O sindicalista Batista recebe Título de Cidadão de Salvador nesta terça (29)
O dirigente nacional da CTB e presidente do PCdoB-RJ, João Batista da Rocha Lemos recebe o Título de Cidadão de Salvador nesta terça-feira (29), às 18h no Plenário Cosme de Farias, na Câmara Municipal da cidade. “Essa honraria é mais do que merecida porque o Batista sempre esteve presente nas lutas sindicais de Salvador e da Bahia”, reforça Aurino Pedreira, presidente da CTB-BA.
A homenagem foi proposta pelo vereador Everaldo Augusto (PCdoB-BA). “Eleito secretário nacional sindical do Partido Comunista do Brasil, Batista passou a atuar em vários estados, sendo a Bahia um dos principais, uma vez que, em terras baianas, o PCdoB sempre teve forte presença no movimento sindical nas mais importantes categorias”, destacou Everaldo.
Nascido em Jundiaí, interior de São Paulo, em 1953, Batista, como é conhecido, iniciou o engajamento político na adolescência, no mesmo período de ditadura militar. Para Aurino, “a trajetória de Batista sempre apresentou um caráter nacional ao movimento sindical e social com grande atuação na Bahia. Desde sua atuação como coordenador da Corrente Sindical Classista até a concepção e criação da CTB”.
“Dentro do contexto histórico vivido no Brasil, com a repressão calando os sindicatos, as organizações estudantis, os parlamentares, as lideranças populares e os religiosos, Batista iniciou sua participação política, em 1968, atuando no movimento estudantil secundarista da Juventude Estudantil Católica”, lembrou o vereador Everaldo Augusto.
De família progressista, Batista já militava no movimento estudantil aos 15 anos de idade. Desse período em diante enfrentou a repressão da ditadura por inúmeras vezes. Detido panfletando pela democracia foi encaminhado ao juizado de menores (espécie de Justiça da Infância e da Juventude daquele tempo) por ser muito jovem ainda.
Como líder sindicalista foi demitido da Volks na época das greves que projetaram o ex-presidente Lula. Depois de falar em uma assembleia, Batista foi recebido na fábrica por dois guardas que o levaram para o setor de demissões. Três meses depois da greve, ele conseguiu emprego na Mercedes onde, aos poucos foi tentando organizar os trabalhadores. Antes de conseguir formar a chapa que concorreria às eleições do sindicato, foi novamente demitido.
Dirigente destacado da CTB, Batista merece essa honraria “por todo o legado que deixou para o movimento sindical baiano e brasileiro”, destaca Aurino. Para ele, o sindicalista homenageado “é o pai da criação da CTB”. Além disso, “a força do sindicalismo classista na Bahia, com a CTB sendo a maior central do estado, deve-se muito à atuação de Batista”, acentua. “Antes de ser paulista e carioca, ele é soteropolitano e brasileiro”, defende.
Fonte: Portal CTB
