Fortaleza: Protesto marca primeiro dia de greve
Marcando o primeiro dia de greve geral dos operários da construção civil, a categoria realizou ato na manhã de ontem no cruzamento das avenidas Abolição e Barão de Studart. Grupos de trabalhadores de diversos canteiros de obras realizaram caminhadas até o ponto de encontro, onde a categoria se manifestou pela melhoria das condições de trabalho e reajuste salarial, entre outros benefícios. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF).
A programação inicial seria de uma passeata na avenida Beira Mar, mas o Sindicato foi informado por policiais do Batalhão de Choque que nenhuma manifestação do tipo poderia percorrer as avenidas Beira Mar, Barão de Studart e Historiador Raimundo Girão.
O argumento usado pelo major Alexandre Ávila, comandante do Batalhão, foi de que tais áreas são de segurança, por serem pontos de hospedagem e passagem das delegações das seleções de futebol, assim como a avenida em que o Palácio da Abolição está localizado.
Alguns trabalhadores, irritados com o impedimento de continuar o movimento, lembraram o direito à manifestação. Nestor Bezerra, coordenador geral do Sindicato, criticou a proteção policial da área turística, enquanto a mobilização dos trabalhadores era por direitos legítimos. Para não entrar em confronto ou tensionar a situação, o Sindicato dispersou os trabalhadores às 11 horas e prometeu mobilizações para os próximos dias. Durante a manifestação, o trânsito do entorno das avenidas foi desviado, causando congestionamento em toda a região.
A pauta de reivindicações da categoria inclui 15% de reajuste salarial, cesta básica de R$ 150, plano de saúde, 5% de mulheres nos canteiros de obras, auxílio-creche e hora extra no trabalho aos sábados.
Nota
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), por meio de nota, lamentou a posição do Sindicato dos trabalhadores em parar as negociações e realizar manifestações públicas, informando que continua aberto ao diálogo. Segundo o Sinduscon, o impasse das negociações ocorre, em especial, pela reivindicação do plano de saúde, que causaria um aumento de custos no setor, além de “outras implicações na área legal e de gestão de pessoas dentro das empresas”. O aumento proposto pelas empresas para o piso foi de 7,84%.
Fonte: O Povo On Line
