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    Contra demissões, metalúrgicos da CTB protestam no Salão do Automóvel

    Trabalhadores metalúrgicos da GM realizaram protesto em frente ao estande da multinacional no Salão do Automóvel, em São Paulo, na última sexta-feira (7). “As montadoras se beneficiam de mais de R$ 12 bilhões de isenção do IPI, enquanto demite 1300 trabalhadores”, denunciou Marcelo Toledo, metalúrgico ferramenteiro da GM e secretário de Formação da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal).

    O ato, organizado pela Oposição Sindical Metalúrgica CTB de São Caetano, denunciou a política antissindical da GM contra os trabalhadores. O protesto começou por volta das 15h30, quando os manifestantes vestiram camisetas verdes com palavras de ordem em papel branco, simbolizando o quadro de avisos nas fábricas. “Abra os olhos para uma nova Chevrolet”, dizia a mensagem em uma das camisetas.

    “A categoria está reagindo à pressão que a montadora faz contra os trabalhadores dia a dia dentro da fábrica. Muitos estão adoecendo”, asseverou Toledo, destacando que as empresas falam em crise com queda nas vendas, mas a realidade é bem diferente do “que eles pintam”. “Como pode haver crise, com as montadoras mandaram R$ 36 bilhões em lucros para as matrizes nos últimos anos?”, questiona o sindicalista. “Essa crise virou justificativa para demitir. Querem jogar nas costas dos trabalhadores o preço da crise que eles criaram. Não vamos aceitar”, ressaltou Toledo.

    Perseguição

    O dirigente afirmou que nesta segunda (10) a GM suspendeu o contrato (o chamado lay-off) de 850 trabalhadores, entre os quais dirigentes sindicais e cipeiros, o que é proibido por lei. “É uma postura descarada de perseguição contra integrantes da oposição praticada com apoio da atual direção do sindicato comandado pela Força Sindical”, rechaça Toledo.

    “Nossas manifestações vão continuar. Vamos manter a luta em defesa do emprego dos trabalhadores. Quanto aos cipeiros e dirigentes sindicais, nosso departamento jurídico já está tomando as devidas providências para assegurar os direitos dos companheiros e impedir esse desrespeito às leis trabalhistas”, completou ele, destacando que no Brasil políticas antissindicais são crimes e a GM não está acima da lei.

    Fonte: Vermelho

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