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    Cinco construtoras são suspeitas de pagar propina para diminuir o valor do ISS de empreendimentos em São Paulo

     

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    Após a prisão na última quarta-feira (30) de quatro servidores públicos da Prefeitura de São Paulo denunciados por integrar uma quadrilha que cobrava para liberar empreendimentos imobiliários na capital, pelo menos cinco incorporadoras foram acusadas de participar do esquema: Trisul, BKO, Tarjab, Alimonti e Brookfield. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Na última sexta-feira (1), inclusive, um diretor de construções da Brookfield teria confirmado ao Ministério Público que pagou ao grupo de servidores presos R$ 4.124.658,22 para liberar 20 empreendimentos. A assessoria de imprensa da Brookfield, no entanto, disse que a empresa não se pronunciará sobre o caso.

    Pelo esquema, os servidores cobravam comissões para que os empreendedores pagassem menos Imposto sobre Serviços (ISS) para a concessão do “Habite-se” das construções. Os crimes aconteceram entre 2007 e 2012, durante a gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab e o rombo aos cofres municipais é estimado entre R$ 200 milhões e R$ 500 milhões.

    De acordo com publicação do O Estado de S. Paulo, as construtoras Trisul, BKO e Tarjab estão sendo acusadas de pagar valores em dinheiro aos fiscais presos. Já a Alimonti chegou a atuar com o grupo, mas recorreu a outro auditor da Prefeitura após desentendimentos. A construtora Brookfield, por sua vez, teria imposto dificuldade para o envio das notas e, por esta razão, os fiscais abriram empresas para receber transferências bancárias.

    A nossa reportagem questionou as outras construtoras sobre o caso. A Tarjab informou, em nota, que ainda não recebeu nenhuma comunicação oficial do Ministério Público sobre investigação ou denúncia formal relacionada ao tema. De acordo com a empresa, ela se posicionará oficialmente a partir da análise de documentos formais que porventura existirem.

    Em nota, a BKO também informa que até a presente data não foi notificada sobre qualquer investigação e só se pronunciará se isso ocorrer. A Trisul, por sua vez, disse que desconhece o teor da investigação que tramita no Ministério Público e que não foi instada a prestar esclarecimentos. Ressalta, ainda, que observa as melhores práticas de governança corporativa, cumprindo todas as suas obrigações perante as autoridades públicas. A empresa afirma também que se mantém à disposição das autoridades para colaborar no esclarecimento dos fatos.

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