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Destaques do dia

    Comerciários fecham lojas no Centro e ameaçam parar shopping

    Trabalhadores do comércio ameaçam suspender nesta quarta-feira, 12, as atividades em um shopping da capital baiana (cujo nome não havia sido divulgado até esta terça-feira, 11), um dia depois de fechar parte das lojas da avenida Sete de Setembro,  para cobrar o reajuste salarial da categoria. A data-base expirou em março passado.

    Os consumidores que decidiram antecipar as compras de Natal se surpreenderam ontem com o protesto dos  comerciários. Ainda assim, houve  estabelecimentos que conseguiram efetuar vendas, ao trabalhar com meia porta aberta.

    “Eu saí no intuito de adiantar algumas compras, já que não quero enfrentar a correria do fim de ano, com lojas lotadas e trânsito engarrafado”, afirmou a nutricionista Andrea Ribeiro, 43, enquanto procurava algum estabelecimento aberto. Morador de Santo Antônio de Jesus, o motorista Washington Antunes, 39, disse ter perdido a viagem depois de não obter sucesso nas compras para os filhos.

    Reivindicação

    Segundo um diretor do Sindicato dos Comerciários de Salvador, Adilson Alves, a paralisação ocorreu devido à falta de diálogo com os patrões. Os trabalhadores pedem um reajuste de 13%, mais vale-refeição diário de R$ 9 ante os R$ 8,40 pagos atualmente. “Chegamos a essa medida radical porque estamos há oito meses sem avanço nas negociações com os empresários, apesar de todo o esforço do sindicato”, disse o dirigente.

    Embora a equipe de reportagem tenha observado tentativas de driblar a paralisação em lojas, o dirigente afirmou que 90% dos estabelecimentos aderiram. “Já havíamos avisado sobre a paralisação e vamos parar um shopping na capital”, disse sem revelar qual estabelecimento.

    Para o presidente do Sindicato dos Lojistas, Paulo Motta, os trabalhadores têm sido “rigorosos”, uma vez que, conforme afirmou, recusaram duas contrapropostas: uma, inicial, de 5,39% e outra de 7%, mais a oferta de R$ 22 por domingo trabalhado (os comerciários querem R$ 50).

    “O impasse reside em dois pontos. O primeiro é que os comerciários querem pagamento retroativo do reajuste, o que não temos condições de atender. O segundo é que não renovamos a cláusula relacionada ao vale-refeição”, argumentou frisando que, por enquanto, não pretende acionar a Justiça.

    Fonte: A Tarde

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