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    Operários da Construção Civil no AM protestaram ao lado de estádio da Copa

     

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    Operários da Construção Civil de Manaus paralisaram as atividades, nesta quarta-feira (11), nas proximidades da Arena da Amazônia – estádio de Manaus para a Copa do Mundo. Eles cobram reajustes salariais e segurança no trabalho. O ato ocorreu simultaneamente ao lançamento da operação da Polícia Militar para o mundial, e afeta cerca de 70 obras na cidade.

    De acordo com presidente do Sindicato da Construção Civil e Montagem do Estado do Amazonas (Sintracomec), Cícero Custódio, os trabalhadores querem reajuste de 11% nos salários, aumento de R$ 130 na cesta básica, além de plano de saúde. Ainda segundo Custódio, a porcentagem de 6% foi ofertada à categoria. “Estamos revoltados. Ninguém está resolvendo nada por causa da Copa. Hoje foi apenas um alerta, mas esperamos a paralisação de 20 mil dos nossos 90 mil trabalhadores, caso não tenhamos uma resposta”, afirmou.

    O movimento de paralisação reuniu cerca de cem operários. Nenhum dos manifestantes quis falar com a imprensa. No entanto, Cícero Custódio afirmou que todos os trabalhadores cobram mais segurança nos canteiros de obra.

    Obras em estádio da Copa
    As obras de construção da Arena da Amazônia registraram atrasos no cronograma, além de três mortes, causadas por acidentes de trabalho, segundo denúncias.

    No dia 28 de março de 2013, o operário Raimundo Nonato Lima Costa, de 49 anos, morreu ao se desequilibrar e cair de uma altura de cinco metros. Na madrugada do dia 14 de dezembro do mesmo ano, um operário morreu após cair de altura de 35 metros, no canteiro de obras da Arena da Amazônia. A vítima era Marcleudo de Melo Ferreira, de 22 anos, natural de Limoeiro do Norte, no Ceará. Ele trabalhava na montagem da cobertura do estádio. Já no dia 7 de fevereiro deste ano, um trabalhador português, de 55 anos, da empresa responsável pela montagem da cobertura e da fachada, morreu ao ser atingido por uma peça que desprendeu do guindaste usado nas obras. O Ministério Público do Trabalho (MPT) conseguiu na Justiça do Trabalho a interdição dos trabalhos em alturas, o que causou atrasos no cronograma de obras.

    A Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região ingressou com ação civil pública contra a construtora Andrade Gutierrez, empresa responsável pelas obras da Arena da Amazônia, por danos morais e coletivos.

    Operação da Polícia Militar
    O protesto da Construção Civil ocorreu ao lado do lançamento da operação da Polícia Militar doAmazonas para a Copa do Mundo. Em cerimônia em frente à Arena da Amazônia, a corporação apresentou as ações e o efetivo que deverá ser usado durante o reforço no policiamento para a Copa em Manaus.

    Fonte: G1