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    Termina greve dos bancários no Distrito Federal e nos 26 estados

    Bancários do Distrito Federal e dos 26 estados do Brasil decidiram na noite desta quinta-feira (6) encerrar a greve de 31 dias dos bancos. Funcionários da Caixa Econômica Federal ainda mantém paralisação em alguns estados por não aceitarem a proposta do banco. Em Brasília, a categoria se reuniu no início da noite, no centro da capital federal, em assembleia para analisar as propostas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Caixa e Banco do Brasil, que tiveram aprovação da maioria.

    Com o fim da paralisação, as agências voltam a funcionar normalmente nesta sexta-feira (7). Os bancos enviaram três propostas à categoria, que aceitou a terceira, apresentada Fenaban, com reajuste salarial de 8%, em 2016 e abono de R$ 3.500. A proposta inclui aumento de 10% no vale refeição e no auxílio-creche-babá e de 15% no vale alimentação. Os bancos também se comprometeram a garantir aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas. O acordo tem validade de dois anos. Para 2017, os salários serão reajustados pela inflação (INPC/IBGE), mais 1% de aumento real.

    “Ainda que nós tivéssemos feito críticas sobre a perda, a derrota que sofremos nessa greve, uma perda salarial em 2016, o comando nacional dos bancários decidiu por encerrá-la. Continuar a paralisação exclusivamente em Brasília exporia os trabalhadores bancários daqui a uma série de retaliações e possibilidade de derrota ainda maior do que a que nós temos hoje, porque a greve chegou a uma situação de exaustão. Foi uma greve heróica, no quadro de um golpe, com mais de 30 dias, em que a população e os bancários sofreram muito. Nós temos que ter nesse momento um olhar de responsabilidade sobre a categoria, num momento em que conseguimos uma vitória emblemática – pela primeira vez, desde 2004, os bancários grevistas não terão de pagar os dias da sua greve. Nós obtivemos importantes vitorias nessa negociação, que girou em torno da reestruturação e do emprego, questões centrais dos bancos públicos”, disse o bancário Paulo Vinicius (PV), dirigente da CTB no Distrito Federal.

    Para PV, os avanços obtidos não encerram a luta da classe. “Há vitórias e derrotas no curso desse acordo que obrigam a mudança do modelo de greve e colocam no centro a questão dos bancos públicos e do papel do Banco do Brasil, da Caixa e do BRB, que devem colocar ainda este ano suas pautas específicas – a defesa do banco público, a luta contra a privatização e contra o golpe como questões centrais que podem justificar uma greve nos bancos públicos em 2017. Essa questão não está solucionada, então isso aqui não é uma desistência da luta. Isso aqui é um passo atrás para dar dois passos adiante, com outro nível de engajamento e de mobilização da categoria na greve”, afirmou.

     

     

    De Brasília, Ruth de Souza – Portal CTB

    Fotos: Ruth de Souza