasil nos últimos tempos) tem contribuído para a manutenção de níveis baixos de desemprego, uma vez que exige um ritmo de geração de vagas menos intenso, analisou Barbosa Filho. Em 2013, a taxa de desocupação deve ser semelhante à média do ano passado, de 5,5%.

    Em outubro, segundo a FGV, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) recuou 1,9%, enquanto o Indicador Antecedente de Emprego avançou 1,2% (ambos em relação a setembro). Os resultados significam melhora na percepção em relação ao mercado de trabalho, tanto na situação atual, quanto no futuro. Os setores de serviços e indústria de transformação foram os que mais se mostraram otimistas em relação a novas contratações.

    Próximos meses 

    Nos próximos meses, ele observa que o desemprego pode reduzir além dos atuais 5,4%, taxa apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para setembro. As razões seriam os efeitos sazonais, o que inclui serviços temporários característicos da época de fim de ano. “Apesar disso, acho difícil baixar além dos níveis do ano passado, que foram os menores da série histórica”, observou Barbosa Filho. Em dezembro de 2012, a taxa de desemprego ficou em 4,6%.

    O economista não vê mudança abrupta de cenário nos próximos meses. “O ano que vem ainda será um ano bom, com Copa do Mundo e eleições, que devem gerar emprego temporário”, disse. Para ele, os ajustes mais severos do mercado de trabalho devem ficar só para 2015, quando a taxa de desemprego ganhará impulso de alta.

    Fonte: Folha de Londrina