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Valor da cesta básica aumenta em todas as capitais em 2015; construção civil tem recuo
Ao longo de 2015, o valor acumulado da cesta básica aumentou em todas as 18 capitais onde o levantamento é realizado, informou o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos foi verificado em Porto Alegre (R$ 418,82), seguido de Florianópolis (R$ 414,12) e São Paulo (R$ 412,12). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 296,82) e Natal (R$ 309,92).
As maiores altas do ano no valor da cesta foram registradas em Salvador (23,67%), Curitiba (22,78%), Campo Grande (22,78%), Aracaju (20,81%) e Porto Alegre (20,16%). As menores variações ocorreram em Manaus (11,41%) e Goiânia (11,51%).
Em 2015, seis produtos tiveram seus preços elevados, em média, em todas as cidades: carne bovina, tomate, pão francês, café em pó, açúcar e óleo de soja. Já o valor do arroz, leite e manteiga subiu em 17 localidades. A batata, por sua vez, subiu em todas as 10 capitais em que é pesquisada.
Salário mínimo
Em dezembro de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.518,51 ou 4,47 vezes o mínimo em vigor, de R$ 788,00.
O Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário com base no total apurado para a cesta mais cara e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Construção civil
O custo da construção de um metro quadrado teve uma leve queda em 2015 em relação ao ano anterior. O índice nacional da construção civil (Sinapi) teve alta de 0,06% em dezembro, mas apesar da alta, os números representam, desaceleração em relação a 2014 – a inflação do preço da construção fechou 2015 em 5,50%, sendo que o acumulado no ano de 2014 foi 6,20%.
Segundo o IBGE, os resultados de 2015 registraram variação de 3,78% nos materiais, enquanto o acumulado da parcela do custo referente aos gastos com mão de obra teve alta de 7,55%, ambas inferiores aos do ano anterior. Em 2014, a parcela dos materiais fechou em 4,90% e a mão de obra, em 7,74%.
Fonte: Portal CTB
