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    Universidades estaduais anunciam paralisação

     

    Uneb

     

     

    As Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) anunciaram na quarta-feira  (06) a paralisação de suas atividades acadêmicas nesta quinta-feira (07). A ação conjunta de Uneb, Uefs, Uesb e Uesc  tem como objetivos a denúncia do déficit orçamentário; a reivindicação de, no mínimo, 7% de Receita Líquida de Impostos (RLI); contra o Decreto 14.710, que causa impacto financeiro nas Ueba; e contra a previsão de corte orçamentário de R$ 12 milhões, previsto para 2014.

    Segundo informações da Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia (Aduneb), a demanda de 7% da RLI, reivindicada desde 2010, é necessária para suprir as demandas de expansão dos cursos de graduação, pós-graduação, pesquisa, extensão, ampliação dos programas de permanência estudantil, elaboração do plano de cargos e salários do segmento técnico-administrativo, entre outros pontos.

    Ainda de acordo com a Aduneb, o repasse do estado neste ano foi de apenas 4,87% da RLI. Para 2014, a previsão orçamentária é de 4,92%. Além disso, no próximo ano, serão cortados das Ueba cerca de R$ 12 milhões em investimento e custeio. Só na Uneb a redução será de R$ 2,88 milhões. Em agosto deste ano, o governo publicou decreto 14.710 que prevê o contingenciamento de recursos do estado.

    Para a diretora da Associação, Zózina Almeida, a crise financeira ultrapassa os muros da universidade. “A escassez de recursos leva as Ueba a não conseguirem honrar com os pagamentos já comprometidos. O problema afeta desde a não remuneração dos prestadores de serviço e fornecedores, até a suspensão do pagamento de direitos trabalhistas”, afirma.

    No mês passado, professores e reitores das quatro universidades estaduais se reuniram com representantes das secretarias da Educação e Relações Institucionais. Mas, segundo a Aduneb, o governo não se sensibilizou com o problema. Outra paralisação já está marcada para o dia 11 de dezembro. Além disso, uma greve realizada em conjunto por toda a comunidade acadêmica, para o início do ano letivo de 2014, não está descartada.

    Fonte: Bahia Econômica

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