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Governo e oposição travam batalha nos bastidores da Câmara
A volta do recesso parlamentar, hoje (1), iniciou com a leitura no plenário do parecer aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), cujo teor, ao contrário do que a proposta do relator indicava, não autoriza a continuidade do andamento do processo por corrupção passiva, contra Michel Temer.
Concluída a leitura, Temer será notificado pela Câmara e, nesta quarta-feira (2) o plenário deverá analisar o relatório decorrente da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que requer abertura de inquérito contra o chefe do executivo.
Temer foi acusado pela PGR pelo crime de corrupção passiva, na delação de Joesley Batista, que apresentou gravações onde o presidente estaria negociando mesada para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Segundo a denúncia, Temer era beneficiário de valores entregues ao ex-deputado e ex-assessor especial da Presidência da República, Rodrigo Rocha Loures (PMDB/PR)
Para o prosseguimento do processo é necessário que 2/3 dos deputados (342 do total de 513) estejam presentes na sessão da Câmara que analisará o caso.
Oposição exige voto aberto
A oposição considera que o papel de dar quórum à sessão é do governo, que tem pressa em votar o tema e liquidar a fatura, para evitar que a população tome conhecimento dos parlamentares que estão “salvando a pele de Temer” e se levante contra eles, impedindo-os de se elegerem futuramente.
Por isso, a exigência do voto aberto e nominal é critério exigido pela oposição. “Queremos que os deputados coloquem suas digitais, um a um, para que a população saiba quem é quem na Câmara dos Deputados e possa fazer sua avaliação de como se comportam seus representantes”, disse, agora à tarde, a líder do PCdoB na Câmara, Alice Portugal.
A oposição promete usar de todos os recursos regimentais para garantir que seja aprovada a continuidade do processo de investigação. Ao mesmo tempo, conclama que a sociedade acompanhe passo a passo a sessão de amanhã e continue fazendo pressão sobre os deputados para que não permitam que a investigação seja arquivada.
Fonte: Portal CTB