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Com mais de 1.000 escolas ocupadas no Brasil, estudantes convocam dia de luta nesta segunda
Desde o ano passado, o movimento estudantil vem ocupando escolas como forma de impedir retrocessos na educação do país. Por isso, as entidades dos estudantes brasileiros marcaram para a segunda-feira (24), o Dia Nacional de Luta do Movimento Educacional para agrupar todos os estudantes do país, que já ocupam cerca de 1.000 escolas, 820 estaduais somente no Paraná até o momento.
“Estamos convocando todos os movimentos envolvidos com a defesa da educação pública para a realização de protestos em todo o país, com mais e mais ocupações de escolas para barrarmos os projetos que liquidam com os nossos sonhos”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), que convoca o ato juntamente com a União Nacional dos Estudantes (UNE).
A líder estudantil se refere à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241-16, que congela por 20 anos os investimentos em educação, saúde e serviço social. Ou seja, acaba com todos os projetos sociais no país e ainda congela os salários dos servidores públicos municipais, estaduais e federais por duas décadas.
Lanes critica também a medida provisória 746, que reforma o ensino médio. “Todos esses projetos golpistas são para acabar com as conquistas do povo. Estão entregando o nosso petróleo para petrolíferas estrangeiras, estão acabando com as nossas escolas e com a saúde pública”.
Ela lembra também da Lei da Mordaça, ou Escola Sem Partido, que visa a “robotização da juventude, retirando do currículo matérias essenciais para o desenvolvimento do pensamento como Filosofia, Sociologia e Artes e ainda Educação Física”.
Por isso, justifica a presidenta da Ubes, os estudantes estão “ocupando as escolas como forma de resistência à destruição dos nossos direitos”. Em vários estados, os estudantes ocupam escolas e nesta quinta-feira (20), jovens ocuparam a Câmara de Vereadores de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Fonte: Portal CTB