Mantega diz que desonerações vão acabar em 2014
Respondendo à pergunta se a economia brasileira viveria um inferno astral, o ministro Guido Mantega disse, em entrevista ao jornal o Globo, que não considera a expressão apropriada, mas que certamente setembro foi o pior mês do ponto de vista da política fiscal.
“Tivemos um gasto de INSS maior por causa de décimo terceiro e de gastos extraordinários, e a conta pelo uso das usinas térmicas foi de R$ 2,5 bilhões, por causa da seca. O governo está pagando para não subir a tarifa (de luz), o que prejudicaria a indústria, o comércio e o consumidor. Além disso, a receita está menor por duas razões. Primeiro, o crescimento (do PIB) em 2012 foi menor e, com isso, arrecada-se menos. Segundo, para propiciar uma recuperação, fizemos desonerações (de tributos). Mas a situação é passageira, e o resultado primário será positivo em outubro, novembro e dezembro”, disse o ministro.
Mantega disse, no entanto, que o resultado fiscal vai melhorar porque muitas desonerações podem ser retiradas em 2014. Segundo ele, única que vai até 2014 é a da folha de pagamento. Em relação ao reajuste da gasolina disse que a fórmula apresentada pela Petrobras tem que ser muito bem elaborada para não indexar a economia.
Segundo ele, a Petrobras não foi usada politicamente para segurar preços e a inflação e disse que antes de maio, os preços estavam alinhados. “Houve três reajustes de gasolina e diesel. A gasolina estava empatando com o mercado externo e o diesel, até mais caro. O que desalinhou? O câmbio e o Fed”, concluiu o ministro.
Fonte: O Globo
