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    Para impedir o debate na sociedade, Temer quer apressar votação de denúncia na CCJ

     

    alice temr

     

    O parecer pela admissibilidade da investigação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crime de corrupção passiva (SIP 1/17) contra Michel Temer, apresentado na última segunda-feira (10), pelo relator, deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), começou a ser apreciado ontem (11) pela Comissão de Constituição e Justiça.

    A previsão é que o processo seja concluído e votado até sexta-feira (14), com votação, no mesmo dia, na Comissão e no Plenário da Câmara dos Deputados, informou o deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), presidente da CCJ. Na última sessão da CCJ, nove deputados da tropa de choque de Temer na Câmara apresentaram voto em separado, propondo que a Casa Legislativa não autorize a continuidade da investigação contra Temer, no STF.

    A sessão deverá ser longa, pois um acordo firmado entre os deputados da oposição e governistas prevê que será assegurado o direito de manifestação de todos os 122 integrantes da CCJ, além de outros 40 deputados não membros da comissão.

    Mesmo com acordo preestabelecido, o principal defensor de Temer na Câmara, deputado Carlos Marun (PMDB-MS) quer que seja imposto um horário limite para o encerramento da sessão.

    Oposição defende votação após recesso parlamentar

    A oposição, no entanto, acha que a pressa em votar o parecer visa impedir que o debate seja aprofundado e que a sociedade tome conhecimento da posição dos parlamentares e defende que a votação aconteça em agosto, após o recesso. As lideranças da Minoria na Câmara, do PCdoB, PT, PSol e PDT cobram do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), o cumprimento do rito para votação da denúncia contra Temer.

    A líder do PCdoB, Alice Portugal (BA) defendeu a similitude com o processo feito com a presidente eleita, Dilma Rousseff. “Pedimos que a votação ocorresse num domingo, para que todos pudessem acompanhar a sessão, mas há resistência na presidência da Câmara. Passamos então a pedir que seja em agosto, pois queremos que a sociedade participe do debate e cobre de seus representantes o acatamento da denúncia”, afirma Alice.

    De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB

    Foto: Richard Silva

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