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    Fraudes no seguro-desemprego acumulam R$ 56 milhões em desvios

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    As fraudes, cometidas sobretudo por empresas, são o principal motivo da disparada dos gastos do governo com o seguro-desemprego, afirmou nesta segunda-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega, depois de se reunir com os dirigentes das principais centrais sindicais para discutir o assunto em São Paulo. Em apenas três operações da Polícia Federal (PF) sobre fraudes no seguro-desemprego, entre novembro de 2012 e setembro deste ano, foi identificado o desvio de R$ 56 milhões em pagamento de auxílios indevidos. O aumento dos gastos com seguro-desemprego tem pressionado as contas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

    – Que existe fraude, todos nós sabemos, e temos que coibir. Me parece que a iniciativa é dos empregadores. Não acredito que seja iniciativa dos trabalhadores – disse Mantega, ao sair do encontro com os dirigentes sindicais.

    Investigações da PF apontaram a formação de uma quadrilha especializada em Pernambuco, que acessava o Sistema Nacional de Emprego (Sine) com números de processos trabalhistas inexistentes e falsos vínculos empregatícios.

    Um outro esquema de fraudes foi descoberto no Pará, com a participação de servidores do Ministério do Trabalho, da Caixa Econômica Federal e do Sine, além de políticos locais para fraudar o seguro destinado a pescadores artesanais no estado. Em São Paulo, foi presa uma quadrilha, que teria desviado mais de R$ 30 milhões, usando nomes de empresas e beneficiários fictícios.

    Segundo Mantega, o governo agora vai “investigar profundamente” as causas do aumento das despesas com o seguro-desemprego e o abono salarial, que devem chegar a R$ 47 bilhões este ano, o equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos). A alta desses gastos é um dos motivos para a piora nas contas do FAT que, como o GLOBO revelou no último dia 28, terá déficit recorde de R$ 7,2 bilhões este ano.

    – O seguro-desemprego aumenta atipicamente no Brasil, um país com níveis de pleno emprego – afirmou.

    De acordo o IBGE, a taxa de desemprego ficou em 5,4% em setembro. Os pagamentos do seguro em outubro somaram R$ 2,6 bilhões, bem acima do R$ 1 bilhão pago em setembro, segundo dados do Ministério de Trabalho e Emprego.

    Fonte: O Globo

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