Cresce o número de mulheres com carteira assinada
Caiu a taxa de desocupação entre as mulheres em relação ao primeiro trimestre de 2014, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), divulgado nesta quinta-feira (6). Ela, no entanto, ainda supera proporcionalmente a taxa de desemprego entre os homens.
As mulheres desempregadas eram 8,7% no primeiro trimestre deste ano, enquanto 5,9% de homens procuravam vaga no mercado de trabalho. Já no segundo trimestre a taxa de mulheres sem emprego foi de 8,2% (uma queda de 0,5 ponto percentual), bastante favorável diante da conjuntura. Já entre os homens, a taxa ficou em 5,8% (apenas 0,1 ponto percentual de diminuição), o que representa certa estabilidade na formalização das ocupações.
Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Ivânia Pereira, “as mulheres estão se dedicando mais, voltando para a escola para se capacitar melhor e procurando empregos formais compatíveis à sua dedicação e vontade de melhorar de vida”. O nível da ocupação no segundo trimestre de 2014 foi de 68,4% para os homens e 46,4% para as mulheres.
Ivânia realça o crescimento de emprego formal entre as mulheres. “Com os programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, um número maior de mulheres saiu da pobreza extrema e passou a procurar emprego, inserindo-se nos cadastros dos trabalhadores e das trabalhadoras que buscam uma ocupação no mercado formal de trabalho. Isso elevou os percentuais de desempregadas para em seguida, com a maior capacitação oferecerida por programas de qualificação profissional como o Pronatec e outros, aumentar-se o engajamento em profissões com carteira assinada. Esses postos vêm crescendo a cada novo levantamento”, sinaliza.
Além desses programas, a sindicalista ressalta a Proposta de Emenda à Constituição 72, conhecida como “PEC das Domésticas”, que aumentou o número de empregadas com carteira assinada. “Tudo isso só vem confirmar os avanços da última década em todos os setores sociais, e mostra principalmente que as mulheres não perdem tempo e estão indo à luta cada vez com mais segurança”, reforça Ivânia.
Fonte: Portal CTB
