Nordeste já representa 20% do consumo do país e cresce mais que o sudeste
A região Nordeste vai bater o recorde histórico de participação no consumo nacional em 2014. Este ano a região vai ser responsável por quase 20% do consumo no país.
E o Sudeste vai, pela primeira vez, representar menos de 50% do consumo do país. Vale lembrar que em 2013, o peso da região Sudeste foi de 50,53% e há dez anos, ela representava 55,79%. Em números exatos, em 2014, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo responderão por 49,21% de tudo o que será consumido no País, enquanto o Nordeste participará com 19,48%. A estimativa é da IPC Marketing e foi publicada pelo Estado de São Paulo.
Segundo Marcos Pazzini, diretor da IPC Marketing, há dez anos, não existia uma classe média, principalmente no Nordeste, mas quando o governo fez chegar dinheiro no bolso da população de mais baixa renda, ele fez com que essa parte da população tivesse uma condição melhor de vida e obviamente de consumo.
As economias do Norte e principalmente as do Nordeste foram impulsionadas nos dois últimos anos por dois grandes fatores: programas de transferência de renda e política de reajuste real do salário mínimo.
No caso da economia nordestina, quase 20% da origem da renda familiar vem do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – boa parte do pagamento é atrelada ao salário mínimo. O Bolsa Família representa 3%. O restante é dividido entre trabalho (71,9%) e outras fontes (5,4%), como aluguel.
Com isso, as economias do Nordeste vão crescer acima da média nacional em 2014. A projeção do cenário regional feita pela Tendências Consultoria mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste crescerá de 2,7% em 2014, enquanto o desempenho esperado para o PIB brasileiro será de 1,9%.
E o crescimento econômico da Região Nordeste deve permanecer acima da média nacional nos próximos anos. De acordo com a projeção da consultoria Tendências, de 2015 a 2018, a média de crescimento da economia nordestina deve avançar 3,5%, enquanto o crescimento brasileiro será de 2,9%.
Fonte: Bahia Econômica
