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    Barcarena-PA: Chapa classista da construção civil dá de goleada

     

    Trabalhadores votam chapa 3 e fazem festa 3

     

     

    Depois de 4 anos os trabalhadores de Barcarena encerram período de intervenção de junta nomeada pela justiça do Pará no SINTRACONBA – Sindicato dos Trabalhadores  da Construção Civil de Barcarena e Abaetetuba. Com uma vitória esmagadora a chapa 3 “Mudar para Avançar – CTB”, com 605 votos derrotou a chapa 2 da situação – UGT, que obteve apenas 333 votos.

    A importância de Barcarena

    O município de Barcarena é um importante polo industrial do Pará, onde estão instaladas as empresas Albrás e Alunorte, que são a 8ª maior fábrica de alumínio do mundo, e a Alunorte, a maior planta internacional de alumina. Só essas empresas em 2009 representaram um faturamento bruto conjunto de 4,2 bilhões de reais e um lucro de R$ 385 milhões e ativos de R$ 9,4 bilhões, patrimônio líquido de R$ 6,5 bilhões e capital social alcançando R$ 4,1 bilhões.

    É nestas empresas que atuam a maioria dos trabalhadores da construção civil da base do SINTRACONBA, através de empresas terceirizadas.

    A luta do novo contra o velho sindicalismo10257304_716744271720233_6744983987715252869_n

    Foi um processo complicado, onde iniciou a disputa com 3 chapas, a chapa 1 ligada a Força Sindical e a chapa 2 da UGT. Essas duas chapas dividiam o controle da entidade desde a intervenção e a chapa da UGT ocupava a entidade há cerca de 22 anos, com a prática de um sindicalismo atrasado, de conchavos com a patronal.

    Essas duas chapas tentaram impedir o registro da chapa 3 “Mudar para Avançar – CTB”, de oposição, pois sabiam do desgaste que acumulavam entre os trabalhadores e o que representava uma chapa formada por lideranças classistas, jovens trabalhadores integrantes de CIPA e que debatiam nos locais de trabalho os direitos da categoria.

    A CTB, através do escritório JJ Geraldo, conseguiu judicialmente derrubar o veto da Comissão Eleitoral ao pedido de inscrição da chapa e no dia 29 de maio ocorreu o primeiro turno que teve o seguinte resultado: Chapa 3 – CTB: 393 votos; chapa 2 – UGT: 293 votos e chapa 1 – FS: 199 votos. Dessa forma, como a chapa 3 – CTB venceu a eleição sem atingir o percentual de 50% + 1 dos votos, de acordo com o estatuto, ocorreu a necessidade de segundo turno, que aconteceu no dia 25.06.

    Festa na Alunorte10330237_716759185052075_8368424942834519885_n

    Aproximadamente às 00h30, do dia 26.06, quando a apuração mostrava a vitória da chapa 3 os trabalhadores na Praça em frente à sede do Sindicato, na Vila dos Cabanos fizeram uma bela festa, com fogos e musica. Dentro da Alunorte os operários receberam a informação e comemoraram em clima de festa, de verdadeira decisão de Copa do Mundo, com a consagradora vitória da chapa 3 “Mudar para Avançar”, que obteve 605 votos (64,4%), de um total de 939 eleitores.

    Imediatamente depois de encerrada a apuração a Comissão Eleitoral indicada pela Justiça da Comarca procedeu a posse da nova diretoria quando a lideranças sindicais presentes registraram o sentimento de mudança classista em Barcarena.

    A Solidariedade é marca de classe

    O diretor da Federação dos Trabalhadores da Construção Civil da Bahia Edson parabenizou sua alegria em vir acompanhar esta eleição e ajudar a vitória da chapa classista. O diretor da CTB Moacir Martins agradeceu o apoio recebido da CTB e de sua coordenação do ramo da construção civil e de diversos sindicatos, como a Fetracom Ba, SINTRACOM BA – Sindicato dos Trabalhadores na Construção da Bahia, de ITABUNA, de Juazeiro Ba; de Santo Amaro Bahia; do Extremo Sul da Bahia; do Oeste da Bahia; de Santo Antônio de Jesus Ba; de Ilhéus Bahia; de Serrinha e Teofilândia Bahia; de Canavieiras Ba; de Feira de Santana Bahia; de Vitória da Conquista Bahia; da Construção de Ladrilhos Hidráulicos de Salvador Bahia;  do Vale do Rio de Contas Bahia; na Indústria de Extração de Mármores de Pedreiras da Bahia; de Eunápolis e Cidades Circunvizinhas Bahia; do SINDMARCINEIROS – Sindicato dos Marceneiros de São Paulo e de sindicatos  no Pará.

    posseA CTB Pará, através de seu presidente estadual Marcão Fonteles, registrou a certeza de que esse momento representa muito para a classe trabalhadoras paraense. É mais que uma simples eleição, é uma demonstração da necessidade da materialização do sindicalismo classista. Marcão agradeceu a todos os trabalhadores que votaram na chapa da mudança, parabenizou os componentes da chapa cetebista pela ousadia de formar uma chapa classista e agradeceu a cada um dos que tornaram possível a essa importante vitória, como o conjunto dos diretores da CTB paraense que transformaram Barcarena, distante cerca de 120 km de Belém, em seu local de trabalho,

    Na última semana cerca de quarenta diretores da CTB Pará e sindicatos filiados acompanharam os sindicalistas da Chapa 3 na visita aos trabalhadores nos locais de trabalho, divulgando as propostas da chapa e ajudando a organizar a mudança.

    Estiveram presentes, além dos sindicalistas de outros estados como Bahia e Rio de Janeiro, dirigentes da Federação das Trabalhadoras Domesticas da Região Amazônica e dos sindicatos das Trabalhadoras Domesticas do Pará; SINDIFORTE PA – Sindicato dos Trabalhadores de Carro Forte do Pará; SINDELPA – Sindicato dos Eletricitários do Pará; SINDFEPA – Sindicato dos Servidores Público das Fundações do Pará; SIDIVIPAR Sindicato dos Vigilantes de Parauapebas; SERVIMAR – Sindicato dos Servidores Públicos de Marabá; Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Castanhal PA; SINDIMAR – Sindicato dos Trabalhadores Marítimos Pará; SINDIVIPAS – Sindicato Vigilantes Municipais de Barcarena Pará; UJS- União da Juventude Socialista – Pará e o apoio classista e jurídico do  Escritório  de Advocacia J.J. GERALDO.

    As velhas práticas receberam o recado das urnasfila

    Após o primeiro turno a chapa da situação, apoiada pela UGT, entrou em desespero, passando a utilizar a pratica do banditismo sindical, chegando a ameaçar de morte membro da chapa 3 e, através do dirigente da Federação dos Trabalhadores da Construção do Pará e da UGT, o Senhor Iran, que utilizou um discurso velho e desgastado do anticomunismo preconceituoso, quando acusou a chapa, agora diretoria, eleita de ser formada por comunistas e serem sem religião.

    Foi uma eleição dura e em condições bastante adversas, realizada nas calçadas, acostamentos, e pontas de rua já que a direção antiga do Sindical servil aos patrões não entra nos locais de trabalho, onde ocorrem condições de trabalho desgastante e insalubres, o dirigente Cleber Rezende, secretário geral da CTB Pará manifestou que esperava que esta fosse a última eleição, a última atividade deste Sindicato realizada com a marca da indignidade e do sindicalismo servil.