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    Justiça do Trabalho considera alergia a cimento como doença ocupacional

     

    cimento

     

     

    Decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO) reconheceu como doença ocupacional alergia ao cimento adquirida por um pedreiro que trabalhava na empresa Tehcna Serviços de Engenharia Ltda.

    O trabalhador, em razão do contato direto com agentes químicos, poeira e cimento, passou a ter reações alérgicas na sua pele, especialmente nos braços. Ao procurar um médico, descobriu que estava com uma doença chamada dermatite de contato e comunicou tal fato à empresa. No entanto, de acordo com o trabalhador, nada foi feito para minimizar o seu sofrimento, sendo mantido no mesmo lugar de trabalho e com as mesmas tarefas a serem realizadas.

    A empresa alega que sempre foi zelosa com seus funcionários e quando demitiu o trabalhador e o submeteu ao exame médico demissional, ele foi considerado apto para exercer a função de pedreiro. Outra argumentação foi a de que o laudo apresentado pelo obreiro foi realizado por um profissional que não possuía especialidade na área de dermatologia.

    Segundo TRT, ficou provado, por meio de perícia, que a dermatite de contato, que acometeu o trabalhador, é doença característica ao exercício das funções que o obreiro desenvolvia. Segundo o relator do processo, desembargador Elvecio Moura, “as provas apresentadas nos autos não deixam dúvidas de que existiu o nexo de causalidade entre a doença e o dano sofrido pelo funcionário”.

    A empresa foi condenada ao pagamento de R$ 5 mil ao ex-funcionário por danos morais. O valor arbitrado pelos relator levou em consideração o fato de que a doença adquirida “não é daquelas que cause repugnância”.

    Fonte: TRT-GO