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    Efeito da crise internacional atingiu o “fundo do poço”, diz ministro

    O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, reconheceu hoje que o país passa por momento de dificuldades, mas avaliou que a desaceleração da economia brasileira foi puxada por uma crise internacional que já dura sete anos.

    Em congresso organizado pelo Instituto Aço Brasil (IABr), em São Paulo, o ministro ressaltou que os efeitos dessa crise já chegaram ao “fundo do poço”. “Vivemos um período de grandes dificuldades no cenário externo, com impacto sobre Brasil”, afirmou Borges, acrescentando que a economia global está no sétimo ano de recessão global, se excluído o crescimento da China.

    Segundo o ministro, o mundo tem crescido, desde 2008, numa média de 3,5%, mas quando se exclui a China da conta, o resultado é de quase estagnação no período. “A economia mundial passa por dificuldades. Mas estamos acima da média de crescimento dos últimos sete anos”, afirmou Borges, apontando ainda que o desafio da recuperação econômica global é o maior desde a Grande Depressão americana da década de 30.

    O ministro destacou que o Brasil demorou para sentir o impacto mais forte da crise. “Fomos bem até 2010”, disse. Depois deste ano, os efeitos da recessão global reduziram o ritmo de crescimento da economia brasileira, afirmou o ministro.

    Apesar disso, Borges considerou que a economia brasileira não vive processo recessivo que possa desorganizar o processo produtivo do país. “Estamos sobrevivendo à crise com grande capacidade de resposta. Essa é uma diferença em relação às três crises internacionais enfrentadas no fim do século passado”, disse.

    A um público formado, principalmente, por executivos da indústria siderúrgica, Borges citou os problemas enfrentados pelo setor, como o alto custo da energia, os tributos cumulativos e a legislação trabalhista anacrônica. Porém, destacou o que tem sido feito pelo governo para aquecer a demanda, como os investimentos de R$ 193 bilhões do Minha Casa, Minha Vida e o programa de concessões que deve injetar R$ 200 bilhões na infraestrutura logística brasileira.

    Fonte: Valor

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