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    Salários no Japão têm maior ganho em 16 anos

    Grandes corporações japonesas elevaram os salários de seus funcionários em mais de 2% pela primeira vez em 15 anos. O aumento decorreu de pressões pouco habituais – do governo.

    Por Nikkei

    Os reajustes sugerem que a luta do premiê Shinzo Abe para derrotar a deflação que há uma década e meia corrói a economia japonesa está sendo bem-sucedida.

    As negociações do trimestre passado entre empregados e patrões resultaram numa elevação média do salário mensal de 2,28%, que inclui tanto aumentos automáticos quanto altas facultativas do salário-base, segundo a entidade patronal do Japão conhecida como Keidanren.

    O lobby empresarial reuniu dados comparáveis de 109 empresas com ações registradas na primeira seção da Bolsa de Tóquio (a que reúne as ações das empresas mais consagradas) e que empregam pelo menos 500 funcionários.

    Os salários subiram, em média, 7.370 ienes (US$ 72) – o maior salto dos últimos 16 anos. O aumento do ano passado foi de até 1,83%, ou 5.830 ienes.

    As 99 empresas da indústria de transformação que compõem o grupo elevaram os vencimentos em 2,35%, em média, neste ano. O maior acréscimo, de 3,18%, ou 9.258 ienes, foi concedido por empresas da área metalmecânica, como a Komatsu, fabricante de equipamentos empregados na construção civil. As montadoras vieram em seguida, com 2,59%.

    Com a aproximação da alta dos impostos sobre o consumo, que entrou em vigor em 1º de abril, o governo de Abe começou a pressionar por aumentos salariais mesmo antes do início das negociações. Muitas grandes empresas aceitaram adotar seus primeiros aumentos facultativos dos últimos seis anos, estimuladas pela revitalização dos lucros.

    Muitas empresas japonesas de pequeno e médio porte enfrentam um novo desafio: a escassez de mão de obra. Algumas “não têm alternativa senão adotar aumentos salariais defensivos” para reter os funcionários, disse Akio Mimura, presidente da Câmara Japonesa de Comércio e Indústria. O principal índice de preços ao consumidor subiu 3,4% no período de 12 meses encerrado em maio, ultrapassando o aumento salarial. A renda das famílias dependentes do trabalho assalariado caiu 4,6% em termos reais, registrando seu oitavo mês consecutivo de retração, segundo demonstrou um relatório preliminar do governo.

    Os bônus de verão (o terceiro trimestre, no Hemisfério Norte) poderão constituir um bem-vindo impulso ao consumo. Masayuki Kichikawa, economista-chefe para o Japão da Merrill Lynch Japan Securities, prevê uma grande elevação dos bônus, seguida pela recuperação dos gastos pessoais.

    O governo espera que as reuniões deste ano com empresas e representantes dos trabalhadores, em conversações tripartites, pressionarão as empresas a aumentar os salários no trimestre de março a junho do ano que vem.

     

    Fonte: Força

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