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Marcha Contra o Genocídio do Povo Negro reuniu mais de 50 mil pessoas
A II Marcha Internacional Contra o Genocídio do Povo Negro ocorreu na última sexta-feira (22), em mais de 25 cidades, 15 no Brasil e outras 10 em frente de embaixadas brasileiras nas cidades de Washington, Madri, Lisboa e Paris, entre outras. A mobilização reuniu ao todo 50 mil pessoas, de acordo com a agência Afropress.
Surgida na Bahia, à campanha “Reaja ou será morto (a)” promove atos anuais desde 2006, quando um rapper e integrante da articulação, Negro Blul, foi executado por grupos de extermínio. A partir de então, a mobilização ganhou outros estados, onde grupos desenvolvem trabalhos visando a ampliar a conscientização e a mobilização.
Em 2013, foi realizada a primeira Marcha Nacional. Apenas em Salvador, mais de 5 mil pessoas compareceram ao ato, conforme a organização. São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre também participaram da mobilização, que conta com o apoio de movimentos de outros países.
Segundo o Mapa da Violência 2014, a vitimização de negros é bem maior que a de brancos. Morreram proporcionalmente 146,5% mais negros do que brancos no Brasil em 2012, em situações como homicídios, acidentes de trânsito ou suicídio. Entre 2002 e 2012, essa vitimização mais que duplicou, segundo o estudo.
Além de denunciar o genocídio, a marcha pretende pautar o que as organizações apontam como seletividade do sistema prisional. De acordo com dados de 2013 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, das 537.790 pessoas que estão no sistema penitenciário, 93,92% são homem, 50,88% têm entre 18 e 29 anos e 57,21% têm pele de cor negra ou parda. Cruzando os dados, os números apontam que a maior parte dos presos no Brasil é formada por homens e negros.
FONTE: Afropress
